Os dois nós de Mercadante

Tido como certo no Ministério da Educação, Mercadante terá pelo menos duas batalhas à vista na pasta: a recuperação da imagem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), abalada depois de uma longa série de problemas e falhas na realização do teste, que hoje é a principal porta de entrada para o ensino superior público, e o duro embate em torno do piso salarial dos professores da rede pública. Dois dos nomes mais cotados para mudar de pasta no segundo ano do governo Dilma Rousseff, os ministros da Comunicação, Paulo Bernardo, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reuniram-se ontem com a presidente a poucas semanas do anúncio da reforma ministerial. Na quinta-feira, durante um almoço em São Paulo, Dilma acertou peças do xadrez ministerial com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a dança das cadeiras na Esplanada. Já falando na condição de substituto de Haddad na Educação, Mercadante deve estabelecer como bandeira colocar um tablet nas mãos de cada aluno da rede pública de ensino do país. Os calos que o aguardam na pasta, porém, exigirão atenção imediata do novo ministro. “A questão do piso salarial é uma das mais urgentes a serem resolvidas no MEC”, avalia

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Desenvolvimento do país depende da educação, diz presidenta

‘A Educação é a principal ferramenta para a conquista dos sonhos de cada um e também para que o Brasil continue crescendo, distribuindo renda’, diz Dilma Rousseff   A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (16) que o desenvolvimento do país depende da educação. No programa semanal Café com a Presidenta, ela destacou a democratização do acesso ao ensino superior por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e do Programa Universidade para Todos (Prouni). Juntas, as iniciativas contabilizam mais de 300 mil vagas abertas desde o início do ano.   “O desenvolvimento do país depende da educação e por isso esses programas são tão importantes, são tão estratégicos para o jovem, para a sua família e, sobretudo, para o Brasil”, disse. “Nossa intenção é garantir a todos os jovens que queiram frequentar a universidade uma chance, uma oportunidade”, completou. Dilma lembrou que o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) permite que o estudante financie até 100% da mensalidade, com juros de 3,4% ao ano. O programa prevê ainda que o aluno só comece a pagar o empréstimo um ano e meio após o término da faculdade. O prazo é três vezes mais que a duração do curso.   Além disso, segundo

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Dilma pede a Haddad que adie saída e pode deixar reforma para fevereiro

A presidente Dilma Rousseff pediu para o ministro Fernando Haddad (Educação) esperar um pouco mais antes de deixar o governo para se candidatar à Prefeitura de São Paulo. Até ontem, a expectativa era que o ministro sairia no dia 16.   A presidente não tem um compromisso com datas para fazer a reforma ministerial, mas é provável que ela fique para depois do Carnaval, embora o PT de São Paulo pressione para que Haddad deixe o cargo o mais breve possível para se dedicar à campanha eleitoral.   Assessores da presidente, por outro lado, ainda não descartam a possibilidade de a reforma ocorrer até 31 de janeiro. O certo é que não será na próxima semana. A natureza da reforma mudou desde o momento em que foi pensada para ser realizada ao final do primeiro ano de governo Dilma. À época, pensava-se na reforma ministerial para dar um salto de qualidade na gestão do governo; hoje, a presidente deverá levar em consideração, também, as eleições municipais de outubro.   A reforma em gestação no Palácio do Planalto ainda é localizada – a substituição dos ministérios vagos (Trabalho), dos ministros que serão candidatos às eleições (Fernando Haddad e, possibilidade que já

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Currículo nacional único precisa driblar incertezas

O plano do Ministério da Educação (MEC) de elaborar um currículo nacional único para a educação básica, anunciado no mês passado, despertou reações diversas por parte de pesquisadores e profissionais da área.   Em geral, a iniciativa é recebida com otimismo, mas o processo pelo qual esse currículo será definido e os mecanismos para torná-lo efetivo causam dúvidas e preocupações.   O Brasil já possui orientações para uma base curricular comum, mas os especialistas são unânimes ao afirmar que os documentos existentes são genéricos demais, causando uma grande variação nos conteúdos ensinados aos alunos em todo o país.   Nos últimos anos, o mais próximo ao que se chegou do atual plano foram os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), criados em 1996, obrigatórios à rede pública e opcionais às escolas particulares. Suas diretrizes foram refeitas várias vezes, mas ainda assim não chegaram a indicar conteúdos.   “Eles falam de princípios, de áreas, mas são realmente muito gerais e não delimitam um mínimo a ser trabalhado”, afirma a coordenadora do curso de Pedagogia nas Faculdades Integradas do Brasil (UniBrasil), Paulla Helena de Carvalho.   Modelo australiano é debatido no Brasil Depois de dois anos de debates, a Austrália, país de extensão territorial

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Educação Básica será desafio de Mercadante

Atual ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, deve assumir o comando do Ministério da Educação (MEC) ainda neste mês com o desafio de priorizar a Educaçãobásica brasileira, que atende a mais de 50 milhões de crianças e jovens e soma 2 milhões de professores da Educação infantil ao ensino médio. Essa é a principal expectativa e cobrança de dirigentes, trabalhadores e especialistas do setor ouvidos pelo Valor. A lista de necessidades na Pasta é extensa: melhoria da gestão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que apresentou problemas nas últimas três edições; esforço efetivo do MEC para que Estados e municípios cumpram a Lei Nacional do Piso Salarial dos Professores, que motivou 17 greves em redes estaduais em 2011 e novas políticas de formação inicial de docentes, com maior influência do ministério na reformulação dos cursos de pedagogia e licenciaturas. Especialistas destacam também o aumento da participação da Pasta no financiamento da Educação básica; maior transparência e rapidez na divulgação dos resultados das avaliações educacionais. Outro desafio do novo ministro será fazer deslanchar o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Além disso, o nome de Mercadante é usualmente associado à aceleração das políticas de aplicação

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Mercadante admite que “é possível” sua nomeação para o Ministério da Educação

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, começa a admitir publicamente a possibilidade de trocar de endereço na Esplanada dos Ministérios e se tornar o novo ministro da Educação, em lugar de Fernando Haddad que deve sair do governo –provavelmente, na segunda quinzena de janeiro (após a conclusão dos primeiros resultados do Sistema de Seleção Unificado – Sisu)– para ser candidato a prefeito de São Paulo. Mercadante participou dia 5 de janeiro do programa de rádio Bom Dia, Ministro, parceria da EBC Serviços com a Secretaria de Comunicação Presidência da República. Ao ser perguntado sobre a eventual ida para o MEC e seus planos para a área, o ministro não afastou a possibilidade. “Eu tenho visto todas essas informações na imprensa, mas vamos aguardar a reforma ministerial. Eu prometo a você que, se isso acontecer, e é possível que aconteça, eu estarei aqui à disposição e nós poderemos discutir a pasta da Educação.” Cauteloso, Mercadante lembrou que a nomeação “só vale depois que estiver no Diário Oficial” e lembrou que “quem indica ministro é a presidenta da República”. Ele fez questão de salientar ainda que quem fala sobre a agenda da Educação é o atual ministro Fernando Haddad. “Eu

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Sistema braile é ferramenta para garantir direito à leitura

MEC em parceria com estados e municípios, vem desenvolvendo ações de educação para universalizar o direito ao acesso à leitura e ao conhecimento pedagógico.   Na quarta-feira, 4 de janeiro, foi comemorado o Dia Mundial do Braile. O sistema é um dos principais meios de acesso das pessoas com deficiência visual à leitura e à escrita. O Ministério da Educação, por intermédio do Fundo Nacional para o Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Instituto Benjamin Constant, em parceria com estados e municípios, vem desenvolvendo ações de educação para universalizar o direito ao acesso à leitura e ao conhecimento pedagógico. Entre 2009 e 2011, o governo federal investiu recursos de R$ 5,7 milhões para a reestruturação e a modernização dos 55 centros de apoio pedagógico para o atendimento à pessoa com deficiência visual (CAP) e Núcleo de Apoio Pedagógico e Produção Braille (NAPPB) e aumento de sua capacidade de produção. Também foram investidos R$ 3,2 milhões em financiamento de livros didáticos, paradidáticos e complementos para alunos com deficiência visual, matriculados em turmas regulares. Com o objetivo de promover o atendimento educacional especializado, no contraturno escolar, em 2009 e 2010, foram montadas 2125 salas de recursos multifuncionais tipo II, com recursos de acessibilidade

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Educação Infantil: desafio é entender as necessidades do aluno

Muito antes de ensinar crianças a ler e escrever, escola e família devem estar preparados para lidar com uma série de outras necessidades que vão garantir que o aluno se desenvolva plenamente durante os anos seguintes. Voltada a crianças de zero a seis anos, a Educação Infantil é uma obrigação do Estado, mas inserir ou não a criança no ambiente escolar durante essa etapa é uma escolha da família.   Especialistas afirmam que as diretrizes pedagógicas estão melhorando a qualidade do ensino, mas a área ainda apresenta carências. Segundo a diretora da Divisão de Educação Infantil e Complementar (DEdiC) da Unicamp, Roberta Borges, a escola precisa prestar atenção às necessidades das crianças nesta etapa, que diferem dos alunos mais velhos.   “A educação infantil esbarra na formação do professor e na organização de espaços. O professor realmente preparado deve realizar um trabalho voltado ao desenvolvimento da criança, e não apenas adaptar aquilo que é proposto aos estudantes maiores”, diz.   De acordo com Roberta – também organizadora do 2º Fórum Internacional de Educação Infantil, realizado em novembro -, a Educação Infantil deve voltar-se às habilidades cognitivas sem deixar de lado o desenvolvimento afetivo e físico. “É preciso ensinar valores, regras,

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Analfabetismo entre jovens em favelas é o dobro que em áreas urbanas regulares

A taxa de analfabetismo entre as pessoas com 15 anos ou mais que vivem em favelas é 8,4%, o dobro da relativa às áreas urbanas regulares de municípios que concentram essas comunidades. O dado faz parte do levantamento Aglomerados Subnormais – Primeiros Resultados, baseado em informações do Censo Demográfico 2010, divulgado ontem (21) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).   O estudo revela que a situação mais grave é encontrada em Alagoas, onde 26,7% das pessoas que moram em assentamentos irregulares são analfabetas. Em seguida, aparecem a Paraíba (21,3%) e o Rio Grande do Norte (16,3%). A taxa de analfabetismo no Brasil é 9,6%. Ainda de acordo com o levantamento, mais da metade dos moradores de aglomerados subnormais (55,5%) são pessoas pardas, seguidas de brancas (30,6%) e de pretas (12,9%).   A maior parte da população (34%) dessas comunidades tem rendimento mensal na faixa que vai de mais de meio salário mínimo até um salário mínimo. Apenas 4,6% ganham mais de dois salários mínimos. Entre a população que vive nas áreas urbanas regulares em municípios com ocorrência de favelas, 26% têm rendimentos que vão de mais de meio salário mínimo até um salário mínimo e 27,1% ganham mais

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