Desafio e o negócio de formar leitores
Enquanto o Fundo Nacional da Educação (FNDE) se encarrega de entregar para as bibliotecas de 148 mil escolas públicas os mais de 10 milhões de livros paradidáticos que o MEC comprou em 2011, uma verdadeira operação de guerra que envolve um grande depósito em Brasília, os Correios e os mais diversos meios de transporte, editoras brasileiras estão de dedos cruzados na esperança de terem ao menos um título selecionado na edição de 2013 do Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE). O período de inscrição das obras, exclusivamente literárias, foi encerrado este mês e o resultado deve sair em setembro. A apreensão é justificada. A escolha de um único título, se tomado como exemplo o programa deste ano, pode representar um contrato de venda de 55.744 exemplares e um cheque de R$ 790.420,56, como foi o caso da Cortez, a editora que conseguiu o 2.º valor mais alto por um livro no PNBE 2012, mas que acabou ganhando na quantidade. Na negociação, cada volume de Histórias de Quem Conta História, antologia de contos organizada por Lenice Gomes e Fabiano Moraes e ilustrada por Ciça Fittipaldi, saiu por R$ 13,80. O preço nas livrarias é R$ 39. O contrato incluiu a