Escola de Pernambuco investe em leitura e cresce em avaliação

O povoado rural de Lagoa da Cruz, no alto de uma serra do Sertão do Pajeú, em Quixaba (PE), a 470 quilômetros de Recife, tem apenas três mil habitantes. De difícil acesso, seria uma localidade esquecida, não fosse a fama do ensino de qualidade da Escola Tomé Francisco da Silva, que atrai alunos das cidades vizinhas.   A escola, que tem 800 alunos matriculados em turmas do primeiro ano do ensino fundamental ao final do ensino médio, é destaque tanto no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) quanto no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   Em 2009, a instituição conquistou o título de melhor escola pública de Pernambuco. No mesmo ano, obteve o segundo lugar no Prêmio Nacional de Referência em Gestão Escolar, promovido pelo Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed).   Para se ter ideia da qualidade do ensino oferecido, a escola atingiu nota 6,5 no Ideb — a meta do Ministério da Educação é atingir, até 2022, a média nacional 6, que corresponde ao índice de países desenvolvidos. No Enem de 2010, a Tomé Francisco obteve nota 585,33 e ficou em primeiro lugar entre as escolas regulares de Pernambuco.   “Não tem receita pronta para

Ler mais

Relator do PNE define meta de investimento em educação em 8% do PIB

Após uma complicada negociação com o governo, o relator do Plano Nacional da Educação (PNE) na Câmara dos Deputados, Angelo Vanhoni (PT-PR), definiu em 8% do Produto Interno Bruto (PIB) a meta de investimento público na área que deverá ser cumprida no prazo de dez anos.   O texto foi protocolado na ultima segunda-feira, 5, por Vanhoni. Com isso, aumenta a previsão do investimento em educação em relação à proposta inicial apresentada pelo governo, que era de aplicar 7% do PIB no setor. Atualmente o Brasil investe 5% do PIB em educação.   A apresentação do relatório do PNE foi adiada várias vezes nas últimas semanas porque não havia acordo sobre a meta de investimento. Boa parte das 3 mil emendas apresentadas ao projeto de lei pedia a alteração do patamar para 10% do PIB. O índice também é defendido por diversas entidades da área como a União Nacional dos Estudantes (UNE), a Campanha Nacional pelo Direito à Educação e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).   Vanhoni e outros deputados da base participaram de reuniões no Palácio do Planalto na tentativa de aumentar os recursos previstos, mas, segundo o deputado, não houve consenso. “Agora vamos aguardar a

Ler mais

MEC vai propor currículo nacional

O Ministério da Educação (MEC) vai propor um currículo nacional para a Educação básica. A ideia é formalizar as expectativas de aprendizagem em todos os níveis dessa etapa de ensino. O documento vai funcionar como orientações complementares às novas diretrizes curriculares, propostas no ano passado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).   A meta do MEC é estabelecer os objetivos e direitos a serem alcançados pelas crianças, delineando, além das experiências a serem vivenciadas pelos alunos, as condições necessárias para a realização dessas expectativas de aprendizado – em termos de materiais pedagógicos, de tempo e organização curricular.   A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) já prevê uma base curricular comum para o País. Avaliações nacionais como a Provinha Brasil (aplicada no 2.º ano do ensino fundamental) e a Prova Brasil (feita para o 5.° e 9.° anos) são um exemplo disso.   O sistema educacional também conta com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), da década de 90, e diretrizes curriculares recentemente aprovadas pelo MEC (mais informações nesta página).   No entanto, o governo considera que há a necessidade de aprofundar essas diretrizes e atualizar as orientações, criando o que seria o primeiro passo para a instituição de

Ler mais

Unicef corrige informação sobre adolescente brasileiro na escola

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou informação equivocada em seu relatório, Situação da Adolescência Brasileira 2011, apresentado na ultima quarta-feira, 30 de novembro, em Brasília.   Segundo o documento, o percentual de adolescentes entre 15 e 17 anos fora da escola no país é de 20%. O índice correto é de 14,8%.   A agência internacional admitiu o problema e informou que tanto o relatório impresso quanto o eletrônico apresentam a informação real. Segundo o professor Mário Volpi, responsável pelo estudo, o erro constava de um slide apresentado durante a entrevista coletiva de divulgação do trabalho.   A informação correta está na página do Unicef na internet.    

Ler mais

Adiado mais uma vez, Relator promete apresentar Plano Nacional de Educação na semana que vem

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) decidiu adiar mais uma vez a apresentação de seu relatório sobre o PNE (Plano Nacional de Educação). A argumentação dele para decidir postergar a exposição é a falta de um entendimento com o governo sobre o quanto será investido em educação. “O governo pediu um pouco mais de prazo para poder tomar a sua decisão”, justificou o deputado.    PNEO parlamentar petista informou que irá protocolar o projeto às 16h da próxima segunda-feira (5) e a leitura será feita na terça-feira (6), às 14h. Ontem à noite, o deputado participou de uma reunião no Palácio do Planalto, com a equipe econômica do governo e com o ministro da Educação, Fernando Haddad.   “Sai da conversa com uma percepção de que ontem consolidamos um espaço para se chegar a um entendimento com a área financeira”, afirmou Vanhoni, na expectativa que novas conversas no fim de semana poderão chegar próximo a um consenso no valores defendidos. Segundo a deputada Fátima Bezerra (PT-RN), presidente da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, os grupos de apoio ao projeto ligados aos sindicatos não aceitam um índice menor que 8% do PIB para investimento em educação.     “O governo

Ler mais

20% dos adolescentes entre 15 e 17anos estão fora da escola

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) divulgou na ultima quarta-feira, (30), em Brasília, uma pesquisa sobre a situação dos adolescentes brasileiros.   O relatório analisa a situação de meninas e meninos de 12 a 17 anos a partir da evolução de 10 indicadores entre 2004 e 2009. Na área da educação, o órgão aponta que 20% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola, em uma faixa etária que abrange praticamente todo o ensino médio. Quando analisada a faixa de 6 e 14 anos a situação é mais tranquila, com apenas 3% fora da escola. Na área da educação, o Unicef propõe como uma ação imediata o estabelecimento de um plano específico no Plano Nacional de Educação (PNE) para os adolescentes fora da escola, em risco de evasão ou retidos no ensino fundamental.   O PNE estabelece 20 metas para a educação brasileira nos próximos dez anos e é analisado na Câmara dos Deputados. Para a representante da Unicef no Brasil, Marie-Pierre Poirier, os principais motivos para a evasão são problemas de qualidade no ensino fundamental, pressão no trabalho e aumento de adolescentes mães.   De acordo com a pesquisa da Unicef, em 2009, 75,7% das

Ler mais

Empresários criticam ensino no Brasil: falta conhecimento básico

De acordo com a pesquisa feita com instituições públicas de ensino, somente 11% dos estudantes que terminam o terceiro ano do Ensino Médio demonstram aprendizado satisfatório em matemática, e cerca de 28% se formam com conhecimento de português.   A tarefa era simples: como auxiliar administrativo de uma multinacional, o estagiário de ensino médio deveria analisar a ficha de diversos funcionários da empresa e calcular a percentagem de trabalhadores que possuíam ensino superior, ensino básico e curso técnico.   O jovem não sabia nem por onde começar o levantamento e não conseguiu realizar o trabalho. O caso não é isolado, garantem empresários do setor industrial, e reflete a realidade de deficiência do ensino brasileiro, responsável pela má qualificação da mão de obra. Diretor global de Recursos Humanos da Vale, Luciano Pires conta que, recentemente, a segunda maior mineradora do mundo abriu 600 vagas para aprendizes no Pará e conseguiu selecionar apenas 200 candidatos. Para ele, o grande problema está na base da pirâmide educacional.   “Existe muito o que fazer, sobretudo em matemática e português”, afirma. O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugênio Vieira, realizou uma pesquisa com mais de 200 empresários

Ler mais

Brasil segue Austrália e vai adotar currículo único em 2012

A secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda, afirmou durante o evento Diretrizes Curriculares e Expectativas de Aprendizagem, realizado nesta semana pela Fundação Itaú-Social em São Paulo, que o país vai adotar um currículo unificado para a educação, que será desenvolvido no decorrer do próximo ano. E uma das inspirações para o modelo brasileiro são as ações implementadas na Austrália, que também tem um sistema federativo.   Segundo o Barry McGaw, diretor da Agência de Currículo e Avaliação na Austrália (Acara), e um dos mentores do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), foi a perda de competitividade que motivou o país a mudar os rumos do ensino.   “Na primeira avaliação do Pisa, só tínhamos um país a nossa frente em qualidade, a Finlândia. Em 2006, fomos o sexto melhor. Em 2009, perdemos ainda espaço com a entrada de Cingapura e Hong Kong. E a justificativa que muitos educadores davam era de que a prova pedia que os estudantes decorassem o conteúdo. Mas nós íamos mal inclusive nas questões que exigiam apenas interpretação”, avalia.   McGraw conta que a Austrália passou por duas grandes ondas de reformas, tributária e política, com foco em melhorar

Ler mais

Relator apresenta parecer sobre o Plano Nacional de Educação

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) apresenta hoje, 30, seu parecer sobre o projeto do Executivo que institui o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10). A entrega do documento vem sendo adiada desde o final de outubro.   A maior polêmica, segundo o presidente da comissão especial destinada a analisar a proposta, deputado Lelo Coimbra (PMDB-ES), diz respeito à meta de investimento público no setor. A reunião será realizada às 14h30, no Plenário 10.   O PNE aponta 20 metas para a educação brasileira nos próximos dez anos. Na parte financeira, a proposta do governo é o aumento das verbas públicas aplicadas no setor dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7% até o final da década. Entidades da sociedade civil, porém, pedem pelo menos 10%. Esse valor representa a soma daquilo que é aplicado pela União, pelos estados, pelo Distrito Federal e pelos municípios na área.   Vanhoni já havia sinalizado que deverá propor um número intermediário no texto, entre 7% e 10% do PIB. O aumento de índices seria gradativo, com metas intermediárias ao longo da década. Esse valor, contudo, não foi acordado e o relator ainda negocia com a área econômica do governo e com

Ler mais
Menu de acessibilidade