Compras públicas de bens culturais

Nestes tempos politicamente conturbados, quando o papel e o comportamento dos governos em todas as esferas vêm sendo bastante criticados, achei que seria oportuno expor algumas idéias sobre o tema acima.  Vou usar como base desta reflexão e principal exemplo a compra de livros escolares, mas vários dos conceitos e idéias aqui explorados podem ser perfeitamente aplicados a bens culturais em geral.  Está em andamento o processo do PNLD 2008 (Plano Nacional do Livro Didático), que comprará livros didáticos para os alunos de 5ª a 8ª séries da rede pública e que serão utilizados por 3 anos, a partir de 2008.

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A hora e a vez da biblioteca

Biblioteca é um assunto muito caro ao meio editorial. Todos sonhamos com o dia em que haverá no Brasil, a exemplo do que acontece em outros países, um programa sério de composição, manutenção e atualização de acervos de bibliotecas, sejam elas públicas ou escolares. Recentemente o Ministério da Educação decidiu-se pela segunda leva de livros de literatura que vai comprar para doar aos alunos de 4ª série do ensino fundamental. No ano passado, as crianças matriculadas nas 4as. e 5as. séries das escolas publicas levaram para casa mais de 60 milhões de livrinhos escritos por um consagrado grupo de autores e,

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O Livro Didático e a Educação

O livro didático surgiu como um complemento aos grandes livros clássicos. De uso restrito ao âmbito da escola, reproduzia valores da sociedade, divulgando as ciências e a filosofia e reforçando a aprendizagem centrada na memorização. E, por longos anos, ele cumpriu essa missão.  Hoje, o livro didático ampliou sua função precípua. Além de transferir os conhecimentos orais à linguagem escrita, tornou-se um instrumento pedagógico que possibilita o processo de intelectualização e contribui para a formação social e política do indivíduo. O livro instrui, informa, diverte, mas, acima de tudo, prepara para a liberdade.  A confecção do livro didático exige anos de pesquisa

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Brasil – País de contrastes

Dizer que o Brasil é um país de contrastes pode parecer um lugar-comum, os dados da realidade entretanto não nos deixam dúvidas. Até 1999 fomos a 8ª economia do mundo, em 2000 a 9ª, hoje somos a 10ª economia do mundo e o maior e mais rico país da América Latina. Ocupamos entretanto a 73ª posição entre os 173 países classificados no Relatório do Desenvolvimento Humano elaborado pelo PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), para avaliar a expectativa de vida da população e os indicadores de educação, saúde e renda. Somos mais de 170 milhões de habitantes, sendo

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Os Rankings e o Pensamento Crítico

A Revista Veja publicou em suas versões São Paulo, Rio e Minas Gerais um ranking das escolas locais de ensino básico (fundamental e médio) que, de modo não totalmente aceito pelos envolvidos, provoca até hoje comentários os mais diversos.   Gostando ou não, ninguém fica indiferente às listagens que pretendem ordenar coisas, empresas ou pessoas. Os números mais vendidos de vários tipos de publicações são aqueles que divulgam rankings, sejam eles das 100 melhores companhias de Internet, dos 10 mais ocupados executivos do mundo ou dos 20 homens mais elegantes do planeta. É quase infinita a gama de classificações que se

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A Educação, o Trabalho e o Trabalhador

O desemprego estrutural, provocado pela exigência de reduzir custos e potencializar a produtividade, imposto pela competição acirrada em um mercado globalizado, é um problema que se manifesta em todos os países. Esse fenômeno, que atinge principalmente o setor industrial, no qual a automação das plantas tem reduzido os postos de trabalho, tem sido minimizado no primeiro mundo, pela migração de mão-de-obra para outros setores de atividades, especialmente os serviços. A reciclagem profissional dos trabalhadores, para que assumam novas funções profissionais, tem sido facilitada, na Europa, Estados Unidos e Ásia, pela formação escolar básica que, na média, é de boa qualidade.  No

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Quem não lê não escreve

É alarmante o fato de que apenas 1% dos alunos brasileiros da 3ª série do ensino médio (ou seja, os que se preparam para ingressar na universidade) tenha domínio adequado do idioma português. O resultado, expresso em pesquisa do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), deve servir de alerta para os responsáveis pela gestão do ensino, professores e pais de alunos. Não é sem razão que os estudantes brasileiros tenham reagido de forma tão contundente ao “Provão” instituído pelo Ministério da Educação, que expõe o despreparo com que nossos alunos saem das universidades.  O problema apontado pela pesquisa, que

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A tecnologia, o livro e a leitura

Muito se tem dito e escrito a respeito do impacto das novas tecnologias de informação sobre o livro e sobre a percepção que hoje se tem da leitura, do prazer e do hábito de ler.  Quando nos anos 60, Marshall McLuhan previu o fim do pensamento linear introduzido pela escrita e aperfeiçoado na invenção da imprensa, parecia profetizar que o livro se aproximaria do seu fim. O fenômeno não se confirmaria e, na verdade, o velho e bom livro vem a cada dia se apropriando sabiamente dos avanços da tecnologia. Vale lembrar que o cinema não impediu o avanço do teatro,

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