Ministro da Educação diz que Enem poderá ser obrigatório

O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse na ultima segunda-feira (12/9) que a universalização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) faria da prova um melhor indicador da qualidade do ensino.   Atualmente o exame é voluntário. O Plano Nacional de Educação (PNE), que tramita no Congresso Nacional, prevê que o Enem se torne um componente do currículo e, portanto, obrigatório. No ano passado, 56% dos concluintes do ensino médio fizeram a prova.   Outras avaliações aplicadas pelo Ministério da Educação, como a Prova Brasil, são universais. “Seria uma atividade obrigatória para a conclusão dos estudos. Não significa que o estudante precisaria atingir uma nota específica, mas a mera participação [seria suficiente]. Seria como o Enade [Exame Nacional de Desempenho de Estudantes] em que todos os alunos são convocados a fazer a prova e obrigados a participar”, disse.   Haddad avaliou que “ainda nesta década” o Enem deve acabar com os vestibulares. Desde 2009, a prova passou a ser usada como critério de seleção por parte das universidades públicas, o que fez crescer o número de inscritos no exame. Para o segundo semestre de 2011, foram oferecidas 26 mil vagas em 48 instituições públicas de ensino superior, por meio do Enem, no

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Sociedade comparava coisas sem a cautela devida, afirma Haddad

Ao modificar a forma de divulgação dos dados do Enem, agrupando as escolas que tiveram índice semelhante de participação dos alunos, o MEC quer ajudar a sociedade a analisar as informações e fazer com que os colégios estimulem seus estudantes a se inscreverem no exame.   “Os técnicos do Inep entenderam que era preciso um avanço maior, pois a sociedade comparava as coisas sem a cautela devida”, afirmou o ministro da Educação, Fernando Haddad, na ultima quinta-feira (8), quando apresentou os dados do Enem para os jornalistas, em Brasília.   Até 2010, o MEC divulgava uma única lista de escolas, de acordo com a pontuação obtida pelos seus alunos. A partir deste ano, os colégios foram divididos de acordo com o porcentual de participação dos alunos. Assim, foram divulgadas quatro listas: de 2% a menos de 25%, de 25% a menos de 50%, de 50% a menos de 75% e de 75% a 100%. Para a presidente do Inep, Malvina Tuttman, as mudanças na divulgação dos resultados ajudarão pesquisadores do instituto, órgãos de pesquisa e universidades a apontar “linhas de investigação que possam subsidiar políticas públicas educacionais”.   Questionado sobre o que seria melhor – uma escola com nota alta,

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XV Bienal do Livro Rio recebe 670 mil pessoas

A XV Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro foi a melhor edição do evento já realizada, na avaliação da presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, Sônia Machado Jardim.   Entre os dias 1 e 11 de setembro, passaram pelo Riocentro 670 mil pessoas, um número 5% maior do que o registrado em 2009. O recorde de público de toda a história do evento foi atingido no feriado do dia 7 de setembro, quando 110 mil pessoas visitaram a Bienal.   Na opinião de Sônia Jardim, a programação cultural ampla e variada foi a principal responsável pelo aumento do público desta edição da Bienal. Para a sua realização, foi feito um investimento recorde de R$ 4,2 milhões (2,5 vezes maior que o da edição de 2009). Ao todo, foram ao Riocentro 113 autores brasileiros (além de 38 mediadores) e 21 estrangeiros – sem contar os 787 que participaram da Bienal a convite de suas editoras. As atrações tiveram uma plateia de mais de 18 mil pessoas. Somente a Maré de Livros, recebeu 110 mil visitantes.   “Oferecemos grandes atrações ao público em geral, mas também uma programação profissional, importante para a indústria editorial”, destacou Sônia Jardim, citando

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Os desafios do Ensino Médio

Com grande índice de evasão e baixo nível de aprendizagem, a etapa final da Educação Básica precisa ser reformulada.   O último debate no estande da Abrelivros na Bienal do Livro do Rio de Janeiro trouxe um tema de grande relevância no processo de ensino. Para apresentar os caminhos de melhoria nesta etapa, a sessão “Novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio” teve como participantes Mozart Neves Ramos, membro do Conselho Nacional de Educação e do movimento Todos pela Educação, e Sandra Regina de Oliveira Garcia, coordenadora geral do Ensino Médio da Secretaria de Educação Básica do MEC. O encontro foi  mediado por José Carlos Monteiro da Silva (Zeca), diretor editorial da Saraiva/Atual e coordenador da Comissão Editorial da Abrelivros.   Segundo o moderador, ambos têm vivência em sala de aula, de modo que atuam como dirigentes nas respectivas áreas não só com o olhar técnico e teórico, mas também com o ponto de vista da realidade escolar. Para Zeca, essa visão panorâmica é necessária e importante para que as ações propostas tenham efetividade na prática do ensino.   Mozart Ramos iniciou sua fala apresentando a dimensão do Ensino Médio no país. Trata-se de 25.923 escolas, 250 mil turmas, 413 mil

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XV Bienal do Livro – Rio de Janeiro 2011

  Clique abaixo e reveja os resumos dos debates e conheça as respectivas apresentações utilizadas, bem como as fotos das atividades promovidas pela Abrelivros durante a 15ª Bienal do Livro Rio:   01/09 – Palestra: A Educação no Brasil – Conquistas e Desafios   02/09 – Debate: As Políticas Públicas de Educação e o Uso de Conteúdos Digitais Apresentação – Rafael Parente Apresentação – Sérgio Gotti   02/09 – Debate: Inovação Tecnoeducativa – Pesquisa sobre Inovação em Educação da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI e Fundação Telefonica Apresentação – Mila Gonçalves Apresentação – Marcia Padilha     03/09 – Debate: Avaliações e Indicadores Nacionais de Educação Apresentação – Maria Cecília Condeixa Apresentação – Amaury Gremaud   08/09 – Debate: Formando Leitores do Século XXI Apresentação Secretaria Municipal do Rio de Janeiro Apresentação MultiRio   09/09 – Debate: Novas Diretrizes Curriculares do Ensino Médio Apresentação – Mozart Neves Ramos    

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Por uma cidade de leitores

Em diversos programas e projetos, cariocas são estimulados a buscar o prazer da leitura, dentro e fora da escola.       A Bienal do Livro do Rio de Janeiro tem batido recordes de público, com destaque para o grande número de estudantes. Para entender como a cidade tem abraçado a questão da leitura, a Abrelivros recebeu, no seu estande, representantes da Prefeitura Municipal, que apresentaram diversas ações de fomento da leitura. O debate “Formando leitores do século XXI” foi composto por Simone Monteiro, gerente de Mídia-Educação e Helena Bomeny, subsecretária de Ensino, ambas da Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro, além de Ricardo Petracca, diretor de Mídia-Educação do MultiRio. A sessão foi mediada por Ceciliany Alves Feitosa, editora de literatura infantojuvenil da editora FTD.   Inicialmente, Helena Bomeny apresentou os números da rede municipal de ensino: a cidade possui 1065 escolas, 255 creches, além de 26 Espaços de Desenvolvimento Infantil, que integram a creche à Pré-Escola. Cerca de 37 mil professores atendem 700 mil alunos. Segundo a subsecretária, no início da atual gestão descobriu-se que boa parte desses estudantes era composta por analfabetos funcionais – indivíduos que, apesar de saberem ler e escrever, não conseguem interpretar textos

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Alunos de escolas rurais receberão novo material de ensino e aprendizagem

A partir de 2013, os estudantes do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental de escolas públicas da área rural, seriadas e multisseriadas, receberão livros didáticos específicos.   As obras serão selecionadas dentro do Programa Nacional do Livro Didático do Campo (PNLD Campo) e vão substituir os cadernos de ensino e aprendizagem e outros materiais impressos usados hoje nas salas de aula.   De acordo com a Resolução nº 40/2011, cabe ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) elaborar os editais de convocação, avaliação e seleção dos livros.   As obras do PNLD Campo compreendem a alfabetização matemática, letramento e alfabetização, língua portuguesa, matemática, ciências, história e geografia, integradas em coleções multisseriadas ou seriadas, disciplinares, interdisciplinares ou por área do conhecimento.   Os livros serão dos estudantes e professores, sem necessidade de devolução ao final do ano letivo. A distribuição integral das obras será feita a cada três anos e nos anos seguintes o FNDE fará reposição para atender as novas matrículas. Os dicionários e obras complementares para as escolas rurais continuarão sendo fornecidos pelo PNLD, como ocorre atualmente.   A quantidade de livros a serem enviados para

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Mundo tem quase 800 milhões de analfabetos, segundo Unesco

A Unesco informou na ultima terça-feira, 6, que 793 milhões de pessoas em todo o mundo não sabem ler nem escrever, de acordo com um estudo publicado por ocasião da celebração do Dia Internacional da Alfabetização.   Segundo dados do Instituto de Estatística da Unesco, a maioria dessas pessoas são meninas e mulheres. “Outras 67 milhões de crianças em idade escolar não leem ou escrevem, e 72 milhões de adolescentes em idade escolar também não estão gozando de seu direito à educação”, indicou a agência da ONU. Em todo o mundo, 11 países têm mais de 50% de adultos analfabetos: Benin, Burkina Fasso, Chade, Etiópia, Gâmbia, Guiné, Haiti, Mali, Níger, Senegal e Serra Leoa. Por regiões, o sul e o oeste da Ásia abrigam mais da metade da população analfabeta mundial (51,8%), tanto que na África Subsaariana vivem 21,4% dos adultos analfabetos.   Dia da Alfabetização – Na Ásia Oriental e no Pacífico estão 12,8% dos analfabetos, nos países árabes, 7,6%, na América Latina e no Caribe, 4,6%. América do Norte, Europa e Ásia Central somam cerca de 2% dos adultos analfabetos, acrescentou a Unesco.   A celebração do Dia Internacional da Alfabetização, no dia 8 de setembro, presta atenção especial

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Procuradoria pede que MEC paralise compra de livros didáticos no PA

O Ministério Público Federal enviou recomendação, na ultima segunda-feira (5), para que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) suspensa a compra de livros didáticos no Pará.   A indicação da Procuradoria é que a suspensão seja imediata para a 10ª Unidade Regional de Educação do Estado. Na área há 18 escolas nos municípios Altamira, Anapu, Brasil Novo, Medicilândia, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Vitória do Xingú e Uruará, que ficam na região da Transamazônica. No total, 12,4 mil alunos estão matriculados nas instituições afetadas.   De acordo com a Procuradoria, o banco de dados do Ministério da Educação que mantém o registro dos títulos dos livros foi fraudado. Os títulos são escolhidos por professores e diretores das escolas, mas, segundo a recomendação, a lista da região paraense foi alterada. As apurações apontaram que o cadastro dos livros foi feito no dia 8 de junho no sistema do ministério. Porém, quatro dias depois, em um  domingo, o banco de dados foi modificado por uma pessoa não identificada. Além de recomendar a paralisação da compra dos livros didáticos, a Procuradoria pediu à Polícia Federal que investigue o caso.   O procurador Bruno Alexandre Gütschow recomendou ainda que o MEC reabra

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