PNE: Especialistas defendem mais verbas para ensino básico brasileiro

O vultoso ajuste do percentual de investimentos públicos diretos em educação, que saltou de 5,1% para 10% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), tornou-se a meta mais polêmica do novo Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado recentemente na Câmara dos Deputados.   A reação do próprio governo frente à decisão pôs em andamento a apresentação de um requerimento para que o tema volte a ser discutido no plenário da Câmara antes de seguir para trâmite no Senado, a fim de evitar pôr em risco as contas públicas. Embora haja divergências a respeito do percentual de aumento a ser efetuado, os especialistas concordam que é necessário investir mais no setor e defendem que a educação de base seja privilegiada na distribuição dos recursos. O relator do novo plano, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), explica que o percentual de 7% de investimento foi inicialmente apontado como meta financeira do PNE pelo governo, sendo mais tarde alterado para 8% mais o acréscimo de recursos oriundos do pré-sal.    “A projeção do meu relatório dá conta de que 8% de investimentos diretos em educação são suficientes para enfrentar os problemas tanto de melhoria da qualidade da educação brasileira, quanto no que diz respeito às

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“Para aumentar leitores é preciso fazer ligação entre internet e literatura”

A ampliação do hábito da leitura entre estudantes brasileiros requer a existência de mediadores preparados que entendam as novas ferramentas tecnológicas para levá-los a fazer a ligação com o mundo em que vivem por meio da literatura.   “Nós temos poucos mediadores aptos a entrar neste diálogo, nestes suportes, nestas novas linguagens e que tragam uma herança cultural vastíssima”, disse a diretora adjunta da cátedra Unesco de Leitura da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Eliana Yunes.    Na avaliação de Eliana, que criou a cátedra de Leitura na PUC-RJ em parceria com a Unesco, os estudantes, mesmo no uso da internet, podem dedicar mais tempo à escrita e à leitura do que teriam as pessoas há cerca de 20 anos. “Eles são obrigados a ler, a escrever, a se comunicar”, declarou à Agência Brasil.   Eliane admitiu, contudo, que sem uma mediação adequada, “existe uma simplificação do uso da língua”. A leitura dos estudantes que estão conectados às redes sociais acaba circunscrita a um universo muito estreito ao qual eles têm acesso com facilidade. “Está na onda, está na moda. Tem a coisa da tribo, do grupo”, disse. A professora disse que essa leitura, porém, não têm

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Menos de 30% dos brasileiros são plenamente alfabetizados, diz pesquisa

Apenas 35% das pessoas com ensino médio completo podem ser consideradas plenamente alfabetizadas e 38% dos brasileiros com formação superior têm nível insuficiente em leitura e escrita. É o que apontam os resultados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa.   A pesquisa avalia, de forma amostral, por meio de entrevistas e um teste cognitivo, a capacidade de leitura e compreensão de textos e outras tarefas básicas que dependem do domínio da leitura e escrita. A partir dos resultados, a população é dividida em quatro grupos: analfabetos, alfabetizados em nível rudimentar, alfabetizados em nível básico e plenamente alfabetizados.    Os resultados da última edição do Inaf mostram que apenas 26% da população podem ser consideradas plenamente alfabetizadas – mesmo patamar verificado em 2001, quando o indicador foi calculado pela primeira vez. Os chamados analfabetos funcionais representam 27% e a maior parte (47%) da população apresenta um nível de alfabetização básico.   “Os resultados evidenciam que o Brasil já avançou, principalmente nos níveis iniciais do alfabetismo, mas não conseguiu progressos visíveis no alcance do pleno domínio de habilidades que são hoje condição imprescindível para a inserção plena na

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Especialistas: propostas dinâmicas podem ajudar na alfabetização

Lançado pelo Ministério da Educação (MEC) no início de julho, o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa chega como mais uma estratégia para garantir que os alunos das primeiras séries da rede pública sejam alfabetizados até o final do 3º ano do Ensino Fundamental, com idade máxima de oito anos. O programa tem como foco o ensino de português e matemática. De acordo com o IBGE, das quase 12 milhões de crianças brasileiras entre seis e oito anos, cerca de 2,5 milhões não são alfabetizadas – sendo 450 mil aquelas com oito anos já completos. Entre as principais carências no início da vida escolar, especialistas apontam metodologia e formação dos professores.   Para o consultor de projetos educativos Geraldo Peçanha de Almeida, o modelo antigo de educação é um dos responsáveis pelos maus resultados. `Os alunos ainda estão no quadro, giz e livro didático. Existe um atraso em relação a novas tecnologias, e isso tem nos levado a números negativos. Há resistência por parte dos professores e das políticas adotadas, que sempre vai no sentido de formar o professor e levar o livro didático para a sala de aula, quando todo mundo discute como usar outras tecnologias`, diz. Especialista

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Sai edital para seleção de obras para educação de jovens e adultos

Editores interessados em participar do Programa Nacional do Livro Didático para Educação de Jovens e Adultos para 2014 (PNLD EJA 2014) devem ficar atentos aos prazos divulgados nesta quinta-feira, 19, no portal do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).   O período para cadastramento de editores e pré-inscrição das obras que serão destinadas aos educadores e alunos da Educação de Jovens e Adultos do Programa Brasil Alfabetizado (PBA), das escolas federais e das redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal, vai de 8 de agosto de 2012 a 8 de março de 2013.  O prazo para inscrição e entrega da documentação e das obras será de 18 a 22 de março de 2013.   Caracterização – Para o processo de inscrição, os interessados deverão indicar a caracterização da obra, que está dividida em cinco categorias. A primeira, destinada à alfabetização de jovens e adultos das entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e aos alunos das escolas públicas que mantenham turmas exclusivamente de alfabetização de jovens e adultos; a segunda, destinada aos anos iniciais do ensino fundamental na modalidade de Educação de Jovens e Adultos, compreendendo as etapas/ciclos de alfabetização e subsequentes.   A terceira categoria, destinada

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Diga-me o que consegues ler e saberei o que publicar

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possuía 14,1 milhões de analfabetos maiores de 15 anos em 2009, ou 9,7% desta população – uma tímida redução em relação a 2004, por exemplo, quando as pesquisas apontavam 11,5% de analfabetismo neste grupo. Quando o assunto é alfabetismo funcional, entretanto, os números são bem diferentes.   A pesquisa Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), cuja edição de 2011 acaba de ser publicada pelo Instituto Paulo Montenegro e pela ONG Ação Educativa, permite uma visão panorâmica da década que vai de 2001 a 2011. O Inaf divide o alfabetismo em quatro níveis: analfabetismo e alfabetismo rudimentar, básico e pleno.   Estes três últimos referem-se ao grupo da população que o IBGE identifica como “alfabetizada”. E o que o Inaf demonstra é que nos últimos 10 anos houve redução do analfabetismo classificado como absoluto e da alfabetização rudimentar (de 39% para 27% da população), assim como um incremento do nível básico de habilidades de leitura e escrita (de 34% para 47%). No entanto, a proporção das pessoas que atingem um nível pleno de habilidades manteve-se praticamente inalterada, em torno de 26%.   Podemos não gostar da realidade, mas ela está muito

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“Escolas autônomas têm sucesso”, diz secretário do MEC

A série de reportagens que o GLOBO publicou sobre escolas que atendem crianças de baixa renda e têm Índice de Educação Básica (Ideb) acima de 6, média estabelecida pelo Ministério da Educação (MEC) para 2002 e índice considerado no patamar dos países desenvolvidos, reafirmou para César Calegari, secretário de Educação Básica do MEC, que é possível oferecer educação de qualidade quando a “escola se apodera e assume suas ideias, aumentando o grau de autonomia”.   — Esse é o denominador comum das escolas que, mesmo estando em lugares precários, conseguem oferecer educação de qualidade. Escolas mais autônomas têm mais successo e isso tem orientado as políticas do MEC. Segundo ele, o Ministério tem trabalhado para fortalecer as equipes das escolas, oferecendo cursos de formação de professores, diretores e vices. — A formação continuada é importante porque não basta boa vontade. É preciso preparo, é preciso que o professor saiba como avaliar o aluno e ele teve ter recursos para isso. Desse modo, pode reconhecer o potencial das crianças e pode capacitá-las, desenvolvendo ações individuias e coletivas.Para o secretário, é fundamental ainda que cada integrante da equipe, do porteiro até os responsáveis pela direção, dominem o projeto educacional da escola em

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Alfabetização ganha peso na Bienal de SP

A Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros) realizará durante a Bienal do Livro de São Paulo uma série de palestras, workshops e debates com o tema “Alfabetização e letramento no Brasil”.   “O objetivo é incitar a reflexão sobre a alfabetização no país, e o papel que o livro didático desempenha hoje na relação ensino-aprendizagem, como instrumento de apoio ao professor e de referência para o aluno”, diz Sérgio Quadros, presidente da associação.  A primeira palestra acontece no dia 9, quando a Bienal abre, e será proferida pelo ministro da Educação Aloizio Mercadante, que falará sobre “Desafios da educação no século XXI”. A programação intensa de atividades acontece no Pavilhão do Anhembi e começa um dia depois da realização da Contec, conferência sobre educação, alfabetização e tecnologia que a Feira de Frankfurt organiza para os dias 7 e 8 de agosto, também na capital paulista.  Boa parte das atividades da Abrelivros acontecerá no estande da entidade e será promovida pelas editoras associadas até 17 de agosto. As inscrições para os eventos são gratuitas e devem ser feitas via e-mail (contato@abrelivros.org.br) ou telefone (XX11 3826 9071). Confira abaixo a programação completa.  Auditório do Salão de Ideias, no Pavilhão do

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MEC publica regras de programa para alfabetizar crianças até os 8 anos

O Ministério da Educação (MEC) publicou, no dia 5, portaria no Diário Oficial da União estabelecendo as regras do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (Pnaic). O programa que será lançado em breve tem como objetivo garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos de idade. Redes municipais e estaduais terão que aderir ao programa para poder receber recursos e o apoio técnico do MEC.   Entre as ações previstas no programa estão a capacitação dos professores alfabetizadores, o pagamento de bolsas aos docentes e a distribuição de materiais didáticos específicos para alfabetização. Outra medida será a criação de uma prova que será aplicada a todos os alunos do 3º ano do ensino fundamental para medir o nível de alfabetização.    Até hoje o país não tinha um exame oficial para medir se as crianças estavam sendo alfabetizadas ou não na idade correta. Iniciativa semelhante já foi feita pelo Movimento Todos pela Educação que, em 2011, aplicou a primeira edição da Prova ABC.Em caráter amostral, o exame apontou que mais de 40% dos alunos que concluíram o 3° ano do ensino fundamental não tinham a capacidade de leitura esperada para esse nível de ensino.   As

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