Pearson estreia em livro didático no Brasil

A Pearson – grupo britânico que adquiriu os sistemas de ensino da SEB por R$ 900 milhões em junho – está entrando no apetitoso mercado de livros didáticos, que movimenta aproximadamente R$ 2 bilhões.   “Já conseguimos aprovar um livro de física e as obras das outras disciplinas estão em análise pelo FNDE [órgão do MEC que adquire livros didáticos]. Mas independentemente dessa aprovação, vamos entrar no mercado de escolas privadas a partir do próximo ano”, disse Nilson Curti, novo presidente da Pearson Brasil.   O conteúdo dos livros didáticos será proveniente das apostilas e, principalmente, da Pearson, que conta com um vasto arquivo nas áreas de exatas, biológicas, humanas e idiomas já usado nos mais de 70 países em que atua. Nas disciplinas regionais como língua portuguesa e história do Brasil, por exemplo, serão reaproveitados os conteúdos dos sistemas de ensino do SEB (COC, Dom Bosco e Pueri Domus).   “Na época da aquisição, várias pessoas falaram que a Pearson pagou muito caro. Mas não é bem assim porque as duas empresas têm grande potencial de sinergia e isso é que foi avaliado”, explicou Curti, que há três meses substitui Guy Gerlach no comando da Pearson Brasil.   Nesse

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CNE quer elevação do investimento público na educação

O Conselho Nacional de Educação (CNE) endossou hoje o coro para que o Plano Nacional de Educação (PNE) defenda metas mais audaciosas para o próximo decênio, apresentando uma série de propostas ao texto encaminhado pelo governo Lula ao Congresso Nacional – entre elas, a elevação do investimento público em educação dos atuais 5% para 10% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020.   A bandeira dos 10% já havia sido levantada por entidades como União Nacional dos Estudantes (UNE), a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) e a Campanha Nacional Pelo Direito à Educação.   O PNE prevê 7% do PIB para a área até 2020. “Apesar dos avanços obtidos nos últimos anos, ainda apresentamos um quadro lamentável e gravíssimo de educação”, afirmou o presidente do CNE, Antonio Carlos Caruso Ronca. Representantes do CNE e de entidades da área de ensino estarão reunidos em Brasília até amanhã para debater o plano.   O PNE reúne dez diretrizes e 20 metas para a educação brasileira – entre elas, a erradicação do analfabetismo. Atualmente discutido em uma comissão especial na Câmara dos Deputados, o texto seguirá para o Senado, antes de ser sancionado pela presidente Dilma Rousseff.   “Precisamos de uma alavancagem, sinalizar

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Plano Nacional de Educação

O Plano Nacional de Educação (PNE) ficará melhor depois da análise no Congresso Nacional, prevê o ministro da Educação, Fernando Haddad.   Ele discutiu o Projeto de Lei nº 8.035/2010, sobre o plano, nesta quinta-feira, 19, com representantes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Conselho Nacional de Educação (CNE), em Brasília.   “No debate sobre educação não tem havido dogmatismo partidário”, afirmou Haddad. O ministro destacou a aprovação de duas emendas constitucionais e de mais de 40 leis sobre educação nos últimos quatro anos. “A legislação sobre educação foi praticamente reescrita”, disse.   Os representantes do CNE e de diversas entidades educacionais participam em Brasília de seminário para discutir o PNE. De acordo com o projeto em tramitação no Legislativo, o plano terá vigência até 2020. Uma das novidades é a vinculação direta entre metas qualitativas e recursos financeiros.   O texto estabelece de onde virão os recursos necessários ao cumprimento das metas e impede o estabelecimento de objetivos sem a devida dotação orçamentária. Hoje, 5% do produto interno bruto do país é investido em educação. Pelo PNE, esse patamar deve subir para 7%, mas setores da área educacional defendem a elevação para 10%.   O projeto

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Especialistas pedem mudanças na avaliação do ensino básico

O modelo de avaliação criado em 2007 pelo Ministério da Educação para medir o desempenho dos estudantes da educação básica foi criticado nesta quarta-feira durante audiência pública da comissão especial criada para analisar a proposta do governo que cria o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), com metas para o setor nos próximos dez anos.   A avaliação é feita por meio do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que é calculado a partir dos dados sobre aprovação escolar (obtidos no Censo Escolar) e médias de desempenho nas avaliações do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que são o Saeb e a Prova Brasil. A melhoria dos resultados do Ideb é um dos objetivos do plano em discussão na Câmara.   Apesar de elogiar a avaliação, o pesquisador da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) José Francisco Soares disse que o indicador tem limitações. A principal delas, segundo ele, é o fato de que o índice não leva em consideração os alunos que deixaram de fazer o exame.   A exclusão de alguns alunos na avaliação, para Soares, gera distorções nos resultados apurados. “Há a possibilidade de que a escola aumente

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Livro polêmico fica, diz MEC

Após o repúdio inicial, porém, aparecem defensores da escolha.   Obra entregue em escolas permite erros de concordância e divide opiniões Ao apresentar e defender construções como “os livro” e “os peixe” em um livro didático como “variedades de fala popular”, o Ministério da Educação (MEC) causou polêmica entre educadores e especialistas.   Ontem (18), o ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que o MEC não recolherá o livro, distribuído a 484.195 alunos de 4.236 escolas. “Já foi esclarecido que as pessoas que acusaram esse livro não tinham lido. Uma pena que as pessoas se manifestaram sem ter lido”, afirmou. Considerando que a obra “Por uma Vida melhor”, da coleção “Viver, Aprender”, é destinada aos alunos do ensino de jovens e adultos (EJA), há quem defenda a abordagem para atrair e mexer com a autoestima desse nicho da sociedade.   Doutora em linguística, Ana Maria Zilles afirma que a polêmica é descabida. Em outra ponta, professores da gramática se ofendem em ver um objeto de estudo dos alunos com erros de concordância. É a opinião do doutor em letras Cláudio Moreno.   Em meio ao debate, se levantou o temor de que a escrita fosse adaptada à fala das ruas. Com

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Senado faz audiência pública sobre expansão do atendimento

A educação infantil, primeira etapa da educação básica, foi tema de audiência pública realizada nesta quarta-feira, 18, na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal.   O objetivo foi discutir o processo de expansão do atendimento educacional para a faixa etária de zero a cinco anos, com base na legislação que favorece a universalização da educação infantil.   A aprovação da emenda 59 – que torna obrigatória a matrícula para crianças a partir dos quatro anos de idade, com prazo até 2016 para que os sistemas cumpram a lei – bem como o Plano Nacional de Educação (PNE) – que atualmente tramita na Câmara dos Deputados – nortearam a audiência, presidida pela senadora Marisa Serrano (PSDB-MG).   A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Maria do Pilar Lacerda, anunciou na ocasião a criação de um grupo de trabalho que organizará levantamento de dados sobre a situação dos municípios, visando atingir a meta de universalização até 2016. O grupo é formado por representantes do MEC, da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) e Confederação Nacional dos Trabalhadores de Educação (CNTE).   Maria do Pilar defendeu ainda que a

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Livro para adultos não ensina erros

Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, cuja responsabilidade pedagógica é da Ação Educativa, vem gerando enorme repercussão na mídia. A obra é destinada à Educação de Jovens e Adultos, modalidade que, pela primeira vez neste ano, teve a oportunidade de receber livros do Programa Nacional do Livro Didático.   Por meio dele, o Ministério da Educação promove a avaliação de dezenas de obras apresentadas por editoras, submete-as à avaliação de especialistas e depois oferece as aprovadas para que secretarias de educação e professores façam suas escolhas.   O trecho que gerou tantas polêmicas faz parte do capítulo “Escrever é diferente de falar”. No tópico denominado “concordância entre palavras”, os autores discutem a existência de variedades do português falado que admitem que substantivo e adjetivo não sejam flexionados para concordar com um artigo no plural.   Na mesma página, os autores completam a explanação: “na norma culta, o verbo concorda, ao mesmo tempo, em número (singular – plural) e em pessoa (1ª –2ª – 3ª) com o ser envolvido na ação que ele indica”. Afirmam também: “a norma culta existe tanto na linguagem escrita como na oral, ou seja, quando escrevemos um bilhete a um amigo, podemos ser informais,

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Livro para adultos não ensina erros, afirma Ação Educativa sobre livro didático Por uma vida melhor

Uma frase retirada da obra Por uma vida melhor, vem causando polêmica ao apresentar expressões como “nós pega o peixe”, tiveram orientação pedagógica da organização Ação Educativa, que as distribui para secretarias de Educação de todas as regiões do país.   Como publicado em matéria do Correio, editora começou a distribuir os livros pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do Ministério da Educação (MEC), neste ano, quando o EJA foi incluído no programa. No entanto, segundo o MEC, obras que incluem discussões sobre as variantes da língua são distribuídas por meio de programas governamentais há 15 anos.   Diante da polêmica, a Ação Educativa se colocou à disposição com série de esclarecimentos sobre as publicações:   1. “Escrever é diferente de falar”. Como o próprio nome do capítulo indica, os autores se propõem, em um trecho específico do livro, a apresentar ao estudante da modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) as diferenças entre a norma culta e as variantes que ele aprendeu até chegar à escola, ou seja, variantes populares do idioma.   2. Os autores não se furtam, com isso, a ensinar a norma culta. Pelo contrário, a linguagem formal é ensinada em todo o livro,

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Governo defende uso de Monteiro Lobato no ensino

Após polêmica envolvendo a distribuição do livro “Caçadas de Pedrinho”, de Monteiro Lobato, por acusação de teor racista, o MEC irá enviar a professores de escolas públicas uma obra que defende o uso do autor no ensino de português.   A obra é da “Coleção Explorando o Ensino”, elaborada por pesquisadores ligados à Unifesp e que será distribuída no 2º semestre. Sem negar possíveis elementos de preconceito racial na obra de Lobato, o livro defende que ela seja analisada em conjunto com as condições históricas e o imaginário da época.   Em outubro, o CNE (Conselho Nacional de Educação) recomendou que o livro “Caçadas de Pedrinho” não fosse distribuído a escolas públicas ou passasse a incluir uma nota explicativa sobre “estereótipos raciais”. Para entrar em vigor, as medidas deveriam ser homologadas pelo ministro Fernando Haddad (Educação), que pediu que o colegiado revisse o parecer, o que ainda não ocorreu.  

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