Escolas municipais que adotaram apostilas privadas têm notas melhores na Prova Brasil, diz FGV

Escolas municipais paulistas que adotaram apostilas de ensino elaboradas por instituições privadas tiveram um desempenho superior na Prova Brasil (que avalia as escolas públicas de ensino fundamental), revela estudo da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Os pesquisadores ressaltam, porém, que ainda é cedo para avaliar se os bons resultados têm relação direta com as apostilas.     Elaborado pelo Centro de Microeconomia Aplicada da fundação, o estudo abrangeu escolas municipais de 177 municípios de São Paulo que adotaram esse sistema de ensino. A cidade de São Paulo, porém, foi excluída do levantamento por conta de seu grande número de escolas e de alunos.     Entre 2005 e 2007 (anos em que aconteceu a Prova Brasil), alunos de escolas que não adotaram as apostilas tiveram, em média, um aumento de 12,31 pontos na nota da avaliação de matemática da Prova Brasil (de 195,15 em 2005 para 207,46 em 2007). Já os que estudam em escolas com o novo método tiveram um aumento médio na nota de matemática de 17,28 pontos (192,86 em 2005 contra 210,14 pontos em 2007).     Em português, o resultado também foi representativo, conforme os pesquisadores. Entre 2005 e 2007, a nota média variou apenas 0,32 ponto

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Fim da DRU: proposta inclui ensino obrigatório dos 4 aos 17

O ensino obrigatório de quatro a 17 anos de idade já faz parte do texto da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 277/08, que retira o orçamento da educação da Desvinculação de Receitas da União (DRU). O parecer substitutivo do deputado federal Rogério Marinho (PSB-RN), com a nova redação, foi aprovado na terça-feira, 24, pela comissão especial que analisa a PEC na Câmara dos Deputados.    A proposta será votada no plenário da Câmara, em dois turnos. O ministro da Educação, Fernando Haddad, e os membros da comissão especial deverão se reunir com o presidente da Casa, Michel Temer (PMDB-SP), nesta quarta-feira, 25, para pedir que a PEC seja votada em regime de urgência. Se aprovada na Câmara, volta para aprovação no Senado.    A Proposta de Emenda Constitucional 277/08 prevê o fim gradual da DRU para a educação até 2011. Isso significa o acréscimo de cerca de R$ 9 bilhões anuais ao orçamento do MEC. O relatório aprovado nesta terça-feira na comissão especial vincula o aumento dos recursos à obrigatoriedade da educação infantil e do ensino médio.    De acordo com o texto, a educação obrigatória dos quatro aos 17 anos deverá ser implementada progressivamente até 2016, com apoio

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Frente da Leitura discute preço único de livros

A Frente Parlamentar Mista de Leitura promoverá audiência pública na próxima semana para analisar as vantagens e desvantagens de adoção da Lei do Preço Único para a venda de livros no Brasil.    A lei do preço único, que existe na Europa, determina que um livro não pode ser vendido por um valor diferente do que consta na capa.    O presidente da Frente Parlamentar, deputado Marcelo Almeida, do PMDB do Paraná, disse que o preço único é o preço mínimo e por isso gera disputa entre editoras e consumidores.    Marcelo Almeida afirmou que a Frente Parlamentar não tem uma opinião formada sobre o preço único e por isso é preciso promover esse debate.    O presidente da Associação Nacional de Livrarias, Vitor Tavares, é favorável à adoção do preço único. Ele lembra que o Brasil tem um número de livrarias inferior recomendado pela ONU.    “Nós sentimos realmente que esse fato, de não ter boas e mais livrarias, se deve à própria motivação do empresário. Ele não quer investir porque existe uma concorrência “muito agressiva“. Por exemplo, a própria internet hoje é muito agressiva“, disse.    Vitor Tavares ressaltou que a internet deve ser mais um instrumento de

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Seminário discute educação de jovens e adultos na América Latina

A Comissão de Educação e Cultura da Câmara, em parceria com o Unesco, o Ministério da Educação e a Fundação Satillana, promoveram esta semana, Seminário internacional sobre o tema “Educação de Jovens e Adultos na América Latina: Direito e Desafio de Todos“.    Houveram debates sobre o Plano Ibero-Americano da Alfabetização e Educação de Pessoas Jovens e Adultas e ações nessa área no Brasil. Durante o evento, ocorreram reuniões de intercâmbio de experiências em alfabetização e saúde; em políticas de diversidade cultural e lingüística e em ações de educação em prisões.    Durante o encontro, foram avaliados temas que serão debatidos na Sexta Conferência Internacional da Unesco em Educação de Adultos (Confinteia VI), que ocorrerá em maio em Belém (PA). A Conferência, que pela primeira vez ocorre na América Latina, reunirá delegações de vários países. Realizada a cada 12 anos, seus resultados são estratégicos na definição de parâmetros internacionais para as políticas de educação de jovens e adultos.    Os temas centrais do documento-base da Confinteia VI foram apresentados pelo especialista em Educação de Jovens e Adultos da Unesco no Brasil, Timothy Ireland.     O encontro contou com a presença, entre outros:    – do Ministro da Educação, Fernando

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Cidade de São Paulo ganha novo espaço cultural

No próximo dia 28 de março, o Grupo IBEP-Nacional inaugura um espaço totalmente dedicado à cultura e ao aprendizado. Localizado na Bela Vista, próximo à estação Brigadeiro da linha verde do metrô. O Espaço Cultural IBEP-Nacional (Rua Santo Amaro, 766, tel. 2799-7799) terá uma programação diária e gratuita, com entretenimento, cursos, palestras, livraria, café, revistaria, espaço HQ e infantil, auditório e um atendimento diferenciado para os professores.     Marcada para terça-feira, 31 de março, a inauguração oficial celebrará a nova fase do grupo IBEP- Nacional, que já reestruturou o Departamento Comercial, trouxe de volta do Catálogo de Livros Didáticos da Editora Nacional, lançou a Coleção Brasiliana e adquiriu a Conrad Editora em fevereiro de 2009.     

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MEC compra 250 títulos para bibliotecas escolares

O MEC abriu as inscrições de obras para o Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) 2010. As pré inscrições começaram ontem (23/3) e vão até dia 3/4. A entrega das obras deve ser feita entre 22/4 e 28/4. Obras em verso e prosa, narrativas com imagens, adaptações de clássicos da literatura para quadrinhos, traduções e livros interativos (com selo do INMETRO) podem ser inscritos em quatro categorias: Educação Infantil, de 0 a 3 anos, Educação Infantil, 4 e 5 anos, anos iniciais do Ensino Fundamental e final do Ensino Fundamental e Ensino Médio. Serão adquiridas, ao todo, 250 obras, distribuídas em acervos direcionados para as faixas etárias. O edital prevê que as obras estejam adaptadas ao Novo Acordo Ortográfico, mas abre exceção para este ano, permitindo que as editoras adaptem as obras, se selecionadas.

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Valorizar a educação de jovens e adultos

PELA PRIMEIRA vez, um país do hemisfério Sul irá sediar a Conferência Internacional de Educação de Adultos, que teve sua primeira edição em 1949, em Elsinore (Dinamarca). A 6ª Confintea (www.unesco.org/en/confintea) será realizada no Brasil, em Belém, no Pará, entre os dias 19 e 22 de maio, e deverá receber delegações de pelo menos 170 países-membros da Unesco -de um total de 193. A capital paraense é exemplo de um dos maiores desafios mundiais: a promoção do desenvolvimento humano a partir de paradigmas de sustentabilidade. A educação de jovens e adultos é um dos fundamentos para o desenvolvimento das nações. O saber -desde sempre um valor essencial-, diante da globalização, em algumas circunstâncias, se torna moeda. A atual crise global reforça a necessidade de uma agenda mundial que contemple a criação de políticas nacionais com financiamento assegurado e ações de monitoramento e avaliação para respaldar tanto os investimentos internos, de origem pública ou privada, quanto a ajuda internacional para os países que dela precisam. É imprescindível que o ensino destinado à população jovem e adulta esteja alinhado a outras agendas internacionais, como as Metas de Educação para Todos e as Metas do Milênio, com as quais o Brasil está comprometido.

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Livros apreendidos em sebos de Curitiba

A Delegacia do Consumidor apreendeu ontem cerca de 400 livros didáticos em cinco sebos de Curitiba. A ação inédita faz parte da campanha nacional 2008/2009 da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), que atua por meio de denúncias. A venda de livros didáticos do professor – aqueles que contém um selo na capa e contêm respostas dos exercícios – é considerada crime similar ao comércio de CDs piratas. Em Curitiba, a campanha foi realizada após a obtenção de mandado judicial. Os livros incluem disciplinas diversas, como Biologia, História, Português e Matemática, dos ensinos fundamental e médio. Agora, os livros vão para o depósito de uma editora aguardando decisões da Justiça. Os sebos foram autuados por crime de violação de direitos autorais, conforme prevê o artigo 184 do Código Penal. A pena para esse tipo de crime, considerando grave, é prisão que pode variar de dois a quatro anos. “Além do crime autoral, a venda de livros didáticos do professor é também um crime educacional, pois esses exemplares na mão do aluno são uma verdadeira catástrofe, ele não estuda mais”, afirma o advogado da Abrelivros, Dalizio Porto Barros. Todos os sebos alegaram à policia que não sabiam que não podiam

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Erro em mapa da América do Sul não era o único

Na apostila de exercícios recebida por João Pedro, José e Nilo, estudantes na capital paulista, a América do Sul tem uma geografia diferente.     O material da 6ª série da rede pública estadual de São Paulo traz um mapa com dois Paraguais. Nenhum deles no lugar certo. O primeiro fica onde deveria estar o Uruguai. O segundo, aparece junto com a Bolívia. E o Equador? Sumiu.     “É ruim, porque prejudica no nosso ensino”, comenta Nilo Henrique do Nascimento, de 14 anos.     A professora de João Pedro Ignácio já avisou: “Não vai passar prova sobre mapa do Brasil porque tem dois Paraguais e vai ficar ruim para gente”, conta João Pedro Ignácio, de 13 anos.     O motivo da confusão?     “Está absolutamente evidente que houve um problema na hora da impressão”, justifica a secretária de Educação de São Paulo Maria Helena Guimarães de Castro.     Cerca de 500 mil apostilas com o mapa errado foram distribuídas às mais de cinco mil escolas do estado.     “O material está sendo recolhido. Não vamos gastar nenhum tostão a mais por essa reimpressão desses cadernos que serão substituídos”, avisa Maria Helena Guimarães.    

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