Cotado para assumir presidência do Inep enfrenta oposição interna

Cotado para assumir o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o secretário de educação superior do Ministério da Educação (MEC), Luiz Cláudio Costa, enfrenta resistência no órgão. Ele se reuniu com a atual presidente, Malvina Tuttman, para discutir a transição, apesar de o MEC não confirmar sua ida para o órgão e dizer que o martelo ainda não foi batido.   Filiado ao PT e homem de confiança do ex-ministro Fernando Haddad, Costa é alvo de críticas por parte de servidores do Inep, que encaram a troca de comando como uma questão política: sai uma educadora de perfil técnico, entra um petista especializado em engenharia agrícola.   O cargo de presidente do Inep é um dos mais vulneráveis de Brasília: esta é a quarta mudança pelo quarto ano consecutivo. Malvina é vista no Inep como uma presidente que lutou a favor do instituto e cobrou o consórcio Cespe/Cesgranrio quanto à aplicação do Enem.   Malvina não presidia o Inep em outubro de 2010, quando questões do pré-teste vazaram de um colégio de Fortaleza. Tem mestrado e doutorado na área de educação, com destaque para as áreas de planejamento e avaliação educacional.   Costa, por sua vez,

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MEC vai comprar até 900 mil tablets para dar a alunos

Sem alarde, o Ministério da Educação concluiu na semana passada o primeiro estágio de um pregão eletrônico para a compra de até 900 mil computadores do tipo tablet. O objetivo é distribuir os equipamentos para alunos do ensino médio e fundamental.   A compra dos tablets será feita por meio do “Um Computador Por Aluno”, programa que prevê que os governos possam adquirir equipamentos a um custo mais baixo para a rede pública. O MEC afirma que o objetivo não é comprar os tablets para todos os alunos (estimados em 53 milhões), mas sim “criar pequenos núcleos de aplicação e desenvolvimento da tecnologia, que depois vão disseminar o conhecimento”.   A compra é polêmica. Alguns educadores consideram que ela só deveria ocorrer após elaboração de conteúdo pedagógico específico.   O edital foi lançado no dia 28. A sessão de lances do pregão eletrônico começou na segunda da semana passada e foi concluída na terça. Dezenove empresas apresentaram propostas,  mas só duas delas estão tendo suas documentações analisadas: a Digibras e a Positivo, pois deram os lances mais baixos. Se o MEC ficar com as propostas mais baratas para os quatro lotes, o investimento total será de R$ 330 milhões.  

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MEC quer incluir 1,9 milhão de alunos nas redes de ensino integral neste ano

O MEC (Ministério da Educação) espera incluir 1,9 milhão novos alunos nas redes de ensino integral, somando um total de 5 milhões de estudantes em 2012. As escolas urbanas e rurais pré-selecionadas pelo MEC para oferecerem ensino integral têm até o dia 15 de fevereiro para aderirem ao Programa Mais Educação.   Segundo o MEC, 14,2 mil escolas urbanas e 14,5 mil escolas rurais foram pré-selecionadas em 2012. Desse total, 3.100 novas escolas solicitaram o acesso ao Sistema de Informações Integradas de Planejamento, Orçamento e Finanças do MEC (Simec) para fazerem o cadastro.   As escolas pré-selecionadas devem acessar o site do Simec por meio de senha fornecida pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fnde). Ao se registrarem, as escolas devem informar quantos alunos serão atendidos e escolher as atividades que serão desenvolvidas. As instituições que já participavam do programa devem atualizar o número de alunos e informar quais as atividades devem ser implementadas.   Além do ensino regular, as escolas devem escolher seis atividades para desenvolverem com os alunos. Entre elas estão o acompanhamento pedagógico, educação ambiental, esporte e lazer, direitos humanos em educação, cultura e artes, cultura digital, promoção da saúde, comunicação e uso das mídias, investigação

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Os motivos da falta de livros escolares

O motivo central do problema é que as livrarias não querem correr o risco de ficar com encalhe de livros didáticos, que custam em média R$ 100, e podem não ser reaproveitados no ano seguinte, caso haja uma nova versão da obra ou as escolas não adotem o título.   Todo o início de ano a história se repete: faltam livros escolares nas livrarias. São raros os casos em que os clientes conseguem comprar todos os livros didáticos da lista de material escolar dos filhos em uma única livraria. Com isso, a maioria das pessoas cumpre uma via sacra visitando várias lojas.   Essa falta de livros não é consequência do aumento na demanda de alunos de colégios particulares. Isso porque há cerca de 20 anos o percentual da população brasileira que estuda em escolas privadas mantém-se na casa dos 10%.   Ao contrário dos livros de literatura, as obras escolares não são consignadas e apenas cerca de 10% do encalhe pode ser devolvido ou trocado. “Não dá para ter todo o acervo em estoque por causa dos prejuízos de encalhe. Uma livraria bem administrada fica com uma sobra de 7% a 8%. Mas o encalhe pode ficar entre 10%

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Uso de tecnologia em escolas depende menos de plataforma e mais de conteúdo disponível

Depois de prefeituras e governos estaduais receberem ou adquirirem cerca de 574 mil laptops por meio do Programa UCA (Um Computador por Aluno), o MEC (Ministério da Educação) acena com a possibilidade de inserir os tablets nas salas de aulas das escolas públicas brasileiras.   Especialistas concordam que o sucesso do uso das tecnologias em educação não depende apenas da plataforma utilizada, mas sim da forma como a escola irá inserir essas ferramentas no aprendizado e também dos conteúdos digitais disponíveis.   A diretora da Fundação Pensamento Digital, Marta Voeclker, aponta que a escola pode “mudar de paradigma” a partir da tecnologia. Ela ressalta que o uso das máquinas – seja um computador, laptop ou tablet – pode transformar a lógica do aprendizado. Alunos deixam de ser meros “recebedores” de conteúdo e podem evoluir para autores.   “A tecnologia nos ajuda a sair de uma educação por instrução e memorização para uma educação de construção e colaboração. Uma tecnologia que a criança use a imagem, escreva e formalize ali seu entendimento. Se tenta mudar a escola há 100 anos e a tecnologia vem ajudar nisso”, explica.   Sob esse ponto de vista, Marta defende que o “hardware” não importa tanto.

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MEC quer tablets nas escolas, mas programa anterior que entregou laptops chegou a menos de 2%

Para isso, o MEC (Ministério da Educação) vai lançar este ano um edital para que as redes de ensino possam adquirir o equipamento a custo mais baixo, como fez com os laptops do programa UCA (Um Computador por Aluno).   Quando o computador começou a chegar nas escolas, no final da década de 1980, ficava restrito às atividades administrativas. O equipamento começou a ser inserido no cotidiano dos alunos por meio dos antigos laboratórios de informática, ainda sem acesso à internet. Hoje, em plena era digital, a promessa é que, em pouco tempo, os tablets estejam nas mãos dos alunos disputando espaço com o quadro negro, livros e cadernos.   “Estamos definindo as características do aparelho, vai depender muito inclusive do custo. Não soltamos ainda o edital porque precisa ter uma definição clara dos pré-requisitos do equipamento. Tem que ter acessibilidade, ser resistente e rodar qualquer conteúdo”, explica Sérgio Gotti, diretor de Formulação de Conteúdos Educacionais da Secretaria de Educação Básica do MEC.   Atualmente, cerca de 500 escolas do país contam com os laptops educacionais do UCA. O MEC calcula que 574 mil equipamentos foram adquiridos por meio do pregão do UCA, seja pelo próprio governo federal ou por

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MEC prepara projeto para reestruturar educação no campo

O novo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, deverá apresentar nas próximas semanas seu primeiro programa.   O Pronacampo, preparado ainda durante a gestão de Fernando Haddad, pretende combater um dos gargalos da educação: dar mais atenção à educação rural, uma modalidade de ensino que abriga quase 6,5 milhões de estudantes, mas tem as piores escolas, professores e indicadores. Pelo menos mil municípios, com índices de pobreza aguda, receberão um grupo de ações para reverter o abandono.   O projeto, que foi apresentado à presidente Dilma Rousseff durante as reuniões ministeriais da semana passada, inclui desde a construção de novas escolas até a formação dos professores. A lista dos municípios que serão beneficiados ainda não está fechada, mas se concentrará nas regiões Norte e Nordeste.  O Pronacampo começa pela construção ou reforma das escolas. Os recursos já estariam garantidos no orçamento do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e seriam repassados às prefeituras da mesma forma que hoje chega o dinheiro do Programa de Aceleração do Crescimento: em uma conta separada da prefeitura que só pode ser movimentada para pagamentos daquela obra específica. A licitação para a contratação das empresas que farão as escolas deverá ser centralizada.   O próprio

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MEC veta aulas a distância no ensino médio

O Ministério da Educação (MEC) vetou trecho de uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que recomendava a oferta de ensino a distância em até 20% da carga horária do ensino médio regular noturno. A decisão foi um dos últimos atos do então ministro Fernando Haddad, que deixou o cargo.   A possibilidade de incluir atividades não presenciais no currículo de ensino médio noturno constava na versão original das Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio, aprovada em maio pelo conselho. Mas, sob pressão de sindicatos de professores, Haddad pediu ao CNE que o texto fosse alterado, com a retirada do trecho relativo ao ensino a distância.   O conselho acatou a solicitação e suprimiu as frases em que recomendava a oferta de atividades não presenciais, tanto num parecer quanto na resolução aprovados em maio. Só então Haddad homologou o texto. Ele fez isso na última sexta feira,20, quatro dias antes de sair do MEC para disputar a prefeitura de São Paulo.   O despacho foi publicado na edição de antoentem, 25, do Diário Oficial. Relator das diretrizes na Câmara de Educação Básica do CNE, o conselheiro José Fernandes de Lima diz que a oferta de ensino a distância poderia

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César Callegari será o novo secretário de Educação Básica do MEC

A secretária de Educação Básica do Ministério da Educação (MEC), Maria do Pilar Lacerda, informou na ultima quinta-feira, 26, por meio do seu perfil no Twitter que está deixando a pasta. Em seu lugar, segundo ela, assume César Callegari, atual membro do Conselho Nacional de Educação (CNE). Em sua mensagem, Pilar deseja “sorte, energia e bom humor” ao novo secretário.   Sociólogo, César Callegari foi secretário municipal de educação de Taboão da Serra (SP) e duas vezes presidente da Câmara de Educação Básica do CNE.   Atualmente, ele é diretor de operações do Serviço Social da Indústria (Sesi) em São Paulo e membro do conselho de governança do Movimento Todos pela Educação.    A secretaria que ele irá assumir no MEC cuida dos programas ligados à educação básica – da creche até o ensino médio. Pilar exerceu a função de secretária de educação básica desde 2007 e participou dos principais projetos da gestão do ex-ministro Fernando Haddad. Foi presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e secretária municipal de Belo Horizonte (MG).   A troca de Pilar por Callegari é a primeira a ocorrer após o ministro Aloizio Mercadante tomar posse, em substituição a Fernando Haddad, que vai

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