Dilma: “estamos fazendo pela educação o que não foi feito nos últimos 100 anos”

Na solenidade onde anunciou a criação de universidades e institutos federais de educação, na ultima terça-feira, (16), a presidenta Dilma Rousseff disse que, se o Brasil tivesse investido mais em educação, teria dado o passo necessário para o pleno desenvolvimento econômico.   “Estamos fazendo em poucos anos o que não foi feito nos últimos 100 anos. Se o Brasil tivesse apostado em educação de forma maciça, inclusiva e sistemática, teríamos dado, muitos anos antes, os passos necessários para que nosso país tivesse o pleno uso dos seus potenciais econômicos e, sobretudo, para que nossa população tivesse acesso a um padrão de conhecimento e, portanto, um padrão de vida mais elevado”.   Sobre os investimentos anunciados hoje em educação superior, o ministro da Educação, Fernando Haddad, explicou que o gasto para a implantação de cada instituto federal é R$ 7 milhões, enquanto um campus universitário custa entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. “Fizemos questão de só fazer essa solenidade quando tivéssemos, da área econômica, o aval para a contratação dos profissionais necessários para essa expansão”, disse ele. Na cerimônia, prefeitos de 120 municípios assinaram um compromisso com o governo federal de oferecer terrenos para a instalação de institutos federais nas cidades

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Escola pública terá educação financeira

Os alunos do ensino médio de escolas públicas começarão a ter orientação de educação financeira.   Segundo Jaqueline Moll, da diretoria de currículos e educação integral do MEC (Ministério da Educação), a ideia não é criar uma disciplina específica e sim integrar o assunto ao currículo normal das escolas. Ela calcula, porém, que serão ao menos dez anos para consolidar o tema nas escolas. Ainda não está definido quando e em quais locais a educação financeira começará a ser implementada.   “Queremos abordar questões como a história do dinheiro e a geografia financeira e orientar o comportamento dos alunos nesse sentido”, afirmou a especialista.   O projeto é uma das primeiras iniciativas da Enef (Estratégia Nacional de Educação Financeira), criada pelo Conef (Comitê Nacional de Educação Financeira).   O comitê reúne instituições como o BC (Banco Central), a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e o MEC. A educação financeira nas escolas vai seguir projeto-piloto de 2010, quando foi dada orientação a 26 mil estudantes da rede pública de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Ceará e Distrito Federal. Apesar de o projeto ser focado em jovens, a orientação sobre como usar e aplicar de maneira mais inteligente o dinheiro não

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Matemática patina onde há mais procura

Os Estados brasileiros que apresentam desempenhos medianos e baixos em matemática nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) são os que mais registram ingressantes nas carreiras de professor da área de exatas, como física e mesmo matemática.   A conclusão é de uma pesquisa do Insper (ex-Ibmec). Para as pesquisadoras Maria Cristina Gramani e Cintia Scrich, essa relação pode ser perigosa, já que forma um ciclo no qual alunos que tiveram um conteúdo defasado se tornam docentes justamente da área em que apresentam mais dificuldades de aprendizagem.   “Isso cria uma relação complicada que só pode ser revertida se reforçarmos a base da educação básica”, explica Maria Cristina Gramani. O estudo, intitulado “O desempenho educacional como fator de influência na escolha da profissão”, analisou o desempenho em matemática de escolas públicas e privadas de todo o País. Para isso, utilizou as notas do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) de 2005, 2007, 2009 para 4.ª série e 8.ª série, e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008.   Para descobrir quais Estados têm os melhores alunos em matemática, foi feito um ranking da eficiência educacional na disciplina, com a relação entre as notas obtidas no Enem

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Sem música para os ouvidos

Lei federal que obriga implantação da disciplina nas escolas entra em vigor nesta quinta-feira, mas maioria das instituições ainda não se adaptou, deixando para 2012. A consonância de vozes e instrumentos que embalam corações, marcam passos e movimentos e fazem história ao longo dos séculos vai reger, a partir desta semana, uma orquestra de conhecimento. Harmonia, melodias e letras farão parte do novo contexto das escolas brasileiras.  Quinta-feira começa a valer a obrigatoriedade do ensino de música para o nível básico. Pelo menos na teoria. A Lei 11.769, publicada em 18 de agosto de 2008, deu prazo de três anos letivos para as instituições se adaptarem. Mas, justamente a palavra “letivos” se tornou a tábua da salvação de quem, a essa altura, ainda não tem ideia de como fazer e, por isso, precisa esticar um pouco mais o prazo de adequação. Por essa interpretação, corroborada pela dificuldade de se implantar algo novo em plena segunda metade do calendário escolar, os sistemas de educação deverão fazer valer as novas regras apenas em 2012.   A Secretaria de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC) concorda que os termos da lei deixam margem para essa brecha. E informa que o órgão federal

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MinC deverá supervisionar instituições

Não vai dar para fugir de jeito nenhum da supervisão estatal das entidades de gestão coletiva.   Esta é a posição de Márcia Barbosa, responsável pela Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (DDI/MinC), depois de ler e debater com um grupo interministerial especializado as 158 contribuições públicas que chegaram à pasta no segundo – e último – período de revisão do anteprojeto de lei que pretende modernizar a atual Lei de Direito Autoral.   – A intenção é que a gente (o ministério) estabeleça sim uma supervisão da gestão coletiva – reforça Márcia. – Mas sempre nos termos da Constituição, sem intervenção. Ninguém vai tomar uma associação para geri-la. Encontraremos outros meios.   Em maio, O GLOBO revelou um quadro de descontrole administrativo no Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), entidade privada de gestão coletiva que recolhe e paga os direitos autorais de todos os músicos do país. A polêmica em torno do caso fez com que a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, que já havia declarado posição contrária à fiscalização estatal desse tipo de órgão, a aceitasse ao menos como uma possibilidade.   Ao que tudo indica, o segundo período de consulta pública sobre o

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Projetos de escolas públicas dominam experiências inscritas

Projetos de leitura de escolas públicas, particulares e comunitárias representam 57% das 1.825 experiências inscritas no prêmio Vivaleitura de 2011. Nesta edição, concorrem projetos das 27 unidades federativas. São Paulo, com 362 relatos, tem o maior número de inscritos, seguido do Paraná (168) e de Minas Gerais (164).   Dados da Organização dos Estados Ibero-Americanos para Educação, Ciência e a Cultura (OEI), entidade que coordena o Vivaleitura, mostram que o número de inscritos pode subir, pois ainda são esperados relatos enviados pelos Correios. As inscrições foram encerradas na quarta-feira, 10.   Do total de experiências recebidas pela coordenação, 1.036 (57%) são de escolas; 600 (33%) da categoria sociedade, que reúne empresas, organizações não-governamentais, pessoas físicas, universidades e instituições sociais; 189 (10%) de bibliotecas públicas, particulares e comunitárias. Cada categoria concorre a prêmio de R$ 30 mil, em dinheiro.   Este ano, a seleção dos trabalhos concorrentes ocorre em três etapas. Na primeira, uma comissão de especialistas em leitura analisa todos os trabalhos para verificar quais atendem aos critérios previstos no regulamento; na segunda, a coordenação do prêmio indica os 15 finalistas, cinco por categoria, com divulgação prevista para 30 de setembro; na última, uma comissão de jurados escolhe três experiências

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Ciclo de Debates da Abrelivros na Bienal do Livro do Rio de Janeiro

A Abrelivros participará da Bienal do Livro do Rio de Janeiro, de 1 a 11 de setembro de 2011, desenvolvendo um ciclo de debates gratuitos em seu estande no Riocentro. Para participar basta enviar um e-mail para contato@abrelivros.org.br até o dia 25 de agosto de 2011. Clique aqui  para conhecer a programação.  

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Brasília lança Plano do Livro e da Leitura

Brasília lançou o Plano do Distrito Federal do Livro e da Leitura (PDLL) na noite da ultima quarta-feira, (10), na abertura do Fórum + Livro + Leitura. Ele estabelece diretrizes para a formação de uma sociedade leitora e também prevê políticas, programas, eventos e ações de promoção da leitura.   A meta é transformar Brasília na primeira capital sem analfabetismo. Para isso, preve a democratização do acesso; fomento à leitura e à formação de mediadores; valorização da leitura e da comunicação; e apoio à criação e ao consumo de bens da leitura.   O PDLL foi elaborado pelo Governo do Distrito Federal, por meio das secretarias de Cultura e de Educação. Entre as ações já definidas e previstas para 2011 estão a revitalização da Biblioteca Nacional de Brasília e o fortalecimento do Programa Mala do Livro. No encerramento da primeira noite, autoridades assinaram a carta “Brasília, Capital da Leitura”.  

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Prêmio Professores do Brasil: inscrições até 15/9

Estão abertas, até 15 de setembro, as inscrições para o Prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação.   A quinta edição vai selecionar até 40 experiências concluídas ou em execução, sendo oito por região do país. Os autores dos trabalhos receberão R$ 5 mil em dinheiro, troféus e certificados.   Para concorrer, os educadores devem relatar projetos desenvolvidos ou em desenvolvimento, com resultados comprovados no ano letivo de 2010, que atendam aos objetivos do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), lançado em 2007.   As experiências, conforme o regulamento da quinta edição do prêmio, devem estar relacionadas a uma ou várias das seguintes ações: promover a permanência, o sucesso escolar, a redução da repetência, do abandono e evasão de estudantes da educação básica; aumentar a participação da família na escola, a inserção da escola na comunidade, a inclusão educacional social, racial, digital; trabalhar para a formação ética, artística e cidadã dos alunos.   Podem candidatar-se professores da educação básica em exercício da atividade docente em escolas públicas e de instituições educacionais comunitárias, filantrópicas e confessionais conveniadas aos sistemas públicos de ensino.   A inscrição tem duas etapas. Na primeira, o professor preenche o formulário e envia pela internet;

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