Setor editorial brasileiro fecha em queda pelo quinto ano consecutivo, aponta Fipe
Todos os anos, as pessoas que trabalham com livros no Brasil ficam ansiosas para receber os resultados da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro encomendada à Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) pela Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL). É a chance de ver, em números, aquilo que era só uma sensação. Em anos bons, hora de se certificar de que nadou a favor da maré. Em anos ruins, confirmar que o mar não estava para peixes. Nesse ano, a espera foi abreviada e, pela primeira vez, os resultados foram apresentados em abril. O que se viu foi uma queda real (considerando a inflação) de 4,5% e o tombo só não foi maior porque o governo aumentou as suas compras. Aqui vale salientar que o crescimento nas compras governamentais é natural. É que em 2017, ano-base de comparação, a compra tenderia a ser menor já que foram comprados livros apenas para o Ensino Médio e, no ano passado, para os alunos da Educação Infantil e para o Ensino Fundamental