Organizações civis lançam rede em prol da educação na América Latina

Entidades de 13 países decidiram unir esforços para melhorar a educação na América Latina. Na manhã desta sexta-feira, (16), representantes de associações de empresários, pesquisadores, professores e educadores vão assinar um compromisso para formar uma rede de ação e cooperação.   A proposta é trocar experiências e exigir de seus governantes providências que garantam uma educação de qualidade a todas as crianças e os adolescentes do continente.   Durante todo o dia, os parceiros vão discutir meios para tornar a rede realidade durante o Congresso Internacional “Educação: uma agenda urgente”, realizado em Brasília pelo Movimento Todos pela Educação. Para Fernando Carrillo-Flórez, representante do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) no Brasil, é importante promover o diálogo entre a sociedade civil a respeito do tema e  o Brasil pode contribuir muito nesse sentido.   “Esse é o país da América Latina que obteve os melhores indicadores de inovação nos últimos anos. Precisamos criar espaços diálogo e trocas de boas práticas para fazer a diferença nas mudanças que queremos”, afirma.   Mais do que recursos para financiar projetos, Carillo-Flórez acredita que o BID pode contribuir disseminando informações e conhecimento entre os países. “A educação não pode ser monopólio do setor público se quisermos

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Equipamentos para uso escolar atraem a atenção da presidenta

Equipamentos como uma lousa eletrônica e um leitor em braile chamaram a atenção da presidenta da República, Dilma Rousseff, em sua visita à exposição de produtos do Seminário Gestão de Compras Governamentais – a Experiência da Educação, em Brasília. Esses aparelhos, produzidos para uso nas escolas públicas, foram apresentados a ela pelo ministro da Educação, Fernando Haddad.   A lousa eletrônica é composta de uma caneta e um receptor, que, acoplados ao projetor Proinfo (equipamento com computador e projetor ofertado pelo MEC aos estados e municípios), permitem ao professor trabalhar os conteúdos disponíveis em uma parede ou quadro rígido, sem a necessidade de manuseio do teclado ou do computador.   O ministro destacou a interatividade com os conteúdos ensinados, além de uso da ferramenta como quadro digital. O equipamento está em processo de licitação para compra no Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   A presidenta afirmou que será feito um esforço enorme para que os equipamentos sejam adquiridos. “São produtos essenciais para os alunos e professores e com certeza contribuem para a educação”, disse.   Outra iniciativa que chamou atenção de Dilma foi o protótipo de um leitor em braile, que permitirá que alunos com deficiência visual escrevam

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Entidade internacional avalia que Brasil prioriza a educação

A educação é uma prioridade para o Brasil, de acordo com o estudo Education at a glance 2011, da Organização de Cooperação e de Desenvolvimento (OCDE), entidade internacional e intergovernamental que agrupa os países mais industrializados da economia do mercado.   Na última década, os investimentos do país com educação passaram de 10,5% para 17,4% dos gastos do orçamento público total, terceira maior proporção entre os países da organização.   O estudo aponta que o Brasil é o país que mais aumentou os gastos com educação básica. O investimento por estudante, da pré-escola ao nono ano (oitava série), aumentou em 121% entre 2000 e 2008.   Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, “o relatório da OCDE reconhece o Brasil como o país que mais investiu em educação básica na década. Infelizmente não há o registro disso nacionalmente, mas internacionalmente o mundo reconhece que o Brasil na última década fez o maior esforço de investimento na educação básica dentro todos os países avaliados.”   O aumento do investimento na educação básica impulsiona maior participação no ensino médio. Hoje, 90% dos alunos brasileiros passam pelo menos nove anos na educação formal, um ano a mais que em 2000. No Programa Internacional

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MEC cogita adotar escolas integrais

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu, na ultima terça-feira (13), na abertura do Congresso Internacional Educação, uma Agenda Urgente, realizado pelo movimento Todos pela Educação, a criação de um regime integral nas escolas públicas do país.   Durante seu discurso, ele reconheceu que a medida exigirá mais recursos da pasta e reafirmou o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff de investir mais no setor. Segundo ele, uma das 20 metas do Plano Nacional de Educação (PNE), em discussão no Congresso, é elevar para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) os investimentos na área até 2020.   Ainda em fase de avaliação, o estudo para aumentar a carga horária está sendo feito em parceria com a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed). O ministro informou que as possibilidades em análise são elevar a carga horária diária, que hoje é de quatro horas; ou ampliar o número de dias letivos, atualmente definido em 200.   “Há um consenso no Brasil de que a criança tem pouca exposição ao conhecimento. Seja porque a carga horária diária é baixa, seja porque o número de dias

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Para ministro, aumento do gasto reduzirá distância entre escolas

Para o ministro da Educação, Fernando Haddad, a distância entre a rede pública e privada no Brasil tende a diminuir por causa do aumento do gasto público por aluno.   Em entrevista à Folha, ele comentou também sobre outros indicadores de um relatório divulgado na ultima terça-feira (13), pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), que mostrou que o país está ficando para trás em termos de proporção de adultos com nível superior em relação à média dos países desenvolvidos. Leia abaixo a entrevista de Haddad:   Mesmo considerando o perfil diferente de aluno atendido, a rede pública brasileira segue muito atrás da particular. Por quê? Creio que isto reflete a diferença no investimento por aluno que acontecia entre Estados. Se você pegasse um menino pobre e matriculasse na rede de Santa Catarina e colocasse esse mesmo aluno num colégio no Maranhão, este mesmo estudante provavelmente teria melhor desempenho em Santa Catarina, porque o gasto público por aluno lá era muito maior do que no Maranhão. Isso o Pisa (exame da OCDE que avaliou a distância entre as redes em vários países) não pega.  Na época do Fundef [fundo para financiamento do ensino fundamental criado no governo FHC],

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Mercadante quer parte dos recursos do pré-sal investido em educação, ciência, tecnologia e inovação

O Ministro da Ciência Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, defendeu na ultima terça-feira, (13), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), do Senado, que o Congresso Nacional reveja as receitas do fundo setorial CT-Petro retirados pela Lei nº 12.351/2010, sancionada pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva em dezembro do ano passado.   O ministro é favorável a que o dinheiro seja usado para investimentos em educação (30%) e em ciência, tecnologia e inovação (7%). A proposta do ministro contraria interesse de prefeitos e governadores que querem os recursos do pré-sal para custear gastos ordinários.   “O dia a dia tem que ser resolvido com o crescimento do país, com a geração de renda”, disse. “O pré-sal é uma riqueza provisória, temporária. O prefeito de amanhã não vai ter o pré-sal. Talvez a geração dos nossos netos não terá. O que nós vamos deixar para eles?”. A posição de Mercadante coincide com a demanda da comunidade científica. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciência (ABC) recolheram assinaturas em um abaixo-assinado e o enviou à presidenta Dilma Rousseff.   O documento defendendo a partilha dos royalties para educação, ciência, tecnologia e inovação. O ministro levou

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Termina na quinta inscrição de professores para prêmio de R$ 5.000

Terminam na quinta-feira (15) as inscrições para o prêmio Professores do Brasil, promovido pelo Ministério da Educação em parceria com fundações privadas e organizações internacionais.   Em sua quinta edição, o prêmio vai selecionar até 40 experiências pedagógicas, concluídas ou em execução, desenvolvidas por professores da rede pública de educação básica.   Para concorrer, os educadores devem relatar projetos que tiveram resultados comprovados no enfrentamento de problemas da educação.   A ficha de inscrição e o regulamento estão disponíveis no site premioprofessoresdobrasil.mec.gov.br.   Os autores dos trabalhos –oito de cada região do país– receberão R$ 5.000 e terão pagas as despesas para participar de um seminário do MEC em Brasília na entrega do prêmio, no fim do ano.   Também será distribuído R$ 2.000 em equipamentos multimídia para as escolas que desenvolveram os projetos premiados.   Todos os trabalhos serão analisados pelo Instituto Federal Sul-rio-grandense, e avaliados por uma comissão de especialistas convidados pelo MEC.   No conjunto das quatro edições anteriores, concorreram ao prêmio 4.394 trabalhos e 106 professores receberam prêmios que somaram R$ 530 mil.   Neste ano, o prêmio é patrocinado pela Fundação SM, Intel, Instituto Votorantim e Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares).  

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Unicamp oferece curso de tecnologias digitais a distância

O Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas na Educação, da Faculdade de Educação (FE) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), promoverá, a partir de 10 de outubro, o curso a distância “Utilização de objetos de aprendizagem em sala de aula mediatizado pelas tecnologias digitais”.   Serão 200 vagas, destinadas a professores do 1º ao 9º anos do ensino fundamental. O objetivo do curso, cuja duração será de 66 horas, é disseminar informações sobre os recursos digitais denominados objetos de aprendizagem.   Para a inscrição, os interessados deverão – até 15 de setembro – submeter o formulário disponível no site e em seguida enviar a cópia do RG, CPF, comprovante de escolaridade mínima de segundo grau completo e carta da escola assinada pelo diretor ou coordenador pedagógico comprovando vínculo docente até a 9º série do ensino fundamental para o endereço indicado na página:   http://lantec.fae.unicamp.br/ed88/calendario.htm   Como requisito, o candidato deve ser professor da disciplina de matemática, sendo o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) da escola onde leciona menor ou igual a 4. É necessário ter acesso à internet para a realização do curso.   Mais informações: lantec.fae.unicamp.br/ed88  

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Mesmo com as notas baixas das escolas públicas, governo avalia como positivo resultado do Enem

O governo avaliou como positivo o resultado do último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem-2010), que apontou que oito em cada dez escolas públicas ficaram abaixo da média.   De acordo com o líder do governo na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), na reunião de coordenação nesta manhã a presidente Dilma Rousseff não se mostrou insatisfeita com as notas. A escola mais bem avaliada no ranking foi o Colégio de São Bento, do Rio, com média de 761,7 pontos, de um total de 1.000.   A pior avaliação se deu na Escola Indígena Dom Pedro I, no Amazonas, que obteve apenas 38,2 pontos. A primeira é privada, a segunda, pública. – O resultado do Enem, apresentado pelo ministro (Fernando) Haddad (Educação), é muito positivo.   Houve algumas incompreensões e algumas avaliações que saíram na imprensa, mas o resultado é muito positivo pelo seguinte: a meta que nós temos é crescer 100 pontos em 10 anos e nós alcançamos nesta avaliação última do Enem. Está dentro da meta, houve uma melhora significativa de todo o ensino no país, dentro da meta esperada – disse Vaccarezza.   Ao ser perguntado se a presidente havia ficado insatisfeita com o resultado, o líder negou. –

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