Inep convida Conselho de Secretários Estaduais para discutir novo Enem

O Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed) foi convidado nesta quarta-feira (15) pelo presidente do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, a integrar o comitê de governança que irá discutir o novo formato do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “É uma parceria inédita entre os diversos atores da educação: estados, União e universidades“, comemorou Dorinha Seabra Rezende, secretária de Estado da Educação e Cultura do Tocantins e presidente do Consed.   Também farão parte desse comitê representantes da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e das universidades que aderirem à proposta do Ministério da Educação (MEC) de substituir o vestibular das federais pela prova do Enem. O objetivo é debater como e o que será cobrado na prova. Serão indicados pelo Consed cinco secretários estaduais, um por região do país: Haroldo Correa Rocha, do Espírito Santo; Mariza Abreu, do Rio Grande do Sul; Milca Severino Pereira, de Goiás; Dorinha Seabra Rezende, do Tocantins; e Maria Izolda Cela de Arruda Coelho, do Ceará. “É um diálogo bastante interessante que vai se instalar porque vai permitir que quem lida com os sistemas educacionais, como os estados, possa conversar com as

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Indefinição sobre conteúdo do novo Enem preocupa cursinhos

O formato do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está definido: continuará avaliando habilidades e competências dos estudantes e passará a exigir também conceitos teóricos. No entanto, ainda falta o Ministério da Educação (MEC) detalhar como e qual conteúdo será cobrado. Essa indefinição preocupa os cursinhos pré-vestibulares.    “O MEC fala que os Parâmetros Curriculares Nacionais do ensino médio serão a base da prova, mas acontece que o currículo não é nacional. Por exemplo, em Minas Gerais, o currículo de história da rede pública não prevê o ensino de História Antiga, incluindo Grécia e Roma. Como ficam esses alunos se o Enem trouxer alguma questão disso?“, questiona Renato Ribas Vaz, diretor-geral do Curso Positivo.    “Cada local tem uma realidade com diferentes propostas. Em alguns lugares, é cobrada filosofia e, em outros, não“, concorda Tadeu Terra, diretor editorial do material digital do Sistema COC.    A lei federal diz que são disciplinas obrigatórias do ensino médio língua portuguesa, matemática, educação física, filosofia e sociologia. Cabe aos estados definirem os seus currículos.    A proposta apresentada pelo ministério aos reitores das universidades federais sobre o novo Enem fala apenas que serão 200 testes de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (incluindo

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’Revitalizamos um Enem moribundo’, diz ministro da Educação

O ministro da Educação, Fernando Haddad, rebateu na quarta-feira (15) as críticas feitas pelo secretário de Educação de São Paulo, Paulo Rento de Souza, sobre a proposta do novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).     “O Enem funciona muito bem para avaliar estudantes do ensino médio, mas não para selecionar paa as universidades federais”, disse Paulo Renato, que implantou o Enem quando foi ministro da Educação.     Haddad disse que discorda “frontalmente“ da opinião do secretário. “77% das pessoas que fazem o Enem hoje o fazem porque buscam uma vaga numa universidade. O Enem estava praticamente morto quando assumimos o ministério e o que revitalizou o Enem foi o ProUni, Programa Universidade para Todos, que exigiu a prova do Enem para a distribuição de bolsas nas universidades particulares. Nós não temos nada contra o Enem, tanto é que revitalizamos um Enem moribundo para efeito de distribuição de vagas do ProUni.“     Segundo ele, todos os especialistas, estatísticos e educadores consultados entendem que o Enem precisa ser mudado para reorientar o ensino médio. “Tanto isso é verdade que o currículo do ensino médio não mudou nada depois de 11 anos do Enem no formato atual. Se tivesse

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Paulo Renato critica Enem mais voltado para o vestibular

O novo secretário da Educação de São Paulo, Paulo Renato Souza, critica a mudança do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), proposta pelo Ministério da Educação. Para ele, o Enem é importante por exigir menos conteúdos específicos de disciplinas e mais raciocínio, característica que baliza o ensino médio. No novo formato, diz, deixará de exercer essa influência.     A União pretende que o Enem seja a forma de seleção de calouros de todas as universidades federais. O exame passará de 63 para 200 testes e cobrará mais conteúdo. O presidente do Inep (órgão responsável pela aplicação do Enem), Reynaldo Fernandes, rebateu a crítica de Paulo Renato -que criou o exame quando foi ministro no governo FHC. “Hoje o Enem não baliza o ensino médio. Quem faz isso são os vestibulares, que cobram muitos conteúdos específicos.     O novo Enem irá cobrar tanto conteúdo quanto raciocínio.“ Leia abaixo trechos da entrevista com Paulo Renato.       FOLHA – Na posse, o sr. disse que assume a secretaria atendendo a um “compromisso partidário“. A educação ficará em segundo plano até a eleição?   PAULO RENATO SOUZA – A minha vida nega isso. Dediquei a minha vida toda à educação.

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Campanha de Combate à Pirataria do Livro Escolar

Conheça a sentença favorável à Abrelivros referente à Campanha de Combate à Pirataria do Livro Escolar realizada em Natal, Rio Grande do Norte. Sentença Processo nº: 001.07.246397-0(Necessita do programa Adobe Acrobat Reader)

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Livros didáticos são abandonados em terreno no Pará

Dezenas de livros didáticos foram encontrados abandonados em um terreno no município de Castanhal, no Pará. Os livros, distribuídos pelo Programa Nacional do Livro Didático e pelo Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, são do ensino fundamental. Muitos são novos e ainda estão na embalagem.    Ao lado do terreno em que os livros foram encontrados fica a Associação dos Pais e Amigos de Excepcionais (Apae). No imóvel, foram localizados livros semelhantes aos que foram abandonados. O caso foi denunciado ao Conselho Municipal de Assistência Social de Castanhal. Os livros serão recolhidos e alguns devem ser reaproveitados.    A Apae de Castanhal informou que os livros foram deixados no terreno por um zelador que não tinha autorização da direção para jogá-los fora.     

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Livros para o PNLD 2011 devem ser entregues na próxima semana

Vai da próxima segunda-feira, 13, até sexta, 17, o período para que os titulares de direito autoral de livros e coleções didáticas interessados em participar do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) 2011 entreguem ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) as obras pré-inscritas, para serem avaliadas e selecionadas. Os livros serão destinados aos estudantes dos anos finais do ensino fundamental.     A documentação e as coleções devem ser entregues no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), na Cidade Universitária, em São Paulo. Cada coleção é composta, obrigatoriamente, por livros do aluno e os correspondentes manuais do professor. Exclusivamente para a coleção de língua estrangeira moderna (inglês e espanhol), a coleção deverá conter, também, um CD em áudio.     Entrega por etapas – A entrega da documentação e das coleções para os titulares de direito autoral que pré-inscreverem até 64 volumes será em uma única etapa, no dia 17, no horário das 8h às 16h30. Já para os titulares de direito autoral que pré-inscreverem mais de 64 (sessenta e quatro) volumes ocorrerá em até três etapas. A primeira etapa – com a entrega de no mínimo 30% das coleções – será no dia 13, no horário das 8h

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Alunos do ensino fundamental de São Paulo pioram desempenho em português

O desempenho em português dos alunos do ensino fundamental do Estado de São Paulo piorou, segundo revelam os dados do Saresp (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2008. A Secretaria de Estado da Educação divulgou as notas da avaliação nesta quinta-feira (9).  As escolas já podem consultar seu desempenho no site do Saresp 2008.  “Não é um resultado para comemorar. Mas é um bom resultado. Não deixo o governo nem um pouco decepcionada“, afirmou a secretária da Educação Maria Helena Guimarães, que deixa o posto por motivos pessoais e será substituída pelo ex-ministro Paulo Renato na próxima segunda-feira (13).  Em 2008, a nota de português dos estudantes da 4ª série do ensino fundamental foi de 180 pontos. A média no ano anterior havia sido de 186,8. Na 6ª série, a média do exame mais recente foi de 206 – inferior aos 210,4 obtidos em 2007. E na 8ª série do ensino fundamental, a queda das notas em português foi mais acentuada: de 242,6 para 231,7, de 2007 para 2008.  O desempenho nas provas do Saresp do nosso idioma só melhorou entre os alunos do 3º ano do ensino médio. Em 2007, a média havia

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Boa notícia: governo vai liberar R$ 150 milhões para livros

A boa notícia da semana veio da boca do ministro do Planejamento, Paulo Bernardo: o governo federal vai restituir os R$ 150 milhões que foram cortados dos programas de aquisição de livros pelo Congresso no final do ano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (8/4), em Brasília, durante audiência com os representantes do mundo do livro. Foi um alívio geral.  O Ministério do Planejamento entendeu a urgência e a necessidade de corrigir o erro gerado no Legislativo.      Estragos seriam graves    A medida anunciada pelo ministro Paulo Bernardes vai evitar conseqüências que seriam extremamente danosas. E não só para a questão do livro e da leitura, como para a própria educação no País. Eis alguns dos estragos que estavam previstos caso o corte imposto pelo relator do orçamento da União no Congresso fosse mantido (significando uma tesourada de 20% no orçamento nos programas do livro em 2009):    1) 37 milhões de alunos da rede pública sem dicionários em 2009/2010, justo quando está entrando em vigor o novo acordo ortográfico (os estudantes das escolas privadas teriam, naturalmente, os seus);    2) Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), um dos principais responsáveis pelo crescimento dos índices de leitura nesta

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