Desafio e o negócio de formar leitores

Enquanto o Fundo Nacional da Educação (FNDE) se encarrega de entregar para as bibliotecas de 148 mil escolas públicas os mais de 10 milhões de livros paradidáticos que o MEC comprou em 2011, uma verdadeira operação de guerra que envolve um grande depósito em Brasília, os Correios e os mais diversos meios de transporte, editoras brasileiras estão de dedos cruzados na esperança de terem ao menos um título selecionado na edição de 2013 do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O período de inscrição das obras, exclusivamente literárias, foi encerrado este mês e o resultado deve sair em setembro.   A apreensão é justificada. A escolha de um único título, se tomado como exemplo o programa deste ano, pode representar um contrato de venda de 55.744 exemplares e um cheque de R$ 790.420,56, como foi o caso da Cortez, a editora que conseguiu o 2.º valor mais alto por um livro no PNBE 2012, mas que acabou ganhando na quantidade. Na negociação, cada volume de Histórias de Quem Conta História, antologia de contos organizada por Lenice Gomes e Fabiano Moraes e ilustrada por Ciça Fittipaldi, saiu por R$ 13,80. O preço nas livrarias é R$ 39. O contrato incluiu a

Ler mais

Governo deve rever planos de incentivo à leitura, diz representante do MEC

Os resultados de uma pesquisa sobre hábitos de leitura no Brasil repercutiram junto ao governo federal. Durante audiência pública sobre o assunto, na ultima quinta-feira (29), na Comissão de Educação e Cultura da Câmara, a representante do Ministério da Educação, Suelly Teixeira Mello, disse que as ações desenvolvidas em parceria com o ministério da Cultura precisam ser revistas.   “O Ministério da Educação tem muito interesse em fazer um novo encontro com o Instituto Pró-Livro, com o Ministério da Cultura, para que a gente redefina e qualifique um pouco mais as ações, juntamente com o Legislativo”, afirmou. De acordo com a representante, os professores têm sido o “ator social” que mais indica os livros. Ainda assim, as escolas não estariam cumprindo seu papel de produzir leitores para a vida inteira.   A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Ibope para o Instituto Pró-Livro, mostrou que metade da população brasileira assume que não lê. Enquanto a outra metade, os que se declaram leitores, leem em média dois livros inteiros por ano e parte de outros dois – e já entram nessa soma os livros usados em sala de aula. Esse número, aliás, foi um pouco pior que aquele encontrado em

Ler mais

Secretaria Estadual da Educação recua e mantém recuperação extraclasse

A Secretaria Estadual de Educação voltou atrás e anunciou na ultima quarta-feira, 28, que o modelo de recuperação fora do período regular de aula, para alunos com dificuldades de aprendizagem, não será extinto – ao contrário do que previa novo modelo de apoio escolar divulgado em janeiro. O recuo se deu após declaração do governador Geraldo Alckmin (PSDB), no final de semana, de que o modelo anterior não seria abandonado.  Segundo a secretaria, esse reforço seguirá concomitantemente com o novo projeto – revelado pelo Estado no dia 13 de janeiro -, que prevê duas opções: recuperação contínua, com atuação de um segundo professor em algumas classes, e a intensiva, com a criação de classes menores em algumas séries do ensino fundamental. A informação da secretaria era de que a nova resolução substituiria a recuperação no contraturno – conforme publicado pela reportagem, sem que houvesse contestações da pasta. O secretário de Educação, Herman Voorwald, negou nesta quarta ter sido submetido a pressão política. Ele defende que nunca houve a intenção da substituição completa do modelo, apesar de o texto da resolução atual não prever aulas no contraturno como mecanismo de apoio escolar. Esse sistema de aulas, segundo Voorwald, será melhorado. Desde

Ler mais

Novas tecnologias não anulam a importância das bibliotecas físicas

A biblioteca Google cumpre um papel significativo ao escanear e divulgar as obras raras. Mas as novas tecnologias não anulam a importância e o papel das bibliotecas físicas, enquanto centros não apenas de conservação, mas também de difusão da leitura”, defende Nelson Schapochnik, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em história da leitura durante palestra no Sesc Belenzinho, em São Paulo, na última quinta (22/3).   Ipad, celular, netbook, note, kindle, papel-jornal, revistas, poemas em cds e até livros. Conservar os conteúdos feitos para diferentes suportes de comunicação traz desafios inéditos a respeito da manutenção de coleções no presente e no futuro. “As bibliotecas vão se tornar cada vez mais um lugar de estudos e menos um lugar de leitura pelo mero prazer”, pondera Schapochnik. Um dos aspectos ressaltados por ele são as novas formas de exclusão social que surgem mesmo com o advento das mídias digitais. “Existem os Pontos de Cultura, que facilitam o acesso ao acervo digital. Mas quem é que lê Ulisses, do James Joyce, na tela de um computador? O romance narra 24 horas na vida de uma pessoa, mas são 800 páginas, afinal”.    Em sua palestra, Schapochnik

Ler mais

MPF quer permitir crianças com menos de 6 anos no ensino fundamental

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) protocolou ação, na ultima segunda-feira, (26), na Justiça Federal para permitir que crianças com menos de 6 anos possam ser matriculadas no ensino fundamental. Atualmente, uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) define que, para ser matriculado no ensino fundamental, o aluno precisa completar 6 anos até 31 de março.   No estado de São Paulo, uma deliberação do Conselho Estadual de Educação estipula o dia 30 de junho como data limite. A ação, que inclui pedido de liminar, quer que a União e o estado de São Paulo  reavaliem os critérios de acesso dos alunos ao ensino fundamental. Para o procurador Jefferson Aparecido Dias, o critério da idade “retém o aprendizado infantil e acorrenta o desenvolvimento de crianças aptas a acompanhar a educação escolar”. Ele defende que a restrição é ilegal e incostituicional.   Pelas regras do CNE, a criança que não completou 6 anos em 31 de março deveria ser matriculada na pré-escola. No ano passado, ações semelhantes foram ajuizadas pelo Ministério Público em outros estados. Em Pernambuco, a Justiça Federal acatou o pedido do MPF. O  objetivo da resolução do CNE, aprovada em 2010, é organizar o ingresso dos

Ler mais

Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca, diz estudo

Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada nesta quarta-feira em Brasília. Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência  mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem.   “O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar.”   O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde desta terça-feira, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. “A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas.” E Soares não está sozinho.   Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca – apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela. Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o

Ler mais

Procuradoria propõe ação para permitir alunos menores no 1º ano

O Ministério Público Federal em São Paulo entrou com ação na Justiça pedindo para que alunos do Estado possam entrar no ensino fundamental antes de completar os seis anos de idade. Atualmente, uma deliberação do Conselho Estadual da Educação exige que a criança complete seis anos até o dia 30 de junho para que sua matrícula seja aceita na primeira série do ensino fundamental.     Outra resolução, do Conselho Nacional de Educação, recomenda a data de  31 de março –São Paulo não seguiu. “A idade como critério absoluto para o acesso ao ensino no país retém o aprendizado infantil e acorrenta o desenvolvimento decrianças aptas a acompanhar a educação escolar”, avalia o procurador Jefferson Aparecido Dias, autor da ação. Dias pediu que uma liminar (decisão provisória) garanta imediatamente o ingresso dos alunos, já que o ano letivo na rede estadual começou em fevereiro. Nos estados da Bahia e  Pernambuco, decisões liminares da Justiça Federal já garantem a matrícula de crianças com menos de seis anos. Desde o ano passado, pais paulistas têm recorrido à Justiça individualmente para conseguir matricular no primeiro ano filhos que completarão seis anos depois de 30 de junho.

Ler mais

Estados discutem como implantar orientações

O Estado conversou com 17 redes estaduais para saber como elas estão se adaptando às diretrizes propostas pelo MEC para o ensino médio. De acordo com a legislação, são os Estados os responsáveis por oferecer essa etapa da educação básica na rede pública.   Na prática, cada escola tem autonomia para elaborar seu projeto político pedagógico e sua proposta pedagógica curricular, seguindo normas e disciplinas obrigatórias dispostas na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e se orientando pelas diretrizes. Alguns Estados afirmam que as quatro dimensões dispostas nas novas diretrizes estão contempladas em seus referenciais curriculares.   O Ceará, por exemplo, implantou uma das propostas das diretrizes. Neste ano, cem escolas de ensino médio noturno dividiram as disciplinas em dois blocos desenvolvidos simultaneamente em turmas distintas a cada semestre. Dessa forma, matrícula e reingresso de estudantes podem  ser realizados em qualquer início de semestre. No entanto, a rede admite a dificuldade de reorganizar o currículo mantendo as 13 disciplinas obrigatórias.   Minas Gerais está reestruturando sua grade após a proposta de as escolas enfatizarem áreas do vestibular (Humanas, Exatas ou Biológicas) ter enfrentado problemas – por exemplo, o aluno escolher uma área não oferecida pelas escolas da região. Agora, entre

Ler mais

iOS Books, de livros piratas, encerra atividades

O site http://www.iosbooks.com.br/, considerado um dos maiores de livros piratas no país, saiu do ar no último fim de semana. A desativação do endereço ocorreu depois que a Justiça de São Paulo determinou que o site retirasse os links para downloads ilegais de livros num prazo de 24 horas, sob pena de multa diária de R$ 10 mil por link disponibilizado.   A ação foi movida pela Associação Brasileira de Direitos Reprográficos contra a pessoa de Allef Rodrigo Schmidt. Na página do Facebook, o iOS Books comunicou o encerramento das atividades e agradeceu seus visitantes que, segundo o próprio site, somaram nada menos do que 7,3 milhões durante o período em que o endereço funcionou. Segundo o blog Revolução eBook, o iOS permitia download de mais de mil obras e ainda a compra coletiva de livros impressos, que depois eram digitalizados e compartilhados entre os usuários. Vale a pena ler a cobertura que o Revolução fez sobre o assunto, incluindo uma matéria com os sites de download. 57886

Ler mais
Menu de acessibilidade