Os dois nós de Mercadante
Tido como certo no Ministério da Educação, Mercadante terá pelo menos duas batalhas à vista na pasta: a recuperação da imagem do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), abalada depois de uma longa série de problemas e falhas na realização do teste, que hoje é a principal porta de entrada para o ensino superior público, e o duro embate em torno do piso salarial dos professores da rede pública. Dois dos nomes mais cotados para mudar de pasta no segundo ano do governo Dilma Rousseff, os ministros da Comunicação, Paulo Bernardo, e da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, reuniram-se ontem com a presidente a poucas semanas do anúncio da reforma ministerial. Na quinta-feira, durante um almoço em São Paulo, Dilma acertou peças do xadrez ministerial com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a dança das cadeiras na Esplanada. Já falando na condição de substituto de Haddad na Educação, Mercadante deve estabelecer como bandeira colocar um tablet nas mãos de cada aluno da rede pública de ensino do país. Os calos que o aguardam na pasta, porém, exigirão atenção imediata do novo ministro. “A questão do piso salarial é uma das mais urgentes a serem resolvidas no MEC”, avalia