Há jovens demais sem estudo nem emprego

Jovens que não estudam nem trabalham, os chamados “nem-nem”, são sintoma de um sistema de ensino precarizado e desconectado do setor produtivo. A boa notícia é que o Brasil melhorou nesse indicador desde a pandemia; a má é que a sua taxa ainda está alta.

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O tamanho do abismo da educação

O recente Panorama da Educação da OCDE (um fórum de democracias desenvolvidas), particularmente focado no ensino superior, expõe com desconfortável clareza o abismo que separa o Brasil não só dos países ricos, mas de economias emergentes mais bem-sucedidas. Não basta investir uma fatia elevada do PIB em educação – 4,3%, acima da média da OCDE de 3,6% – se o sistema distribui mal os recursos e gasta pior ainda.

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Renda baixa e racismo impedem conclusão do ensino básico, diz pesquisa

A exclusão escolar de jovens e adultos no Brasil está fortemente ligada ao racismo estrutural e à necessidade de trabalhar desde cedo para garantir renda. É o que aponta um estudo da Fundação Roberto Marinho e do Itaú Educação e Trabalho, divulgado nesta semana, com base em microdados da Pnad Contínua. Segundo o levantamento, 66 milhões de pessoas com mais de 15 anos não concluíram a educação básica no país, sendo a maioria, negra e de baixa renda.

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