Turmas de alfabetização terão minibiblioteca em sala de aula a partir de 2013

A partir de 2013, todas as salas de turmas de alfabetização de escolas brasileiras terão uma minibiblioteca com cerca de 25 livros de literatura para estimular o hábito da leitura desde o início da trajetória escolar.   Essa estratégia está contida no Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, programa que será lançado pelo MEC (Ministério da Educação), cujo objetivo é garantir que todas as crianças estejam alfabetizadas até os 8 anos ao concluírem o 3º ano do ensino fundamental. Serão 10 milhões de livros para as 400 mil classes de alfabetização que existem no país.    Os detalhes do programa foram apresentados pelo secretário de Educação Básica do MEC, César Callegari, a representantes de ministérios da Educação dos países ibero-americanos, reunidos em Salamanca (Espanha) para o Congresso das Línguas na Educação e na Cultura.   De acordo com o secretário, apesar de o programa ainda não ter sido lançado oficialmente, 5.100 municípios (de um total de 5.564 cidades, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e todos os estados já aderiram ao pacto que, além da distribuição de materiais didáticos, prevê a formação de professores alfabetizadores com distribuição de bolsas de estudos e avaliações periódicas para medir

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Problema começa na falta de alfabetização

Ninguém duvida do salto quantitativo do Brasil no Ensino fundamental, com quase 98% das crianças de 7 a 14 anos matriculadas. A baixa qualidade da Educação, porém, é verificada logo na aprendizagem de um conteúdo que pode definir a vida intelectual do Aluno: a Alfabetização. Dados do Ministério da Educação (MEC), com base no Censo 2010, mostram que a cada 20 crianças de até 8 anos no país, três não sabem ler ou escrever.   O número fica pior nas regiões Norte e Nordeste. No Pará e Maranhão, por exemplo, beira os 40% a proporção de meninos e meninas nessa situação. Um grande plano para combater o problema já foi fechado pela pasta e aguarda espaço na agenda da presidente Dilma Rousseff para fazer o lançamento. Intitulado de Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, o projeto prevê o treinamento de aproximadamente 300 mil Professores alfabetizadores no Brasil. Cerca de 5 mil municípios, nas 27 unidades da Federação, já aderiram ao programa do governo federal, gerenciado pelo MEC.    A ideia da pasta é implantar pólos de formação presencial, onde haverá um encontro por mês. O resto do curso, que terá duração de dois anos, será feito por meio de

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Só 17% terminam o Fundamental com domínio da matemática

Divulgados há três semanas, os resultados do Ideb, principal indicador da qualidade da Educação no Brasil, preocuparam o MEC principalmente pela estagnação do Ensino médio de 2009 para 2011.   Dados obtidos pelo GLOBO junto ao Inep, autarquia do MEC responsável pelas avaliações, revelam, no entanto, que os problemas que resultam no quadro preocupante do antigo 2º Grau começam antes, já ao final do Ensino fundamental, onde o percentual de Alunos com conhecimento considerado adequado é de apenas 17% no caso de matemática e de 27% em língua portuguesa.   Além disso, em matemática, um terço dos estudantes que completa o fundamental registrou nos testes do MEC notas que os colocam abaixo até do que se espera para um Aluno do 5º ano, (4ª série do antigo primário). Os dados constam de um relatório feito pelo Inep com base no desempenho dos Alunos na Prova Brasil, testes de português e matemática aplicados a estudantes da rede pública que fazem parte do cômputo da nota final do Ideb, indicador que reúne essas médias com taxas de aprovação.   Dito de outra forma, 83% dos jovens avaliados ao final do Ensino fundamental demonstraram saber menos matemática do que deveriam, o que significa

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Após divulgação de baixo Ideb, MEC estuda mudar a base curricular do ensino médio

Mudanças estruturais no Ensino Médio vêm sendo estudadas no âmbito do governo federal há pelo menos dois anos, desde quando o Conselho Nacional de Educação (CNE) iniciou a discussão sobre as diretrizes curriculares para a etapa de ensino em meados de 2010.   A aprovação do documento pelo órgão se deu em dezembro passado e, em janeiro, o Ministério da Educação (MEC) homologou as orientações que deveriam ser seguidas pelos governos estaduais, responsáveis por oferecer o Ensino Médio. As novas diretrizes substituíram as anteriores, aprovadas em 1998, e agrupam as disciplinas nas áreas do conhecimento que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) propõe: matemática e suas tecnologias; linguagens, códigos e suas tecnologias; ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e suas tecnologias. Apesar de estar em vigor desde o início do ano, a proposta voltou à tona no meio deste mês, durante a divulgação dos dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com o crescimento de apenas 0,1 no índice – chegando a 3,7 – e a queda em nove Estados, o debate sobre a formação do aluno do Ensino Médio foi levado às secretarias estaduais na semana passada, em reunião do ministro Aloizio Mercadante

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Ministro defende prioridade para a alfabetização na idade certa

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse na ultima terça-feira, 28, que o Brasil precisa dar prioridade e reforçar a alfabetização de crianças até os oito anos de idade. Mercadante participou, em Porto Alegre, do lançamento da campanha A Educação Precisa de Respostas, promovida pelo Grupo RBS.   No período de um ano, serão produzidas matérias jornalísticas nas emissoras do grupo no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. As matérias terão o propósito de alertar e conscientizar os cidadãos, fiscalizar e cobrar ações do Poder Público, estimular e valorizar ações concretas de transformação no campo da educação nos dois estados.    Durante 20 minutos, Mercadante respondeu perguntas de professores, especialistas e autoridades educacionais. Sobre a alfabetização até os oito anos, de acordo com o ministro, programa sobre a idade certa, a ser lançado pelo governo federal em setembro, já tem a adesão de todas as secretarias estaduais de Educação do país e de quatro mil municípios.   O ministro também lembrou que a reformulação do ensino médio é um grande desafio para o país. Ele destacou o papel do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nesse processo de mudança e alertou os estudantes sobre as possibilidades abertas com um

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Escolas da América Latina precisam avançar no uso de novas tecnologias

Há cinco ou dez anos, era comum que os sistemas educacionais se preocupassem mais com o conteúdo de seus programas acadêmicos do que com a forma de transmiti-los aos alunos. No entanto, o boom tecnológico dos últimos anos, com a democratização dos computadores e a invasão dos smart-phones e tablets, causou um salto na rotina de inúmeras casas e terminou com o script tradicional da relação entre lares e escolas. Essa realidade traduz o problema que se colocou na maioria das escolas públicas e, em alguns casos, privadas. Como os alunos fora do horário de aula mantêm, às vezes, um vínculo patológico com a tecnologia, as salas de aula tradicionais transformaram-se em espaços próprios do tempo das cavernas. Levantamento feito em conjunto pelos 11 jornais do Grupo de Diários América (GDA), do qual O GLOBO faz parte, revela que, apesar de cada país estar num estágio diferente na corrida tecnológica, há problemas comuns em quase toda a região. Entre eles destacam-se o ainda baixo acesso a computadores e à internet nas escolas e a falta de capacitação dos professores para usar ferramentas tecnológicas. No caso do México, por exemplo, de um total de 198.896 escolas públicas no nível básico —

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Governo defende 100% dos royalites do petróleo para educação

O governo decidiu jogar para o Congresso a responsabilidade de garantir o cumprimento da meta de investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação, prevista no Plano Nacional de Educação (PNE), que direciona as políticas para a área nos próximos dez anos.   A única saída, de acordo com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, é direcionar 100% dos royalties do petróleo ainda não divididos, incluindo os do pré-sal, e 50% do Fundo Social do Pré-Sal para investimentos em educação, propostas que tramitam no Congresso. “No Orçamento, o dinheiro só entra se tiver definida uma fonte. Como dificilmente o Congresso vai aprovar aumento de impostos para poder garantir esse aumento de recursos para educação e, como não temos margem para tirar de outras áreas, o melhor caminho é encontrar uma fonte viável e que aumente cada vez mais a receita.    O governo só vê uma fonte que realmente viabilize essa trajetória: os royalties do petróleo e do pré-sal, não daquilo que já foi dividido, e pelo menos metade do fundo de partilha, para financiar a educação”, disse na ultima quarta-feira, (22), após reunião com a presidenta Dilma Rousseff e entidades estudantis. Segundo Mercadante, o governo vai mobilizar a base

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Ministério estuda incluir Enem no cálculo do Ideb para universalizar índice

O Ministério da Educação estuda a substituição da Prova Brasil pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). Os resultados do Enem confeririam maior universalidade aos resultados do ensino médio.   Em 2011, o exame recebeu 1,5 milhão de inscrições de estudantes que concluíam essa fase, enquanto a amostra do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que inclui a Prova Brasil, avaliou 70 mil candidatos.    “O Enem é quase censitário e os alunos já estão cobrando resultados”, disse o ministro Aloizio Mercadante. “Com as cotas sociais, a participação deve crescer ainda mais.” Durante encontro do ministro com representantes do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), na manhã da ultima terça-feira, 21, foi proposta a criação de um grupo de trabalho para debater a valorização do ensino médio.   O grupo de trabalho contará com representantes do MEC, cinco representantes do Consed, um de cada região, e observadores da Academia Brasileira de Ciência e da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).   Outros temas que o grupo deverá discutir serão o redesenho curricular do ensino médio, a ampliação do ensino médio inovador e

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Opinião: A solução, o nó e a crise

Foram divulgados na semana passada os resultados de 2011 do Índice de Desenvolvimento da Educação básica (Ideb). Trata-se de uma das referências mais importantes para o acompanhamento dos avanços e retrocessos da área no País, combinando resultados de desempenho com fluxo Escolar.   Ainda que não seja um indicador perfeito, a partir de seus dados é possível avaliar as consequências das políticas e agir para que se ponham em prática os aperfeiçoamentos e as correções necessários. Como o índice é calculado a cada dois anos desde 2005, já temos uma boa série histórica, com informações para o quinto ano do Ensino fundamental (avaliando, portanto, os anos iniciais dessa etapa), o nono ano dessa mesma fase de Ensino (anos finais) e o terceiro ano do Ensino médio (a última etapa da Educação básica). Analisando essas etapas no período, temos, respectivamente, a solução, o nó invisível e a crise. O Fundamental I (do primeiro ao quinto ano) tem apresentado resultados animadores, os quais apontam um acúmulo de experiências bem-sucedidas que indicam o contínuo avanço dessa etapa. Desde 2005 cresceu 0,4 ponto por edição, saindo de 3,8 para 5 em 2011. Os Estados do Ceará e do Piauí merecem destaque, com os maiores

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