Reflexões sobre o Fundo Pró-Leitura
Em dezembro de 2004 o presidente Lula reduziu a zero a alíquota do PIS e da Cofins para a cadeia produtiva do livro (editores, distribuidores e livreiros). Com essa medida se resgatava a imunidade fiscal que o livro tinha garantida na Constituição. Essa decisão demonstrava o entendimento de que, como dizia Monteiro Lobato, um país se faz com homens e livros, e para tal é fundamental termos uma indústria do livro forte. Viabilizaram-se, assim, editoras e livrarias que, de outra forma, teriam fechado, pressionadas por margens estreitas de lucro (vendemos, hoje, menos exemplares do que em 1999). Os recursos provenientes da desoneração foram aplicados de várias formas: permitiram a queda do preço médio do livro, conforme a pesquisa da indústria editorial realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe); o ingresso de editoras no mercado do livro de bolso, que tem preço mais baixo e margem menor de lucro; o aumento da venda porta a porta, que atinge segmento da população não frequentador de livrarias; assim como o investimento de livrarias em sua expansão. Empresas também investiram em treinamento de professores, patrocinaram fóruns de debates, criaram projetos sociais abrindo salas de leitura. Ou seja, os beneficiados assumiram inúmeras ações para