Em SP, 150 municípios adotam apostilas em escolas

Pelo menos 150 municípios de São Paulo contratam sistemas apostilados privados para as escolas públicas de suas redes, o que representa 23% das 645 cidades paulistas. Há ainda outros 150 municípios no País com esse tipo de contrato, totalizando 300. O levantamento foi feito pelo jornal O Estado de S. Paulo com informações fornecidas por sete das maiores empresas que atuam na área, entre elas Objetivo, COC e Positivo.     No Brasil, são 690 mil alunos da educação infantil e fundamental de escolas públicas usando materiais de grupos particulares. A entrada dos chamados sistemas de ensino no setor público é recente. Eles têm crescido nos últimos anos, chegando a triplicar o total de cidades atendidas. Fica claro o predomínio da modalidade em São Paulo, apesar de nem todos os grupos serem do Estado.    As cidades gastam juntas, no mínimo, R$ 100 milhões por ano para receberem material didático e uma assessoria, que inclui capacitação de professores, portais interativos, avaliações e ajuda na gestão escolar. Esse pacote – que vai além da apostila dividida por bimestres e atividades programadas – é o diferencial apontado por quem defende os sistemas de ensino. Ele se contrapõe ao livro didático, muitas vezes

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23 de abril, o Dia Mundial do Livro

O 23 de abril foi escolhido pela Unesco para celebrar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor não por acaso. Existe um forte simbolismo em torno dessa data. Foi nesse dia, afinal, que morreram, em 1616, nada mais nada menos do que Miguel de Cervantes e William Shakespeare. E, ainda, o escritor Inca Garcilaso de la Vega. E cada qual em seu canto. Para aumentar mais esse encanto, foi também nessa data que vieram ao mundo autores como Maurice Druon, K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.    A Unesco, então, passou a incentivar os países a comemorarem a data. Em Barcelona, há tempos homens e mulheres trocam flores e livros numa festa de rua muito bonita, onde repetem o gesto imortalizado pela lenda de São Jorge e a Princesa Marguerita.   Essa mesma tradição teve início no Brasil, na década de 1990, em Ribeirão Preto (SP), onde deu origem à charmosa Festa do Livro que reunia, a cada ano, centenas de pessoas para brindar seu amor à leitura. Este ano, no entanto, ela não vai acontecer.    Dia do Livro: Unesco discutirá livros e idiomas    A ONU resolveu aproveitar a data para promover

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Escolas públicas terão conexão rápida à internet

Mais de 37 milhões de alunos de 56 mil escolas da rede pública do País terão acesso rápido e gratuito à internet no ambiente escolar até 2010. Essa é a meta do Programa Banda Larga nas Escolas, lançado nesta terça-feira (8) pelo governo federal, com participação direta das operadoras de telefonia fixa e parceria da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). O objetivo é oferecer acesso à internet com velocidade até dez vezes superior à média registrada atualmente pelo usuário de internet no Brasil, beneficiando diretamente 86% dos estudantes da rede pública.     Além da instalação, as operadoras de telecomunicações vão oferecer a ampliação periódica da velocidade para manter a qualidade e a atualidade do serviço durante a vigência da oferta, até 2025. O cronograma prevê, este ano, o atendimento a 40% do total das escolas previstas. Em 2009, o serviço será estendido a outros 40% e, em 2010, aos 20% restantes. Com base na infra-estrutura identificada pelas operadoras, será possível instalar a rede em duas mil escolas até junho.    Alteração de metas – Durante a solenidade de lançamento, no Palácio do Planalto, as operadoras de telefonia assinaram o documento que altera o Plano Geral de Metas para a

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Cartilha para educador tem informação errada

Livros didáticos voltados para professores da rede estadual de ensino, lançados há cinco dias pela Secretaria da Educação, apresentam erros graves de informação.    Os problemas foram encontrados nas cartilhas para os docentes da 5a série de História e da 8a série de Geografia.     As publicações fazem parte de 76 guias de trabalho elaborados pela Secretaria dentro de um projeto considerado inovador, em que, depois de anos, a rede de ensino volta a ter uma base curricular comum – até agora, eram os professores que definiam o que deveriam ensinar.     Os “Cadernos do Professor” são destinados ao ensino fundamental II (5a a 8a séries) e ensino médio, para todas as disciplinas. Segundo informa o jornal “Diário de S.Paulo”, há erros primários nas páginas, como confundir século com milênio ou falhar ao localizar a Rússia no mapa.    Um dos exercícios, por exemplo, questiona: “O século XXI começou no 2001 e terminará em qual ano?”. A resposta do livro do professor, que deve orientar as aulas em classe, indica como correta a alternativa “d”, ano 3000. A resposta correta é ano 2100, que não consta em nenhuma das cinco alternativas.    Outro erro considerado grave pelos professores foi

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Indústria de papel e celulose recusa cota para reciclagem

A indústria papeleira não está preparada para atender às determinações do Projeto de Lei 2308/07, que obriga o editor a utilizar papel reciclado em pelo menos 30% de suas publicações. A opinião é do coordenador do grupo técnico de Meio Ambiente da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), Robinson Cannaval, em audiência pública realizada hoje pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.    Segundo Cannaval, seria preciso produzir mais 200 mil toneladas de papel para cumprir a lei. Ele afirma que o País não tem capacidade para coletar aparas de papel que sejam transformadas em papel reciclado em quantidade suficiente para atender à demanda do projeto. Com isso, o Brasil poderia ter de recorrer à importação de sobras.    O representante das papeleiras defendeu ainda que o papel branco produzido no Brasil é ecologicamente eficiente. “A principal matéria-prima do papel branco advém de florestas plantadas, com manejo sustentável. Essa matéria-prima, além de renovável, consome gás carbônico, principal responsável pelo efeito estufa.“    Durabilidade e custo     O diretor da Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros), Frederico Wickert, que também participou da audiência, mostrou preocupação com a durabilidade do papel reciclado. Mais da metade dos livros editados

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MEC quer escola em dois turnos em 47 cidades

O MEC (Ministério da Educação) planeja dar atividades em período integral para 1,4 milhão de alunos da rede pública das capitais e de outras 20 cidades brasileiras com Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação) abaixo de 2 – a média nacional é 3,8.    O projeto é destinado ao ensino fundamental e prevê atividades extracurriculares, diárias, no período em que os alunos não têm aulas. Os estudantes participarão de projetos de informática, arte, música, teatro, esportes e artesanato.    Dados divulgados pelo IBGE na última sexta-feira (28) mostraram que a região Sudeste é a única do do país em que a maioria das crianças permanece na escola além do tempo mínimo exigido por lei, quatro horas diárias.    Segundo a assessoria de imprensa do MEC, serão investidos R$ 60 milhões para ampliar a carga horária oferecida em duas mil escolas.     O projeto, batizado de “Mais Educação“, é articulado com atividades de cinco ministérios: Ciência e Tecnologia (para as classes de informática), Esportes, Cultura, Meio Ambiente e do Desenvolvimento Social e a Secretaria Especial da Juventude.    No Estado de São Paulo, a ampliação da carga horária em unidades públicas não trouxe melhoria nas notas dos alunos, mostrou reportagem

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MEC acha mais 54 mil alunos que ficaram fora de censo

O Ministério da Educação (MEC) fez uma nova retificação no número de alunos cadastrados pelo censo da educação básica este ano. Foram encontrados mais 54 mil estudantes – 21 mil deles na Região Nordeste – que não haviam sido contados pelas prefeituras como alunos regulares.     De acordo com o MEC, as administrações municipais haviam posto esses alunos como participantes de programas especiais, como aceleração escolar e atividades extracurriculares, mas não constavam como estudantes regulares.     A correção foi feita porque, apesar do número pequeno frente aos 53 milhões de alunos do ensino básico, alguns Executivos municipais deixavam de receber recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) por conta desses alunos.   

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Professor estadual passa a ter guia de orientação sobre o que aluno deve aprender

Secretaria de Estado da Educação implanta hoje a nova proposta curricular para 5ª a 8ª e Ensino Médio.    A Secretaria de Estado da Educação inicia hoje, 2 de abril, a implantação da nova proposta curricular em toda a rede estadual, para 5ª a 8ª série do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio. Trata-se de um inovador projeto, que irá proporcionar aos professores completas orientações por intermédio de guias sobre o trabalho a ser desenvolvido com os alunos.    Nos últimos anos a rede estadual de educação não tinha uma base curricular comum e os professores definiam isoladamente o que seus alunos aprendiam. A partir de agora há a indicação da Secretaria sobre o que o aluno precisa minimamente aprender. Caberá ao professor completar esta proposta e escolher as melhores formas de trabalho, para que os alunos aprendam mais e melhor.     Todos os professores da rede estadual passaram por dois dias de planejamento, nesta segunda e terça-feira, 31 de março e 1º de abril. Em 2007, cerca de quarenta especialistas de todo o Brasil se reuniram semanalmente com membros da Secretaria para a formulação do documento, que teve ampla participação de professores da rede.    Os materiais,

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ABDR consegue liminar contra Unopar

A ABDR (Associação Brasileira de Direito Reprográficos) conseguiu uma ordem judicial de antecipação de tutela (espécie de liminar) obrigando a União Norte do Paraná de Ensino Ltda (Unopar), instituição de ensino superior estabelecida em Londrina (PR), a impedir o acesso ao link Biblioteca de seu site, sob pena de multa diária de R$ 500.     A alegação é de pirataria, já que a Unopar reproduziu digitalmente e disponibilizou o conteúdo integral, mediante apresentação de nome e senha, de cinco mil livros, que fazem parte do acervo da biblioteca da universidade. O consultor jurídico da ABDR, Dalton Morato, considera que esta foi uma importante vitória, e aponta que este foi o primeiro caso de pirataria digital de livros realizada por uma universidade, a ser discutido perante o Poder Judiciário brasileiro.    

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