Serra critica secretaria após distribuição de livros de geografia com dois Paraguais

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), criticou a Secretaria de Estado da Educação por ter distribuído livros de geografia para alunos da 6ª série do ensino fundamental com erros em mapas. No livro, que leva o nome de “Caderno do Aluno“, o Paraguai aparece duas vezes no mapa da América do Sul e a localização do Uruguai está invertida com o Paraguai. O erro também acontece no livro do professor.     “Isso não é um erro que alguém possa ignorar. Ninguém acha que tem dois Paraguais. Acho que houve algum problema de impressão, mas acho que secretaria deveria revisar os materiais“, afirmou o governador.     Outra incorreção é a não-inclusão do Equador no mapa “Fronteiras Permeáveis“. Sem isso, o aluno não tem informação para responder à seguinte questão, na página ao lado do livro: “Quais são os países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil?“     Nesta terça-feira, a pasta determinou o recolhimento dos 500 mil livros com erros distribuídos para alunos da sexta série do ensino fundamental.     “Não é um erro grave, mas é um erro. Material [escolar] não pode estar errado, não pode ter erros desse tipo“, disse Serra.  

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Para população, professores desmotivados e mal pagos são principal problema da educação

Para a maioria dos brasileiros, a educação no Brasil está melhorando, mas ainda de forma lenta e a raiz para os principais problemas do ensino público está em professores desmotivados e mal pagos. É o que aponta uma pesquisa divulgada hoje (16) pelo Instituto Ibope e o Movimento Todos Pela Educação.    Para quase 70% dos mais de 2 mil entrevistados, o ensino público no Brasil é bom (34%) ou regular (35%). Outros 13% acham que a educação na rede pública está péssima e 7% a consideram ótima.    O estudo revela ainda que a população atribui grande peso aos professores no processo educacional. Professores desmotivados e mal pagos foram o item mais votado como principal problema da educação no Brasil, apontado por 19% dos entrevistados.    Os docentes estão em três das cinco respostas mais citadas como deficiências centrais do ensino. Além de acreditar que os profissionais são mal remunerados, para 12% dos entrevistados faltam professores nas escolas e 11% acreditam que eles são desqualificados.    Quase metade dos participantes da pesquisa aposta em uma boa remuneração salarial como o principal fator de motivação do trabalho do professor. Verificar que seus alunos estão aprendendo foi citado como o segundo

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Deputados articulam criação de Lei de Responsabilidade Educacional

Deputados que integram a Comissão de Educação e Cultura estão se articulando para criar uma Lei de Responsabilidade Educacional. O tema será abordado em reunião nesta quarta-feira (18) com o ministro da Educação, Fernando Haddad. A intenção é retomar uma iniciativa que poderá repetir na educação os ganhos na gestão orçamentária obtidos com a Lei de Responsabilidade Fiscal.    O objetivo da lei a ser criada é garantir níveis mínimos de qualidade para a educação básica brasileira, com punições aos gestores que não conseguirem alcançar esses patamares. Tramitam, na Câmara, pelo menos seis projetos que podem ser enquadrados nesse propósito.     O mais antigo é o Projeto de Lei 7420/06, da deputada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que determina que a educação básica, em cada rede e sistema de ensino do País, obedeça a critérios obrigatórios de qualidade, entre os quais a jornada escolar universal em tempo integral, de pelo menos sete horas diárias no ensino fundamental, e de cinco horas no ensino médio.    A deputada de Goiás, aliás, assumiu, informalmente, a liderança do movimento pela nova regra cujo ápice foi o seminário internacional, organizado pela comissão em meados do ano passado, sobre ética e responsabilidade na educação. A

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Prêmio Jabuti 2009 está com inscrições abertas

Editores, escritores, ilustradores, tradutores e designers gráficos já podem começar a fazer uma seleção de suas melhores obras. A Câmara Brasileira do Livro lançou oficialmente nesta quarta-feira (18/3) a 51ª edição do Jabuti e abriu as inscrições para o prêmio mais tradicional do livro no Brasil. As inscrições poderão ser feitas pelo site www.premiojabuti.org.br até as 18 horas do dia 29 de maio. Só podem ser inscritas obras publicadas no País entre 1º de janeiro e 31 de dezembro de 2008.    A grande novidade deste ano é a inclusão da categoria especial Tradução de Obra de Ficção do Francês para o Português, homenagem da Câmara Brasileira do Livro às comemorações do Ano da França no Brasil. “A França e a literatura francesa deixaram um legado enorme para a humanidade, com grandes escritores e pensadores, como Victor Hugo, Balzac, Apollinaire, Flaubert, Sartre, Simone de Beauvoir, entre tantos outros. Homenagearemos uma das línguas mais importantes da literatura mundial com o prêmio mais tradicional do livro no Brasil”, ressalta a presidente da entidade, Rosely Boschini. Com a criação da categoria especial, o Jabuti irá contemplar 21 categorias em 2009.    A 51ª edição também marca a estreia do novo site do Prêmio

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Governo de SP manda recolher 500 mil livros de geografia com 2 Paraguais

A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo determinou o recolhimento dos 500 mil livros de geografia com erros distribuídos para alunos da sexta série do ensino fundamental. No livro, que leva o nome de “Caderno do Aluno“, o Paraguai aparece duas vezes no mapa da América do Sul e a localização do Uruguai está invertida com o Paraguai. O erro se repete também no livro do professor. Outra incorreção é a não-inclusão do Equador no mapa “Fronteiras Permeáveis“. Sem isso, o aluno não tem informação para responder à seguinte questão, na página ao lado do livro: “Quais são os países sul-americanos que não fazem fronteira com o Brasil?“ A pasta do governo de José Serra (PSDB) determinou que a Fundação Vanzolini, responsável pela edição do material didático, faça a troca dos livros com erros. A fundação irá arcar com todos os gastos desta troca, incluindo impressão e distribuição. O material começou a ser distribuído na rede, mas não há informação se já chegou a a todas as escolas do Estado. De acordo com a secretaria, o “Caderno do Aluno“ é um material complementar que não substitui o material didático. Ele é utilizado em conjunto com os materiais destinados

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103 milhões de livros didáticos

Terminou, com o início das aulas, uma megaoperação coordenada pelo Ministério da Educação (MEC) para entregar 103 milhões de livros didáticos nas 140.000 escolas públicas brasileiras. A distribuição dessa enorme quantidade de livros, que empilhados teriam a altura de 200 montes Everest, consumiu cinco meses e incluiu milhares de viagens de carreta, barco e até carroça. Para citar um périplo entre vários, chegar a um município como Ipixuna, distante 1 380 quilômetros de Manaus, exigiu, além do transporte inicial de caminhão a partir de São Paulo (que concentra a produção de livros didáticos no país), cruzar o Rio Madeira de barco durante 33 dias e seguir adiante de van por mais quatro. Não há no Brasil nenhum programa oficial que envolva uma distribuição tão extensa nem demande logística tão complexa. A segunda maior operação do gênero é a entrega de vacinas pelo Ministério da Saúde, que perde em dimensão (na última campanha contra a rubéola, foram 84 milhões de doses) e na variedade da carga – uma única vacina, contra 2 322 títulos. O que complica mais ainda a logística dos livros é o fato de cada escola receber uma encomenda diferente. São 140 000 tipos de pacote, entregues um

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Mercado editorial sofre redução de pontos-de-venda e de tiragens

O mercado de livros do país vive um dilema: como escapar do círculo vicioso em que os pontos-de-venda para os cerca de 2 mil títulos lançados mensalmente pelas editoras vêm diminuindo, o que conduz a tiragens cada vez menores – com exceção de poucos best-sellers –, e, consequentemente, preços mais altos e menos leitores.    Entidades do setor e senadores entendem que é preciso incentivar o hábito da leitura, como ponto de partida para mudar esse cenário. Divulgada no fim do ano passado, sob o patrocínio conjunto do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), pesquisa revelou que houve crescimento discreto nas vendas em 2007, mesmo com uma redução do número de títulos publicados. Porém, um dado mostra a fragilidade do mercado consumidor: quase metade dos exemplares produzidos foi vendida ao governo, para atendimento aos vários programas de livro didático, científico etc.    O brasileiro lê bem menos que os habitantes dos países desenvolvidos. Aqui, são, em média, 2,4 livros por ano, contra dez nos EUA e 15 em países como Suécia e Dinamarca. E apenas 0,9 desses 2,4 livros anuais lidos não são obras didáticas. As diferenças regionais brasileiras também conspiram contra

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MinC se reúne com editores

O processo de inscrição e avaliação de projetos culturais submetidos à Lei Rouanet foi o tema do encontro de representantes do mercado editorial com o ministro da Cultura, Juca Ferreira, nesta quinta-feira, dia 12, na sede da Câmara Brasileira do Livro (CBL). Os editores pediram agilidade na aprovação dos projetos e maior interlocução entre o setor e o Ministério, além da reativação da Secretaria Nacional do Livro e Leitura.     Um grupo de 12 pequenas editoras redigiu um texto afirmando que a Lei Rouanet sofre “travamento operacional” e que existe má vontade do ministério em relação à renúncia fiscal. O ministro chamou para o encontro todas as editoras signatárias do manifesto.    “Longe de estar emperrada, nós multiplicamos em muito o número de projetos avaliados e aprovados pela lei. O teto de renúncia chega a R$ 1 bilhão. Aquela desconfiança não tem base na realidade“, ponderou Ferreira em matéria publicada no Estado.     No próximo dia 24 de março, haverá um novo encontro entre editores e uma equipe do Ministério para debater o tema e conhecer os detalhes da nova Lei Rouanet.        Em São Paulo, ministro rebate grupo de editores  O Estado de São Paulo

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Mercado editorial conta lucros e prejuízos com acordo ortográfico

O mercado editorial está no centro das discussões sobre quem ganha e quem perde com o acordo ortográfico da língua portuguesa. Enquanto alguns avaliam que as editoras serão as principais beneficiadas com a reforma, muitas empresas do setor, tanto no Brasil como em Portugal, inicialmente se opuseram às mudanças na escrita.     O presidente da União dos Editores Portugueses, Carlos da Veiga Ferreira, chegou a dizer a certa altura que havia a chance de várias empresas “boicotarem“ o acordo em Portugal, por acreditarem que as editoras brasileiras, especialmente no setor de livros didáticos, ganhariam espaço na África, mercado hoje dominado pelos portugueses.     Com o avanço das discussões sobre a adoção do acordo ortográfico, os editores portugueses passaram a aceitar melhor a ideia, mas ainda esperam que haja um apoio governamental substancial para o financiamento da adaptação dos livros. A preocupação é compartilhada pelas editoras no Brasil.     “Há um custo grande na alteração de todos os livros existentes nos catálogos das editoras, já que os fotolitos desses livros terão de ser descartados, será necessário fazer uma revisão e novos materiais terão de ser impressos“, disse Sonia Machado, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livro do

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