Quase metade das cidades paulistas usa apostila nas escolas municipais

Dos 644 municípios do Estado de São Paulo, 282 – ou 44% – utilizam sistema apostilado de ensino, de acordo com levantamento feito neste ano pelo Anglo, um dos mais tradicionais métodos do País.   Dentre eles estão 115 cidades que abandonaram totalmente os livros didáticos, distribuídos gratuitamente pelo governo federal, e outros que continuam utilizando o material, mas também aderiram às apostilas.   É um aumento vertiginoso. Em 1998, não havia sequer um convênio dos sistemas com as prefeituras paulistas. De 2008 para 2011, o número de prefeituras que adotam as apostilas passou de 187 para 282. Para atuar nesse nicho, os sistemas que antes atendiam à rede privada agora desenvolvem material específico para as escolas públicas.   “As públicas são um nicho de mercado e nos preparamos para entrar nele”, afirma Francisca Paris, diretora pedagógica dos sistemas de ensino da Saraiva. A editora, que mantém o Ético, voltado às particulares, criou neste ano o Agora, direcionado apenas para a rede pública. Está atuando em três cidades do Estado.   O Grupo Santillana, da editora Moderna, que já possuía o sistema Uno, também lançou um modelo específico para esse novo segmento: o Uno Público.   Demanda. O crescimento da

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Projeto torna obrigatório ensino de cultura árabe e islâmica nas escolas

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1780/11, da Ouvidoria Parlamentar, que inclui no currículo obrigatório dos ensinos fundamental e médio o ensino de cultura árabe e tradição islâmica.   Segundo a proposta, os alunos deverão estudar a história dos povos árabes, a cultura e religiosidade islâmica e o papel do árabe na formação da sociedade contemporânea. Pela proposta, esses conteúdos deverão ser incluídos em todas as disciplinas, em especial nas áreas de educação artística, literatura e história.   O texto é fruto de sugestões da sociedade civil apresentadas na primeira audiência pública do projeto “A Câmara quer te Ouvir”, ocorrida no fim de abril, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.   O projeto, da Ouvidoria da Câmara, promove debates nas capitais para ouvir a população sobre temas em discussão no Legislativo. Na justificativa do PL, é lembrada a tragédia ocorrida na escola de Realengo, no Rio de Janeiro, quando um ex-estudante matou 11 alunos e suicidou-se, no início de abril. Logo após o crime, algumas notícias vincularam o assassino ao fundamentalismo islâmico, o que depois foi desmentido.   Segundo a proposta, o caso demonstrou a necessidade de “promover a cultura da paz” e combater preconceitos.  

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O futuro do Brasil depende da educação

Filosofia, Sociologia, Música e Espanhol. Depois de incluir, nos últimos anos, essas disciplinas no currículo do ensino médio, o Conselho Nacional de Educação estuda acrescentar uma sobre direitos humanos no ensino básico.   É louvável assegurar às crianças e aos jovens brasileiros o estudo de novas áreas do saber nas escolas públicas, pois isso lhes daria maior compreensão do mundo que os cerca, levando-os a refletir e agir com civilidade, consciência e respeito.   “Daria maior compreensão…”, com o verbo no condicional? Por que não dará, com o verbo no futuro? Porque é impossível atingir tal estágio sem antes atacar as questões fundamentais que comprometem a qualidade da educação. Classificado nas últimas posições do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), com problemas crônicos de ingresso tardio na escola, repetência, professores desmotivados, mal remunerados e mal preparados, infraestrutura precária e famílias distantes do processo de ensino, o Brasil está numa encruzilhada.   Uma das maiores economias do mundo, com fortes índices de crescimento e de redução de desigualdade social, só manteremos e ampliaremos as conquistas dos últimos anos com grandes investimentos em educação. Para não perder em competitividade precisa formar mão de obra qualificada. Para atender às exigências da classe

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Projetos de professores para melhorar o ensino terão prêmio nacional

Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação. A quinta edição vai selecionar até 40 experiências concluídas ou em execução, sendo oito por região do país.   Os autores dos trabalhos receberão R$ 5 mil em dinheiro, troféus e certificados. Para concorrer, os educadores devem relatar projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, com resultados comprovados no ano letivo de 2010, que atendam aos objetivos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007.   As experiências, conforme o regulamento da quinta edição do prêmio, devem estar relacionadas a uma ou várias das seguintes ações: promover a permanência, o sucesso escolar, a redução da repetência, do abandono e evasão de estudantes da educação básica; aumentar a participação da família na escola, a inserção da escola na comunidade, a inclusão educacional social, racial, digital; trabalhar para a formação ética, artística e cidadã dos alunos.   Podem candidatar-se professores da educação básica em exercício da atividade docente em escolas públicas e de instituições educacionais comunitárias, filantrópicas e confessionais conveniadas aos sistemas públicos de ensino.   A inscrição tem duas etapas. Na primeira, o professor preenche o formulário e envia pela internet; na

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Lula volta a defender Haddad à Prefeitura de São Paulo

Depois de desfilar com o ministro da Educação, Fernando Haddad, pelo congresso da UNE (União Nacional dos Estudantes), o ex-presidente Lula voltou a defender, o nome de Haddad para a disputa pela sucessão na Prefeitura de São Paulo.   “Acho que o companheiro Haddad é adequado e acho que ele está na disputa interna”, afirmou.   Lula tem defendido internamente que o ministro seja o candidato do PT à Prefeitura paulistana. A movimentação do ex-presidente ganhou contornos públicos, quando Lula defendeu a gestão de Haddad no Ministério no palanque da UNE.   “Precisou de muito trabalho do ministro Fernando Haddad para garantir que o pobre chegasse à universidade”, disse o ex-presidente. “Era impossível ver pobre na universidade, andando de avião ou de carro novo”, afirmou Lula.   Nos bastidores do PT há diversos movimentos para preparar nomes fortes para 2012 em São Paulo. Até o momento, surgiram nomes como o da senadora Marta Suplicy e dos ministros Fernando Haddad (Educação). Chegou-se ainda a cogitar o nome de Guido Mantega (Fazenda).   O PT terá o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como puxador de votos para seus candidatos a prefeito no Estado de São Paulo. Lula já avisou que subirá

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Um em cada 5 alunos do fundamental está atrasado na escola

Um em cada cinco estudantes brasileiros do ensino fundamental está atrasado na escola. No ensino médio, pelo menos três em cada dez alunos também estão nessa situação. É o que mostram os dados do Censo Escolar 2010 sobre as taxas de distorção idade-série.   O indicador mede a proporção de alunos que não está matriculada na série indicada à faixa etária.   Pela legislação que organiza a oferta de ensino no País, a criança deve ingressar aos 6 anos no 1° ano do ensino fundamental e concluir a etapa aos 14. Na faixa etária dos 15 aos 17 anos, o jovem deve estar matriculado no ensino médio.   De 2008 a 2010, o percentual de alunos fora da série adequada para a idade registrou leve alta. Em 2008, a taxa era 22,1% no ensino fundamental, passou para 23,3% em 2009 e para 23,6% em 2010. No ensino médio, o percentual era de 33,7% em 2008, foi para 34,4% em 2009. No ano passado, chegou a 34,5%.   Para a secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, essa estagnação é resultado do arrefecimento da política de progressão continuada. Muitas redes de ensino que tinham como

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País tem de alfabetizar 3,5 milhões de adultos para cumprir meta da ONU

Com 13,9 milhões de jovens, adultos e idosos que não sabem ler nem escrever – ou 9,6% da população de 15 anos ou mais, segundo o Censo 2010 -, o Brasil terá de dobrar o ritmo de queda do analfabetismo para cumprir a meta assumida perante a ONU de chegar à taxa de 6,7% em 2015.   Levada em conta a projeção do IBGE de que a população nessa faixa etária será de 154,9 milhões, o País deveria chegar a 2015 com 10,4 milhões de analfabetos. Em números absolutos, seria uma redução de 3,5 milhões em apenas cinco anos.   Entre 2000 e 2010, no entanto, o total de analfabetos caiu 2,3 milhões. Se o País repetir esse desempenho, a meta prometida pelo governo há 11 anos, durante conferência da Unesco, só será alcançada em 2020.   Uma das principais dificuldades na redução das taxas é que os piores índices de analfabetismo entre adultos estão concentrados na população idosa, de 60 anos ou mais, que tem grande dificuldade de aprendizado.   Apesar de iniciativas como o Alfabetização Solidária, do governo Fernando Henrique Cardoso, e o Brasil Alfabetizado, iniciado no governo Luiz Inácio Lula da Silva e mantido no governo Dilma

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75 mil estudantes de seis anos são reprovados no país

Apesar de recomendações de órgãos federais, 75 mil crianças do primeiro ano do ensino fundamental foram reprovadas ano passado, o que representa 2,6% dos alunos na faixa dos seis anos. Tanto o Ministério da Educação quanto o Conselho Nacional de Educação defendem que a reprovação ocorra apenas a partir do terceiro ano.   O principal temor é que a criança repetente nessa idade tenha dificuldades para o restante da vida escolar. Formalmente, o conselho aprovou um parecer no fim do ano passado que recomenda a retenção apenas a partir do terceiro ano. Mas, publicamente, a ideia é defendida desde ao menos o início de 2010, quando a Folha revelou que 79 mil crianças de seis anos haviam sido reprovadas em 2008 (3,5% das matrículas).   Mesmo com a aprovação do parecer -homologado (confirmado) pelo Ministério da Educação-, as redes têm liberdade para não segui-lo. “Um aluno de seis anos é reprovado por quê? Por que ele não aprendeu? Não tem cabimento isso. No Brasil, a lógica não é verificar por que o aluno não foi ensinado, mas de culpabilizá-lo por não ter aprendido”, disse Clarilza Prado de Sousa, professora de psicologia da educação da PUC-SP.   Secretária de Educação Básica

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Estados do Nordeste lideram em abandono escolar no ensino médio

O abandono escolar no ensino médio, muitas vezes reflexo da necessidade de entrada no mercado de trabalho, da grande defasagem idade/série e de alunos desestimulados, é maior entre os estudantes do Nordeste.   Entre os dez Estados com maior índice de abandono, sete são dessa região -dois são do Norte (Pará e Amapá) e um do Sudeste (Rio). Na rede estadual de Alagoas, a taxa de abandono chegou a 21% em 2010, a maior do Brasil.   O secretário de Educação, Adriano Soares da Costa, diz acreditar que o abandono ocorre porque faltam sistema de transporte e prédios com boa infraestrutura. Segundo ele, greves e ausência de alguns professores também desestimulam os alunos. Com o objetivo de tentar minimizar o problema, no ano passado foi implantado, com o apoio do MEC e do Pnud (programa das Nações Unidas), o Geração Saber, que destina verbas para a melhoria da qualidade do ensino e da infraestrutura.   O secretário afirma ainda que uma prova estadual será aplicada em todos os alunos para identificar deficiências. No Pará, onde o índice de abandono é de 20,8%, uma prova anual para avaliar os alunos também deve ser adotada a partir de 2012.   Segundo Nilson

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