Cresce venda de livro infantil ao mercado externo

Nem só de Paulo Coelho vive a literatura brasileira no exterior. O mercado editorial nacional faturou R$ 14,4 milhões com a venda de direitos autorais a outras nações em 2006, uma alta de 4,2 em relação ao ano anterior. O valor ainda é pouco representativo se comparado aos R$ 194 milhões desembolsados pelas casas editoriais para compra de obras estrangeiras. Mas há sinais de que a exportação de direitos autorais de obras brasileiras continua crescendo e que o livro infantil, em especial, atrai interesse dos estrangeiros.     Editoras como Melhoramentos, Companhia das Letras, Callis e Cosac registram maior procura pela literatura infantil brasileira por parte de compradores estrangeiros. A Câmara Brasileira do Livro (CBL) também percebeu a movimentação e assina nesta quarta-feira um convênio com a Apex (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) para que as editoras do país vendam mais livros lá fora.    Leia mais…

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’País vive momento ideal para elevar recursos da educação’

Dias antes de a lei que estabeleceu o piso de R$ 950 para os professores ser sancionada pelo presidente Lula, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) encaminhou documento ao Ministério da Educação questionando a constitucionalidade de alguns pontos do projeto. A principal reclamação era sobre a necessidade de reajustar os salários ainda em 2008, artigo que acabou vetado por Lula. Outra questão polêmica é o aumento do tempo reservado ao professor para atividades fora de sala de aula.     A presidente da entidade, Maria Auxiliadora Seabra Rezende, afirma que a medida deve ajudar a melhorar a qualidade do ensino, pois oferece ao professor tempo para aprimorar sua formação, mas alerta que a escassez de profissionais em determinadas disciplinas deve se agravar.     Em entrevista ao Estado, a professora – que está à frente da Secretaria de Educação e Cultura de Tocantins há oito anos e do Consed há um – fala sobre os impactos e benefícios esperados com a nova lei.     O Conselho Nacional de Educação fixava entre 20% e 25% da carga o tempo para atividades extraclasse. A nova regra estabelece um terço. Quais as conseqüências?     Esse tempo fora da sala

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Presidente de Portugal promulga acordo ortográfico

O presidente português, Aníbal Cavaco Silva, já promulgou o acordo ortográfico, ratificado no Parlamento luso em 16 de maio, disse nesta segunda-feira à Agência Lusa fonte oficial da presidência.     O Segundo Protocolo do Acordo Ortográfico, cuja ratificação era essencial para a entrada em vigor do acordo, foi aprovado no Parlamento em maio com os votos favoráveis dos partidos PS, PSD, Bloco de Esquerda e sete deputados do CDS.     O protocolo, assinado na quinta cúpula de chefes de Estado e de Governo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), em São Tomé e Príncipe, abre a possibilidade de adesão da República Democrática do Timor Leste, que na data do acordo (1990) ainda não era um Estado soberano.     Além de Portugal, ratificaram o Acordo Ortográfico Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.  

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Brasil precisa de professores de filosofia e sociologia

O Brasil precisa de 15 vezes mais professores de filosofia e 40 vezes mais de sociologia para que todas as escolas de ensino médio passem a ter aulas das duas disciplinas. A obrigatoriedade foi instituída por lei no mês passado, depois de um debate que durou décadas. Um estudo feito pelo Ministério da Educação (MEC) a pedido do Estado mostra a dificuldade que as escolas terão para se adaptar à nova legislação. Além da falta de docentes dessas áreas, há ainda material didático insuficiente e poucos estudos sobre um currículo atual de sociologia e filosofia. Hoje o País tem 20.339 professores de sociologia atuando nas escolas, no entanto, só 12,3% deles (2.499) são licenciados na área. O restante se graduou em áreas como história, geografia, português. Em filosofia, o número atual é de 31.118, sendo 23% (7.162) com a licenciatura específica. Isso porque há estimativas de que 17 Estados já tenham aulas dessas disciplinas em pelo menos um ano do ensino médio. Segundo o estudo do MEC, a demanda em cada uma das disciplinas é de 107.680 professores. O levantamento mostra também que a quantidade de graduados nas duas áreas nos últimos cinco anos, independentemente da opção por dar aulas

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Cristovam propõe criação do Programa Cesta Básica do Livro

Tramita na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) projeto de lei do senador Cristovam Buarque (PDT-DF) que autoriza o Executivo a criar, no Ministério da Educação, o Programa Cesta Básica do Livro (PLS 278/08). O objetivo é garantir um acervo mínimo de livros às famílias de estudantes do ensino público fundamental e médio. A matéria aguarda recebimento de emendas na comissão.    De acordo com o projeto, essas famílias devem receber, a cada bimestre letivo, dois livros de conteúdo literário, artístico ou científico, constantes de um catálogo amplo que será atualizado a cada dois anos, elaborado pelo Ministério da Educação e aprovado pela Câmara de Educação Básica do Conselho Nacional de Educação.     Na exposição de motivos para a apresentação do projeto, Cristovam disse que seu objetivo é convencer a Nação de que a cesta básica não se compõe apenas de bens materiais e produtos alimentares.    – Assim como toda família hoje dispõe de um aparelho de televisão para conectá-la ao mundo e à sociedade brasileira, é preciso que os livros, esse patrimônio cultural insubstituível da Humanidade, passem a fazer parte da cesta básica, do cotidiano de “aquisição“ patrimonial das famílias brasileiras – disse.    O senador

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Ministro português recebe críticos do acordo ortográfico

O ministro português da Cultura, José António Pinto Ribeiro, recebeu um grupo de representantes do abaixo-assinado contra o acordo ortográfico, uma reunião considerada pelas duas partes como “cordial“.    “Foi um encontro que decorreu numa atmosfera de grande cordialidade e de compreensão recíproca“ disse à Agência Lusa o escritor Vasco Graça Moura, um dos organizadores do movimento contrário à reforma ortográfica.    Após uma hora de reunião, as duas partes reafirmaram os seus pontos de vista, com a delegação constituída por Graça Moura, António Emiliano e José Nunes reiterando as suas reservas face ao acordo ortográfico e o governo defendendo o projeto.    Os autores do abaixo-assinado entregaram ao ministro um dossiê com vários pareceres contra o acordo ortográfico, documentos que já tinham sido entregues ao presidente luso, Aníbal Cavaco Silva, à CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) e a todos os países que fazem parte da organização.    “Temos esperança no bom-senso dos titulares dos órgãos de soberania“, afirmou o escritor, acrescentando esperar que haja a compreensão destes para as “terríveis implicações do acordo“.    Críticas  “O texto do chamado acordo sofre de inúmeras imprecisões, erros e ambigüidades –não tem condições para servir de base a qualquer proposta

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Presidente sanciona leis que beneficiam todos os níveis e etapas da educação

Professores da educação básica pública de todo País serão beneficiados com a entrada em vigor do piso nacional do magistério de R$ 950. Além da lei que cria o piso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quarta-feira (16), três projetos de lei. O presidente também encaminhou outros dois projetos ao Congresso Nacional e assinou uma portaria. Juntas, estas medidas vão beneficiar a educação em todos os seus níveis e etapas.    O presidente agradeceu a aprovação dos projetos no Senado Federal e na Câmara dos Deputados. “O que foi produzido pelas duas Casas e que eu sancionei é a semente de um novo ser humano que vamos ver nascer no País”, afirmou.     Cerca de 40% dos professores em início de carreira, principalmente aqueles que trabalham no interior dos estados do Norte e do Nordeste, recebem salários inferiores a R$ 950. Isso significa que 800 mil docentes passarão a ganhar mais. É a primeira categoria a ter um piso nacional definido na Constituição Federal. “O piso é mais do que a luta de uma categoria, ele resgata o papel e a missão histórica daqueles que lidam com nossas crianças e nossos jovens”, afirmou o ministro da

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Governo de SP não cumpre suas metas para a educação

O governo paulista não conseguiu cumprir nenhuma das quatro metas a que se propôs para a melhoria na qualidade do ensino na rede estadual, para o período entre 2004 e 2007. O objetivo era, no geral, reduzir a repetência e a evasão dos alunos, tanto no ensino fundamental (1ª a 8ª série) quanto no ensino médio (antigo colegial). Em três dos quatro indicadores, a situação chegou a piorar. Foi o caso, por exemplo, da reprovação no ensino médio: a meta era diminuir de 9,3% para 7% a proporção de alunos que repetem de ano. A taxa, porém, subiu para 17,6%. O único que melhorou -evasão no ensino médio- ficou abaixo da meta (era 8,4%, esperava-se 6%, mas ficou em 6,5%). Os objetivos foram determinados pelo então governador Geraldo Alckmin (PSDB) no Plano Plurianual 2004-2007. O plano, uma obrigação legal, determina as prioridades do governo para o período e fixa indicadores para o acompanhamento da eficácia das políticas.   A vigência do plano se estendeu até o primeiro ano da gestão José Serra (PSDB). Pesquisas nacionais e internacionais ligam a reprovação à piora na aprendizagem e ao aumento do abandono. A situação dos países com bons rendimentos nos testes educacionais apontam

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Reuni discutiu formação de professores para educação básica

Belo Horizonte — O 4º Seminário Nacional do Reuni — Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais — ocorrido nos dias 10 e 11, em Belo Horizonte, teve como tema central das discussões a formação de professores para educação básica.    Na abertura do evento, os secretários de Educação Superior, Ronaldo Mota, de Educação Profissional e Tecnológica, Eliezer Pacheco, e de Educação a Distância, Carlos Bielschowsky, apresentaram programas, projetos e ações federais para a formação de professores.    Para Mota, esta é uma fase de muita riqueza das universidades federais. “Formação de professores é o primeiro ponto da agenda do Reuni. Esse ponto é onde se vinculam a educação básica e a superior. Precisamos dar respostas a essa demanda urgente”, destacou.    Ronaldo Mota informou, ainda, que já está no Congresso Nacional projeto do Executivo que altera a Lei de Diretrizes e Bases, e define que o papel da formação de professores caberá à União, com apoio dos estados e municípios. “Estamos assumindo um compromisso social dos mais relevantes. Não é formar quantitativamente, é colar essa formação com as necessidades dos estados e municípios, a fim de atender às demandas da educação do nosso país.”

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