Royalties devem ir integralmente para educação, dizem especialistas
O dinheiro dos royalties do petróleo deveria ser aplicado exclusivamente na Educação, segundo especialistas que participaram de audiência pública promovida ontem pela comissão mista criada para examinar a Medida Provisória (MP) 592/2012, que trata das novas regras de distribuição dos recursos. De acordo com o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a aplicação de 100% dos royalties em Educação é indispensável para que o Brasil consiga aprimorar o sistema público de Ensino, colocando-o no mesmo nível dos países desenvolvidos. Ele explicou que na Educação infantil, por exemplo, seriam necessários investimentos adicionais de R$ 23 bilhões — além dos R$ 11 bilhões atuais — para garantir um padrão mínimo de qualidade. — A Educação pública tem melhorado, mas em ritmo muito lento. Para alcançar os países desenvolvidos, a gente levaria até 2060 — disse Cara. A presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Helena Nader, também defendeu 100% dos royalties na Educação e sugeriu 70% no Ensino básico, 20% no Ensino superior e 10% em ciência e tecnologia. O presidente da Confederação Nacional de Municípios, Paulo Ziulkoski, também apoiou a destinação total dos royalties para a Educação. Na avaliação dele, a lei de redistribuição dos