MEC anuncia avaliação nacional da alfabetização

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na tarde da ultima        segunda-feira, 19, a criação de uma prova nacional para medir o grau de alfabetização de crianças de 7 e de 8 anos.   O exame, que será aplicado para todos os estudantes a partir do ano que vem, será uma ampliação da Provinha Brasil, que avalia o estágio de alfabetização e de conhecimentos básicos de matemática de estudantes do 2º ano do ensino fundamental.   “A Provinha Brasil é amostral. Nós faremos um exame nacional para ver a qualidade do letramento”, disse Mercadante, que participou de um debate promovido pelo Lide, Grupo de Líderes Empresariais, na zona sul de São Paulo. No evento, o ministro disse que a garantia de alfabetização na idade correta, até 8 anos, é a grande prioridade da sua gestão. “O exame será para todas as crianças. Tem custo? Tem. Mas é muito menor que o da ignorância.”   Mercadante quer usar o desempenho dos estudantes no exame de alfabetização no Escola Sem Fronteiras, programa que vai oferecer bolsas de estudo em colégios privados de referência, como o Pedro II, do Rio, para professores cujos alunos de destacaram na avaliação.   O outro indicador para selecionar

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Ministro desafia empresários a contribuir para a educação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, fez um desafio aos empresários brasileiros: “O Brasil consolidou a democracia e a economia, mas não seremos um país desenvolvido enquanto não respondermos a questão do atraso na educação.”   Mercadante participou de almoço-debate com a presença de mais de 290 empresários, reunidos no Fórum Lide, promovido em São Paulo pelo Grupo de Líderes Empresariais Lide, uma das mais importantes entidades desse setor no Brasil.   O ministro provocou os empresários da construção civil para que se empenhem na modernização dos métodos de construção e criem novas soluções de engenharia para a multiplicação de creches e pré-escolas.   “O governo federal tem pressa, os prefeitos estão demorando de dois a dois anos e meio para construir uma creche, mesmo com o MEC liberando os recursos prontamente. Precisamos de soluções mais criativas e inovadoras. Queremos construir mais dezesseis mil creches com urgência.”   Mercadante também falou aos empresários que os níveis de qualidade da educação pública ainda são muito baixos, mesmo que o Brasil tenha sido um dos países com melhor índice de melhora de sua posição no Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) na última década. “Para reagir, precisamos alfabetizar as crianças até

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No governo Dilma, educação é questão de Estado, diz Mercadante

Nesta semana o ministro Aloizio Mercadante completa dois meses à frente do MEC. Mas já tem não só uma visão global dos desafios que precisará enfrentar, dos equívocos administrativos que urge remodelar, das correções de rumo em programas que têm sérios problemas de execução, como já visitou, por todo o Brasil, obras e realizações da sua área.   O projeto do governo Dilma supõe a educação como uma questão de Estado, à qual serão dados instrumentos e condições para promover o crescimento do país, é como define o ministro.   Nele, destacam-se programas como o Ciência Sem Fronteiras, de bolsas para estudantes brasileiros em instituições estrangeiras, que está sendo agora ampliado. São também instrumentos de qualificação iniciativas como o aperfeiçoamento do exame de avaliação Enem e a fixação do piso salarial do magistério.   Sobre o piso, apesar dos protestos de governadores e prefeitos que acreditam não ter como pagar o piso de R$ 1.451 sem ultrapassar o limite de gastos com pessoal da lei de responsabilidade fiscal, o ministro diz que o professor não pode ser punido pela falta de reformas da previdência nos Estados, e que o piso tem que continuar crescendo. Estuda uma política de reajuste automático,

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Concurso para conservação do acervo desperta boas ideias

Com desenho de um sol estilizado, o aluno Vitor Hugo Oliveira de Araújo, do Colégio Municipal Neusa Goulart Brizola, foi selecionado no concurso artístico para mascote da campanha educativa de conservação do livro didático, em Macaé (RJ). Com essa campanha, a Secretaria Municipal de Educação de Macaé foi a vencedora na categoria secretarias do concurso Ações Inovadoras, promovido pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   Os vencedores do concurso em todas as categorias apresentaram as ações inovadoras no 13º Encontro Técnico Nacional dos Programas do Livro, que terminou nesta sexta-feira, 16, em Curitiba.   A coordenadora do Programa do Livro da Secretaria de Macaé, Rose Tomaz, explicou que a campanha envolveu ações como concurso de slogan, de boas práticas do professor, curso de gestão do livro didático para professores, entre outras.   Na categoria escolas, a vencedora no âmbito nacional foi a Escola Estadual Geraldo Melo dos Santos, localizada no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió, com o projeto Encadernação.   O projeto é realizado no primeiro dia de aula em formato de uma gincana, com oficinas de encadernação; apresentação da peça teatral Livro, sem você não vivo, encenada pelo grupo de teatro da escola; mensagens elaboradas por

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Dilma anuncia programa que visa melhorar ensino no campo

A presidente Dilma Rousseff deve anunciar na próxima terça-feira, 20, o Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) para impulsionar a qualidade da educação rural.   O programa prevê construção e reforma de escolas, qualificação de professores e a criação de grades curriculares e disciplinas específicas, adaptadas à realidade dos estudantes que vivem na zona rural. As escolas localizadas em áreas rurais respondem por 12% das matrículas de educação básica no país.   Os indicadores educacionais do campo são bastante inferiores aos verificados nas áreas urbanas. Enquanto a taxa de analfabetismo no país – na população com mais de 15 anos – é 9,6%, na zona rural o índice sobe para 23,2%. Apenas 15% dos jovens de 15 a 17 anos do campo estão no ensino médio e só 6% das crianças até 3 anos têm acesso à creche. Entre as ações previstas está a produção de material didático específico para as escolas rurais, que abordem os temas da realidade do campo. Até este ano, os estudantes recebiam os mesmos livros que eram enviados ao restante do país.   O programa também prevê a construção de novas escolas, cursos de formação continuada para professores e melhoria na infraestrutura das unidades –

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Campanha pelo Direito à Educação quer União negociando pagamento do piso do professor

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação divulgou um “posicionamento público” em defesa da Lei do Piso, que estabelece o mínimo que um professor deve ganhar no Brasil.   De acordo com a nota, levada a público na ultima quinta-feira (15), o governo federal deve liderar “a constituição da mesa de negociação para viabilizar o cumprimento integral da Lei do Piso em todo o país”. “Após anunciar sua intenção em estabelecer prontamente esta Mesa de Negociação no encerramento da Conae (Conferência Nacional de Educação), ocorrido em 1º. de abril de 2010, nada mais foi feito pelo poder Executivo federal”, afirma a Campanha, em nota assinada também pela Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação), pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) e pelo MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), entre outras entidades. No texto, a Campanha também pede que os governos dos Estados, do Distrito Federal e dos municípios “o esforço possível para o cumprimento integral da Lei do Piso” –em especial, no tocante à “vinculação de, no mínimo, 25% da receita resultante de impostos […] na educação”.   Leia a íntegra da nota:   “Em defesa da Lei do Piso – O piso salarial dos professores,

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Ensino fundamental de escolas rurais terá obras diferenciadas

Alunos das séries iniciais do ensino fundamental de escolas rurais vão receber, em 2013, livros didáticos diferenciados para melhor atender a realidade das salas de aula no campo.   As editoras interessadas podem se cadastrar e pré-inscrever suas coleções até o dia 30 de março, de acordo com os termos do edital publicado na página do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na internet.   Serão 12,4 milhões de livros didáticos para 3 milhões de alunos, em 73 mil escolas rurais. A compra e a distribuição das obras estão orçadas em R$ 87 milhões. Os livros, em edições multisseriadas, seriadas ou multidisciplinares, poderão ser escolhidos pelos professores de acordo com a realidade da escola.   Serão aceitas para participar do processo de avaliação coleções didáticas consumíveis (que não precisam ser devolvidos no final do ano letivo) de alfabetização matemática, letramento e alfabetização (primeiro ao terceiro ano), língua portuguesa, matemática, ciências, história e geografia (quarto e quinto anos).   O Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) específico para o campo, que atenderá pela primeira vez às escolas rurais, será um dos temas do 13º Encontro Técnico dos Programas do Livro Didático, de 13 a 16 de março, em Curitiba.  

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Para garantir piso salarial nacional, professores param em 25 Estados

A paralisação nacional dos professores atingiu o Distrito Federal e todos os Estados do país, exceto o Espírito Santo, de acordo com a CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação), que convocou o ato.   A confederação não soube estimar o número de professores que cruzaram os braços ontem. A paralisação deve durar até amanhã, 16, alguns Estados e municípios, porém, podem estender a greve.   A intenção é garantir o cumprimento do piso salarial nacional, instituído por lei aprovada em 2008, e fixado atualmente em R$ 1.451.   Mas alguns governos alegam que não têm condições de pôr em prática a medida -o valor foi reajustado em 22,22%, com base no valor gasto por aluno no Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).   Acesso à íntegra  

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Mercadante quer debater com deputados meta de investimento em educação

Em reunião hoje, 15, na Câmara, o ministro da Educação defendeu a aprovação do Plano Nacional de Educação ainda neste semestre, antes do recesso parlamentar e das eleições municipais.   O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse que marcará uma reunião na Câmara com o objetivo de debater com os deputados as metas de financiamento da educação previstas no Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), em análise na Casa. Esse é o ponto mais polêmico da proposta, que tramita no Congresso desde dezembro de 2010. Hoje, União, estados e municípios aplicam, juntos, 5% do Produto Interno Bruto (PIB) na área.   O governo havia sugerido o aumento desse índice para 7% em uma década, mas entidades da sociedade civil pedem pelo menos 10%. A promessa do debate foi feita durante encontro realizado hoje entre o ministro, a Comissão de Educação e Cultura e a comissão especial que analisa o PNE. Ainda não há data prevista para o novo encontro. Na reunião de hoje, Mercadante também anunciou novas regras para o Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), com o objetivo de reduzir fraudes.   Relatórios – Em seu primeiro substitutivo ao PNE, apresentado em dezembro de 2011, o relator

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