Brasil tem 3,8 milhões de crianças e jovens fora da escola; inclusão deve acontecer até 2016

No Brasil, 3,8 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos estão fora da escola. A falta de atendimento escolar é mais acentuada entre crianças de 4 a 5 anos (1.156.846 estão fora da educação infantil) e jovens de 15 a 17 anos (1.728.015).   Os dados, com base no resultado preliminar do Censo de 2010, foram trabalhados e divulgados na ultima terça-feira (7), pelo movimento Todos pela Educação. Segundo a Emenda Constitucional nº 59, do ano de 2009, o governo tem até 2016 para garantir educação básica obrigatória e gratuita dos 4 aos 17 anos de idade. “Essas crianças e jovens que ainda estão fora da escola é a população mais difícil e complicada de atender e garantir [sua permanência]”, afirmou Priscila Cruz, diretora executiva do Todos pela Educação. Se forem observadas as taxas por Estado, percebem-se diferenças muito acentuadas. Enquanto o Piauí atende 93,8% da população entre 4 e 17 anos, o Acre atende apenas 85%. Para Priscila Cruz, “a desigualdade educacional talvez seja o problema sistêmico maior que temos no país”.   Entre 2000 e 2010 houve um aumento de 9,2% nas taxas de acesso à escola. Entretanto, nenhum Estado brasileiro conseguiu atingir a meta intermediária

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MEC pode implantar projeto em que professores visitam alunos

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na ultima terça-feira, (7), que pretende implantar um projeto no governo federal no qual os professores visitam os alunos em suas casas.   A medida foi citada por Mercadante ao apresentar o novo secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari. Quando era secretário da Educação de Taboão da Serra, na região da Grande São Paulo, Callegari instituiu um programa que pagava uma remuneração extra aos professores por cada aluno visitado.   Os resultados apontaram que os estudantes visitados tinham desempenho até 80% acima dos demais alunos que não receberam os professores em casa.   “Eu tive a oportunidade de conhecer de perto a experiência que ele esteve a frente do município. Algumas coisas chamaram muito a atenção, principalmente uma ideia inovadora que nós queremos trazer para o ministério”, disse o ministro, que logo em seguida explicou o programa.   “Eram professores que ajudavam no acompanhamento pedagógico e trabalhavam inclusive visitando a casa dos alunos, procurando aproximar mais as famílias da escola e com isso tendo um processo de aprendizado muito mais equilibrado, muito mais homogêneo, muito rico”, completou.  

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Especialistas discutem proposta alternativa para as novas diretrizes curriculares

Foi realizado na ultima segunda-feira, (6), em Brasília o seminário “As expectativas de aprendizagem e o PNE”. O evento promovido pela CNTE, ANPEd, Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Cedes, Anfope e Anpae, reuniu diversos especialistas para elaborar uma proposta alternativa para as novas diretrizes curriculares da educação básica. O documento será entregue ao Ministério da Educação.   O seminário foi composto por três mesas de debates. A primeira discutiu as políticas de avaliação e regulação, e teve como participantes o secretário de Assuntos Educacionais da CNTE, Heleno Araújo; Luiz Fernandes Dourado, da UFG, e Mara Regina Lemes de Sordi, da Unicamp. A mediação da mesa foi feita por Ivany Pino, da CEDES.   Em seguida, a discussão foi sobre as expectativas de aprendizagem e o direito à educação. Participam Pedro Goergen, da Unicamp, e Salomão Ximenes, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, mediados por Daniel Cara, também da Campanha Nacional.   A última mesa discutiu as perspectivas do novo Plano Nacional de Educação, cujo projeto tramita no Legislativo. Para falar sobre o tema participaram Carmen Teresa Anhorn, da UFRJ, Álvaro Luiz Moreira Hypolito, da UFPel, e Carlos Artexes Simões, representando o Ministério da Educação (MEC). Iria Brzezinski, da ANFOPE,

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‘iPad em sala de aula é como dar um videogame’, diz educador

Para o professor da Universidade da Inglaterra, Sugata Mitra, que participa da EducaParty, dentro da Campus Party Brasil 2012, a educação precisa sofrer uma drástica mudança estrutural e ideológica de paradigma.   Na contramão de outros educadores, Mitra criticou em entrevista exclusiva ao Terra a prática cada vez mais comum em escolas e universidades, ao redor do mundo, de presentear os alunos com dispositivos tecnológicos com o objetivo de introduzir a tecnologia na educação. “Dar iPads, por exemplo, é fornecer ao aluno uma nova maneira de jogar videogames”.   Segundo Sugata, os professores precisam introduzir a tecnologia dentro do processo educacional e usar os recursos como agregadores de conhecimento – e não substituidores de seres humanos. E, para isso, eles têm de olhar menos para os livros didáticos para entender o processo educacional. “A educação precisa acontecer de baixo para cima, e os professores têm que aprender com os alunos”, afirmou o pensador.   Na opinião dele, um futuro melhor é feito por meio das dúvidas e das perguntas que fazem pensar – e não do simples ato de respondê-las. Por isso, o papel que o professor tem hoje é secundário. “Um professor, atualmente, responde perguntas dos alunos. Ele é

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Luiz Cláudio Costa é o novo presidente do Inep

O Inep, órgão Ministério da Educação responsável pelo Enem, ganhou o quarto presidente em quatro anos consecutivos nesta terça-feira, 7, com a nomeação do professor Luiz Cláudio Costa para o cargo.   Ele ocupava a secretaria de Educação Superior e assume o Inep no lugar da pedagoga Malvina Tuttman, que foi demitida pelo ministro Aloizio Mercadante no dia 26 de janeiro.  

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Para ministro, formar docentes ajudará a manter o crescimento

Para o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, formar docentes por meios dos institutos federais de educação, ciência e tecnologia é estratégico para o desenvolvimento brasileiro.   “Precisamos aproveitar a vocação e os perfis tecnológico e científico dos institutos federais para promover políticas estratégicas de motivação para formar novos professores”, afirmou na tarde desta segunda-feira, 6, durante a posse da nova diretoria do Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif).   Dênio Rebello Arantes, reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo, será o novo presidente da entidade. A solenidade contou com a presença dos demais reitores de institutos federais de educação, ciência e tecnologia, do secretário de educação profissional e tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, e do secretário executivo do MEC, José Henrique Paim.   Mercadante destacou que os institutos federais têm um papel decisivo para a interiorização e desconcentração do conhecimento e devem ser vistos como uma referência fundamental aos demais sistemas de ensino. “Temos que continuar avançando numa educação que prepare o Brasil para a continuidade do crescimento”, enfatiza.   Bacharel em física e matemática pela Universidade de Brasília e mestre em ciências naturais pela Universidade de

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Mercadante defende distribuição de tablets para professores

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, rebateu na ultima segunda-feira, 06, as críticas contra o programa que prevê a distribuição de tablets para professores de ensino médio. Mercadante também afirmou que existe uma “tutela conservadora” contra a proposta de usar novas tecnologias no ensino.   Na semana passada, o ministro anunciou a distribuição de 600 mil tablets até o fim do ano para professores de ensino médio da rede pública. Também serão entregues 78 mil projetores multimídias, para que os professores possam exibir aos alunos o conteúdo didático que será preparado nos tablets.   O anúncio veio dois dias após a Folha mostrar que o MEC estava em fase de conclusão de uma licitação para a compra de 900 mil equipamentos. Inicialmente, o ministério afirmou que ficaria com apenas um terço dos tablets, que seriam distribuídos para os alunos da rede pública. O MEC também havia informado que o plano pedagógico seria criado na prática, com a formação de núcleos nas escolas para estudar a utilização do novo equipamentos. A falta de uma instrução pedagógica clara resultou em uma série de críticas à compra dos tablets.   O plano apresentado depois pelo ministro, no entanto, prevê que os equipamentos vão para

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Educação infantil é prioridade para governo em 2012; Câmara discute o tema

Na abertura dos trabalhos do Legislativo, na última quinta-feira (2), a mensagem da presidente Dilma Rousseff destacou como prioridade para este ano o desenvolvimento das políticas voltadas para a primeira infância.   “Se formos capazes de garantir mais e melhor atenção e proteção a essa faixa etária, atuaremos sobre uma das origens da desigualdade em nosso País”, avaliou a presidente. Na Câmara, o tema vem sendo debatido há mais de um ano na comissão especial sobre o Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10).   A proposta do PNE, que determina as metas para a educação brasileira na próxima década, prevê a universalização do atendimento pré-escolar das crianças entre 4 e 5 anos de idade até 2016. Já no caso das crianças de até 3 anos, o objetivo é a oferta de creches para 50% do grupo até o final da vigência do plano.   O deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), que integra a comissão especial do PNE, avalia que o governo não deverá cumprir esses objetivos no prazo estipulado. “Tendo em vista a execução orçamentária dos últimos anos e a baixa infraestrutura que vem sendo colocada à disposição da educação infantil, é pouco provável que consigamos atingir esse índice”,

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Mercadante diz aguardar aval da Casa Civil para anunciar sua equipe

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira (6) que aguarda uma posição da Casa Civil para anunciar a nova equipe da pasta.   “Os nomes já foram escolhidos. Estamos aguardando a formalização da Casa Civil”, disse.   Mercadante esteve presente hoje à cerimônia de posse dos reitores do Instituto Federal Goiano, Vicente Pereira de Almeida, e do Instituto Federal Catarinense, Francisco José Montório Sobral.   Ele assumiu a pasta no fim de janeiro em substituição a Fernando Haddad, que deixou o cargo para concorrer à Prefeitura de São Paulo.   O novo ministro já promoveu algumas mudanças na pasta. Na Secretaria Executiva do ministério, foi exonerado o diretor de programa José Luís Balalaica dos Santos.   Para o seu lugar, foi nomeado Leonardo Osvaldo Barchini Rosa, que atuava no MEC como chefe de gabinete de Haddad. Barchini Rosa também já chefiou a assessoria internacional do ministério.   Para a chefia de gabinete, foi nomeado Luiz Antônio de Mello Rebelo, que ocupou o mesmo cargo no Ministério da Ciência e Tecnologia na gestão de Mercadante.   A secretária de Educação Básica Maria do Pilar Lacerda anunciou pelo Twitter que estava saindo e que seria substituída por César Callegari, membro

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