Zoara Failla: “Se o professor não é leitor, não consegue transmitir o prazer pela leitura”

Os professores são os principais influenciadores nos hábitos de leitura dos brasileiros. Mas há indícios de que, no seu tempo livre, eles raramente abrem um livro, assim como a maioria dos brasileiros. O dado está no livro Retratos da Leitura do Brasil 3, que foi lançado durante a Bienal do Livro de São Paulo, no último mês. A obra analisa a pesquisa de mesmo nome feita pelo Instituto Pró-Livro, sob organização da socióloga Zoara Failla. Ela diz que a amostra de professores ouvidos em 2011 – apenas 145, entre cerca de 5.000 entrevistados de todo o Brasil – é pequena, mas o resultado surpreendeu. Apenas três docentes disseram que gostam de ler no tempo livre. Ao serem questionados sobre títulos preferidos, eles citaram os de autoajuda e religiosos. O Brasil ainda não é um país de leitores. Cerca de 50% da população não lê, quantidade maior do que a verificada em 2007, quando 55% se diziam leitores. Mas é preciso considerar que houve algumas mudanças na forma de conduzir as entrevistas entre uma edição e outra do estudo. O que mais afasta os brasileiros da leitura não é o preço dos livros ou a dificuldade de acesso e, sim, a

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Brasil aumenta investimento em educação, mas ainda não alcança médias da OCDE

Mesmo sendo um dos países que mais aumentaram os gastos com educação entre os anos 2000 e 2009, o Brasil ainda não investe o recomendado do PIB (Produto Interno Bruto) em educação e está longe de aplicar o valor anual por aluno indicado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Os dados fazem parte do relatório sobre educação divulgado nesta terça-feira (11) pelo órgão. Os gastos por aluno na educação primária e secundária cresceram 149% entre 2005 e 2009, mas o Brasil ainda está entre os cinco países que menos investem por aluno, entre os avaliados pela OCDE. Já no ensino superior houve uma diminuição de 2% dos gastos públicos por estudante – com isso, o Brasil fica em 23º lugar de uma lista com 29 países.Apesar de estar abaixo do recomendado, o investimento público total em educação no Brasil passou de 10,5% em 2000 para 16,8% em 2009. Nesse quesito, o país é o 4º em um ranking de 32 países avaliados – atrás somente de Nova Zelândia, México e Chile. PIB A porcentagem do PIB brasileiro que vai para educação também está abaixo da média da OCDE: o Brasil investe 5,55% do PIB no setor, quando

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Matrícula no ensino de adultos cai 11%

Apesar de o País ter 65 milhões de adultos que não concluíram o ensino fundamental e de ainda ostentar uma taxa de analfabetismo que beira os 10% (cerca de 20 milhões de pessoas), as matrículas na Educação de Jovens e Adultos (EJA) caem ano após ano. Dados preliminares do Censo Escolar 2012 mostram que, de 2010 a 2012, houve uma diminuição de 11% no número de matriculados nos ensinos fundamental e médio da EJA. O porcentual sobe um ponto, para 12%, se forem considerados apenas os alunos do fundamental (1.º ao 9.º ano). No País todo, apenas cinco Estados aumentaram o oferecimento da modalidade. Nos outros 22, o porcentual é negativo e chega a mais de 20% de queda naqueles que têm as maiores redes. No Rio de Janeiro, por exemplo, houve redução de 34% em três anos. Santa Catarina e São Paulo estão na sequência, com 25% e 22% de queda, respectivamente (veja tabela nesta página). A Secretaria de Estado da Educação de São Paulo afirmou, em nota, que a diminuição é um resultado positivo, consequência direta da diminuição do número de alunos com defasagem de idade em relação às séries que cursam.   A nota diz, ainda, que

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Brasil tem 41.183.103 estudantes matriculados na rede pública

O Brasil possui 41.183.103 estudantes matriculados na rede pública de educação básica – estadual e municipal – em 2012, segundo dados preliminares do Censo Escolar publicados na edição desta quinta-feira (6) do `Diário Oficial da União`. O número de matrículas caiu 2,08% em comparação com 2011. A redução foi de mais de 870 mil matrículas.   O ensino regular tem 40.554.335 matrículas. Os dados do `Diário Oficial` se referem à matrícula inicial em educação infantil (creches e pré-escola), ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos (EJA) e o sistema de educação especial, que possui 628.768 estudantes matriculados. O número de matrículas nas redes estaduais e municipais representa 21,23% da população brasileira, segundo estimativa feita pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgada na sexta-feira (31), que aponta que o Brasil tem uma população de 193.946.886 de habitantes. De acordo com os dados preliminares, a redução no número de matrículas no ensino regular foi de 2,2%, de 41.469.947 para 40.554.335 estudantes matriculados. Com exceção da educação infantil, todos os outros níveis do ciclo básico de ensino (educação fundamental e ensino médio), além da educação de jovens e adultos, apresentaram queda. Os dados mostram que a quantidade de

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Escolas têm até 5 de outubro para retificar dados do censo

Escolas públicas de todo o país devem verificar e retificar, se for o caso, os dados do censo escolar da educação básica de 2012, o que deve ser feito no sistema Educacenso. O prazo vai até 5 de outubro. As informações preliminares sobre matrículas foram divulgadas nesta quinta-feira, 6, no Diário Oficial da União.   Os dados publicados referem-se a matrículas na educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, educação de jovens e adultos e educação especial. No censo, as escolas preenchem, também, informações sobre infraestrutura, turmas, alunos, professores, auxiliares de ensino e monitores. As instituições de ensino usam como referência a última quarta feira do mês de maio.    Entre 30 de maio e 5 de agosto, mais de 98% das escolas que enviaram dados para o censo de 2011 tinham preenchido o de 2012. No entanto, as informações preliminares ainda não podem ser comparadas com as de outros anos. O resultado final será divulgado após a consolidação dos dados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) do Ministério da Educação.   Somente os gestores municipais de educação podem retificar os dados, a partir do acesso ao sistema eletrônico do Educacenso. Após o login, os procedimentos passam pelo

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Cooperação internacional Ministro defende redesenho de currículo para o ensino médio

“Em que medida nossos jovens estão efetivamente preparados para o desafio econômico e global?”, questionou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, ao discursar na ultima quarta-feira, 5, na 72ª Reunião do Conselho Diretivo da Organização dos Estados Iberoamericanos para a Educação e Cultura (OEI), na Espanha. Mercadante, que presidiu o encontro, defendeu o redesenho do currículo e das competências do ensino médio para adequá-la à nova realidade global.   “Precisamos compartilhar experiências para o aprendizado da matemática, das linguagens, das ciências humanas e da natureza e o ensino técnico profissionalizante”, afirmou Mercadante.    O ministro lembrou que, durante a última cúpula dos ministros dos países do Mercosul, foi aprovado um projeto de compartilhamento dos conteúdos digitais pedagógicos produzidos em todos os países membros, para que dessa forma possam fortalecer o aprendizado nas escolas públicas. “O desafio é compartilhar conhecimentos que fortaleçam o imenso desafio da inclusão digital nas escolas públicas e o uso da tecnologia da informação com fins pedagógicos”, disse o ministro.   Composto por ministros da educação dos estados membros da OEI, o Conselho Diretivo da OEI deve analisar e aprovar o relatório de atividades, a proposta orçamentária bianual para o biênio seguinte, bem como aprovar o relatório de

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Concurso de blogs estimula estudantes a compartilhar hábito de leitura

Um dos principais desafios atuais em todos os sistemas educacionais do mundo é encontrar uma maneira de estimular o hábito da leitura entre os jovens. Um projeto da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Fundação SM buscou unir o livro à internet, principal meio de comunicação entre os jovens. E o resultado surpreendeu os organizadores: mais de 800 Alunos entre e 12 e 15 anos participaram da iniciativa ¿Qué estás leyendo? (O que estás lendo?), que incentivou os participantes a compartilhar informações sobre livros e outras plataformas de leitura. Os participantes usaram diferentes ferramentas – imagens, texto e vídeos – para compartilhar dicas de obras que estão lendo ou que recomendam que sejam lidas. O concurso recebeu de março a agosto de 2012 a inscrição de mais de 800 jovens de 16 países – a maioria de língua espanhola. O país com a maior participação foi o Uruguai, com 224 blogs criados. A experiência foi apresentada durante reunião preparatória do Congresso das Línguas na Educação e na Cultura, em Salamanca, na Espanha. A coordenadora do projeto, Inés Miret, avalia que o saldo foi muito positivo.   Segunda ela, essa primeira edição

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Projeto que destina 10% do PIB para educação segue para o Senado

O projeto de lei que cria o Plano Nacional de Educação (PNL) seguirá diretamente para análise do Senado. O líder do PDT na Câmara, Andre Figueiredo (CE), anunciou que reuniu as assinaturas necessárias para derrubar requerimento do líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que pedia que a proposta fosse discutida e votada pelo plenário da Câmara. Aprovado por comissão especial da Câmara , em caráter conclusivo, o projeto prevê investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação até o fim da década. Com a retirada de 46 das 80 assinaturas reunidas por Chinaglia, o requerimento do governo perde a eficácia. Com isso, o texto passará por votação simbólica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e seguirá para o Senado. A votação do requerimento estava prevista para 19 de setembro , durante a semana de esforço concentrado da Câmara. O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou em Plenário a retirada das assinaturas. Ele disse que o Senado terá de modificar a proposta de recursos para o PNE. Segundo ele, os 10% do PIB aprovados pela comissão que analisou o plano não podem ser aprovados pelo Congresso sem que sejam apontadas fontes para

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