Hábito de ler está além dos livros, diz um dos maiores especialistas em leitura do mundo

Um dos maiores especialistas em leitura do mundo, o francês Roger Chartier destaca que o hábito de ler está muito além dos livros impressos e defende que os governos têm papel importante na promoção de uma sociedade mais leitora.   O historiador esteve no Brasil para participar do 2º Colóquio Internacional de Estudos Linguísticos e Literários, realizado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Em entrevista à Agência Brasil, o professor e historiador avaliou que os meios digitais ampliam as possibilidades de leitura, mas ressaltou que parte da sociedade ainda está excluída dessa realidade. “O analfabetismo pode ser o radical, o funcional ou o digital”, disse.   Agência Brasil: Uma pesquisa divulgada recentemente indicou que o brasileiro lê em média quatro livros por ano (a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada pelo Instituto Pró-Livro em abril). Podemos considerar essa quantidade grande ou pequena em relação a outros países?   Roger Chartier: Em primeiro lugar, me parece que o ato de ler não se trata ne J/K8P5uT/Yuwwe ler livros. Essas pesquisas que peguntam às pessoas se elas leem livros estão sempre ignorando que a leitura é muito mais do que ler livros. Basta ver em todos os comportamentos da sociedade que

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Rio de Janeiro: rede municipal terá provas por computador

Os Alunos da rede municipal de Ensino do Rio começarão a experimentar, a partir do segundo semestre, um novo jeito de fazer provas. A Secretaria de Educação já está treinando cem Professores para preparar um banco com 80 mil questões voltadas para testes digitais, que serão aplicados aos Alunos em computadores portáteis já existentes na maioria das Escolas. O sistema será usado inicialmente nas avaliações bimestrais, que servem como base para o acompanhamento do desempenho das unidades.   – É algo que vai facilitar a vida do Professor, principalmente na questão da correção automática das provas, sem que ele perca o controle sobre o desempenho do Aluno, já que o sistema pode até produzir relatórios sobre a evolução dos estudantes – destaca a secretária municipal de Educação, Claudia Costin.   Os testes digitais não substituirão as tradicionais provas de papel, das avaliações cotidianas do Professor. Todas as questões aplicadas pelo computador serão de múltipla escolha. Há a possibilidade até de serem usadas animações para tornar o uso mais atrativo para os Alunos. Em 2013, o sistema também será utilizado em provas feitas no início do ano letivo, para detectar se o nível de letramento dos estudantes dos 1, 2 e

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Especialista pede qualificação dos professores para melhorar aprendizado

O Estado deve investir na qualidade dos professores e, inclusive, na premiação dos melhores para aperfeiçoar o desempenho dos alunos brasileiros de forma mais rápida. Essa é uma das conclusões da análise de 400 estudos mundiais sobre melhoria do aprendizado que foram selecionados pela Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, pelo Instituto Ayrton Senna e pelo Movimento Todos pela Educação.   Em audiência pública promovida pela Comissão de Educação e Cultura da Câmara e pela Frente Parlamentar Mista da Educação, o secretário de Ações Estratégicas do governo federal, Ricardo Paes de Barros, disse que ter aula com o melhor docente da escola pode significar ao estudante um aumento no aprendizado de quase 70%: “A educação acontece quando um bom professor se encontra com um aluno motivado por horas. Quanto mais eles se encontrarem, maior será o aprendizado”.   Para maximizar a quantidade de bons professores, segundo Paes de Barros, é necessário premiá-los, seja por meio de certificados, incentivos em projetos ou bonificações salariais. “Um dos problemas da profissão é que os próprios professores se convenceram de que eles são todos iguais, e que as diferenças entre eles não devem ser ressaltadas, documentadas, premiadas”, argumentou.   Avaliação  O presidente

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Só metade dos alunos cursa ensino médio no tempo adequado

Entre 1992 e 2009, a taxa de estudantes de 15 a 17 anos que frequentavam a escola teve aumento de 60% para 85%. Em 2009, porém, pouco mais da metade destes estudantes (50,9%) estavam cursando o ensino médio, nível adequado para a faixa etária.   As informações são da pesquisa IDS 2012 (Indicadores de Desenvolvimento Sustentável) divulgada nesta segunda-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).   A pesquisa registrou diminuição da população de 25 a 64 anos com menos de oito anos de estudo (ensino fundamental incompleto), que caiu 24,1 pontos percentuais: 68,8% em 1992 para 44,7% em 2009. Este ainda é o grupo predominante, uma vez que 24,8% das pessoas nessa faixa etária tinham 11 anos de estudo (ensino médio completo) e 16,4%, 12 anos ou mais de estudo (superior, completo ou não).   O mesmo período registrou aumento na taxa de alfabetização, passando de 82,8% para 90,3%. Isto significa que, em 2009, os analfabetos totalizavam 9,7% da população de 15 anos ou mais, aproximadamente, 14,1 milhões de pessoas.   COR   As desigualdades por cor ou raça também diminuíram no período. Em 1992, a taxa de frequência escolar dos brancos (64,8%) era 13,4 pontos percentuais superior

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Smartphones e Tablets ajudam a alfabetizar jovens e adultos

Usados para a comunicação e a troca de informações por pessoas de todas as idades, aparelhos como smartphones e tablets também podem ser ferramentas educativas. Os aparelhos são úteis em atividades de alfabetização, no ensino de matemática ou de uma língua estrangeira.   Cofundador da Anhanguera Educacional, o matemático José Luis Poli constatou, em visitas a escolas voltadas para o público jovem e adulto, que muitos alunos de faixa etária avançada, embora analfabetos, possuíam celulares e dominavam bem os mecanismos do aparelho. A observação deu início a elaboração do que hoje é chamado de Palma (Programa de Alfabetização na Língua Materna). Em 2009, o professor de matemática se desvinculou da Anhanguera para se dedicar ao projeto que prevê aos participantes a alfabetização, o ensino básico de matemática e de ciência – que envolve lições de higiene, saúde e qualidade de vida -, por meio do smartphone. Em abril do ano passado, 160 alunos começaram a testar o software desenvolvido para os celulares, que usa a combinação de sons, letras, números e imagens como método de ensino.    O projeto piloto está sendo implantado em colégios públicos de São Paulo, localizados em cidades como Araras, Campinas e Franca. Os participantes do

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Matemática pode baixar nota Brasileira no Pisa

Durante o mês de maio, mais de 400 mil Alunos de 15 e 16 anos de Escolas públicas e privadas de mais de 60 países participaram da quarta edição do Programme for International Student Assesment (Pisa), o principal termômetro para medir a qualidade da Educação no mundo.   Organizada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a prova brasileira foi feita por 25.712 estudantes de 902 Escolas espalhadas por 574 cidades em todos os Estados, que foram avaliados em leitura, matemática e ciências. Embora seja um dos países que mais avançaram nas três primeiras edições do Pisa, aplicadas a cada três anos, o Brasil figura atualmente na 54ª posição do ranking do exame e sua situação pode complicar um pouco mais no exame atual. Como a cada prova uma disciplina é enfatizada, o gerente nacional do Pisa, Professor João Galvão Bacchetto, dirigente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), acredita que o foco na matemática este ano pode atrapalhar o desempenho dos Alunos brasileiros. “No caso do Pisa 2012 a matemática é o foco. Das três área esta é aquela que o Ensino brasileiro vem apresentando maiores dificuldades ao longo das edições. Mas o resultado

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Para conferencista, tecnologia deve ser adaptada à educação

Em seu segundo dia de debate, o Seminário Latino-Americano de Disseminação de Conteúdos Digitais contou com relatos de representantes dos países participantes acerca das políticas para a implantação desses conteúdos nas escolas do continente. Foram destacados os avanços e dificuldades encontradas pelos participantes com relação a esse tema.   O vice-presidente da Fundação Padre Anchieta (TV Cultura), Fernando Almeida, conferencista convidado da ultima quinta-feira, 14, lembrou que a tecnologia não nasceu como um instrumento de ensino. Segundo ele, é necessário que os principais atores ligados ao processo de aprendizagem permitam que a escola se aproprie da tecnologia para uso na educação. “Quem pilota essa mudança é o educador que está em sala de aula”, destaca.    O professor Almeida ressaltou em sua apresentação pela manhã que o modelo de ensino e de escola pública dos países participantes é algo recente, e a tecnologia é um eixo importante nesse processo de estruturação do novo modelo escolar. Ele também observou que as experiências compartilhadas no evento são fruto de trabalhos desenvolvidos há décadas e que ainda se encontram em implantação. “É um longo trabalho de gestação de experiências. São projetos interessantes que hoje representam uma grande riqueza na América Latina”, afirmou.   Almeida

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Unicamp promove congresso de leitura

Tem início no sábado, 16, o 18º Congresso de Leitura e Escrita do Brasil promovido pela Unicamp. O evento, que tem o tema “Redes sociais e interatividade”, seguirá até a quarta-feira, 20, com o objetivo de discutir o entrelaçamento de diferentes linguagens e formas de expressão.   A programação contará com mesas-redondas, apresentações de trabalhos e conferências conduzidas por especialistas do Brasil e do exterior. Acontece no Centro de Convenções da Universidade Estadual de Campinas (Rua Elis Regina, 131, Cidade Universitária Zeferino Vaz – Campinas/SP). Para mais informações e inscrições, clique aqui.    

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Claro lança biblioteca virtual

A Claro lançou oficialmente o serviço de biblioteca virtual que permite aos clientes ler até três livros por semana ao custo de R$ 3,99.   Há, por enquanto, 1.500 títulos subdivididos em 11 categorias: artes, autoajuda, biografia, direito, literatura brasileira, medicina e saúde, infantojuvenil, religião, filosofia, obras gerais e ciências sociais.    “Em uma pesquisa realizada com usuários de smartphone, foi identificado que 57% dos usuários utilizam o aparelho para leitura e o lançamento desse serviço vem atender esse público”, disse Fiamma Zarife, diretora de serviço de valor agregado da operadora, segundo um comunicado divulgado hoje. A Xeriph é a agregadora digital que fornece os títulos. Por enquanto são dez editoras envolvidas (clique no “Leia mais” para ver todas), mas o objetivo é “aumentar bastante esse número”, segundo Duda Ernanny, diretor executivo da Xeriph. “É algo muito, muito novo para as editoras, então resolvemos iniciar com dez. Mas nosso objetivo é disponibilizar o máximo de conteúdo possível e incluir duas ou três editoras novas por mês”, diz o executivo. A Xeriph congrega hoje, no total, 200 editoras e dez mil títulos. A assinatura do Claro Leitura custa R$ 3,99 por semana. Já a assinatura dos conteúdos literários via SMS e MMS sai

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