Aumento de dias letivos é questionado

Aumentar os dias letivos como estratégia para melhorar o aprendizado dos alunos é um equívoco. A opinião é de especialistas da educação que respondem à proposta do governo federal, divulgada recentemente, de elevar de 200 para 220 os dias de trabalho escolar.   “Nessa medida, mais uma vez se repete o erro central da educação brasileira. Sempre se opta por fazer mais, e não melhor. É daí que criam mais séries, mais tempo, mais curso”, diz João Batista Araujo e Oliveira, presidente do Instituto Alfa e Beto.   A ideia de aumentar o ano letivo surgiu a partir de um estudo do secretário de ações estratégicas da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros. Depois de analisar pesquisas nacionais e internacionais, o trabalho de Paes apontou que o aumento de dez dias no ano letivo poderia elevar o aprendizado do aluno em até 44% no período de apenas um ano.   O secretário citou exemplos de países como Japão, Coreia do Sul e Israel, que têm anos letivos de 243 dias, 220 dias e 216 dias, respectivamente.   Comparação. Acreditar que a realidade de outros países se repetirá aqui não é o correto, diz o economista e especialista em educação

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Dirigentes municipais debaterão plano para os próximos 10 anos

O Ministério da Educação promoverá, de terça-feira, 4, até sexta, 7 de outubro, em Brasília, a 12ª Reunião do Grupo de Trabalho das Capitais e Grandes Cidades. Entre os temas em debate estarão o novo Plano Nacional de Educação (PNE) para o período 2011-2020, a Prova Brasil e o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb).   O encontro, que será realizado em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), reunirá os secretários de educação das capitais das 27 unidades de Federação e dos 114 municípios do país com mais de 150 mil habitantes.   Entre os temas, destaca-se o PNE, com o planejamento da educação nacional para os próximos dez anos. O projeto de lei foi enviado pelo Poder Executivo ao Congresso Nacional em dezembro de 2010. No Legislativo, o texto recebeu aproximadamente três mil emendas, que passam por análise dos parlamentares.   Os secretários também vão discutir a Prova Brasil, que será aplicada em novembro nas escolas da educação básica. Esse exame é um dos principais itens que compõem o Ideb. Também estarão na pauta a educação inclusiva, o programa Saúde na Escola, a

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Para ministro, só agora o Brasil se mobiliza para a agenda da educação

“O Brasil acordou muito tarde para a educação”, disse o ministro Fernando Haddad, sexta-feira, 30, na abertura do debate A Educação e a Competitividade, promovido pela revista Exame, em São Paulo.      “Há dez anos, talvez não houvesse uma mobilização social para aumentar o orçamento da educação”, disse. “Hoje, as classes empresarial e política acordaram para uma agenda que estava adormecida.”   Haddad lembrou que o país paga o preço por não ter feito nada pela educação pública, principalmente no pós-guerra. “Só agora atingimos a marca de 5,3% do PIB”, lembrou. “Nos últimos cinco anos, acrescentamos 1%.”   Nos últimos 20 anos, o Brasil construiu o mais robusto sistema de avaliação do mundo, de acordo com o ministro. “Chegamos ao luxo de ter 60 mil escolas urbanas e rurais avaliadas a cada dois anos e de divulgar esses dados, inclusive com microdados”, salientou. Ele reiterou que o Brasil, além disso, fixou metas de qualidade em cada escola. “Não é simples fazer isso em um país federativo como o Brasil”, afirmou. “Nos Estados Unidos, tentaram, mas não conseguiram, em razão da pressão federativa.”   O ministro disse ainda que as metas de qualidade estabelecidas começaram a ser cumpridas. “Em duas

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Alckmin é contra reduzir número de aulas de português

O governador Geraldo Alckmin é contra diminuir a carga horária das disciplinas de português e matemática na grade do ensino médio, como sugere a proposta de matriz curricular enviada pela Secretaria de Educação a toda a rede. “É uma discussão, não há nenhuma decisão quanto a isso, mas, se pudéssemos, deveríamos aumentar”, disse ele.   Para o secretário estadual de Educação, Herman Voorwald, instigar a discussão é o que importa. “A LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação) prevê 12 disciplinas em 30 horas de aula. Como fazer isso na estrutura que temos? É esse debate que queremos fomentar”, afirmou.   Voorwald acredita, ainda, que o número de aulas de português e matemática não é o mais relevante.   “Com a grade do jeito que está, nós estamos bem em português e matemática? Não! Isso mostra como a questão é mais complexa do que uma hora a mais ou a menos de aula.”   O resultado do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado (Saresp) mostrou que 57% dos alunos do ensino médio estão abaixo do básico em matemática e 38% não absorveram conteúdos mínimos em português.   Para o secretário, a melhora do ensino depende, em primeiro

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Mais tempo em sala de aula pode “salvar” ano escolar da criança, diz Haddad

O ministro da Educação e pré-candidato à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, defendeu, em entrevista exclusiva ao UOL, o aumento dos dias letivos nas escolas. Segundo ele, uma hora por dia ou dez dias por ano podem ser a “salvação” de um aluno.   Na mesma entrevista, Haddad afirmou também que votaria em Marta Suplicy (PT) e que gostaria que o deputado Gabriel Chalita (PMDB) estivesse na disputa “Muitas vezes, uma hora a mais por dia ou dez dias a mais por ano podem significar reprovar ou não uma criança. Podemos salvar o ano daquela criança e mantê-la na idade correta [na escola]”, afirmou.   Ampliação O governo estuda ampliar o tempo que o aluno passa na escola, ou com mais horas por dia, ou com mais dias por ano. Uma pesquisa, feita pelo secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Ricardo Paes de Barros –e apresentada pelo MEC (Ministério da Educação) na semana passada– defende que um aumento de dez dias no ano letivo pode elevar o aprendizado do estudante em até 44% em um período de um ano.   A OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico), no entanto, já mostrou em pesquisa que

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No ensino médio, SP quer menos português e matemática

Projeto do governo estadual de São Paulo pretende mudar currículo do ensino médio e diminuir em 20% o número de aulas de português e matemática.   A iniciativa é uma estratégia para que disciplinas como sociologia ganhem mais espaço na grade curricular e para que seja feita a inserção de conteúdos que hoje não integram o currículo, como as aulas de língua espanhola.   Se colocada em prática, a nova matriz curricular reduzirá a carga horária das matérias em que os alunos têm dificuldade: o Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp) mostra que 57% dos alunos do ensino médio estão abaixo do básico em matemática e 38% deles não absorveram conteúdos mínimos em português.   Além do remanejamento de disciplinas, a proposta prevê que os alunos do 3.º ano escolham uma das três ênfases: linguagem; matemática e ciências da natureza; ou ciências humanas.   Estudo. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação diz que o mais importante não são as mudanças sugeridas para a carga horária, mas a possibilidade de as escolas oferecerem currículos diferenciados. As alterações tornarão o currículo mais atrativo, deixarão o jovem mais preparado para o mercado de trabalho e

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Deputado vai alterar meta de investimento em educação para mais de 7% do PIB

A meta de crescimento do investimento em educação para 7% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2020, estabelecida pelo governo no Plano Nacional de Educação (PNE), será revista para mais. Foi o que adiantou o relator do projeto de lei do plano na Câmara, deputado Ângelo Vanhoni (PT-PR).   Desde julho ele está trabalhando no relatório do PNE que recebeu quase 3 mil emendas na comissão especial criada para avaliar a matéria. O plano prevê 20 metas de melhoria no acesso e na qualidade do ensino do país que deverão ser alcançadas até o fim da década.   “Os diagnósticos feitos pela sociedade e pelos parlamentares apontam um valor diferenciado dos 7%”, avalia o deputado. Segundo Vanhoni, a meta de investimento deverá ficar entre os 7% do PIB proposto pelo governo e os 10% defendido por movimentos sociais e entidades da área como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Campanha Nacional pelo Direito a Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais e Educação (Undime).   De acordo com o relator, o número ainda não foi finalizado porque a análise de todas as metas ainda não terminou e caso uma delas seja revista poderá aumentar o valor previsto para o

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Colégios trocam caderno por tablet

Caneta e papel ou tablet? O uso de ferramentas digitais no lugar de livros didáticos ainda está no início, mas já parece ser uma tendência. O 1 por 1, ou um computador por aluno, já é realidade em várias escolas de São Paulo. Para os pais, ver os seus pequenos mexendo sozinhos com notebooks em casa chega a dar orgulho. Porém, na escola, só o uso das máquinas digitais não é suficiente.   Na escola bilíngue Cidade Jardim Playpen, na zona oeste, o uso misto de aulas tradicionais com o 1 por 1 começa logo no primeiro ano do ensino fundamental, com crianças de seis anos.   Lições iniciais de informática de como escrever o próprio nome em Word são aprendidas no netbook já na fase de alfabetização.   “As aulas com computadores começam cada vez mais cedo pois os alunos entram na escola com certo conhecimento adquirido em casa”, diz o professor de informática Cory Willis.   A escola planeja testar o uso de tablets no lugar dos cadernos em duas turmas do sexto ano em 2012.   Interagir com os aparelhos eletrônicos do século 21 desde cedo é uma tática defendida por Paulo Blikstein, da Escola de Educação

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Rede pública perde 1 mi de alunos por ano

Dados preliminares do Censo Escolar 2011 apontam nova queda no número de matrículas em escolas públicas em comparação com o ano passado. Há sete anos o número de estudantes só cai.   Em 2004, eram 49,2 milhões, agora são 41,3 milhões em toda a educação básica. Apenas as creches aumentaram o atendimento, enquanto houve redução em pré-escola, ensino fundamental, ensino médio e Educação de Jovens e Adultos (EJA).   Em parte, a redução de matrículas se dá por conta do envelhecimento da população e a diminuição de crianças em idade escolar. Com menos pessoas para atender, algumas redes começam a ampliar o atendimento em tempo integral. Nas primeiras séries do ensino fundamental, em que há 520 mil alunos a menos em comparação a 2010, o total de estudantes em período integral aumentou 222 mil e alcançou 1 milhão. Isso significa que, a cada 13,7 matriculados nesta etapa um já passa o dia todo na escola.   Nos anos finais do fundamental, do 6º ao 9º ano, a redução foi de 349 mil alunos, apesar dos 101 mil a mais em tempo integral. No ensino médio, etapa que tem a maior taxa de abandono dos alunos, o problema persiste e a

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