Anafalbetismo em AL é Dramático, diz Ministro

O ministro da Educação, Aloízio Mercadante, comentou as ações para melhoria do índice de analfabetismo que afeta 35% da população infantil em Alagoas.   Durante sua palestra no seminário “O Brasil que nós queremos”, na programação do 11º Fórum Empresarial de Comandatuba, ele havia se referido ao índice de analfabetismo de crianças alagoanas de até 8 anos de idade como um “caso dramático”.Mercadante sugeriu que um terço dos recursos obtidos com a exploração de petróleo da camada do pré-sal fosse revertido para financiar ações na área da Educação. “Quando a gente vai para o Nordeste, a média é de 28% das crianças não alfabetizadas até os oito anos de idade. Alagoas é 35%. É o caso dramático. Se não alfabetizamos até os oito anos, toda a vida futura está comprometida.    Provavelmente abandonarão a Escola no ensino médio. A prioridade do nosso governo é alfabetizar estas crianças. É possível reverter este quadro, formando melhores professores e tendo gestão de ensino e acompanhamento de indicadores”, disse Mercadante, em sua palestra.  

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Feiras literárias têm expansão pelo Brasil

Nem só pelas vendas, nem só pelo prestígio intelectual. O cenário das feiras e festas literárias no Brasil vem tomando corpo e gerando impactos de longo prazo na cultura e na economia do livro.   Nesta semana, o Ministério da Cultura anunciou apoio de quase R$ 8 milhões a 67 dos 200 eventos que formarão o Circuito Nacional de Feiras do Livro em 2012. No ano passado, havia apenas 75 cadastrados. A política será gerida pela Fundação Biblioteca Nacional (FBN) e integra o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL), que investirá mais de R$ 373 milhões em 40 projetos até o fim do ano.   Dados da Fundação Pró-Livro apontam que 7 milhões de brasileiros compraram livros em feiras em 2011, movimentando R$ 100 milhões. Galeno Amorim, presidente da FBN, estima que os números possam crescer até 20% nos próximos 12 meses. “A oferta de editais para pequenas e médias cidades aumentou muito na última década, propiciando o avanço do setor”, diz.   As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, com baixos índices de leitura e maior dificuldade logística, concentrarão os R$ 2 milhões do projeto Caravana de Escritores, que subsidiará a visita de grandes nomes das letras. Segundo Karine

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Brasileiros vão gastar 13,5% a mais com educação em 2012

O brasileiro deverá gastar 13,5% a mais com educação em 2012 do que no ano anterior. É isso que revela um levantamento divulgado na ultima quinta-feira, 26,  pelo IBOPE Inteligência. De acordo com a pesquisa, o gasto total das famílias exclusivamente com mensalidades de escolas e universidades atingirá 49,5 bilhões de reais este ano, superando os 43,6 bilhões de reais no ano anterior. O gasto per capita passará de 267,68 reais para 303,92 reais. O IBOPE informa que em 2011 a base de dados da pesquisa sofreu alterações e, por essa razão, os resultados não podem ser comparados com anos anteriores. A classe B, ao todo, deverá gastar 28,87 bilhões de reais – ou 58,26% do total – com educação. A previsão de investimento em educação da classe A é de 10,68 bilhões de reais (21,5%). Os gastos da classe deverão atingir 9,25 bilhões de reais (18,67%). As classes D/E aparecem em último lugar, com 750 milhões de reais, ou apenas 1,53% do total. Em uma análise geográfica, o Sudeste onde se concentra a maior parte dos gastos dos brasileiros com educação: 56,85% . Em seguida, aparecem o Sul (15,32%), o Nordeste (14,86%), o Centro-Oeste (8,31%) e o Norte (4,66%). Com

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Pedido de visita adia votação do Plano de Educação em comissão especial da Câmara

O deputado Angelo Vanhoni (PT-PR) apresentou na ultima terça-feira, (24), a versão final do relatório do Plano Nacional de Educação (PNE), mas as discussões a respeito do texto ficaram para maio. Vários parlamentares que compõem a comissão especial fizeram um pedido de vista conjunto ao projeto que estabelece as 20 metas na área da educação que o país deverá atingir no prazo de dez anos. O objetivo do pedido é ganhar mais tempo para negociar com o governo um aumento na meta de investimento. Desde que o projeto de lei que cria o PNE chegou à Câmara dos Deputados, no fim de 2010, o financiamento tem sido o ponto mais polêmico. O governo propôs ampliar o investimento público em educação dos atuais 5% do Produto Interno Bruto (PIB) para 7%, no prazo de dez anos. O relatório apresentado por Vanhoni hoje manteve a meta de investimento já anunciada no ano passado, de 7,5% do PIB. Mas parlamentares e movimentos da sociedade civil cobram uma meta mais ousada, de 10% do PIB para a educação. Neste mês, os parlamentares da comissão se reuniram com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, para tentar aumentar os recursos previstos no plano, mas não houve

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Ministério da Cultura investe R$ 373 milhões no PNLL para aumentar índices de leitura

A Ministra da Cultura, Ana de Hollanda, anunciou na ultima segunda-feira (23/04), Dia Mundial do Livro e dos Direitos do Autor, investimentos de R$ 373 milhões do Ministério da Cultura no Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) em 2012.    As ações apresentadas contemplam os quatro eixos estratégicos do Plano, que ganhou a condição de ação de governo – e não mais apenas do MinC e do Ministério da Educação – em decreto assinado em fins de 2011 pela presidenta Dilma Rousseff. Ao todo, serão 42 projetos desenvolvidos em 2012 com o objetivo de promover o livro, a leitura, a literatura, as bibliotecas e a criação e a difusão da literatura brasileira. A coordenação será da Fundação Biblioteca Nacional (FBN). EIXOS ESTRATÉGICOS VALOR (EM R$)   1 – Democratização do Acesso 254.627.554,162 – Fomento à Leitura e a Formação de Mediadores 56.165.936,113 – Valorização Institucional da Leitura 8.000.000,004 – Fomento à Cadeia Criativa e à Cadeia Produtiva 54.907.059,00 TOTAL GERAL 373.700.549,27  Para 2012, o foco são os programas de construção e modernização de bibliotecas, que estão no topo da lista de recebimento de recursos públicos. O Ministério empregará nada menos que R$ 254 milhões em ações como a implantação de bibliotecas com telecentros nas Praças dos Esportes e da

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Justiça diz que aluno menor de 6 anos pode cursar 1º ano

Crianças com menos de seis anos de idade agora podem ser matriculadas no Ensino Fundamental em todo o país, desde que a escola constate que elas têm condições de cursar o 1º ano, segundo a Justiça.   A decisão liminar do juiz Cláudio Kitner, da 2ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, suspende resolução do CNE (Conselho Nacional de Educação) que recomendava a matrícula somente da criança que completasse seis anos até 31 de março do ano letivo a ser cursado.   O MEC (Ministério da Educação) informou ontem que analisa a decisão e que ainda não sabe se vai recorrer.   O magistrado acatou argumento do Ministério Público Federal, que considera a adoção da resolução uma “afronta ao princípio da isonomia”.   Kitner afirma que o estabelecimento da idade não se baseia em estudo científico e que crianças que não se incluem na faixa etária definida pelo CNE são obrigadas a repetir de ano.   Agora, cabe às escolas fazer uma avaliação pedagógica para permitir ou não o ingresso no Ensino Fundamental.   Acesso à íntegra    

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Estudantes podem estar trocando ensino regular pelo antigo supletivo, diz Inep

A EJA (Educação de Jovens e Adultos), o antigo “supletivo”, pode estar recebendo alunos do ensino regular. Essa é uma das hipóteses cogitadas pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) para explicar o fato de os estudantes nos anos iniciais desta modalidade terem idade maior que os das etapas finais.   A conclusão faz parte do Resumo Técnico do Censo Escolar 2011, divulgado pelo órgão. Segundo especialista ouvido pelo UOL Educação, alunos que desistiram da escola há pouco tempo podem estar voltando, mas, dessa vez, para a EJA.   Segundo o estudo, enquanto a idade média nos anos iniciais (o equivalente à primeira etapa do fundamental, do 1º ao 5º ano) da EJA tem subido, de 36 em 2007 para 38 no ano passado, nos anos finais (6º ao 9º ano) houve uma ligeira redução –de 26 anos em 2007 para 25 em 2011. No ensino médio, a idade média se manteve em 28 anos.    Para o Inep, os anos iniciais poderiam não estar “produzindo demanda” para os anos finais e para o ensino médio, o que demonstraria haver “fortes evidências” de que a EJA está recebendo alunos do ensino regular.   Reprovação e abandono Roberto Catelli,

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Mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra Censo Escolar 2011

Mais de um milhão de jovens estão “presos” no ensino fundamental, mostra o Censo Escolar 2011. Esses alunos têm mais de 14 anos e, por conta de reprovações ou outros fatores, não conseguem passar de ano e, consequentemente, ir para o ensino médio.   “No Brasil, você tem uma forte defasagem idade-série. Boa parte não conclui o ensino fundamental na idade correta. Uma das causas disso é a forte reprovação”, diz Tufi Machado Soares, professor da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora) e especialista em fluxo escolar. “Evidente que o sistema é falho. Se um aluno é reprovado, isso ocorre, pelo menos, porque ele não aprendeu o que deveria.”   Esse contingente – os mais de um milhão de estudantes empacados no fundamental – é a diferença entre a população com mais de 14 anos e o número de matriculados no ensino fundamental, que atende justamente o público entre 6 e 14. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), há 29.204.148 pessoas nesta faixa etária e 30.358.640 estudantes registrados entre o 1º e o 9º ano das escolas brasileiras.   O fato de o estudante não conseguir ser aprovado gera a chamada “distorção idade-série”. No 8º ano,

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Alunos “mais pobres” têm o pior desempenho em prova que avalia ensino fundamental público

O grupo de alunos com pior situação econômica teve os piores desempenhos em matemática e português na Prova Brasil de 2009, mostra um cruzamento de dados feito pela Fundação Lemann e fornecido ao UOL Educação. A prova é aplicada a alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental de escolas públicas e acontece a cada dois anos. Os dados de 2009 são os mais recentes disponíveis.   Segundo Francisco Soares, especialista em avaliações em educação e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), a proficiência do aluno reflete, ao mesmo tempo, todas as características dele, inclusive as socioeconômicas. Os alunos que têm melhores condições econômicas, diz, têm mais condições de se saírem melhor na escola.   “A proficiência do aluno reflete de forma muito próxima sua característica sociodemográfica. Isto [a diferença nos resultados] é uma prova de que a escola no Brasil não consegue cumprir sua função. Aprendem principalmente os alunos que já trazem de casa as condições adequadas para o aprendizado.”   Desempenho Em matemática, no 5º ano, enquanto oito em cada dez (80,83%) alunos do grupo “mais pobre” não atingiram o nível mínimo de aprendizado para a série em que estão, pouco mais de cinco em

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