Mercadante quer dar bônus para escola que alfabetizar aluno de até 8 anos

Há menos de duas semanas no cargo de ministro da Educação, Aloizio Mercadante chegou à conclusão de que a escola não está “interessante”. Isso explicaria parte do fato de 3,8 milhões de crianças e jovens entre 4 e 17 anos estarem fora da escola, segundo dados divulgados no início da semana pela ONG Todos pela Educação.   Em entrevista ao Estado, o ministro anunciou que discute o pagamento de bônus para as escolas que alfabetizarem todos os alunos até 8 anos. Essa seria sua prioridade na pasta. Para evitar que a primeira prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) sob seu comando não se transforme em nova crise, Mercadante disse que trabalha para aumentar o banco de questões da prova, atualmente com cerca de 6 mil questões – um décimo do mantido nos EUA. Para ele, ainda há risco logístico na prova. A seguir, a entrevista:     O sr. assumiu o cargo anunciando a distribuição de tablets para professores do ensino médio. Mas como pretende cumprir o compromisso assumido pela presidente Dilma Rousseff na campanha de erradicar o analfabetismo?     Nossa prioridade vai ser alfabetizar na idade certa, ou seja, reverter essa tendência do analfabetismo funcional. É

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Alunos do ensino médio querem aulas direcionadas para o mercado

Fazer um curso profissionalizante antes ou depois das aulas, estudar em uma escola que proporcione estágio em empresas, sentar em cadeiras mais confortáveis e que os professores expliquem melhor as matérias. Essas são algumas das principais expectativas dos alunos de ensino médio da rede estadual, segundo uma pesquisa feita com quatro mil estudantes, pelo Instituto Mapear, para a Secretaria estadual de Educação.   O estudo mostrou ainda que, apesar das conhecidas mazelas do ensino público, os estudantes estão sonhando mais alto. Perguntados sobre o futuro, 66% têm a intenção de cursar uma faculdade, contra 58% da pesquisa de 2008. E a quase totalidade deles (95%) pretende completar o ensino médio. Já 46% dos matriculados planejam fazer um curso técnico ou profissionalizante. Em 2008, eram 34%.   Para Nilma Fontanive, coordenadora do Centro de Avaliação da Fundação Cesgranrio, os alunos estão na direção certa:   — Os estudantes estão apontando o caminho para o fim do ensino enciclopédico. Um curso técnico seria muito mais útil e de grande valia na hora de entrar no mercado de trabalho. Mesmo com os planos de continuar estudando, 55% gostariam de começar a trabalhar após a conclusão do ensino médio.   Dahin Germano, de 16

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Mercadante: escola não pode ficar à margem da evolução tecnológica

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na ultima quinta-feira, 9, que a velocidade tecnológica é muito maior do que a capacidade que a escola tem de processá-la. Apesar disso, segundo ele, a escola não pode ficar à margem da evolução tecnológica.   Na semana passada, Mercadante anunciou que o Ministério da Educação (MEC) vai investir, este ano, cerca de R$ 150 milhões na compra de 600 mil tablets para uso dos professores do ensino médio de escolas públicas federais, estaduais e municipais. A tecnologia, afirmou, vai ser tão mais eficiente quanto forem os cuidados pedagógicos e quanto maior for o envolvimento dos professores no processo.   “Estamos definindo que, na educação, a inclusão digital começa pelo professor”, disse Mercadante. Para isso, o MEC já formou mais de 300 mil professores em tecnologias da comunicação e informação, em cursos de 360 horas. Além disso, o serviço de internet banda larga foi instalado em 52 mil escolas públicas urbanas.   Com a entrega de novas tecnologias da informação, professores e escolas públicas terão acesso, por meio dos tablets, a conteúdos educacionais colocados à disposição no Portal do Professor. São aproximadamente 15 mil aulas, criadas por educadores e aprovadas por um comitê editorial

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Avaliação ruim não muda planos do MEC para compra de laptops

Mesmo com falhas de gerenciamento, capacitação e infraestrutura na implementação do programa UCA (Um Computador por Aluno), o MEC não pretende reduzir investimentos em tecnologia. Pelo contrário.   Segundo Sérgio Gotti, diretor de formulação de conteúdos educacionais da pasta, mesmo sem evidência de resultados desejados até o momento, o governo continuará investindo por entender se tratar de um “caminho sem volta”. O UCA foi lançado em 2010 de forma piloto em seis municípios, distribuindo cerca de 150 mil laptops para professores e alunos de mais de 300 escolas públicas.   A Folha obteve estudo encomendado pelo governo federal à UFRJ em cinco dos seis municípios que participaram do projeto piloto. Ele mostra que a iniciativa sofreu com problemas como falta de infraestrutura das escolas, capacitação insuficiente de professores e manutenção inadequada.   Os aspectos positivos destacados no estudo foram o maior domínio da informática por parte dos alunos, resultados melhores nas escolas em que os estudantes puderam levar os computadores para casa e até alguns benefícios na alfabetização de crianças de seis anos.   No entanto, o uso dos equipamentos como ferramenta pedagógica em sala de aula ficou aquém do esperado. Nas entrevistas que os avaliadores fizeram com os docentes,

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País precisa garantir que alunos concluam educação básica

As 3.853.317 crianças e adolescentes de 4 a 17 anos que estão fora das salas de aula e deixam o Brasil ainda longe de cumprir a meta estabelecida pelo movimento Todos Pela Educação.   — 98% ou mais dessa faixa etária devem estar matriculados e frequentando a escola até 2022 são um “número assustador e que mostra que é irresponsabilidade dizer que o país universalizou a educação.”, diz Priscila Cruz, presidente do Todos pela Educação: — É inadmissível, são quase quatro milhões de pessoas que têm seu direito de aprender negado.   De acordo com o relatório De Olho nas Metas, em 2010, a taxa de atendimento no país foi de 91,5%, na faixa de 4 a 17 anos, quando a meta era de 93,4%. Para especialistas, esses números não mostram apenas as crianças e jovens que não vão à escola, mas evidenciam que o país precisa ter uma política pública não só para garantir o acesso à educação, mas também para manter o aluno na escola, garantir que conclua a educação básica e tenha educação de qualidade.   — O atendimento à pré-escola, com crianças de 4 a 5 anos matriculadas, é recente. O governo começou a se comprometer

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Uso do tablet pode revolucionar a educação

A Campus Party completou seu segundo dia abrindo as portas ao grande público e dando início às palestras, que chamaram a atenção dos sete mil “campuseiros” no Anhembi. O palestrante mais esperado do dia foi Sugata Mitra, professor e pesquisador no Massachusetts Institute of Technology (MIT), curioso das relações entre tecnologia e educação. No espaço aberto, um campeonato de games com direito a arquibancada e narração simultânea foi o destaque.   Mitra leciona tecnologia educacional na Universidade de Newcastle, além de coordenar pesquisas sobre o tema no MIT. Ele desenvolve há 15 anos experimentos que colocam computadores nas mãos de crianças que não têm acesso à escola. Sua conclusão é a de que os computadores e a internet podem promover um novo método de ensino, principalmente em países pobres como a Índia, onde nasceu. “Onde não há professores nem escola, deem a eles um bom computador e uma conexão banda larga”, é o seu lema.   “A educação que temos hoje foi elaborada há 300 anos. Temos exigências e requisitos no mercado de trabalho que não batem com o que está sendo ensinado. Não sugiro que acabemos com toda a educação, precisamos redefinir o currículo e torná-lo interessante”, disse.  

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Em apenas 35 cidades do País mais da metade dos alunos sabe matemática

Apenas 35 cidades brasileiras – 0,6% do País – têm 50% ou mais de seus alunos com aprendizado em matemática adequado à sua série. Ou seja, a maior parte dos estudantes desses municípios não aprendeu, por exemplo, a identificar objetos em mapas e a resolver problemas com números inteiros e racionais fazendo várias operações. Os dados se referem ao 9.º ano do ensino fundamental das redes públicas de zonas urbanas.   No caso da língua portuguesa, esse índice é de 1,2%, o que equivale a dizer que só 67 municípios têm a metade ou mais de seus estudantes com conteúdo satisfatório para o ano da escola em que estão. Isso significa que a grande maioria ainda não aprendeu a identificar o conflito e os elementos que constroem a narrativa de um texto, por exemplo.   Os dados são de 2009 e constam do relatório anual do Todos Pela Educação, apresentado ontem. Foram considerados 5.451 dos 5.565 municípios.   Todo aluno com o aprendizado adequado à sua série é uma das metas da organização. Para acompanhar esse processo nos municípios, é usado o porcentual de estudantes com aprendizagem adequada em língua portuguesa e matemática, disciplinas avaliadas pela Prova Brasil nos 5.º

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Mercadante anuncia os novos secretários e presidente do Inep

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na ultima terça-feira, 7, os nomes dos novos secretários e do presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Das seis secretarias do MEC, quatro têm mudança de comando.    O secretário de Educação Superior, o matemático Luiz Cláudio Costa, assume o Inep. Para o lugar dele foi convidado o engenheiro civil Amaro Henrique Pessoa Lins, que exerceu a função de reitor da Universidade Federal de Pernambuco por dois mandatos e também foi presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).   A Secretaria de Articulação com os Sistemas de Ensino (Sase) será comandada por Arnóbio Marques de Almeida Júnior, mestre em educação na área de gestão e planejamento pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e ex-governador do Acre (2007 a 2010). Binho Marques, como é conhecido, foi secretário municipal de Educação de Rio Branco (1993-1996), secretário estadual de Educação do Acre (1999-2002) e vice-governador, acumulando as funções de secretário de Educação e secretário de Desenvolvimento Humano e Inclusão Social (2003-2006) daquele estado.   Integrante do Conselho Nacional de Educacão, César Callegari será o novo secretário de Educação Básica do Ministério da Educação.

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Brasileiro deve gastar R$ 62,8 bilhões com educação em 2012, diz estudo

Brasileiros deverão gastar R$ 62,8 bilhões neste ano com educação, valor 7,53% maior (já descontada a inflação) que o registrado há dois anos, aponta pesquisa divulgada na ultima terça-feira (7) pelo instituto Data Popular.   Em 2010, os gastos foram de R$ 58,4 bilhões. Segundo o instituto, a pesquisa não foi realizada para o ano de 2011. De acordo com a pesquisa, quanto maior a renda, mais se gasta proporcionalmente com matrículas e mensalidades do que com livros e material escolar. Neste ano, o estudo aponta que os gastos com educação nas classes AB serão de R$ 32,4 bilhões, sendo 85,19% com matrículas e mensalidade e 14,81% com livros e material escolar. Nas classes DE, por exemplo, os gastos caem para R$ 2,3 bilhões, sendo 52,17% com mensalidade e matrículas e 47,83% com livros e material escolar. Na classe C, o valor estimado é de R$ 28,1 bilhões, com participações de 76,16% e 23,84%, respectivamente.   A pesquisa aponta, ainda, que enquanto aumenta a participação da nova classe média brasileira nos gastos totais com educação, a contribuição da alta renda recua. A participação da nova classe média no total de gastos dos brasileiros com educação deverá saltar de 38,9% em 2010

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