Brasil já importa até livro didático

O avanço das importações chegou ao mercado de livros didáticos. Nos bancos escolares, os estudantes brasileiros estão estudando em livros impressos na China, Índia, Coreia, Colômbia e Chile.   Em 2011, editoras que fornecem material para o Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), do governo federal, ampliaram em quase 70% as encomendas no exterior, estimam empresários da indústria gráfica. Os motivos são o câmbio e o custo Brasil. Principal cliente para as gráficas do segmento editorial, o governo responde por 24,4% das compras de livros no País, que somam cerca de R$ 4,5 bilhões. No ano passado, o governo fez uma compra recorde de 170 milhões de livros didáticos para o ano letivo de 2012. Segundo Fabio Arruda Mortara, presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf), as editoras foram às compras no exterior, com base no argumento de que as gráficas editoriais brasileiras não teriam condições de entregar todas as encomendas dentro dos prazos estabelecidos nos editais. A consequência disso foi que boa parte das gráficas trabalhou com alguma ociosidade a partir do segundo semestre de 2011, período em que elas costumam rodar livros didáticos. Em dezembro, representantes dos empresários e dos trabalhadores foram ao Ministério da Educação expor

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Iniciativa privada busca saída para melhorar Ensino Médio

Para que serve o ensino médio? A pergunta até parece óbvia, mas consegue fazer calar educadores experientes, especialmente aqueles ligados à escola pública. Não é à toa, o único ponto de concordância entre todos é que as séries finais da educação básica estão em crise, o que prova o alto índice de evasão dos alunos neste período.   Pois Wanda Engel, superintendente executiva do Instituto Unibanco, garante saber a resposta e que isso não basta para a solução. “O ensino médio é a última fase da base e deve garantir as competências que um aluno precisa ter para entrar no mercado de trabalho ou continuar os estudos”, explica.   “Não adianta tratá-lo mais como fase de passagem para o mercado de trabalho, pois isso só era possível quando as pessoas conseguiam emprego só com o ensino fundamental. O que não acontece mais.”   No Instituto Unibanco,Wanda há anos se debruça sobre os problemas do ensino médio. E não são os únicos. Várias empresas vêm desenvolvendo soluções para esta crise. Há quem aposte em tirar os melhores da escola pública e levar a particulares, a fim de promover mais rápido a ascensão desses alunos.   É o caso do Ismart, que

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2012 é último ano de adaptação ao Acordo Ortográfico no Brasil

No último ano de adaptação ao Acordo Ortográfico no Brasil, professores afirmam que neste ano letivo vão cobrar mais o uso das novas normas pelos alunos.   Muitos professores reclamam que não receberam treinamento ou orientações das secretarias de Educação sobre a nova ortografia, que ainda provoca muitas dúvidas nas salas de aula. E ainda há algumas escolas usando livros não adaptados às novas regras, em casos considerados excepcionais.   Em 1990, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe assinaram o Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mas ele só passou a valer no Brasil depois que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva o promulgou, em setembro de 2008. Ficou estabelecido um período de transição de 1 de janeiro de 2009 a 31 de dezembro de 2012, com o convívio das duas normas no país. A partir de 1º de janeiro de 2013, as novas regras passam a ser obrigatórias.   O acordo alterou 0,5% das palavras do vocabulário comum do brasileiro, menos que em Portugal, que teve 1,6% das palavras atingidas. Professores de várias regiões do país afirmam que, desde que o acordo passou a vigorar, eles passaram a ensinar nas salas de aula

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Investir mais em educação não garante melhores resultados no Pisa

O Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês), criado em 2000, avalia a cada três anos o desempenho escolar de estudantes de 15 anos em todo o mundo.   “O dinheiro sozinho não pode comprar um bom sistema educativo”, destacou a organização em seu relatório “Pisa in Focus”, cuja conclusão é de que os países com melhores resultados nas provas de 2009 são aqueles que acreditam que “todas as crianças podem ter êxito na escola”.   Segundo a organização com sede em Paris, uma das chaves do sucesso dos sistemas de educação é considerar que todos os alunos podem ter sucesso e não deixar que aqueles com problemas faltem, repitam de ano ou sejam transferidos para outras salas ou agrupados em classes diferentes em função de suas habilidades.   “Superada a barreira de uns US$ 35 mil por estudante” de investimento acumulado por aluno entre os 6 e os 15 anos em unidades monetárias harmonizadas, o gasto “não está relacionado ao resultado”, indicou a OCDE.   A organização citou como exemplo países que investem mais de US$ 100 mil por aluno, como Estados Unidos, Suíça, Luxemburgo ou Noruega, e que obtêm resultados similares a países que

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Matemática e física: as mais difíceis para os estudantes

De acordo com o site Seu Professor, que oferece serviços de reforço para estudantes, as duas disciplinas em que os alunos mais sentem dificuldades são matemática e física.   A constatação foi tomada a partir de uma pesquisa realizada no próprio site e o resultado apontou que as duas matérias correspondem a 60% das dúvidas dos alunos do ensino fundamental e médio. Ciências, português, história e geografia vêm em seguida na lista das matérias que dão nó na cabeça dos estudantes.

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Governo de SP promete lousas digitais em todas as escolas da rede estadual

As escolas estaduais de São Paulo vão contar com lousas digitais em todas as salas. De acordo com o secretário de Educação Herman Voorwald, o governo vai lançar nos próximos dias uma parceria público-privada de R$ 5,5 bilhões para dez anos. A distribuição de tablets também está prevista.   Segundo Voorwald, uma das propostas é ter, nas salas de aula, carrinhos em que os tablets estejam disponíveis para os alunos – que poderão usá-los e, depois, guardá-los.   A iniciativa da pasta foi anunciada poucas semanas depois de o Ministério da Educação (MEC) afirmar que, até o fim deste ano, todos os professores de ensino médio das escolas públicas do País terão tablets.   O pacote de ações da Secretaria Estadual de Educação inclui a reforma das escolas, capacitando-as para a instalação dos equipamentos; a adequação do currículo aos aparelhos e, principalmente, a formação dos professores para lidar com as novas tecnologias. “É um conjunto de ações em que os instrumentos em si não são o mais caro”, afirma o secretário. “A formação dos professores é o ponto mais forte dessa proposta.”   A ideia da secretaria é que as lousas e os tablets possibilitem uma maior interação durante o

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Ministro reafirma importância do conselho para a educação

Em seu primeiro encontro com o plenário do Conselho Nacional de Educação (CNE), o ministro Aloizio Mercadante ressaltou a importância do órgão na construção das políticas públicas educacionais brasileiras.   O ministro afirmou que a relação entre CNE e Ministério da Educação precisa ser franca e direta e pediu que o conselho ajude na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE).   Em sua apresentação, Mercadante falou do papel do CNE no aperfeiçoamento do regime de cooperação dos entes federativos. Para o ministro, as competências da União, estados, Distrito Federal e municípios dependem de uma melhor sistematização.   Para Mercadante, o Brasil precisa avançar no que se refere ao direito à aprendizagem. “É impensável que uma criança de seis a oito anos saia do primeiro ciclo sem saber ler e escrever. Sem aprender as primeiras contas. Isso é um direito essencial”, disse o ministro.   Mercadante defendeu a ampliação dos programas de valorização dos profissionais da educação com investimentos na formação inicial e continuada dos professores e a expansão do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).   Programas de alfabetização na idade certa, o programa Ciência sem Fronteiras, que oferece bolsas de estudos no exterior, e o

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Um brasileiro na Unesco

Criador do Agentes de Leitura, uma das mais bem-sucedidas ações de formação de leitores do MinC, Fabiano dos Santos Piúba deixa a Diretoria de Livro, Leitura e Literatura.   Assume a subdireção de Leitura, Escrita e Bibliotecas do Cerlalc, tornando-se o primeiro brasileiro numa direção do órgão da Unesco para fomento à leitura na América Latina, conforme notícia do Painel das Letras.   https://acesso.uol.com.br/login.html?dest=CONTENT&url=http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/25103%2dpainel%2ddas%2dletras.shtml&COD_PRODUTO=7  

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Acesso à educação é o desafio

Passados 18 dias desde que assumiu o terceiro maior orçamento da Esplanada, Aloizio Mercadante estabeleceu as principais metas para sua gestão à frente do Ministério da Educação (MEC): a ênfase nos programas de alfabetização para crianças de até 8 anos e a implementação de escolas em tempo integral.   Em entrevista ao Correio, Mercadante avalia que ampliar o acesso e a qualidade da educação consiste no maior desafio estruturural do Brasil atualmente. Para sanar os gargalos do setor, ele defende que parte dos royalties do pré-sal sejam investidos na área. Mas o grande teste de fogo que o novo ministro terá este ano é a aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Com graves problemas que geraram dor de cabeça ao antecessor Fernando Haddad nos últimos três anos, o Enem de 2012 está marcado para o início de novembro. Até lá, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do MEC responsável pela prova, terá que finalizar os trabalhos de ampliação das questões do banco de dados do exame, bem como aprimorar os critérios de correção das redações e disponibilizar os espelhos a todos os candidatos.   O desafio também será grande para o novo

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