Leitura e escrita têm que crescer

A secretária de Educação Infantil e Fundamental do Ministério da Educação (MEC), Maria José Feres, disse ontem que a habilidade do estudante brasileiro para leitura e escrita precisa crescer e que os estados devem preparar melhor os professores para fortalecer o sistema de ensino no Brasil. Palestrante da última reunião do ano do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que termina hoje na Capital, reconheceu que o Brasil precisa combater taxas elevadas de repetência e baixo rendimento na “alfabetização e letramento“.     Um estudo feito pelo Inep este ano mostrou que mais da metade dos alunos de 4ª a 8ª série apresentam desempenho “crítico ou muito crítico“ em Matemática e Língua Portuguesa. Na classificação do Inep, “crítico ou muito crítico“ quer dizer que o estudante não consegue entender o que está lendo (no caso da Língua Portuguesa) e apresenta raciocínio e rendimento insatisfatório para operações com números.     Diante destes indicativos, Maria José pediu a secretários de Educação de 13 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, que concentrem esforços para melhorar o sistema de ensino e que valorizem acima de tudo “a língua escrita“.   Pacto Nacional para melhorar o ensino A secretária pediu ainda que se

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Lula e Milú Villela recebem Prêmio Unesco

A Organização das Nações Unidas para a Educação,a Ciência e a Cultura (Unesco) entregou ontem a edição 2003 do prêmio que concede anualmente a pessoas e instituições que se destacam pelo trabalho desenvolvido nas áreas social, cultural e científica. Entre os premiados estão o Programa Brasil Alfabetizado, do governo  federal, e a empresária Milú Ville a, presidente do Centro do Voluntariado do Estado de São Paulo. A cerimônia foi realizada na Sala Villa-Lobos do Teatro Nacional de Brasília. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu em no e do governo o prêmio pelo programa lançado em setembro com o objetivo de erradicar o analfabetismo no País. O projeto foi o vencedor na categoria Educação.     Milú foi homenageada na categoria Cidadania, por sua  atuação em projetos sociais e no estímulo a ações voluntárias.     Lula afirmou que o desafio de alfabetizar todos os brasileiros deve ser assumido pelo conjunto da sociedade. “Nós não precisamos mais de prêmio,  apenas fazer o que prometemos”, disse, reconhecendo que os educadores brasileiros, a quem dedicou o prêmio, ainda são “mal remunerados”.    No discurso, ele fez referência ao diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, também premiado na categoria Direitos Humanos e

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Seminário vai debater o negro no ensino médio

O Programa Diversidade na Universidade, da Secretaria de Educação Média e Tecnológica, do Ministério da Educação, promove, entre os dias 3 e 5 de dezembro, o seminário O Negro no Ensino Médio. O evento, que será realizado em Brasília, vai reunir especialistas de todo o País para discutir políticas de acesso e permanência das populações afrodescendentes, indígenas e de outros grupos socialmente desfavorecidos à educação média e superior. O secretário de Educação Média e Tecnológica, Antonio Ibañez, e a diretora de Ensino Médio, professora Marise Nogueira Ramos, abrirão o encontro.    Estarão presentes professores vinculados à articulação de educadores negros e que trabalhem com a temática História e Cultura Afro-Brasileira; representantes regionais dos Núcleos de Estudos Afro-Brasileiros (Neabs); e nomes representativos do movimento negro.   Também participarão do seminário representantes das secretarias estaduais de Educação, da Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação, da Secretaria de Educação Infantil e Fundamental, da Fundação Cultural Palmares, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (Inep).  Entre os temas para discussão estão: Políticas educacionais e gestão da diversidade étnico-racial – aspectos pedagógicos políticos e estruturais; Panorama

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Câmara altera o salário-educação

Projeto aprovado ontem fixa o percentual da arrecadação que será distribuído para os municípios     A partir de janeiro de 2004, a distribuição dos recursos do salário-educação passará por alterações. O plenário da Câmara dos Deputados aprovou ontem o Projeto de lei (PLS 475/03) do Senado Federal que fixa o percentual da arrecadação do salário-educação a ser distribuído pelo Fundo de Apoio ao Ensino Fundamental (Fundef) para os municípios. Pelo projeto, o dinheiro será repassado diretamente para estados e municípios de forma proporcional aos alunos matriculados no Ensino Fundamental das redes estadual e municipal. Na prática, o projeto deve tirar dinheiro dos estados em benefício das prefeituras. A reivindicação era um ponto permanente na pauta municipalista, desde a primeira edição da Marcha a Brasília em defesa dos municípios.     Ontem, o presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, creditou a votação ao cumprimento de mais uma promessa do atual governo desde a VI Marcha, em março deste ano. “A aprovação do repasse direto do salário-educação vem se somar ao novo Imposto Sobre Serviços (ISS), ao repasse do transporte escolar e à cobrança da iluminação pública“, afirmou o dirigente.     O salário-educação é uma contribuição social

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União quer dividir ônus de turno integral nas escolas

O governo federal pretende dividir com Estados e municípios os investimentos para que as escolas públicas passem a oferecer turno integral aos alunos de 1ª a 8ª série, dentro de sete anos. “São eles que têm as escolas”, disse a secretária de Educação Infantil e Fundamental do Ministério da Educação, Maria José Feres.     Segundo ela, o Plano Plurianual (PPA), que contém as diretrizes para os gastos da União entre 2003 e 2007, já prevê o turno integral, mas a verba é insuficiente. Maria José afirmou ainda que outra ação prevista é aumentar de oito para nove anos a duração do ensino fundamental, tornando obrigatória a vaga para crianças com seis anos.  

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Cristovam quer turno integral em escola até 2010

Para ministro, programa já criado que oferece treinamento esportivo serve de ‘piloto’     O ministro da Educação, Cristovam Buarque, disse ontem que até 2010 as escolas públicas do ensino fundamental terão turno integral. O mesmo deverá ocorrer com alunos do ensino médio a partir de 2015, se a meta do governo for cumprida. Para Cristovam, o Projeto Segundo Tempo, desenvolvido em parceria com o Ministério dos Esportes, já é um “piloto“ para o turno integral. “Não é completa a escola que oferece quatro horas de aula por dia, criticou o ministro, durante cerimônia de assinatura de convênio com o ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz. Para Cristovam, as escolas devem oferecer cultura e complementação de estudos aos alunos, além de atividades esportivas. Ele afirmou que a escola integral é um projeto que vai dar para fazer, sim“, mesmo sem verbas extraordinárias, utilizando criatividade e os recursos disponíveis. Um exemplo, disse, é a união dos recursos dos Ministérios da Educação e do Esporte para desenvolver o programa Segundo Tempo. Áreas de risco – O projeto já funciona em 543 escolas públicas urbanas em áreas de risco social. Segundo o ministro, 146 mil alunos permanecem na escola além do horário regulamentar e

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Ministério Público cobra São Bernardo sobre falta de licitação

O Ministério Público Estadual (MPE), que apura a compra de cadernos didáticos para 44 mil alunos da rede de ensino fundamental de São Bernardo em 2003, intimou a Secretaria de Assuntos Jurídicos da cidade para que explique por que houve dispensa, por notória especialização, de licitação para a compra das chamadas cartilhas. O contrato firmado com a editora Filosofart, de Curitiba, foi de R$ 5,7 milhões e, com aditamento, chega a cerca de R$ 6,5 milhões.     A Promotoria, que pretende concluir o inquérito cível sobre o caso até sexta-feira, iniciou a investigação a partir de denúncia feita pelo Diário e baseia o seu questionamento em um ofício encaminhado recentemente pela Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros). Em resposta à Promotoria de Justiça de São Bernardo, a associação comunicou a possibilidade de, pelo menos, 11 editoras filiadas terem condições de fazer o mesmo material comprado junto à Filosofart.     O documento traz a assinatura de representantes das editoras Ática, FTD, Quinteto, Moderna, Scipione, Saraiva, Atual, Formato, Ibep, Nacional e Editora do Brasil. “As editoras abaixo-assinadas têm condições de fornecer, à rede pública de ensino municipal de São Bernardo, material didático adaptado à realidade do município, desde que

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Escritores e críticos debatem a literatura brasileira contemporânea

A Liga Brasileira de Editoras (LIBRE) promoverá nos meses de novembro e dezembro, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, o evento literário “Em busca de um estilo: Geração 90, entre continuidade e ruptura”. Serão duas mesas-redondas: uma no dia 26 de novembro, tendo como convidados Heitor Ferraz, Juliano Garcia Pessanha, Luiz Ruffato e Marcelo Mirisola, sob coordenação de Nelson de Oliveira; e outra no dia 3 de dezembro, com João Alexandre Barbosa, Júlio Pimentel Pinto, Márcio Seligmann-Silva e Viviana Bosi, com coordenação de Manuel da Costa Pinto. Ambas com início às 19h. Os debates serão acompanhados de ação comercial visando maior presença de autores nacionais na Livraria Cultura. Os associados ao programa “Mais Cultura” contarão com descontos especiais numa seleção de 150 títulos das editoras da LIBRE. Mais informações pelos telefones (11) 3661-2881 e 3864-9899. 

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MEC promove mês da Consciência Negra

A igualdade racial começa pela educação. Com esse tema, começou hoje, 17, o mês de Consciência Negra organizado pelo Ministério da Educação. O objetivo é discutir novas formas de inclusão social e o combate ao preconceito racial.     Na abertura do evento, a pedagoga Verônika Braga e o percussionista Sassa apresentaram os estilos musicais hip hop e o rap como transformadores sociais. “Os jovens marginalizados da periferia tentam se impor com esse estilo, pois é um ritmo que não precisa de aulas de canto, é pensar e escrever. São mais de 500 mil jovens no Brasil inteiro que ouvem hip hop, mas ainda não é usado como instrumento de luta”, afirma o percussionista.    Verônika ressalta que o processo é lento, “mas as pessoas têm que pensar o rap como música de quem quer revolucionar e mudar. E muitos jovens ainda estão aprendendo como aplicar isso”.  De acordo com o servidor do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Ronald Silveira, o órgão registrou que apesar dos esforços de todo o governo, a realidade dos alunos negros ainda não se modificou. “É preciso que a gente estimule a sociedade a formular políticas, a pensar outras formas

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