Seminário debate regulamentação do ensino infantil

Regulamentar a educação infantil e estabelecer parâmetros de qualidade e padrões de infra-estrutura são os objetivos do Seminário Nacional Política de Educação Infantil, que será realizado no dia 8 de julho, em Brasília. O encontro, promovido pela Secretaria de Educação Básica (SEB/MEC), reúne secretários estaduais e municipais para apresentar a política nacional de educação infantil. O documento foi elaborado a partir de oito seminários regionais, que contaram com a participação de professores de todo o país.    O secretário de educação básica do MEC, Francisco das Chagas Fernandes, enumerou as propostas definidas com estados municípios para aumentar o orçamento do ensino infantil. “Estamos propondo que o Fundo da Educação Básica (Fundeb) atenda a educação infantil e que o salário-educação seja aplicado não só no ensino fundamental, mas no infantil”, disse.    “Queremos estabelecer uma rede de atendimento para todas as crianças até seis anos”, explicou Jeanete Beauchamp, diretora de políticas de educação infantil e fundamental da SEB. Durante o evento, ela enfatizou que, este ano, o ministério passou a oferecer, conjuntamente, programas para creches e pré-escola. “Além disso, em 2003, o MEC equiparou o valor da merenda escolar da pré-escola e do ensino fundamental e começou a atender as creches

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Câmara aprova projeto que obriga o ensino do espanhol nas escolas

O Projeto de Lei nº 3.987/00 aprovado no dia 7 de julho, pela Câmara dos Deputados prevê que as escolas de ensino médio de todo o país poderão ser obrigadas a oferecer língua espanhola dentro do horário regular, porém a matrícula do aluno será opcional. Para o ensino fundamental, a inclusão da língua espanhola no currículo será facultada a partir da 5ª série. O projeto de lei, de autoria do deputado Átila Lira (PSDB-PI), determina que as escolas públicas e privadas ofereçam a disciplina e foi aprovado com as emendas recebidas pelos deputados em 2003.    Para o ministro da Educação, Tarso Genro, “a aprovação pela Câmara do projeto de lei tornando obrigatório o ensino do espanhol nas escolas de ensino médio de todo o país, reforça o projeto das escolas bilíngües que estão sendo implantadas nos estados que fazem fronteira com países de língua espanhola”. Ele afirmou que, com a aprovação da lei, as negociações de conversão de parte da dívida em investimentos em educação, com a Espanha, podem ser facilitadas.    A Câmara rejeitou a emenda do Senado que desobrigava as escolas públicas a ofertar a disciplina no horário regular. Já a rede privada poderá oferecer o espanhol

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Homenagem a Clarice Lispector abre a Festa Literária de Parati

Os depoimentos do cantor e compositor Chico Buarque e do poeta Ferreira Gullar, colunista da Folha, foram o ponto alto da homenagem à escritora Clarice Lispector, que abriu na noite de 06 de julho a programação oficial da Festa Literária Internacional de Parati (Flip), na Tenda da Matriz.    Chico fez o público rir ao lembrar de um jantar na casa da autora, em que foi acompanhado de Vinícius de Moraes e do jornalista Carlinhos de Oliveira. Avisados pela escritora de que não haveria bebida alcóolicas por lá, os três tomaram algumas doses de uísque antes de ir. Na casa de Lispector, passada a meia-noite e o efeito do uísque, a escritora deu a entender que era tarde. E esqueceu que os convidara para jantar.    A fala de Gullar foi marcada pela emoção: o poeta lembrou-se do dia em que Lispector morreu. Um dia bonito no Rio de Janeiro, em que ele fez um poema dedicado à escritora, em que falava como “as pedras e as nuvens e as árvores no vento mostravam alegremente que não dependem de nós“.    Os depoimentos eram parte do espetáculo dirigido por Naum Alves de Souza, em que os atores João Camargo, Regina

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Videoconferência sobre livro e leitura é transmitida pela Internet

A videoconferência realizada no dia 05/07 pelo Ministério da Cultura (MinC) para debater no Nordeste a composição e o funcionamento da Câmara Setorial do Livro e Leitura (CSLL) teve um ingrediente novo que deve ajudar a criar um novo jeito de elaborar políticas públicas no País. Pela primeira vez desde a criação das câmaras setoriais no Brasil, uma reunião entre os diversos representantes de uma cadeia produtiva – realizada simultaneamente em nove capitais com a participação das lideranças locais – também foi transmitida ao vivo pela Internet, o que abre a possibilidade de maior participação de pessoas e instituições de todas as cidades brasileiras com acesso à rede ou mesmo para aqueles que estiverem, por exemplo, em viagem por qualquer parte do mundo.    “Foi uma experiência inédita que mostrou como as novas tecnologias – e, particularmente, uma ferramenta poderosa como a Internet – podem e devem estar à serviço do aperfeiçoamento dos processos de democratização e participação na construção de políticas públicas”, afirmou o coordenador do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Galeno Amorim, do MinC. Segundo ele, além do avanço representado até agora pela realização de videoconferências unindo as várias regiões do País em torno do tema

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Livro brasileiro, uma história de 200 anos

O ano de 1808 é considerado fundamental para a história do Brasil. A chegada da família real portuguesa foi decisiva para que a colônia deixasse de ser submetida a amarras mercantilistas e começasse a conquistar a autonomia que lhe daria condições de seguir vida independente. Para o que viria a ser a indústria editorial brasileira, não foi diferente. Menos de dois meses após o desembarque da Corte portuguesa no Rio de Janeiro, o príncipe regente, dom João VI, emitiu uma carta régia autorizando a impressão no Brasil. Antes, qualquer escrito que surgisse na colônia deveria ser publicado na Europa ou permanecer na forma de manuscrito – restrição que pode em parte ser atribuída ao conservadorismo da administração do marquês de Pombal (1750-1777), para quem a impressão na colônia significava fonte de poder e infl uência dos jesuítas.     A carta régia de dom João VI foi impressa em um dos dois prelos (ou prensas) que Portugal importou da Inglaterra para uso na metrópole e que, ironicamente, devido às turbulências políticas de 1807, nunca chegaram a ser usados lá: ficaram encaixotados no cais de Lisboa com 28 fontes de tipos para impressão. “A arte de imprimir com tipos móveis, que

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Crianças que tiveram pré-escola desenvolvem melhor a capacidade intelectual

Uma pesquisa realizada na cidade de São Paulo com 4,5 milhões de crianças de 0 a 6 anos da rede pública e privada de ensino revelou o que educadores e psicólogos já falam há tempos: crianças com maior estímulo nos primeiros anos de vida desenvolvem melhor a intelectualidade.     Entre as 250 mil crianças avaliadas pelo Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), as que tiveram pré-escola desempenharam melhores notas na matéria de língua portuguesa em relação às que não tiveram. Por conta de resultados como este é que se tem visto no Brasil uma movimentação de dinheiro sendo destinado à área. 

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O livro do futuro

Um laptop simples e barato, que custará em torno de US$ 100 (cerca de R$ 240) e será fabricado no Brasil com financiamento do governo federal. Eis a mais nova e poderosa arma da revolução do ensino e da inclusão digital que o governo pretende implantar a partir de 2006.     O computador portátil, que fechado deverá equivaler em tamanho e peso a um livro didático, terá como alvo inicial as crianças das primeiras séries do ensino básico e foi desenvolvido pelo americano Nicholas Negroponte, diretor do Media Lab do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Considerado o mais importante guru da revolução digital, Negroponte apresentou o projeto no dia 28 de junho a um entusiasmado presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em audiência no Palácio do Planalto.     Negroponte se surpreendeu com o apoio do presidente e dos ministérios envolvidos. “Normalmente, os políticos não se interessam pelo ensino básico, pois os resultados só aparecem muito depois“, afirmou. O cientista ficou ainda mais satisfeito quando o ministro da Educação, Tarso Genro, confirmou que, viabilizada a fabricação dos laptops no Brasil, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) fará a distribuição gratuita do primeiro lote de um milhão de

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Boletim Fome de Livro

Videoconferência da CSLL no NE será transmitida ao vivo pela Internet    Videoconferência no Nordeste para formar CSLL terá transmissão online. Pela primeira vez, um debate vai discutir as políticas do livro no Brasil com um poderoso aliado: a internet. Está marcada para o dia 5 de julho, das 10h às 13h, a primeira da série de cinco videoconferências para debater e concluir o processo de composição da Câmara Setorial do Livro e Leitura (CSLL), que está sendo criada pelo Ministério da Cultura.     O encontro acontecerá, simultaneamente, no Ceará, Pernambuco, Bahia, Piauí, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Rio Grande do Norte com geração e transmissão do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) a partir de Fortaleza, onde estará o responsável pelo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), Galeno Amorim. Aqueles que desejarem participar da videoconferência via internet podem acessar www.institutoembratel.org.br e clicar em “Assista agora a TV PontoCom“. Aqueles que quiserem participar da videoconferência deverão confirmar presença pelo e-mail juliano.muta@minc.gov.br, ou pelos telefones (81) 3424-7611 e (81) 3424-5991, e se dirigir a um dos endereços do Banco do Nordeste abaixo:     Aracaju, SE: Rua Itabaianinha, 44, 3º andar, centro.  Fortaleza, CE: Auditório – Av. Paranjana, 5700.  João

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A corrupção é muito pior do que se imagina

Um teste realizado com 244.836 crianças da primeira série do ensino fundamental dá uma valiosa pista sobre os meios de produzir melhores alunos. A imensa maioria dos que passaram pela pré-escola teve melhores notas em língua portuguesa. Dos que obtiveram ótimo, a nota máxima, como conceito somente 10,2% não tinham passado pela chamada educação infantil.     Esse é apenas um detalhe observado num exame (Saresp) em que se avaliaram 4,5 milhões de alunos paulistas -grande parte dos quais da rede estadual- do ensino fundamental e médio. Diagnóstico: os cidadãos que tiveram a oportunidade de serem estimulados desde o berço demonstraram mais chance de progresso intelectual e profissional. Prognóstico: se o poder público investir em educação infantil, os futuros trabalhadores serão mais qualificados, e os cidadãos, mais educados.     Apesar da extensão do teste realizado pela Cesgranrio, com inúmeras lições sobre avanços e deficiências – é inédita no Brasil uma avaliação de 4,5 milhões de alunos desse nível de ensino-, houve baixa repercussão. Primeira explicação: ainda não nos convencemos, de fato, da importância do capital humano para o desenvolvimento de uma nação. Segunda: o país ainda não sabe que a gestão sofrível, além de retardar a qualificação dos cidadãos,

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