Ministro expõe desafios para melhorar qualidade do ensino

Os desafios de melhorar a qualidade do ensino médio, ampliar o acesso de jovens na educação profissional e aprovar o Plano Nacional de Educação (PNE) de 2011-2020 foram temas abordados pelo ministro da Educação, Fernando Haddad, em entrevista ao jornal Estado de S. Paulo, publicada nesta segunda-feira, 8.   Para Haddad, na história brasileira, pela primeira vez, um plano de educação nacional trata da qualidade do ensino e fixa metas para alcançá-la. Ao contrário do PNE de 2001-2010, o projeto de lei enviado pelo governo federal ao Congresso Nacional, em dezembro do ano passado, apresenta 20 metas. Todas as etapas da educação estão ali representadas, da creche à pós-graduação. O plano anterior continha 276 metas, mas muitas delas não foram cumpridas.   Sobre as medidas para a melhoria do ensino médio, o ministro destaca os esforços do governo para enxugar o conteúdo do currículo regular e abrir as portas da educação profissional aos jovens.   A mudança no currículo, explica Haddad, está sendo feita pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Já a promoção da educação profissional caberá ao Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que está em análise na Câmara dos Deputados. Assessoria de Comunicação

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FNDE negocia compra de 164 milhões de livros didáticos

A maior compra de livros didáticos já realizada pelo governo federal começa a ser negociada na próxima semana, quando o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) inicia uma rodada de conversações com 18 grupos editoriais em torno da aquisição de 164 milhões de livros didáticos – 20% a mais do que os 135,6 milhões comprados em 2010.   As obras serão utilizadas pelos alunos da rede pública a partir do próximo ano. Serão adquiridos livros de todas as disciplinas para todos os estudantes do ensino médio, além de exemplares de reposição para o ensino fundamental.   “A expectativa é conseguir negociar todos os livros necessários com o orçamento disponível e respeitando prioritariamente a primeira opção feita pelas escolas”, afirma Rafael Torino, diretor de Ações Educacionais do FNDE.   Pela primeira vez o FNDE vai adquirir livros de filosofia, sociologia e língua estrangeira (inglês e espanhol) para os alunos do ensino médio. Além dessas disciplinas, também serão distribuídas obras das demais matérias dessa etapa de ensino: português, matemática, física, química, biologia, geografia e história.   Para o ensino fundamental, serão comprados cerca de 70 milhões de exemplares, para reposição.  

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Educação básica Cursos de licenciatura abrem 30 mil vagas para docentes da rede pública

Professores em exercício na rede pública de educação básica podem realizar pré-inscrições para cursos de licenciatura presenciais desde a ultima quarta-feira, 3, até 10 de setembro.   Cerca de 30 mil vagas para cursos que terão início no primeiro semestre de 2012 serão oferecidas pelo Plano Nacional de Formação dos Professores da Educação Básica – Parfor Presencial.   O Parfor Presencial é uma ação organizada e financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) para atender os objetivos da Política Nacional de Formação dos Profissionais do Magistério da Educação Básica.   O objetivo principal do Parfor é garantir aos professores em exercício na rede pública uma formação acadêmica exigida pela lei de diretrizes e bases da educação nacional, bem como promover a melhoria da qualidade da educação básica.   Para isso são ofertados diferentes cursos: de primeira licenciatura, para professores em exercício na rede pública da educação básica sem formação superior; de segunda licenciatura, para professores em exercício na rede pública da educação básica, há pelo menos três anos, em área distinta da sua formação inicial, e formação pedagógica, para professores em exercício na rede pública da educação graduados mas não licenciados.   Distrito Federal – Uma das novidades dessa

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Para especialistas, cultura e esporte ao redor da escola não garantem bom ensino

Para dois especialistas em educação, Simon Schwatzman e Ruben Klein, o fato de um colégio ser cercado de atividades culturais não tem relação direta com o bom desempenho escolar.   O iG mostrou que o Ciep Presidente João Goulart, no Morro do Cantagalo – localizado no prédio do Espaço Criança Esperança, do Affroreggae e visitado frequentemente por presidentes da República, governador e prefeito – teve o pior resultado no Ideb, na rede municipal do Rio.   “Muita badalação e políticos presentes não afetam o resultado positivamente. Político gosta é de inaugurar coisas. O que afeta (o desempenho dos alunos) é como a escola funciona, a direção e se tem o apoio da comunidade, dos pais”, disse Ruben Klein, especialista em avaliações educacionais e consultor da Fundação Cesgranrio.   Ele ressalvou não conhecer a João Goulart e falou em tese sobre o tema. “Em geral, o desempenho está associado ao nível sócio-econômico-cultural (dos pais e da comunidade). Essas desigualdades podem ser compensadas, e vemos muitos casos em que isso acontece, mas é esse o grande desafio”, disse Klein.   O sociólogo Simon Schwatzman, ex-presidente do IBGE, disse que a relação entre ambiente cultural rico e boa educação “não é automática”. “As

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Inscrição para concurso do livro didático vai até 14 de agosto

Termina no próximo dia 14 o prazo para inscrição no concurso Ações Inovadoras no Livro Didático, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   O objetivo é selecionar e premiar as melhores práticas sobre remanejamento, conservação e devolução dos livros, além de disseminar essas experiências para que redes de ensino possam aplicá-las em suas localidades.   Diversos municípios e escolas brasileiros desenvolvem práticas que podem ajudar a aumentar o percentual de devolução do livro didático, no final do ano letivo.   “Tem escola que marca prova com consulta no fim do ano e aproveita para recolher os livros, que serão utilizados por outros alunos no ano seguinte”, afirma Sonia Schwartz, coordenadora-geral dos programas do livro do FNDE. “Em outras, são feitas oficinas para encampar os livros no início do ano, o que ajuda na conservação e conscientização dos alunos”.   Podem participar secretarias estaduais e municipais de educação e todas as escolas públicas brasileiras. A inscrição deve ser feita no sítio eletrônico do FNDE (www.fnde.gov.br), em Livro Didático > Consultas.   Os vencedores vão apresentar suas experiências no Encontro Nacional do Livro Didático, a ser realizado no início de outubro, em Curitiba e receberão coleções do Programa Nacional

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FNDE tem novo presidente

Após mais de sete anos no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), cinco deles na presidência, o economista Daniel Balaban deixa o órgão para assumir um importante cargo num organismo da Organização das Nações Unidas (ONU): diretor do Programa Mundial de Alimentos.   Em seu lugar, assume o administrador José Carlos Wanderley Dias de Freitas, funcionário de carreira do FNDE e até agora diretor de Administração e Tecnologia da autarquia.  As portarias com as mudanças foram publicadas hoje, 2, no Diário Oficial de União.   “Minha indicação nasceu, sobretudo, do trabalho de todos os servidores do FNDE. O fato de um funcionário da Casa ser nomeado para sua presidência reflete os excelentes resultados alcançados pelo órgão na busca da melhoria da qualidade da educação brasileira”, afirma Freitas. “Sou um representante deste trabalho e espero estar à altura dos desafios que temos pela frente”.   Servidor do FNDE desde 1988, Freitas atuou em diversas áreas da autarquia, como alimentação escolar, livro didático, prestação de contas e administração, entre outras. Em 2004, foi nomeado diretor de Administração e Tecnologia, responsável pelas áreas de recursos humanos, tecnologia da informação, recursos logísticos e compras governamentais.   Além disso, foi presidente do Comitê de

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Escolas recebem recursos para educação integral

Escolas públicas municipais de 19 estados receberam R$ 54,5 milhões do governo federal para implementar a educação integral. Transferidos na última sexta-feira, 29, pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), os recursos estão disponíveis desde o dia 2, nas contas correntes dos beneficiados.   Para implantar a educação integral, as unidades de ensino contempladas devem oferecer uma jornada escolar de, no mínimo, sete horas diárias. Neste período, além das disciplinas curriculares, os alunos vão desenvolver atividades, entre outras áreas, em cultura e artes; esporte e lazer, educação ambiental, investigação científica e em acompanhamento pedagógico.   Os recursos repassados pelo programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE) servem para contratar serviços e adquirir materiais permanentes e de consumo necessários à realização das atividades, assim como para o ressarcimento de despesas com transporte e alimentação dos monitores.       

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Redes colocam notas e metas na porta das escolas

Em agosto, agora na volta às aulas, as fachadas de todas as escolas municipais da capital do Rio receberão um novo componente: uma placa com as notas e as metas que o colégio obteve no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), do governo federal, e no IDE-Rio, avaliação do próprio município.   A estratégia carioca não é única. Nos últimos meses, leis, decretos e portarias que exigem que a escola exiba na fachada a nota obtida e a meta a ser alcançada no Ideb pipocaram no País todo. Além disso, um projeto de lei do deputado Edmar Arruda (PSC-PR), em tramitação na Câmara dos Deputados, determina que todas as escolas públicas brasileiras fixem uma placa de no mínimo 1 metro quadrado com a nota do Ideb.   A justificativa é de que, com a maior divulgação dos números, haverá um maior envolvimento e cobrança da família. “A gente entende que os pais, a partir do momento que têm isso de forma mais exposta, terão mais preocupação e vão gerar uma pressão social”, diz Thiago Medeiros, secretário estadual de Educação do Estado de Goiás. A partir do dia 15, as 1.095 escolas da rede vão receber sua placa. “O diretor

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É fundamental investir na formação do diretor

Para o economista e educador norte-americano Martin Carnoy, o Brasil precisa investir melhor na formação não só de seus professores, mas também dos diretores e das equipe de apoio das escolas.   Carnoy estará no Brasil em agosto, para o encontro internacional de educação Sala Mundo Curitiba 2011 (www.salamundo.com.br). Leia abaixo a entrevista que ele concedeu ao Estado.   O sr. escreveu um livro sobre o sistema educacional cubano (A vantagem acadêmica de Cuba). Quais lições o Brasil pode aprender com os cubanos?  O Brasil deve continuar sua luta contra a pobreza infantil. Embora Cuba seja um país de baixa renda, as crianças são saudáveis e bem alimentadas e não enfrentam a violência cotidiana. Elas não sofrem as condições associadas à pobreza que têm um efeito esmagador sobre a capacidade de aprender. Além disso, o Brasil precisa formar melhor seus professores.   Os cubanos são mais bem treinados para ensinar. O Brasil também precisa fazer um trabalho muito melhor de treinamento dos diretores, para eles se certificarem de que os professores estão ensinando bem o currículo. Os diretores de escolas cubanas têm uma ideia muito bem formada sobre como fiscalizar e ajudar os professores a ensinarem bem o currículo nacional.

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