Cresce número de alunos “atrasados”

O percentual de alunos do ensino fundamental que não está na série adequada para a sua idade voltou a crescer nos últimos dois anos.   Dados do Ministério da Educação mostram que, no ano passado, o percentual chegou a 23,6%, ou cerca de 7 milhões de alunos. Em 2008, estava em 22,1%. Uma criança deve ingressar no 1º ano do ensino fundamental aos seis anos de idade e concluir a etapa aos 14.   Segundo o MEC, a defasagem ocorre quando o aluno está com três anos a mais do que o ideal para a série. Entre as razões que levam ao atraso estão a entrada na escola após a idade correta, a reprovação e o abandono. Para Jaqueline Moll, da Secretaria de Educação Básica do MEC, é preciso modificar metodologias de ensino e fazer recuperação paralela para que a repetência seja a última alternativa.   A presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação, Cleuza Repulho, afirma que a alta é significativa. “Em um país grande como o Brasil, um aumento de 1% já é preocupante.” Já Maria Helena Guimarães de Castro, ex-secretária de Educação de SP, diz que a leve alta pode ser interpretada como estagnação. “Isso

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“Demita quem não usa Facebook”

Para Cavallero, os editores devem estar preparados para trabalhar em uma empresa orientada para dados, para perder o controle do território e para entrar em novos territórios.   “Nós não conhecemos o livreiro e o distribuidor e agora temos que conhecer o consumidor”, brincou o diretor da italiana Mondadori (cuja sede fica em um prédio projetado por Niemeyer), Riccardo Cavallero, no encerramento do 2º Congresso Internacional do Livro Digital.   Ele foi convidado a falar sobre o papel do editor neste novo momento da indústria do livro e disse que o primeiro passo é entender que mudanças estão acontecendo e que não é mais possível manter distância dos consumidores. “Demita quem não usa Facebook”, disse. “Pensamos: Não está acontecendo comigo. Acontece nos Estados Unidos, mas não no meu país. Acontece com a indústria da música, mas não com a do livro”, completou.   Mas está acontecendo e quem não entrar na dança tem muito a perder. Ele comentou que novos players sem tradição vão chacoalhar as editoras, mas pode ser que eles não estejam vivos quando o mercado encontrar novamente a estabilidade. E que o jeito mais eficaz de morrer antes da hora é investir em um diretor digital. “O

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Um ano depois…

Em um ano, o brasileiro parou de discutir se a chegada do livro digital representaria o fim do livro físico e colocou a mão na massa.   No longínquo março de 2010, a Câmara Brasileira do Livro (CBL) e a Feira do Livro de Frankfurt realizaram o 1º Congresso Internacional do Livro Digital e o clima era de incertezas, com a maioria dos editores ainda sem coragem de arriscar e de investir dinheiro em experimentos.   Mesmo com poucos títulos convertidos para e-books, as livrarias começaram a se mexer. Em abril, a Gato Sabido deixou de reinar sozinha e teve de dividir os clientes com a Livraria Cultura.   A eBookstore da Saraiva seria inaugurada um mês depois. Hoje, até Ponto Frio, Casas Bahia e Extra vendem livro digital. E Ricardo Eletro, que passou a vender livros este ano, tem planos de incluir as versões digitais em seu site. E tem mais: hoje, até editoras vendem e-books diretamente para o leitor final a partir de seus sites, como é o caso da pioneira Ciência Moderna e do Grupo A.   As distribuidoras Xeriph e DLD também chegaram em 2010 para ajudar as editoras, que já conseguiram produzir, no total, 4

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Em qualquer lugar, a qualquer hora, em qualquer aparelho

As transformações que o livro está sofrendo e como o consumidor está se comportando dentro deste novo cenário foram os temas da palestra de Dominique Raccah, CEO e publisher da Sourcebooks, durante o primeiro dia do 2º Congresso Internacional CBL do Livro Digital.   Segundo Raccah, nunca houve tantas oportunidades para as editoras como existem hoje, mas para aproveitá-las é preciso entender o cenário e se perguntar “o que quer o consumidor?”.  Nos Estados Unidos, segundo Raccah, o perfil do leitor que usa um e-reader é, em média, uma mulher por volta dos 44 anos com renda acima da média e que, em geral, consome ficção. Esse também é o perfil do leitor fiel de livros impressos.   As mesmas pessoas que visitam livrarias e colecionam livros em suas estantes estão agora lendo em Kindles, Nooks e outros leitores digitais. Para ela, essa escolha está acontecendo porque o e-reader traz algumas vantagens que saciam o desejo do leitor ávido: portabilidade, o acesso instantâneo a muitos títulos e a possibilidade de carregar vários livros ao mesmo tempo.  Além disso, a questão do preço também faz diferença na hora de escolher entre um livro digital e um impresso. Além de serem mais

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Alunos preparados para o século 21

Nem tudo continua igual na escola de ontem e de hoje: nos últimos anos, por exemplo, a tabela periódica ficou maior, com o reconhecimento de novos elementos químicos. Da mesma forma, o currículo de Português foi atualizado depois que a língua ganhou outras regras de ortografia.   A necessidade de mu­­danças, no entanto, não se limita aos conteúdos específicos das disciplinas. Se­­gundo estudiosos da educação, os estudantes do século 21 precisam desenvolver competências e habilidades que não eram tão importantes há 50 anos, mas que hoje são essenciais.   “Essa noção de que a escola tem o dever de transmitir um conjunto organizado de informações e conhecimentos que vão durar para o resto da vida não se sustenta mais. O que os estudantes precisam em termos de educação é mais do que sentar e ouvir o professor discorrer sobre Matemática, Física ou Biologia.   Hoje nós temos na ponta dos dedos qualquer informação que desejamos e há outras competências que os estudantes precisam absorver”, afirma Eduardo Chaves, que durante mais de 30 anos foi professor de Filosofia da Educação na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e atual­­mente trabalha como consultor do Instituto Ayrton Senna e da Microsoft.   Além do

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Digitalização barateia compra de livros didáticos nos Estados Unidos

Há um debate muito grande acontecendo agora nos Estados Unidos sobre se o livro em papel vai desaparecer da sala de aula, afinal muitas escolas já estão usando os tablets.   Além de aliviar as costas dos jovens, ao mesmo tempo é um material mais interativo, conectado à internet. Uma empresa criou recentemente o que está sendo considerado uma das maiores inovações em termos de produção de livros didáticos.   Eles trabalham especialmente com universidades e colocaram um livro de Biologia, com mais de mil páginas, em um aplicativo.   O mais interessante dessa experiência é que você pode comprar o livro por capítulos, o que acaba barateando o material. Além disso, eles desenvolveram um software onde você consegue anotar ao lado desse livro  e, com isso, passa a fazer parte de uma rede social com professores e alunos que estão debatendo em tempo real aquele conteúdo. Ou seja, o livro se transforma imediatamente em uma plataforma interativa conectada a uma rede social com professores e alunos.   Algumas faculdades de Medicina já estão solicitando que os alunos comprem apenas esse aplicativo. 

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Nada substitui o poder dos livros

Ele sempre quis escrever. Entretanto, os caminhos da vida levaram esse carioca a estudar em Nova York e a fazer carreira na TV Globo como correspondente internacional até chegar à direção da televisão na Europa.   De volta ao Rio, Roberto Feith cometeu a “loucura” de comprar o controle de uma pequena editora, a Objetiva. Para desespero da concorrência, deu certo. E seis anos atrás, o Grupo Prisa-Santillana comprou o controle acionário da empresa mantendo o ex-jornalista a frente do negócio no Brasil.   Semana passada, em conversa por telefone, de seu escritório no machadiano bairro do Cosme Velho, no Rio, Feith comemorou mais um feito. A Objetiva assinou contrato para editar, a partir do ano que vem, nada menos que 27 títulos do poeta e escritor Mário Quintana.   Aqui vão trechos da entrevista:   Editar livros é bom negócio?   Pode ser um bom negócio, mas o mar está turbulento. Tem de ficar atento porque qualquer equívoco custa caro. Uma metáfora que me ocorre é a da dança das cadeiras. A quantidade de editoras é crescente, mas, quando a música parar, as empresas que não estiverem estruturadas vão sobrar.   Por que os livros são tão caros no

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Edital do MEC deverá aceitar itens digitais

O MEC planeja a inclusão de “objetos digitais” (animação, vídeo ou simulador) no PNLD (Programa Nacional do Livro Didático) só em 2014. A publicação do edital sobre o tema está prevista para ocorrer ainda neste ano.   Aqui no Brasil, a substituição dos livros didáticos por conteúdos eletrônicos acontece a passos mais lentos na rede pública.   Na rede privada, o processo avança mais rápido e o uso de tablets encontra-se em fase de testes em algumas escolas. Dois colégios tradicionais da capital paulista, o Visconde de Porto Seguro e o Dante Alighieri, vão iniciar, neste segundo semestre, projetos-piloto com o uso do aparelho. De olho nesse mercado, as editoras já se preparam. A Moderna -maior fornecedora de livros didáticos do governo federal- diz que tem orientado sua produção para itens adaptáveis a plataformas móveis. Especialistas como Paulo Blikstein, da Escola de Educação de Stanford (EUA), fazem ressalvas. “O fundamental é desenvolver atividades e conteúdos”.

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Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas

O uso de tablets no lugar de livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos.   Essa é a opinião do professor da Escola de Educação e da Escola de Engenharia da Universidade Stanford (EUA), Paulo Blikstein, 39, que desenvolve projetos  com foco em tecnologia de ponta para uso em escolas.   Em entrevista à Folha, ele defende a exclusão de conteúdos curriculares, especialmente nas áreas de matemática e ciências, e diz ser positivo o fim da obrigatoriedade do ensino da letra cursiva nos EUA.   Formado em engenharia pela Escola Politécnica da USP, mestre pelo MIT Media Lab e doutor pela Northwestern University (Chicago), Blikstein estará no Brasil nos dia 17 e 18 de agosto, quando participa da Sala Mundo Curitiba 2011 –encontro internacional de educação que reúne educadores do mundo todo.     Folha – Você conhece experiências com o uso de tablets em sala de aula?   Paulo Blikstein – Aqui em Stanford teve um projeto com o apoio da Apple onde eles queriam substituir livros didáticos na faculdade por iPads. Foi feita uma pesquisa com professores e a conclusão geral é que a tecnologia ainda

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