Menos da metade das escolas públicas de Ensino Fundamental tem acesso à internet

Apenas 42,6% das escolas públicas de Ensino Fundamental têm acesso à internet e 55,9% delas ainda não possuem laboratório de informática, segundo o último resumo técnico do Censo Escolar do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), de 2011.   As regiões Norte e Nordeste são as que possuem os menores porcentuais de acesso à  internet, 18,7% e 25,3%, respectivamente.  Apesar da baixa porcentagem de estabelecimentos de ensino com acesso às tecnologias no País, 79,5% dos estudantes da rede pública no Ensino Fundamental possuem esses recursos disponíveis e 76,9% deles contam com laboratórios em suas escolas. Isso acontece porque as escolas que têm os equipamentos concentram mais matrículas do que as que não contam com a infraestrutura necessária.    No entanto, Cleuza Repulho, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), lembra que a simples presença de laboratórios de informática nas instituições não basta. “A escola inteira tem que ter acesso à internet. Em unidades grandes, como temos na rede pública, ter um laboratório com 15 computadores faz com que cada criança consiga passar por ele, em média, apenas a cada 15 dias”, afirma.   Ainda segundo ela, um dos principais entraves para a introdução dos meios digitais

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Equipe Brasileira vence olimpíada de Matemática dos Países de língua portuguesa

Estudantes brasileiros conquistaram duas medalhas de ouro e duas de prata na segunda edição da Olimpíada de Matemática da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (OMCPLP). O resultado garantiu ao Brasil o primeiro lugar na classificação geral, com 160 pontos, seguido de Portugal, com 149 pontos. O concurso, que aconteceu entre os dias 18 a 28 de julho, em Salvador, estimula o estudo da matemática, identificando jovens talentos e incentivando a troca de experiências entre países lusófonos. O carioca Daniel Santana Rocha, de 15 anos, vencedor de uma medalha de ouro, se preparou para a competição estudando pelas provas da edição anterior da competição. “Eu entrei na competição confiante. Eu sabia que tinha capacidade de ganhar. Fiquei um pouco nervoso, mas quando vi o resultado fiquei muito feliz”. Daniel dividiu o primeiro lugar com Murilo Corato Zanarella, de Amparo (SP). Em segundo lugar, o estudante Victor Reis, de 15 anos, nascido no Recife, disse à Agência Brasil que sua participação na Olimpíada foi bastante proveitosa também pelo intercâmbio de culturas. “Fiz minha primeira viagem sozinho, tive contato com pessoas de outros países, com culturas bem diferentes, além de conhecer Salvador, cidade muito importante para a história do Brasil”, disse. Daniel

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Professor é quem mais influencia leitores

Se o País quiser melhorar o índice de leitura dos seus habitantes, é fundamental investir na capacitação do professor para esse fim. A pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, feita pelo Instituto Pró-Livro no ano passado, mostrou que os professores são os maiores influenciadores desse hábito. Entre as 5 mil pessoas ouvidas em todo o Brasil, 45% apontaram os mestres como tal. Essa foi a terceira pesquisa da série (iniciada em 2001) e, pela primeira vez, os docentes aparecem no topo da lista. No levantamento anterior, feito em 2007, as mães eram a figura mais lembrada nesse quesito. Elas apareciam com 49% das indicações, ante 33% dos professores. Dessa vez, tiveram dois pontos porcentuais a menos que eles: 43%. “Isso mostra a crescente importância da escola frente ao papel dos pais, que muitas vezes não conseguem dar esse exemplo”, afirma Karine Pansa, presidente do Instituto Pró-Livro. “Logo, se tem esse status de influenciador, o professor precisa ser letrado, gostar de ler.” No Brasil, no entanto, muita gente ainda corre dos livros. O resultado da pesquisa mostrou que apenas 50% dos brasileiros são considerados leitores – segundo a metodologia, pessoas que leram pelo menos um livro nos três meses precedentes ao

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Livro traça panorama da alfabetização no Brasil

Está disponível para download gratuito o livro Alfabetização no Brasil: uma história de sua história, lançado pela Cultura Acadêmica Editora e organizado por Maria do Rosário Longo Mortatti, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Marília. A obra apresenta um conjunto das reflexões desenvolvidas durante o 1º Seminário Internacional sobre História do Ensino de Leitura e Escrita, realizado entre 8 e 10 de setembro de 2010 com a finalidade de congregar teóricos e grupos de pesquisa que desenvolvem trabalhos sobre a história da alfabetização. Segundo Mortatti, a publicação surge num contexto em que a História da Educação se consolida como um campo do conhecimento no Brasil.   Pesquisadores vinculados a diferentes programas de graduação se dedicam ao tema, com ênfase nos séculos 19 e 20, em diferentes contextos regionais e com base em diferentes fontes documentais, vertentes teóricas e abordagens metodológicas. O objetivo do livro é oferecer uma grade de compreensão daquilo que vem sendo produzido no Brasil nos últimos anos na área. A publicação pode ser acessada em: www.marilia.unesp.br/Home/Publicacoes/alfabetizacao.pdf.  

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Inscrição de obras para jovens e adultos começa em agosto

Será aberto em 8 de agosto o período para cadastramento e pré-inscrição de títulos no Programa Nacional do Livro Didático para a Educação de Jovens e Adultos (PNLD-EJA) referente ao ano letivo de 2014. O prazo se estenderá até 8 de março do ano que vem. A etapa seguinte, de entrega das obras e da documentação exigida, está prevista para o período de 18 a 26 de março, também de 2013.   As obras serão destinadas aos educadores e alunos da educação de jovens e adultos do Programa Brasil Alfabetizado (PBA), das escolas federais e das redes de ensino estaduais, municipais e do Distrito Federal. No processo de inscrição, os interessados devem indicar a caracterização da obra. Estão estabelecidas cinco categorias.    A primeira, destinada à alfabetização de jovens e adultos das entidades parceiras do Programa Brasil Alfabetizado (PBA) e aos alunos de escolas públicas que mantenham turmas exclusivamente de alfabetização de jovens e adultos. A segunda, para os anos iniciais do ensino fundamental, compreendendo as etapas ou ciclos de alfabetização e subsequentes. A terceira, para os anos iniciais do ensino fundamental. A quarta, para os anos finais da mesma etapa do ensino. A quinta, para o ensino médio.  

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Taxa de Alfabetização plena no Brasil está estagnada há 10 anos

Em dez anos, o índice de Analfabetismo no Brasil caiu pela metade. Mas se no entendimento básico de português e matemática o país conseguiu avançar, no domínio pleno ele está estagnado.   Segundo dados do Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012, pesquisa produzida pelo Instituto Paulo Montenegro e a organização não governamental Ação Educativa, o porcentual da população que consegue desenvolver atividades mais complexas, como interpretar textos longos, comparar informações e interpretar tabelas, mapas e gráficos, se manteve no ano passado com os mesmos 26% registrados em 2001. Para Educadores, o problema está essencialmente na falta de qualidade do Ensino. Com Professores mal formados e uma Escola despreparada para focar na dificuldade de aprendizado, os Alunos não conseguem avançar nos estudos e deixam a Escola dominando apenas a leitura de textos curtos e médios, e operações simples de matemática, que não envolvem mais de uma etapa. Essa falta de preparo do Docente tem duas causas: a facilidade para ingressar nos cursos de licenciatura e uma formação defasada, que não faz o Professor levar em conta as diferentes realidades do Aluno na hora de ensinar. No primeiro caso, como os cursos de formação de Professores são pouco concorridos e os salários

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Educação do Brasil foi a 3ª que mais avançou no mundo, diz pesquisa

A educação brasileira foi a terceira que mais melhorou no mundo nos últimos 15 anos, atrás apenas do Chile e da Letônia. O resultado consta em um estudo realizado em 49 países conduzido por pesquisadores das universidades de Stanford e Harvard, nos Estados Unidos, e de Munich, na Alemanha. A pesquisa analisou o desempenho destes países com base em testes internacionais de avaliação, como o Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos). De acordo com os especialistas, a melhora na qualidade do ensino desses países, que apresentavam índices baixos, foi registrada porque eles tiveram mais facilidade de subir no ranking ao usar fórmulas de baixo custo que países desenvolvidos já aplicavam. O desempenho também avançou por conta da redução da pobreza e do aumento da escolaridade dos pais. Deficiências Apesar dos avanços, o País ainda tem muito a melhorar. Os resultados do último Pisa, realizado em 2010, não foram nada animadores. Em um ranking de 65 países, o País ocupou a 53º posição em Leitura e Ciências e foi 57º em Matemática. A média brasileira nessas áreas foi de 401 pontos, bem abaixo da pontuação dos países mais desenvolvidos, que obtiveram, em média, 496 pontos. O resultado deixou o Brasil

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Uma máquina de trocar livros

Foi instalada ontem na Praça da República, no centro, uma maquina que troca livros gratuitamente. Basta apertar um botão. A ação faz parte do Projeto Entre no Clima da Bienal, da Câmara Brasileira do Livro (CBL). O objetivo é estimular a população a visitar a 22.ª Bienal, que começa dia 9.   Batizada de Incrível Máquina de Livros, a máquina – uma van colorida montada especificamente para a ação – troca de livros usados por novos ou seminovos. O processo consiste em levar um livro em bom estado, pegar uma senha, depositá-lo em uma gaveta e apertar o botão. Após um barulho de “engenhoca”, da gaveta acima sai um novo título. Os livros disponíveis são doados pelos parceiros e editoras que participarão da Bienal deste ano. Cada um doou cerca de 300 obras para o projeto.    16 livros. Ontem, primeiro dia da ação, 80 pessoas retiraram senha e aguardaram sua vez de apertar o botão. Entre elas estava o comerciante Márcio Bernistock, de 43 anos, que trabalha e mora na região. Na caminhada ao escritório, ele ficou curioso para saber o motivo da fila na frente da van. Após saber do que se tratava, voltou para casa e pegou

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Priorizar investimento é desafio na educação

À exceção de quem gere o orçamento nacional, a notícia de que a Câmara dos Deputados aprovou a destinação de 10% do PIB para a educação foi comemorada por professores, alunos e pais com filhos em idade escolar.   Afinal, quem não quer um País que priorize a educação? Passada a euforia, surgem os questionamentos. Como foi definido esse porcentual? Aumentar os recursos é uma medida suficiente para melhorar a aprendizagem? Em quais ações, efetivamente esse dinheiro será investido?Diante dessas questões, os especialistas são unânimes: se quisermos uma educação de qualidade, é preciso, sim, aumentar o investimento em educação. Mas só o porcentual não diz muita coisa. “Do jeito em que estão as coisas hoje, dinheiro a mais não causará impacto nenhum”, diz Priscila Cruz, diretora executiva do Todos Pela Educação. Para ela, é urgente uma mudança na forma de gerir os recursos. “É preciso crescer, mas com um planejamento específico, que estabeleça, por exemplo, quanto deve ser investido na formação de professores e na implementação de escolas de tempo integral”. Ela afirma, por exemplo, que os avanços da última década – o porcentual do PIB investido em educação subiu de 3,9% em 2000 para 5,1% em 2010 – não

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