Mercadante demite presidente do Inep

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, demitiu na ultima quinta-feira, 26, a presidente do Inep, Malvina Tuttman. A pedagoga é a terceira presidente a deixar o instituto responsável pelo Enem desde 2009, quando o exame foi transformado em vestibular – e também acumulou problemas.   Já esperada, a demissão de Malvina veio no primeiro dia útil de Mercadante à frente do MEC – e foi anunciada mesmo sem que haja um nome certo para substitui-la. A decisão foi tomada após reunião entre o ministro e a agora ex-presidente do Inep. Foi classificada pela assessoria de imprensa da pasta como “mudança própria de uma nova gestão”.   Em nota publicada no site do órgão, Malvina diz que viveu intensamente o Inep. “Nele aprendi com os meus colegas o valor de ser ‘inepiana’”, declarou. “Saio fisicamente desse importante instituto, mas me sentirei sempre presente em cada sonho realizado e em cada ação desenvolvida pelos servidores”.   Com as mudanças no Enem, o Inep ganhou importância e responsabilidades. Antes voltado exclusivamente para pesquisas educacionais, o órgão passou a ser responsável pela elaboração e gestão do exame que se tornou o  maior vestibular do País. Ex-reitora da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro

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O novo iBooks e as estratégias da Apple e da Amazon para manter leitores e autores só para elas

A Apple nos acostumou a esperar pelo inesperado. O lançamento do iPad foi comparado a nada menos que Moisés recebendo as Tábuas da lei, e ficou clichê dizer que a companhia “reinventou a indústria musical com o iTunes” ou “mudou tudo o que sabíamos sobre os celulares com o iPhone”.   Foi portanto em meio às brumas do hype que a empresa de Cupertino deu à luz, no dia 19, seu revigorado iBooks e seu “software de publicação”, o Author.   Estaria a Apple “reinventando os livros” ou mesmo “mudando tudo o que sabíamos sobre edição e publicação”?. Ela não chega a afirmar isso, mas não faltaram arautos de mais uma revolução. Uma reflexão menos empolgada pode levar a conclusões menos solares.   A Apple escolheu uma causa nobre para justificar seu lançamento, a educação, e com isso evitou o enfrentamento com a indústria editorial estabelecida, a parte mais afetada da história.   Na keynote, não faltaram valorosos professores lamentando a falta de motivação dos alunos e o baixo nível educacional, atribuindo-os ao fato de que “desde a Idade Média professores contam com as mesmas velhas ferramentas”. Por “velhas ferramentas” entendam-se o quadro negro, o giz e…o livro de papel.

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Mercadante assume o MEC e sugere residência para professores

O novo ministro da Educação, Aluizio Mercadante, quer criar uma residência para estudantes de licenciatura – a exemplo do que ocorre com médicos. Em sua posse, na noite da ultima terça-feira, 24, Mercadante já começou a vender os programas em que deve investir na sua gestão.   A “residência” dos professores deve ser sua peça central. “Só se forma o professor botando a mão na massa, na sala de aula”, afirmou. A intenção do novo ministro é que o estudante de licenciatura, antes de ser aprovado para dar aulas em qualquer lugar, passe um período dentro das escolas públicas, como professor-assistente ou mesmo para dar apoio aos alunos. Apesar de ainda incipiente, a ideia ncantou secretários estaduais e municipais de educação.   O novo ministro também quer ver os melhores professores das redes públicas dando aulas nas regiões e escolas com os piores índices de qualidade. A troca, afirmou, ajudaria a romper um ciclo vicioso em que os melhores professores recebem sempre as melhores escolas e os melhores alunos.   Essa mudança, no entanto, já não é tão simples. Até hoje nenhum Estado ou município e nem mesmo o governo federal encontrou uma fórmula para avaliar os professores e descobrir quais deles são

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Mercadante diz que formará equipe sem olhar filiação partidária

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou na ultima terça-feira, (24), que vai formar sua equipe de assessores e técnicos do Ministério da Educação com base em critérios de “competência”, sem dar importância à filiação partidária.   Segundo ele, a educação deve ser tratada de forma “suprapartidária” e sua gestão à frente da pasta não servirá de plataforma para projetos políticos pessoais. Mercadante discursou durante a cerimônia de transmissão do cargo deixado por Fernando Haddad, que se prepara para a disputa pela Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano. Ele afirmou que não usará a gestão à frente do Ministério da Educação como “trampolim” para projetos políticos pessoais.   “Minha gestão à frente deste ministério não será um trampolim para projetos pessoais ou partidários. Será sim uma alavanca suprapartidária para a melhoria da educação brasileira, assim como aconteceu no Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação”, afirmou.   O novo ministro enumerou, durante a cerimônia, elogios aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, ao ex-ministro Fernando Haddad e ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   “Nos governos de Fernando Henrique Cardoso houve progresso significativo como o ensino obrigatório”, disse Mercadante. Ele destacou, no entanto, que foi

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Haddad conclui gestão no MEC e defende a visão sistêmica da educação

Ao se despedir do comando do Ministério da Educação, o ex-ministro Fernando Haddad destacou a importância dos investimentos nesse setor, em todos os níveis, da creche à pós-graduação, e disse que o futuro do país passa pela educação.   Haddad falou durante a cerimônia de posse do novo titular da pasta, Aloizio Mercadante, na tarde da ultima terça-feira, 24, no Palácio do Planalto. À frente do MEC desde 2005, Fernando Haddad defendeu que a educação deve ser vista de maneira sistêmica, destacando a busca contínua pela universalização do acesso aos sistemas de ensino. “O legado que nós temos que garantir a todos os brasileiros, indistintamente; o direito a um passo a mais na educação”, disse Haddad. O desenvolvimento da educação, segundo o ex-ministro, só é possível quando os entes federativos assumem o compromisso com a qualidade do ensino. Por isso agradeceu ao Congresso Nacional, que, durante seu mandato, aprovou duas emendas constitucionais e mais de 50 projetos de lei.   Durante a cerimônia, a presidenta Dilma Rousseff agradeceu a Haddad, a quem classificou de “grande ministro da educação”, e defendeu que, no que se refere à educação, democracia significa acesso a oportunidades. Aos novos ministros, Aloizio Mercadante, da Educação, e Marco

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Mercadante assume sob pressão interna

Aloizio Mercadante toma posse hoje, 24, como ministro da Educação com a cabeça voltada para o quebra-cabeça de montagem da estrutura da pasta. Sob pressão de servidores, o sucessor de Fernando Haddad trocará pelo menos quatro ocupantes de cargos de confiança do ministério.   Tiveram as saídas confirmadas a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, e os secretários Eliezer Pacheco, Carlos Abicalil e Maria Pilar Lacerda. Considerada uma área sensível da pasta, o Inep é a situação que pode trazer mais dores de cabeça ao ministro – o órgão é responsável pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).   As mudanças ainda não foram anunciadas oficialmente, mas são confirmadas por fontes do ministério. A especulação em torno da saída de Malvina começou na semana passada e se confirmou ontem. A decisão, contudo, não foi digerida pelos funcionários do Inep. A Associação dos Servidores do órgão (Assinep) entregou uma carta aberta endereçada a Mercadante pressionando pela permanência da atual presidente.   Eles se dizem descontentes com as possíveis mudanças no alto escalão do órgão — a quarta desde 2009. “Nos últimos três anos, o órgão sofreu sucessivas e abruptas substituições de presidentes, dificultando o

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Educação na mídia

Uma maior democratização do acesso ao ensino superior e o orçamento recorde a projeção para 2012 é de R$ 85 bilhões – são as duas maiores marcas da gestão Haddad no MEC, segundo educadores. Para eles, o saldo dos últimos sete anos é positivo, apesar das seguidas falhas nas últimas três edições do Enem e dos avanços lentos na Educação básica.   “Os indicadores nacionais permitem ver o avanço da Educação sem nenhuma postura subjetiva. Desde orçamento, porcentual de alunos que finalizaram o ensino fundamental e até a melhora no ensino médio, que ainda tem deficiências”, afirma o educador Jorge Werthein, ex-diretor do escritório da Unesco no Brasil.   “O País teve muitos avanços também no ensino superior. O Programa Universidade para Todos (ProUni) é um exemplo, acompanhado da maior oferta de vagas em federais.”   Os números referentes à expansão de vagas e matrículas em faculdades e universidades na gestão Haddad são frutos de projetos como o ProUni, que já concedeu 1 milhão de bolsas, e o Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), criado em 2007.   Desde então, foram criadas 14 instituições e mais de 100 campus. A previsão do MEC

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Mercadante assume MEC e muda cúpula

Apesar da mobilização de servidores pela sua permanência, a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Malvina Tuttman, deve deixar o cargo com a posse, nesta terça-feira, 24, do novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante.   O Inep é a autarquia do Ministério da Educação (MEC) que cuida do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O secretário da Educação Superior, Luiz Cláudio Costa, continua na equipe, mas deve ser remanejado. Segundo o Estado apurou, o nome dele é cotado para assumir a presidência do Inep – que teve três presidentes nos últimos três anos.   Na ultima sexta-feira, (20), a Associação de Servidores do Inep entregou a um assessor de Mercadante uma carta em que “manifesta sua preocupação com a possibilidade de mais uma substituição da alta gestão comprometer a continuidade de todo o processo de oxigenação, reestruturação, fortalecimento e aprimoramento científico e metodológico das atividades do órgão”.   Pesa contra Malvina o fato de não ser ligada politicamente ao PT. Uma hipotética substituição de Malvina por Luiz Cláudio Costa, cujo nome encontra resistência dentro do Inep, é vista mais como uma questão política. Para os servidores, Malvina é um nome técnico que defendeu o instituto,

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Tudo igual

A proposta do Ministério da Educação (MEC) de unificar os currículos escolares do Brasil ainda vai render muito debate em 2012. Trata-se de um documento chamado “Expectativas de Aprendizagem”, que apresentará orientações complementares às novas diretrizes curriculares, estas propostas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em 2010.   De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria de Educação Básica do MEC, o intuito é estabelecer objetivos e direitos de aprendizagem a serem alcançados pelos alunos. Para isso, serão delineadas as experiências a serem vivenciadas por eles, a formação e as condições necessárias para a realização das expectativas de aprendizado.   O documento está em fase de ajustes. A previsão é de que as orientações comecem a valer nas escolas de todo o Brasil a partir do ano letivo de 2013. “A proposta não é repetir os formatos de listagem de conteúdos. O objetivo é oferecer um instrumento de organização da vida do professor e do aluno”, explica a assessoria em nota enviada por e-mail à equipe do Caderno Escola.   O receio é que a unificação dos currículos se torne um instrumento que engesse a atividade de professores e escolas, que terão menos liberdade para definir seus conteúdos e

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