Acordo ortográfico é ato colonial, diz escritor português

O Acordo Ortográfico é um ato colonial do Brasil sobre Portugal com regras que não são recíprocas, afirmou à Agência Lusa o escritor e jornalista português Miguel Sousa Tavares, que está no Brasil para lançar seu romance “No Teu Deserto”.   “O Brasil é o único país que recebeu a língua de fora e que impõe uma revisão da língua ao país matriz, como se os Estados Unidos impusessem um acordo ortográfico à Inglaterra”, afirmou Sousa Tavares, criticando o fato de não ter havido uma consulta aos profissionais que trabalham com a língua, como os escritores, jornalistas e professores. “Ninguém foi ouvido, o acordo foi imposto tanto no Brasil como em Portugal”. O escritor lembrou que um acordo exige reciprocidade, para afirmar em tom crítico que a reforma da ortografia foi “cozinhada entre acadêmicos que queriam se reunir e viajar”. “Não encontro escritores brasileiros que defendam o acordo”, aponta. Além disso, ele afirmou que não pretende mudar a sua forma de escrever e adverte que o Acordo Ortográfico vai “condensar e expurgar” muitos dos detalhes da diversidade linguística. LusofoniaSousa Tavares duvida que os países africanos de língua portuguesa cumpram o acordo. “Vão começar a rejeitar o português se nós os

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Rotatividade de diretor afeta avaliação de escolas

O que explica que, na mesma rede, algumas escolas tenham resultados tão diferentes? Um estudo realizado a partir do Saresp 2008 (avaliação do ensino paulista) e da Prova Brasil 2007 (avaliação federal) mostra que, além de características dos alunos –que são responsáveis por mais de 70% do resultado final–, fazem diferença variáveis como diretor experiente, professores assíduos e estáveis e uso efetivo do livro didático.   Em escolas da rede estadual paulista com piores notas, por exemplo, apenas 17% dos diretores estavam no cargo havia mais de seis anos. Nas melhores, essa proporção chegava a 47%. A média da rede é de 31%. O trabalho mostra que 35% das escolas estaduais convivem com alto índice de faltas de professores. Nas piores, essa proporção chega a 38% e, nas melhores, fica em 28%. O estudo é dos pesquisadores Naercio Menezes Filho, Diana Nuñez e Fernanda Ribeiro, e parte dele foi publicado no livro “Educação Básica no Brasil” (editora Campus), lançado em agosto. Foram comparadas características das 10% melhores e 10% piores escolas pelas médias do Saresp e identificadas variáveis que estavam associadas a um aumento significativo das notas dos alunos. Outra constatação foi que, nas melhores, quase todos os alunos tinham

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Taxa de analfabetismo recua pouco no país

Índice caiu de 9,9% para 9,8% entre 2007 e 2008; em números absolutos, total de analfabetos adultos subiu de 14,14 mi para 14,25 mi. Entre os dados positivos, IBGE registrou queda no percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, que recuou de 17,9% para 15,9%  Nos indicadores da educação, um dado do IBGE destoa das boas notícias econômicas: a taxa de analfabetismo recuou só 0,1 ponto percentual na comparação entre 2007 e 2008. Os dados mostram que chegou até mesmo a haver um pequeno aumento no número absoluto de analfabetos adultos, que passou de 14,136 milhões para 14,247 milhões, mas, como a população de 15 anos ou mais aumentou, a taxa acabou caindo 0,1 ponto. Em compensação, a pesquisa registrou avanço em uma taxa que há cinco anos dava sinais preocupantes de estagnação: o percentual de jovens de 15 a 17 anos fora da escola, que caiu de 17,9% para 15,9%. Analisando a série histórica da taxa de analfabetismo, se percebe que o Brasil não consegue mais reduzi-la no mesmo ritmo da década passada. De 1992 a 1999, a proporção de adultos analfabetos caiu de 17,2% para 13,3%, redução de 3,9 pontos percentuais em sete anos.

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Ministro destaca as mudanças ocorridas no ensino médio

A extensão do benefício do programa Bolsa-Família a jovens entre 15 e 17 anos teve influência positiva no retorno deles à escola. A conclusão é do ministro da Educação, Fernando Haddad. Ao participar do Seminário Nacional de Políticas para o Ensino Médio, aberto nesta terça-feira, dia 22, em Brasília, Haddad destacou as mudanças por que passa essa etapa do ensino.   “O programa Bolsa-Família e outras medidas, como a extensão dos programas do livro didático, do transporte escolar e da merenda ao ensino médio, repercutiram positivamente para ampliar o atendimento nesse nível”, afirmou Haddad. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2009, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que o atendimento escolar à faixa etária de 15 a 17 anos passou de 82% para 84,1%. “Esse número estava estacionado há anos”, apontou Haddad. Na visão do ministro, a partir de ações para melhorar a qualidade da educação no ensino médio, os jovens que estavam fora da escola passaram a ver mais sentido em sua formação e voltaram a frequentar as aulas. Entre as ações do Ministério da Educação para o ensino médio, o ministro destacou ainda a instalação da internet de banda larga

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Abrelivros encerra participação na Bienal do Rio com debate sobre ENEM

O quinto e último encontro promovido pela Abrelivros na XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro teve como tema central “O novo ENEM e as alterações no currículo do ensino médio – Teremos um ensino médio melhor? Como ficam os livros escolares?”. O evento aconteceu na tarde deste sábado, no auditório Cora Coralina, localizado no Pavilhão 3, Azul. Com mediação do membro da comissão editorial da Abrelivros, Antonio Nicolau Youssef, a palestra, que teve duração de 2h, contou com a presença do consultor do Conselho Nacional de Educação (CNE) da UNESCO e do Conselho Nacional de Educação, Amin Aur, do diretor de Concepções e Orientações Curriculares para Educação Básica da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC), Carlos Artexes Simões e do coordenador geral de Exames para a Certificação do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), Dorivan Ferreira Gomes. Amin Aur citou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, que são normas obrigatórias com orientações interdisciplinares, consideradas por Aur como “ princípios estruturadores docurrículo”, voltados para as áreas do conhecimento. O ENEM, segundo o consultor da UNESCO, estabelece uma base para

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Confira aqui as palestras do estande da Abrelivros na XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro

XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro (10 a 20 de setembro)Arquivos no formato PowerPoint (.ppt)    Literatura na Escola – Jorge Luiz Marques Perspectivas do livro escolar – Rafael Torino Ensino Fudamental de nove anos – Edna Borges Conteúdo Educacional Multimídia – Cláudio André O novo ENEM e as alterações no currículo do ensino médio – Amin Aur        

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Desigualdade cai; renda e emprego avançam

Pnad, o mais abrangente retrato do país, revela ganhos com expansão econômica entre setembro de 2007 e setembro de 2008. No período, a taxa de desocupação caiu de 8,2% para 7,2%, menor patamar desde 1996, mas número de adultos analfabetos cresce   O retrato do Brasil antes da crise, revelado ontem pelo IBGE em sua Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), mostra um país que seguia seu processo de melhoria da renda, diminuição da desigualdade e da pobreza e crescimento do emprego formal. Mas a fotografia do Brasil, feita em setembro de 2008 pelo IBGE, mostra que o vigoroso crescimento econômico ocorrido nos 12 meses anteriores não conseguiu reduzir um dos mais graves problemas do país, o analfabetismo. A taxa de analfabetismo recuou apenas 0,1 ponto percentual na comparação de 2007 para 2008. Ocorreu inclusive um pequeno aumento no número absoluto de analfabetos adultos, de 14,136 milhões para 14,247 milhões. Por ter setembro como referência, o Pnad não captou efeitos da crise que começou a abalar o mundo no último trimestre de 2008, quando pesquisas do próprio IBGE registraram aumento do desemprego e queda na renda e no crescimento. Apesar de menos atualizada, a Pnad é a mais abrangente

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Mais de 360 mil crianças e jovens deixam de trabalhar

A taxa de ocupação de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos caiu de 10,8% em 2007 para 10,2% no ano seguinte, de acordo com os dados divulgados ontem pelo IBGE. O resultado significa que, em 2008, 367 mil pessoas dessa faixa etária deixaram de trabalhar, em comparação ao ano anterior. A tendência de redução no trabalho infantil vem se mantendo desde 2006. O ritmo da queda, no entanto, não agrada a especialistas. Segundo a pesquisa, 4,5 milhões de crianças e adolescentes estavam ocupadas. Para a gerente de programas e projetos da Fundação Abrinq, Denise Cesario, o governo tem boas políticas para a redução do trabalho infantil, mas “está muito distante de garantir o direito das crianças e adolescente”. Segundo ela, o maior desafio é diminuir a ocupação nesta faixa etária no meio rural, que concentrava 35,5% das crianças ocupadas. A pesquisa do IBGE mostra que o perfil do trabalho infantil segue sendo masculino, agrícola e sem registro.

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Estande da Abrelivros sedia debate sobre conteúdo educacional multimídia

Conteúdo Educacional Multimídia – Quais as implicações das novas tecnologias para o desenvolvimento da educação no Brasil? Este foi o tema discutido por cerca de 2 horas na tarde desta sexta-feira no estande da Abrelivros, localizado no Pavilhão 2, Laranja, durante a XIV Bienal do Livro do Rio de Janeiro. A palestra foi mediada por André Caldeira, vice-presidente de Tecnologia Educacional da Positivo Informática e contou com a presença de Cláudio André, coordenador de Tecnologias para a Educação Básica da Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (SEB/MEC) e Sérgio Bairon, professor da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Cláudio André falou sobre algumas iniciativas adotadas pela SEB para orientar os professores no ensino do conteúdo digital. “Este processo de aprendizado envolve uma integração múltipla para descobrir formas de utilizar novas tecnologias. Precisamos dar suporte técnico e recursos materiais, além de avaliar e acompanhar os resultados” – declarou. As principais estratégias que obtiveram os melhores resultados para a formação de professores, segundo o coordenador, foram o envolvimento na colaboração entre pequenos grupos, a oportunidade para experimentação e reflexão e o apoio continuado para implementar mudanças e inovações. André falou ainda sobre uma das medidas

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