Para combater a pirataria, editoras investem em livros personalizados

Se ler é o melhor remédio, a “leitura fatiada” é o melhor antídoto contra a pirataria da indústria de xerox.   Com essa filosofia, editoras investem cada vez mais no mercado de livros customizados, que reúnem conteúdos selecionados de acordo com a demanda de cada instituição de ensino.   Funciona assim: em vez de comprar um exemplar que não será lido nunca do início ao fim, o estudante adquire apenas os capítulos que realmente lhe interessam, a um preço mais em conta e dentro da legalidade.   O grupo universitário Estácio, que já entrega gratuitamente o material didático aos seus alunos, levou a ideia a um patamar adiante: vai oferecer os textos em tablets, também de graça.   “Para coibir a pirataria, você precisa oferecer alternativas viáveis e mais eficazes”, diz Roger Trimer, diretor-editorial e de conteúdo da Pearson Brasil, empresa do gigante que reúne marcas como Longman, Prentice Hall e a editora Penguin.   “O livro customizado surge como uma forma de otimizar o conteúdo. Em vez de um calhamaço de folhas reproduzidas de maneira ilegal, o estudante paga um preço mais justo e acessível por um livro fracionado, que vai acompanhá-lo pelo resto da vida.”   Entre os

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Música é um de sete novos conteúdos obrigatórios nas escolas

Nos últimos quatro anos foram acrescentados ao currículo da educação básica mais sete conteúdos obrigatórios. Em 2007, uma lei introduziu direitos das crianças e dos adolescentes. Em seguida, em 2008, entrou história e cultura afro-brasileira e indígena. Logo depois, vieram filosofia e sociologia – estas como disciplinas para o ensino médio e, ainda naquele ano, música.   Em 2010, uma emenda somou artes regionais e um decreto estabeleceu educação financeira. Para cada novo componente foi dado um prazo de adaptação válido para escolas públicas e privadas.   A obrigatoriedade do ensino de música começa no próximo mês de agosto, mas o Ministério da Educação (MEC) criou apenas este mês um Grupo de Trabalho para estabelecer a metodologia de implantação do conteúdo. Enquanto isso, algumas redes contrataram profissionais, outras investiram em projetos fora do horário de aula e a maioria ainda não se adaptou. Pela lei, não é necessária uma disciplina para música, mas apenas a introdução de conteúdos.   Dessa forma, diferentes professores poderiam introduzi-la dentro ou fora do horário de aula. Liane Hentschke, professora de educação musical da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – instituição que é referência na área no País – defende que o mínimo seja

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Aprovado fundo para incentivar a leitura

A notícia vem da Agência Senado: Projeto que cria o Fundo Nacional Pró-Leitura (FNPL), de autoria do senador José Sarney (PMDB-AP), foi aprovado na terça-feira, dia 19, pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa. Para entrar em vigor, a proposta precisa ainda ser aprovada pela Câmara.   O fundo visa captar recursos para fomentar a produção, distribuição e comercialização de livros, incluindo a exportação, como prevê a Política Nacional do Livro.   Terá recursos do Tesouro Nacional, de doações, legados, subvenções e auxílios, entre outras fontes, e não terá prazo determinado de duração. Entre os objetivos, está a atualização do acervo de bibliotecas públicas e a inclusão de livros em sistema Braille, além da capacitação de pessoas que trabalham nos setores gráfico, editorial e livreiro.   Para ler a matéria escrita por Iara Guimarães Altafin, clique aqui. E para conferir a íntegra do que foi discutido na comissão, aqui.  

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200 milhões de livros didáticos no Brasil

Em volume, Programa da Fundação Nacional do Desenvolvimento da Educação, do Ministério da Educação, sustenta 75% do segmento didático.   O mercado editorial de livros escolares tem a previsão de faturar R$ 2,5 bilhões neste ano, R$ 500 milhões a mais do que o alcançado em 2010. O otimismo está relacionado ao avanço dos programas governamentais de distribuição de livros para o ensino público. De um mercado de 200 milhões de livros destinados ao segmento, 150 milhões, por ano, são comprados pelo governo.   Jorge Yunes, presidente da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), destaca que o avanço do faturamento se concretiza em um momento de queda nos preços das publicações.   Desde 2004, quando o setor obteve do governo a desoneração do Programa de Integração Social  (Pis) e da Contribuição para o Financiamento Social (Cofins), a contrapartida exigida pelo benefício fiscal foi a redução dos preços dos livros.  “O panorama é positivo para este ano. Os programas governamentais para o ensino médio nos deram grande impulso. Além disso, neste ano serão também implantados programas de distribuição de dicionários que trazem as regras da reforma ortográfica”, diz o editor.   Desde 2005, o governo federal tem comprado livros

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Estados e municípios podem financiar computadores portáteis para alunos de escolas públicas

A Caixa Econômica Federal está oferecendo uma linha de financiamento para que estados e municípios comprem computadores portáteis que serão usados por estudantes de escolas públicas de todo o país.   São equipamentos com conteúdos pedagógicos, que auxiliam o  processo de ensino e aprendizagem dos alunos matriculados na educação básica.   O crédito faz parte do Programa Um Computador por Aluno (Prouca), uma iniciativa da Presidência da República, com coordenação do Ministério da Educação. O programa objetiva a inclusão  digital, destinando laptops aos estudantes das escolas públicas de todo o país.   O Pouca conta com recursos de R$ 100 milhões e os interessados no financiamento podem obter informações sobre o programa no site.  

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Haddad dá ênfase à ampliação dos investimentos em educação

A participação do ministro da Educação, Fernando Haddad, encerrou uma série sobre educação do canal de televisão Globo News. No último programa da série Educação sob Medida, que foi ao ar no domingo, 17, Haddad falou sobre educação infantil, ensino médio e valorização da carreira do magistério.   O ministro ressaltou alguns pontos do Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional e contém 20 metas para nortear as políticas de educação até 2020. Um deles é o que se refere à ampliação do investimento público em educação, de 5% para 7%, como proporção do produto interno bruto (PIB). “No PNE da primeira década [2001-2010], a meta referente ao financiamento foi vetada; tínhamos metas, mas não meios”, disse.   Sobre a educação infantil, Haddad citou o Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos da Rede Escolar Pública de Educação Infantil (Proinfância) e o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Para ele, são instrumentos que permitirão ao país alcançar a meta de atender 50% das crianças até 3 anos de idade e 100% das crianças de 4 e 5 anos até 2020.   Em relação ao ensino médio,

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Abrelivros comemora 20 anos

Cerca de 80 pessoas, entre elas editores, representantes do governo e de entidades do livro, estiveram reunidos na última sexta feira (15/04), no restaurante A Figueira Rubaiyat em São Paulo, para comemorar os 20 anos da Abrelivros – Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares.   O evento contou com a presença de autoridades como Rafael Torino, Diretor de Ações Educacionais do FNDE; Sônia Coelho, Coordenadora Geral dos Programas do Livro do FNDE; Maria do Pillar Lacerda Almeida e Silva, Secretária de Educação Básica do MEC; Sérgio Gotti, Diretor de Políticas de Formação, Materiais Didáticos e de Tecnologias para a Educação Básica do MEC; Galeno Amorim, Presidente da Biblioteca Nacional e também com os presidentes das instituições ABDR, Enoch Bruder;  ANL, Francisco Ednilson Xavier Gomes; ABDL, Diego Drummond e Lima; CBL, Karine Gonçalves Pansa; SNEL, Sonia Machado Jardim; AREERJ, Francisco Pizotti,  e  Fundação Dorina Nowill, Alfredo Weiszflog.     Jorge Yunes, presidente da Abrelivros, pontuou em seu discurso de abertura o significativo crescimento da Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares desde o seu nascimento no dia 15/04/1991. “Ao longo desses 20 anos nos fortalecemos, integramos novas editoras ao quadro de associados e nos tornamos legítimos representantes do setor de livros

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Fundação Dorina Nowill lança novo site

Como parte das comemorações de seus 65 anos, a Fundação Dorina Nowill para Cegos lançou seu novo site, estruturado com recursos de navegação para que as pessoas cegas e com baixa visão possam acessar os conteúdos da melhor forma possível.   O novo portal possui notícias, novidades, destaques, agenda de eventos e histórias de vida.   De acordo com a gerente de marketing da Fundação, Adriana Kravchenko, todo o conteúdo foi atualizado para oferecer aos visitantes informações sobre a instituição e ainda assuntos relevantes ao universo da deficiência visual.   “O portal permitirá, por exemplo, que pessoas com deficiência visual ouçam as reportagens com a ajuda de tecnologias como leitores de tela”, explica Rodrigo Leme de Mello, gerente de projeto da Espiral Interativa, agência responsável pelo desenvolvimento do novo portal.  

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‘País não investe o suficiente em pré-escola’

A legislação brasileira define que, até 2016, todas as crianças com idades entre 4 e 17 anos devem estar na escola – antes, apenas o ensino fundamental, que vai de 6 a 14 anos, era obrigatório.   O Brasil, no entanto, ainda está longe de investir recursos suficientes na fase inicial da educação, a pré-escola, afirma o pesquisador em educação Ernesto Martins Faria.   Essa é uma das conclusões de Lições em Educação: Parte I – Pré-Escola e Fluxo Escolar Adequado, levantamento que fez com base no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) – coordenado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que mede o desempenho escolar dos estudantes de 65 nações, entre membros da própria organização e países convidados.   De acordo com a pesquisa de Faria, enquanto no Brasil a média de alunos que nunca frequentou a pré-escola é de 19,94%, entre os países da OCDE esse valor cai para 8,39%. A pesquisa conta com comentários de especialistas em educação.   ENTREVISTA – economista e especialista em educação Mariana Mandelli   Por que o Brasil está tão abaixo da média dos países da OCDE?  O grupo de países que compõem a OCDE é um grupo bom, com

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