Ministério da Educação diz que adota critérios técnicos para aprovar obras

O Ministério da Educação não comentou o tratamento dado a FHC e Lula nos livros. Em nota, listou os critérios técnicos que usa para aprovar os livros, como o que veta obras que “fizerem doutrinação religiosa ou política”.   A autora Joelza Ester Rodrigues, do livro “História em Documento”, da editora FTD, afirmou que seu livro é imparcial. Ela disse que detalhou as alianças com “conservadores” só no caso de FHC porque o contexto do livro deixa pressuposto que os “partidos adversários” aos quais o PT se aliou também eram conservadores.   A Abril Educação, que controla as editoras Ática e Scipione, afirmou, por meio da assessoria de imprensa, que tem uma “política voltada à pluralidade de seus autores e à independência e excelência editoriais”.   O professor Claudino Piletti, coautor do livro “História e Vida Integrada”, da editora Ática, concorda que sua obra é mais favorável ao governo Lula. “Não tem o que contestar”, afirmou. Ele disse que é responsável pela parte de história geral da obra e que a história do Brasil ficou a cargo de seu irmão, Nelson Piletti, que está na Itália e não foi encontrado pela reportagem.  À Folha Claudino disse que critica o irmão pela

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Pronatec vai dar ao Brasil 8 milhões de novas oportunidades de formação profissional até 2014

O Brasil deu um importante passo nesta quinta-feira (28), Dia Nacional da Educação, para promover a inserção de jovens do ensino médio e  trabalhadores no mercado profissional.   A presidenta Dilma Rousseff e o ministro da Educação Fernando Haddad lançaram o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), que intensificará a expansão da educação profissional em todo o País.   O programa tem como meta oferecer 8 milhões de atendimentos, até 2014, na educação profissional para estudantes do ensino médio e trabalhadores que necessitam de qualificação.   A medida visa expandir, interiorizar e democratizar a oferta de cursos técnicos e profissionais de nível médio, e também de cursos de formação inicial e continuada para os trabalhadores e trabalhadoras do País.   O conjunto de ações inclui vagas em escolas técnicas profissionais estaduais e federais, cursos no “Sistema S” (Sesi, Senai, Sesc e Senac), a ampliação do Fies, que agora vai oferecer linha de crédito para formação profissional e não apenas para ensino superior e vagas no ensino à distância por meio do “E-Tec”.   Até 2014, a rede federal deverá chegar a quase 600 unidades escolares administradas pelos 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia.

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Reduzir tamanho das turmas pode melhorar aprendizado, diz estudo

Reduzir o tamanho das turmas é um dos caminhos para melhorar o aprendizado. Este é um dos resultados do projeto feito em parceria com o Instituto Ayrton Senna e o movimento Todos Pela Educação divulgado nesta quinta-feira (28), Dia da Educação.   O estudo mostra que uma redução média de 30% no tamanho da turma leva a um aumento de 44% no que tipicamente um aluno aprende ao longo de um ano.   O impacto da redução da quantidade de alunos por turma depende do tamanho original do grupo. Reduzir uma turma grande gera mais impacto sobre o aprendizado do que fazer o mesmo em uma turma que já é pequena.   Coordenador pelo pesquisador Ricardo Paes de Barros, o trabalho apresenta as principais conclusões de cerca de 165 estudos nacionais e internacionais com base empírica e  tratamento estatístico sobre os impactos de políticas de educação no aprendizado dos alunos. Segundo Barros, os estudos realizados na última década deixam claro que a qualidade do professor tem grande impacto sobre o desempenho educacional dos alunos. Um aluno que tem um bom professor (um docente entre os 20% melhores da rede) pode aprender durante um ano letivo 68% a mais do que

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Educação é chave para crescimento sustentável regional

Melhorar a qualidade da educação é um passo fundamental para garantir um crescimento sustentável da América Latina nos próximos anos. Essa opinião foi reiterada por grande parte dos participantes dos primeiros debates da edição regional do Fórum Econômico Mundial, ontem no Rio.   “O maior problema da América Latina é a falta de qualidade da educação, principalmente a superior. Se nós não pudermos aliar mais educação a maiores investimentos em ciência e tecnologia e inovação, não iremos ter êxito”, afirmou a costa-riquenha Rebbecca Grynspan, administradora do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.   Roberto Teixeira da Costa, do Conselho de Empresários da América Latina, afirmou que “o Ministério da Educação deveria ser mais importante do que o Ministério da Fazenda nos nossos países”.   A perspectiva de ter que esperar uma geração para colher os efeitos positivos de melhoras na educação angustia o venezuelano Ricardo Hausmann, diretor do Centro para Desenvolvimento Internacional da Harvard Kennedy School. “Nós não podemos esperar até que o sistema educacional seja reformado. Há muitos latino-americanos na casa dos 30 anos que precisam ser incentivados a ser empreendedores”, afirmou. 

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Ministro confirma que há atraso no serviço de internet banda larga em escolas públicas

Apesar de a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) ainda não ter apresentado o relatório final sobre a instalação de banda larga nas escolas públicas, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, adiantou haver indícios de que a empresa Oi não esteja entregando o serviço na velocidade acordada, que é 2 megabits.   “De fato pedimos à Anatel que fizesse uma investigação. Não há ainda relatório definitivo, mas tudo indica que há atraso em algumas regiões, no que se refere à velocidade”, disse o ministro, após participar de audiência pública na Câmara dos Deputados, referindo-se à empresa Oi.   No entanto, Paulo Bernardo disse considerar justificável o fato de a meta de conectar todas as escolas não ter sido cumprida. “Tínhamos de fechar o ano passado com todas as escolas conectadas, com velocidade de 2 megabits. Isso não foi feito. Em parte, se justifica porque tivemos um aumento do número de escolas.  Eram 55 mil e, agora, estamos com 64 mil”, justificou o ministro. Segundo ele, o censo apresentado durante a negociação com as empresas estava defasado.   “Quando fizemos a negociação, havia uma defasagem de pelo menos 9 mil escolas que foram [posteriormente] acrescentadas. Portanto, achamos razoável o atraso, pelo menos

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Livro didático ganha coluna no PublishNews

A editora Gabriela Dias estreou na ultima segunda (25), uma coluna mensal no PublishNews em que vai tratar do mercado de livro didático e, sobretudo, do impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula.   Ela é formada em Editoração pela ECA-USP e desde 1996 atua na fronteira entre o impresso e o digital. Já fez multimídia, livro e site em empresas e épocas variadas, mas hoje trabalha com tudo isso (e mais um pouco) na Moderna.   Sua coluna “Cartas do Front” é um relato de quem observa o mercado educacional no Brasil e no mundo, por dentro e por fora. Ela vai trazer novidades e indagações sobre o setor editorial didático e sobre o impacto da tecnologia nos livros escolares e na sala de aula. Para ler a coluna de estreia, clique aqui.  

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Comissão que analisa o Plano Nacional de Educação define cronograma

A comissão especial destinada a analisar o projeto de lei do Executivo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), com metas do setor para os próximos dez anos, definiu hoje um cronograma de trabalho com audiências públicas e seminários na Câmara, além de reuniões nos estados.   Já na próxima semana, o ministro da Educação, Fernando Haddad, vai se reunir com o colegiado. A data ainda não está acertada, mas, segundo o presidente da comissão, Gastão Vieira (PMDB-MA), o encontro ocorrerá na terça (3) ou quarta-feira (4). Já o prazo para emendas parlamentares ao projeto do Executivo será aberto no próximo dia 20 de maio.   O relator da proposta, Angelo Vanhoni (PT-PR), explicou que a comissão especial promoverá pelo menos quatro audiências públicas em maio e junho sobre os temas qualidade da educação, financiamento do setor, universalização e expansão do ensino e gestão da educação.   Outras audiências ainda podem ser acertadas caso algum dos 25 integrantes do colegiado requeira. Estão previstos também dois seminários sobre as metas do PNE. O primeiro será realizado no dia 2 de junho, e o segundo ainda não tem data marcada.   Até o final de junho, a comissão

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Mais de 700 mil estudantes de públicas têm menos de quatro horas de aula por dia

Mais de 700 mil estudantes da rede pública ainda têm menos de quatro horas de aula por dia no país, sem nenhuma atividade complementar posterior. O dado está no Censo Escolar 2010, que também mostra que cerca da metade deles têm aula após as 17h –ou seja, no período noturno.   A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) diz que o aluno brasileiro deve ter, pelo menos, 800 horas de aula distribuídas por 200 dias letivos, o que dá uma média de 4 horas/dia. Há mais um grupo de 19 mil alunos, além dos 700 mil, que tem menos de quatro horas e faz algum tipo de atividade complementar, como reforço ou esportes.   A grande maioria dos estudantes do país (25,9 milhões) passa entre quatro e sete horas na escola. O total de alunos com menos de quatro horas diárias de aula com ou sem  complementação posterior é de 724.701. Desses, 323 mil estudam a partir ou após as 17h e 37 mil começam em um horário intermediário, entre 10h e 13h.   Segundo a secretária de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Maria do Pilar Lacerda, o total de estudantes que passam menos de quatro

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FBN propõe a criação do Circuito Nacional de Feiras e Eventos do Livro

Em reunião convocada pela CBL, o novo presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, trouxe informações sobre a alteração da súmula do CNIC, que vai permitir o enquadramento no artigo 18 da Lei Rouanet os eventos destinados a livros.   Na prática, esta mudança permitirá que os patrocinadores venham beneficiar-se da dedução de 100% das verbas aplicadas nos projetos, demanda antiga da Câmara Brasileira do Livro, ainda na gestão da ex-presidente Rosely Boschini.   Como conseqüência direta, o mercado tende a abrir-se para uma maior participação de recursos captados com apoio da Lei Rouanet.   Galeno Amorim também apresentou a proposta de criação de um circuito nacional de feiras e bienais de livros, como um elemento que possibilitará organizar as ações dentro de um calendário homologado pelo setor, com evidentes benefícios aos seus realizadores, organizadores, expositores, mídia e públicos de interesse.   As entidades presentes deverão se organizar, a fim de criar um calendário no qual estejam incluídos os eventos do Livro em todo o país.

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