Curadores da Bienal de São Paulo são escolhidos

Os curadores da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, que este ano acontece entre os dias 9 e 19 de agosto, estão definidos. São eles o diretor-executivo do Museu da Língua Portuguesa, Antonio Carlos Sartini, e os jornalistas Paulo Markun e Zeca Camargo.   De acordo com a Câmara Brasileira do Livro (CBL), que organiza o evento, a escolha desses nomes reflete “o desejo de que a Bienal fale para uma gama variada de leitores”. “De perfis distintos, mas todos com profundo conhecimento cultural, os três curadores têm, cada um a sua maneira, uma boa sintonia com os diferentes públicos que terão acesso ao evento”, afirma a entidade. Os três profissionais vão definir o conteúdo da Bienal da capital paulista, o maior evento do livro do país que, na sua edição de 2010, atraiu 740 mil pessoas. Os trabalhos para definir os conceitos que nortearão a feira já começaram, segundo a CBL.  Os curadores: Antônio Carlos de Morais Sartini Formado em direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC), é o diretor do Museu da Língua Portuguesa desde a sua inauguração, em março de 2006, e atuou na Secretaria de Estado da Cultura, onde foi responsável pela implantação das ações

Ler mais

Para pesquisador, investimento em educação deve ser 10,7% do PIB

O professor da Universidade de São Paulo (USP), José Marcelino Rezende Pintor, afirmou que para cumprir efetivamente as metas do Plano Nacional de Educação (PNE), o investimento do PIB no setor deve chegar a 10,7% em 2020. Ele participou de reunião da comissão especial da Câmara dos Deputados que discutiu a proposta na ultima terça-feira, 20. Segundo o professor, o Ministério da Educação “errou” ao fazer as contas e apontar o investimento necessário de 7% do PIB para alcançar os indicadores apontados no PNE. De acordo com Marcelino, esse percentual corresponderia à necessidade de investimento apenas para 2012. “Além disso, a comissão sequer foi municiada com planilhas para entender as contas.” Integrante do Conselho do Movimento Todos pela Educação, Mozart Neves Ramos sugeriu que os parlamentares peçam as contas feitas pelo Executivo para chegar à conclusão de que 7% do PIB são suficientes para financiar a educação até 2020. Ele ressaltou que é preciso um grande investimento para atingir uma equidade mínima entre as escolas, que é proposta pelo Custo Aluno Qualidade (CAQ). Ramos destacou que o País colocou como meta do Ideb a nota 6 (que era o desempenho da Comunidade Europeia em 2005), mas aplica apenas cerca de 1/3

Ler mais

Aplicar 7,5% do PIB é suficiente para revolucionar ensino, afirma relator

O relator do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10), deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), reafirmou que está convencido de que aplicar 7,5% do PIB na educação é suficiente para fazer uma revolução no setor. Segundo o parlamentar, não há grande diferença entre os valores indicados pelo Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi) e a proposta do Executivo, exceto para a creches.   “É preciso fazer escolhas e os deputados podem, na comissão especial, decidir em sentido contrário”, disse.   Vanhoni declarou que, para definir os investimentos do PNE, foram usados dados do Fundeb que, na avaliação dele, é o parâmetro usado e divulgado por prefeituras, Estados e União. Segundo ele, a ideia é que o Custo Aluno Qualidade (CAQ) seja usado como parâmetro para mensurar a aplicação de recursos. “Mas não somos nós quem vamos decidir esses valores. Isso será feito com base em estudos do próprio MEC”, comentou.  

Ler mais

Deputados querem discutir PNE com ministro da Fazenda

O deputado Arthur Bruno (PT-CE) propôs que o relatório do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) só seja votado na comissão especial que analisa a proposta após a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Precisamos discutir os números [do projeto] com ele. Investir 7,5% do PIB em ensino é um avanço, mas precisamos ouvir o ministro”, afirmou.   O requerimento também foi assinado pelo deputado Izalci (PR-DF). O deputado Paulo Rubem Santiago (PDT-PE), por sua vez, reforçou o pedido para que o ministro da Fazenda seja envolvido na discussão e afirmou que outras áreas, principalmente as ligadas ao setor financeiro, são privilegiadas no Plano Nacional de Educação.   “Não há restrição fiscal para destinar os 10% do PIB para a educação. O relatório simplesmente enquadra a proposta que veio do Palácio do Planalto”, disse.   A deputada Fátima Bezerra (PT-RN) também destacou a necessidade de envolver o ministro da Fazenda, “que tem a chave do cofre”, no debate. “Podemos criar um grupo para examinar esse assunto, mesmo que seja no ministério. O local não importa”, defendeu. 

Ler mais

MEC anuncia avaliação nacional da alfabetização

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na tarde da ultima segunda-feira, 19,  a criação de uma prova nacional para medir o grau de alfabetização de crianças de 7 e de 8 anos. O exame, que será aplicado para todos os estudantes a partir do ano que vem, será uma ampliação da Provinha Brasil, que avalia o estágio de alfabetização e de conhecimentos básicos de matemática de estudantes do 2º ano do ensino fundamental.   “A Provinha Brasil é amostral. Nós faremos um exame nacional para ver a qualidade do letramento”, disse Mercadante, que participou de um debate promovido pelo Lide, Grupo de Líderes Empresariais, na zona sul de São Paulo. No evento, o ministro disse que a garantia de alfabetização na idade correta, até 8 anos, é a grande prioridade da sua gestão. “O exame será para todas as crianças. Tem custo? Tem. Mas é muito menor que o da ignorância.”   Mercadante quer usar o desempenho dos estudantes no exame de alfabetização no Escola Sem Fronteiras, programa que vai oferecer bolsas de estudo em colégios privados de referência, como o Pedro II, do Rio, para professores cujos alunos de destacaram na avaliação. O outro indicador para selecionar professores do

Ler mais

Ministro anuncia programa para qualificar professores

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou a criação de um programa específico para qualificar professores. O projeto Escola sem Fronteiras levará professores de todo o país para conhecer o trabalho desenvolvido em instituições de ensino de excelência, no Brasil e no Exterior.   Oprograma foi apresentado na ultima segunda-feira, 19, pela manhã, durante o evento de abertura da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro, em São Paulo. De acordo com o ministro da Educação, o investimento nos professores é fundamental para a qualificação da Educação brasileira.   – Se estamos mandando nossos estudantes para as melhores universidades do mundo, por que não fazer o mesmo com os professores – argumentou Mercadante, referindo-se ao programa Ciência sem Fronteiras, também do governo federal, que distribui bolsas de estudo para universitários brasileiros.   Conforme o ministro, neste novo projeto, os professores vão receber bolsas de estudo para conhecer de perto a realidade e o funcionamento de Escolas de alto padrão. Eles poderiam ser selecionados pela nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) ou pelo desempenho em alfabetização, sugeriu o ministro.   Olimpíada mobiliza milhões de estudantes no Brasil   A Olimpíada de Língua Portuguesa, parceria entre a Fundação Itaú

Ler mais

Mercadante aponta três desafios para a educação

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na ultima segunda-feira, 19, que o Brasil é a sétima economia do mundo e caminha para ser a quinta. Segundo ele, no entanto, o País não terá reconhecimento internacional enquanto não resolver a questão da Educação, afirmou, durante almoço- debate com 270 empresários associados ao Lide Grupo de Líderes Empresariais, presidido por João Doria Jr., em São Paulo. O ministro ressaltou que o Brasil possui um atraso profundo na área de Educação e que é possível aprender com iniciativas internacionais.   Mercadante apontou três grandes desafios na área: préescola, alfabetização na idade certa e a Educação no campo. Segundo o ministro, é preciso acelerar a construção de creches, lembrando que o índice de crianças nas creches subiu de 9,4%, em 2000 para apenas 21,6% em 2010.   Na pré-escola, o índice passou De 51,4% (2000) para 80,1% no ano passado. Ainda no tema de alfabetização, Mercadante afirmou que no Norte e Nordeste apenas entre um terço e um quarto das crianças são alfabetizadas na idade certa. É preciso um esforço do Brasil neste sentido e, por isso, na próxima semana, será lançado o programa alfabetização na Idade Certa e, assim, melhorar tais índices,

Ler mais

Último ano para a velha escrita

A partir de 1.º de janeiro de 2013, quem escrever “idéia”, “vôo” ou “mini-saia” estará oficialmente cometendo um erro de ortografia. No Brasil, o prazo de adaptação às novas regras trazidas pelo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa acaba neste ano e, embora apenas 0,5% do vocabulário usado pelos brasileiros tenha sido afetado, as mudanças ainda não foram completamente assimiladas por estudantes e professores.   O documento foi assinado em 1990 por Brasil, Portugal, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Mo­­çambique e São Tomé e Prín­cipe, com adesão de Timor-Leste em 2004. Modificações posteriores e a falta de consenso entre os países adiaram a promulgação definitiva das mudanças em 17 anos. Quando a última versão do acordo foi finalmente aprovada, em 2008, o governo brasileiro estabeleceu o período de quatro anos para que a sociedade se habituasse à nova ortografia e todos os livros didáticos da rede pública de ensino fossem atualizados.   Escolas de todo o país trabalham as mudanças ortográficas desde a promulgação, mas a falta do hábito de consultar dicionários e outras  fontes gramaticais parece ser uma das causas do pouco domínio das novas regras.   “A maior dificuldade dos meus alunos está no uso do hífen. Isso só se

Ler mais

Plano qualifica a educação no campo para 6,2 milhões de alunos e 342 mil professores

Municípios, estados e Distrito Federal terão apoio técnico e financeiro do governo federal para implementação da política de educação do campo, atendendo escolas rurais e quilombolas.   O Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo) lançado na ultima terça-feira, 20, tem metas a serem cumpridas até 2014 e está dividido em quatro eixos: Gestão e Práticas Pedagógicas; Formação de Professores; Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional e Tecnológica; e Infraestrutura Física e Tecnológica.   O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, reafirmou a necessidade dos investimentos e ações previstas no Pronacampo. “Temos uma dívida história com a população no campo. Somos há 10 anos o país que mais exporta alimentos, são quase 95 bilhões de dólares. O campo é o grande responsável pelo superávit e é um equívoco não dar prioridade à educação”, disse o ministro.   Entre as metas, no eixo Gestão e Práticas Pedagógicas, a ação Saberes da Terra vai atender mais de 3 milhões de estudantes com material didático relacionado à realidade do campo. Esta iniciativa é parte do Programa Nacional do Livro Didático e vai distribuir 12,4 milhões de livros didáticos, em 73 mil escolas rurais.   A compra e a distribuição das obras estão orçadas

Ler mais
Menu de acessibilidade