Nem tarefa, nem encargo, nem obrigação
Não posso falar simplesmente do meu gosto pela leitura, porque em matéria de livros meu caso é muito mais grave; é um amor que vem desde a infância, que me tem acompanhado a vida inteira e é incurável. Não se trata, portanto, de um interesse periférico, e o prazer que tem me proporcionado faz com que eu procure, permanentemente, levar mais pessoas a também desfrutá-lo. Daí eu aproveitar qualquer oportunidade para inocular o vírus de amor ao livro em todos os possíveis leitores. O prazer que um livro pode proporcionar tem múltiplos aspectos e abre horizontes ilimitados; no entanto, ainda é mais fácil promover a leitura na infância do que na juventude ou na idade adulta, uma vez que a televisão e a internet absorveram a maior parte do tempo vago das pessoas. Isso é uma pena, pois a concentração provocada pela leitura, desperta muito mais a imaginação e a criatividade do que a imagem fugaz de uma tela ou as informações facilitadoras da web. O que quero dizer é que tanto a televisão como a internet têm o inconveniente de vir como prato feito, não exigindo criação, reflexão ou análise, ao passo que um livro pode desencadear