Ciclo de audiências discutirá responsabilidade pela educação básica

A responsabilidade pela Educação básica no país será tema de ciclo de audiências públicas promovido pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). Professores, juristas, pesquisadores, gestores públicos e artistas — como a cantora Daniela Mercury, a atriz Fernanda Montenegro e a apresentadora Xuxa — serão convidados a opinar sobre a possibilidade de essa responsabilidade se tornar exclusivamente do governo federal. Hoje, a maior parte dos estabelecimentos de Ensino fundamental e médio são municipais ou estaduais. O ciclo de debates foi requerido por Cristovam Buarque (PDT-DF), Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR). Os defensores da federalização da Educação básica argumentam que, como existem ainda fortes desigualdades regionais, os estudantes de estados menos desenvolvidos poderão ter sistemas de Ensino menos qualificados do que os de estados mais ricos. Por isso, na opinião deles, o governo federal deveria promover uma equalização dos recursos destinados à Educação básica em todo o país, mantendo-se a gestão aos cuidados de estados e municípios. A proposta é garantir maior peso da União na gestão da Educação básica, neste momento em que os resultados obtidos por Alunos dos Ensinos fundamental e médio registram progressos apenas modestos, segundo o Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb).

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Concurso nacional para seleção de professores terá primeira edição em 2013

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou na ultima terça-feira, (21), que a primeira edição da Prova Nacional de Concurso para o Ingresso na Carreira Docente será em 2013, provavelmente em setembro. A intenção do governo é aplicar uma prova única para selecionar professores para as redes de ensino de todo o país. A partir dos resultados, os municípios e estados que aderirem ao exame poderão selecionar os profissionais a partir do banco de classificados que será criado com os resultados, sem a necessidade de organizar seus próprios concursos. A ideia surgiu ainda em 2010. A primeira edição será voltada à seleção de professores para atuar nos primeiros anos do ensino fundamental. De acordo com o presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Luiz Cláudio Costa, o pré-teste do exame já foi feito e o banco de itens que comporão a prova está pronto. “Uma governadora de um estado do Nordeste me disse que fez um concurso para selecionar 3,5 mil professores, mas, em algumas disciplinas, como física e matemática, nenhum foi selecionado. Nós vamos tentar ajudar esse quadro em rede nacional, com a prova de ingresso na carreira”, disse o ministro. O Ministério da Educação estima que os

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MEC quer pacto com estados para melhoria do ensino médio

Após reunião com os secretários estaduais de Educação, o ministro Aloizio Mercadante anunciou que será firmado um “pacto nacional” com os governos estaduais para melhorar a qualidade do ensino médio.   A iniciativa surge uma semana depois da divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que, no ensino médio, indicaram resultados insuficientes. O ensino médio é considerado o “gargalo” da educação básica, por registrar altos índices de abandono e reprovação, além de problemas na aprendizagem. De acordo com Mercadante, será formado um grupo de trabalho entre os secretários de Educação e dirigentes do MEC para discutir soluções para essa etapa do ensino. Um dos focos deverá ser a reforma do currículo do ensino médio.    A crítica é que hoje o conhecimento é apresentado de forma muito fragmentada aos estudantes – em média são 13 disciplinas obrigatórias. O debate não é novo. No ano passado, o Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares do ensino médio que já indicavam uma flexibilização desse formato. De acordo com o ministro, o documento servirá de base para o novo modelo. Mercadante ressaltou que a reforma não significa que a divisão entre as disciplinas será abolida, mas

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Dilma destaca melhora do ensino nas escolas de tempo integral

O programa de ensino integral Mais Educação, realidade em 32 mil escolas públicas de todo o país, foi o tema do programa de rádio Café com a Presidenta na ultima segunda-feira, 20. Metade das escolas atendidas pelo programa, nas quais a maioria dos alunos recebe o benefício da Bolsa-Família, está situada em regiões pobres, com baixos resultados no índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb).   “Todo país que se desenvolveu, que saiu da condição de país pobre e que se mantém na condição de país desenvolvido apostou na educação em tempo integral para todas as crianças”, disse a presidenta da República, Dilma Rousseff. “Nosso objetivo é ampliar o tempo de estudo da criança e do jovem na escola, com maior acompanhamento dos professores.”    O programa Mais Educação, lançado em 2007 pelo Ministério da Educação, amplia a jornada escolar diária para o mínimo de sete horas, com prioridade para atividades culturais, esportivas e de acompanhamento pedagógico, principalmente em matemática e língua portuguesa.   “O Ideb mostra que o aprendizado melhorou muito nas escolas com tempo integral”, salientou Dilma. “Por isso, a educação em tempo integral é tão importante, principalmente quando, junto com ela, vem a melhora dos currículos que nós estamos

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País tem 30% das escolas em “alerta”

A rede pública de São Paulo teve em 2011 a 3.ª melhor nota do País no Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) no ciclo 2 do Ensino fundamental, de 5ª à 8ª série, mas 30% de suas Escolas estão estacionadas, em estado de alerta: não avançaram na nota, não bateram suas metas e não chegaram ao Ideb 6 – a meta do País para 2021. O porcentual paulista é igual ao do Brasil. No País, 30% das Escolas dessa fase também estão em alerta. Nas unidades de 1.ª à 4.ª série, o quadro é um pouco melhor: são 20% nessa situação. A classificação em níveis qualitativos, recém-criada pela Meritt Informação Educacional, oferece uma leitura mais adequada da qualidade das Escolas brasileiras. “Precisamos comparar Escolas com elas mesmas. Ter duas Escolas com a mesma nota, por exemplo, não significa que estão na mesma situação”, explica o diretor da Meritt Alexandre Oliveira. Por isso, o método cruza três critérios da evolução das Escolas para entender melhor os dados do Ideb: crescimento no índice, cumprimento das metas para o ano e o Ideb 6. A combinação desses critérios coloca as Escolas em determinado nível qualitativo. A divisão funciona assim: caso a Escola

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MEC acena com mais verba a estados, após avaliação ruim do ensino médio

Uma semana depois de anunciar os maus resultados do Ensino médio no Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) – 11 Estados deixaram de cumprir a meta -, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, convocou todos os secretários estaduais de Educação para discutir saídas para o ciclo mais problemático do Ensino básico, cuja responsabilidade constitucional é dos Estados. O Ideb é o principal indicador de qualidade educacional do país. No encontro, marcado para amanhã, em Brasília, Mercadante vai acenar com mais recursos federais para reforma e construção de Escolas, ampliação da oferta do Ensino médio, tanto em tempo integral como ligado à Educação profissionalizante, e para qualificação de profissionais. O presidente do Instituto Nacional de Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Luiz Cláudio Costa, afirmou que a cooperação do MEC com Estados e municípios é “a tônica” que a presidente Dilma Rousseff quer adotar para melhorar a Educação brasileira, principalmente no nível médio, que ficou estagnado no Ideb 2011, com dez Estados e o Distrito Federal abaixo da meta de 3,7. “O ministro está dialogando com governadores e secretários. Ele está disposto a aumentar recursos das políticas estruturadas do ministério. Há Estados com dificuldade para oferecer curso diurno, porque não têm

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Nos extremos do IDEB, as boas e as más lições

As notas do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb) 2011 no Ensino médio deixaram exposta a crise que o país enfrenta: nove estados pioraram de 2009 a 2011. Mas as notas trouxeram também uma boa surpresa.   O Amazonas, pior estado em 2005, deu salto de 1,1 ponto em seis anos: deixou de ser o lanterninha com 2,4 e cravou 3,5 agora. Não foi o único bom exemplo: nos anos iniciais do fundamental, o Ceará foi de 3,2 em 2005 para 4,9. Nos anos finais, Mato Grosso subiu 1,4 ponto. Diretor de Políticas e Programas Educacionais do Amazonas, Edson Melo, que por mais de sete anos foi gerente do Ensino médio, diz que “a política da continuidade” teve seu papel, mas que o investimento nos profissionais e na gestão Escolar foi fundamental para o salto. – Investimos na formação dos Professores, capacitamos os diretores em gestão Escolar, abrimos concurso e trabalhamos para que os Docentes se fixassem numa única Escola e não mais em várias – diz Melo, destacando que o estado diminuiu o número de Professores leigos, aqueles formados, por exemplo, em Economia e que dão aula de Matemática: – E criamos, em 2006, um simulado anual. O

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Ministro quer mais agilidade na reforma do ensino médio

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, acredita que o país tem motivos para comemorar os resultados do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb) de 2011. Ressalta, no entanto, que é necessário avançar em todas as etapas, principalmente no ensino médio.   Com relação a essa etapa do ensino, em que os dados do Ideb apontam quadro de estabilidade, Mercadante diz que as ações devem passar pela ampliação das escolas de tempo integral e pela reformulação do currículo.    “Precisamos de um novo currículo, mais flexível, menos fragmentado, tirando um pouco dessa sobrecarga de disciplinas”, afirmou o ministro, no programa de rádio Hora da Educação, na ultima sexta-feira, 17. O ensino médio da rede pública tem hoje 13 disciplinas obrigatórias, mas pode chegar a 19, com as opcionais.   Segundo Mercadante, o novo currículo do ensino médio deve ser organizado com base nas quatro áreas de conhecimento cobradas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) — matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias; ciências humanas e suas tecnologias. “Em quatro anos, metade das vagas nas universidades federais será preenchida por alunos de escolas públicas”, previu. “Essa chance nunca foi possível antes no Brasil.”

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Ensino Fundamental da rede estadual de São Paulo estaciona no Ideb

O ensino fundamental da rede estadual paulista manteve em 2011 o mesmo patamar alcançado há dois anos no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). As séries iniciais tiveram nota 5,4 e as finais 4,3, acima da meta, mas exatamente os mesmos índices de 2009.   Para João Cardoso Palma Filho, secretário-adjunto da Educação do Estado de São Paulo e especialista em política educacional da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), a rede consolidou o seu desempenho. “Em termos de país é uma média boa, e quando se atinge esse patamar, tem se que adotar novas medidas educacionais para avançar”, diz. Palma filho destacou os programas de recuperação da rede entre as políticas públicas implantadas para melhorar o desempenho.    O Estado está em 4º lugar no Ideb dos anos iniciais e em 3º nos anos finais do ensino fundamental. No ensino médio, avançou 0,3 pontos e ficou em 2º lugar, com Ideb 3,9, atrás de Santa Catarina, que teve 4,0. Para bater as metas de 2013 terá que crescer 0,1 ponto nos anos iniciais e 0,3 pontos nos anos finais. O ensino médio já atingiu a próxima meta.   Ideb x Idesp A rede estadual de São Paulo tem

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