Governo abre várias frentes para aprovar royalties para educação no Congresso

O governo da presidente Dilma Rousseff montou várias frentes no Congresso Nacional para tirar do papel a promessa de destinar 100% dos royalties do petróleo para a educação. Considerada prioritária pelo Palácio do Planalto, a proposta já tramita em regime de urgência na Câmara, por meio de um projeto de lei encaminhado no início do mês passado. Desde a última semana, entretanto, o tema passou a constar também do projeto do Plano Nacional da Educação (PNE) , em análise no Senado. A inclusão foi feita na forma de uma emenda aprovada na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A estratégia dá ao governo duas linhas distintas de ação no Congresso para tentar aprovar a matéria. Ao incluir a destinação exclusiva dos royalties para educação no PNE, a comissão do Senado utilizou-se justamente de trechos do projeto que tramita na Câmara. Por enquanto, não há uma orientação para que líderes priorizem um ou outro projeto. A ordem é sentir o terreno para ver qual dos dois tem mais chance de assegurar a mudança na regra. O projeto de lei, de número 5.500, já representava a segunda tentativa do governo de aprovar a destinação integral dos recursos para a educação na Câmara.

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Com empresário, editora enfrentou crises e cresceu

Com Roberto Civita no comando, a Editora Abril foi pioneira no Brasil no lançamento de vários produtos e serviços. Atualmente, além de publicações impressas, o grupo mantém mais de 80 sites e portais na internet e também cria conteúdos para iPad e internet móvel. Em televisão, numa parceria com a americana Viacom, a Abril lançou em 1990 a MTV, primeira TV segmentada do Brasil.   Anos depois, Civita criou a TVA, primeira operadora de TV por assinatura do País. Na mesma década, criou o provedor de internet BOL (Brasil On Line), que foi posteriormente fundido com o UOL.   Também nos anos 90, a Abril iniciou uma série de parcerias e sociedades com empresas de mídia internacionais, como a Time Warner, a Sony Pictures e Disney. O objetivo era criar canais para TV a cabo brasileira, como a ESPN Brasil e a HBO Brasil.   Mas, no ambiente de economia conturbada dos anos 90 e início dos anos 2000, a TV por assinatura no Brasil permanecia como um produto para poucos. A TVA teve problemas financeiros que acabaram gerando prejuízos, demissões de funcionários e dívidas para a Abril.   O cenário piorou com a desvalorização cambial, em 1999. A companhia

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Morre o empresário Roberto Civita, sócio do Grupo Abril

O empresário Roberto Civita, filho de Victor Civita, fundador do Grupo Abril, morreu às 21h41m deste domingo, aos 76 anos, devido à falência múltipla de órgãos, depois de três meses internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, para a correção de um aneurisma abdominal. Deixa mulher, três filhos e seis netos. Desde a hospitalização seu filho Giancarlo Civita assumiu seu lugar na presidência do Conselho de Administração do Grupo Abril. O velório ocorrerá nesta segunda-feira, a partir das 11h, no Crematório Horto da Paz, em Itapecerica da Serra, São Paulo.     Roberto Civita estava no comando da companhia há mais de duas décadas, período em que a empresa diversificou seus negócios, tornando-se um dos maiores conglomerados de comunicação da América Latina. O grupo é responsável pela publicação das revistas Veja, Exame, Nova e Quatro Rodas, entre outras.   Civita acumulava oscargos de presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, e presidente do conselho da Abril Educação. Mas, desde a sua internação, em março, estava afastado de todas as suas atividades no grupo, que foram assumidas interinamente pelo seu filho Giancarlo Civita, presidente executivo do Grupo Abril e vice-chairman da Abrilpar.   Ao lado do

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Brincadeiras com texto acima dos 3 anos melhoram capacidade de leitura

Incluir exercícios com letras e números na educação de crianças a partir dos três anos melhora o desenvolvimento na alfabetização, afirmam especialistas. A prática, conhecida como letramento, não é novidade em escolas particulares. No entanto, na rede pública, a educação infantil ainda se resume ao cuidado e a brincadeiras sem intenção didática. A proposta não é a de transformar creches em escolas, mas a de colocar as crianças em contato com textos, letras e conceitos como preparação para a alfabetização, explica a psicóloga Tarciana de Almeida, especialista em psicologia cognitiva. `Assim as crianças podem chegar ao final do 3º ano [do ensino fundamental] como leitoras, escritoras e falantes de sua língua cada vez mais competentes`, afirma a pedagoga Patrícia Moura Pinho, professora da Universidade Federal do Pampa. `É a escola pública que não faz isso com a alegação de que se está `escolarizando` a educação infantil. Isso só aumenta a desigualdade, estamos reduzindo as chances dos alunos de escola pública`, pontua Angela Dannemann, diretora executiva da Fundação Victor Civita. Para as especialistas, as críticas ao letramento infantil não são pertinentes. `Desde sempre a criança está inserida no mundo da escrita. Tudo depende de como a questão for trabalhada, podemos, por

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Baixa velocidade de acesso à web é barreira à adoção da tecnologia em sala de aula

A baixa velocidade das conexões com a internet nas escolas públicas brasileiras é uma barreira à adoção da tecnologia como ferramenta de apoio pedagógico em sala de aula. Foi o que 78% dos diretores, 73% dos professores e 71% dos coordenadores de unidades de ensino afirmaram ao Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), que divulgou na última quinta-feira, 23, os resultados da pesquisa TIC Educação 2012. O centro de estudos do comitê (Cetic.br) ouviu 1.592 professores, 831 diretores, 773 coordenadores e 8.332 alunos dos ensinos fundamental e médio, distribuídos em 856 escolas brasileiras. Dessas, dois terços são públicas – municipais e estaduais – e um terço, particulares.   A pesquisa apurou que 90% das escolas públicas têm acesso à internet, mas 32% delas possuem conexão inferior a 1 megabite por segundo, enquanto 26% se conectam com velocidade entre 1 e 2 megabites por segundo. Do total, 24% dos diretores disseram não saber a velocidade da internet de suas instituições. Além disso, 52% dos educadores de rede pública declararam que foi preciso fazer um curso de informática para aprender a usar o computador e a internet com fins pedagógicos. Para isso, três quarto deles tiveram que pagar o curso do

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Após início tímido, SP prevê ter 50 mil estudantes em tempo integral em 2014

Depois de ter dificuldades no ano passado para expandir o novo modelo de tempo integral nas escolas estaduais, o governo de São Paulo conseguiu que mais 101 unidades assumissem o programa para 2014. Com as adesões, a modalidade vai chegar a 50 mil alunos em 170 unidades – mas longe da meta inicial, que era alcançar 300 escolas. Segundo a Secretaria da Educação, isso só deve ocorrer em 2015. A implementação depende de adesão de alunos, pais e professores. O modelo prevê a jornada de oito horas e meia no ensino fundamental e de nove horas e meia no médio. Os professores passam a ter dedicação exclusiva à escola, recebendo bonificação de 75% sobre o salário. Já os alunos, além do currículo tradicional, passam por matérias eletivas, que vão de prática de ciências à moda. Mais tempo na escola e dedicação exclusiva, aliás, mostraram-se como barreiras para a expansão. No ensino médio, por exemplo, muitos alunos precisam trabalhar. Na outra ponta, professores recusam a dedicação exclusiva por terem dupla jornada em outras escolas. Responsável pela implementação do modelo, Valéria de Souza, da Secretaria Estadual da Educação, explica que selecionar as escolas exige análise criteriosa. “A escola tem de ter espaço

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Cresce a presença de computadores portáteis nas escolas públicas

Os computadores portáteis estão mais presentes nas escolas públicas brasileiras, mas a velocidade de conexão limita o uso das tecnologias de informação e comunicação (TICs) nessas instituições. Setenta e quatro por cento das escolas públicas possuíam computador portátil em 2012, em comparação com os 67% de 2011 e 49% de 2010.   Os dados são da terceira edição da pesquisa TIC Educação, produzida pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), por meio de seu Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br).   A pesquisa analisou 856 escolas públicas e privadas do Brasil, selecionadas a partir do Censo Escolar do Ministério da Educação (MEC) 2011. Foram entrevistados 1.592 professores, 8.332 alunos do ensino fundamental e médio, 773 coordenadores pedagógicos e 831 diretores.   Para 79% dos professores e 71% dos coordenadores pedagógicos de escolas públicas, o número insuficiente de computador dificulta ou dificulta muito o uso das TICs para fins pedagógicos.   A pesquisa verificou também que, em média, de cada 21 computadores de mesa nas escolas, apenas 18 estavam funcionando. Em 2012, 99% das escolas públicas possuíam computador, instalados ou não. Dessas, 89% tinham acesso à internet.   O levantamento constatou ainda

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Mais de 60% dos alunos de escola pública têm computador em casa, indica pesquisa

A maioria dos alunos de escolas públicas do país (62%) tem computador em casa, aponta a pesquisa Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) Educação 2012, divulgada na última quinta-feira, (23), pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br). O número é crescente desde 2010, primeiro ano do levantamento, quando o percentual era 54%. No ano passado, essa proporção entre estudantes da rede pública já tinha avançado para 56%.       A abordagem reuniu informações de 856 escolas públicas e privadas, selecionadas a partir do Censo Escolar de 2011. Foram entrevistados professores de português e matemática, alunos dos ensinos fundamental e médio, além de coordenadores pedagógicos e diretores. Também houve avanço do acesso à internet pelo celular entre os alunos de escolas municipais e estaduais: crescimento de 14 pontos percentuais na comparação com 2011, alcançando 44% dos entrevistados. No ensino privado, a proporção de estudantes que acessam internet pelo celular é maior, atingindo 54% dos entrevistados. Em relação aos professores, a pesquisa mostra que a presença do computador e da internet em casa está próxima da universalização. No último levantamento, o percentual já chegava a 96%. A maioria deles tem o computador como suporte para desenvolver habilidades e usa a

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Cleuza Repulho é reeleita presidenta da Undime

A Dirigente Municipal de Educação de São Bernardo do Campo (SP), Cleuza Repulho, foi reeleita presidenta da Undime no dia16 de maio, por unanimidade, pelo período de dois anos. O vice presidente é Alessio Costa Lima, Dirigente Municipal de Educação de Tabuleiro do Norte/CE. Cerca de 206 pessoas participaram do processo eleitoral da entidade e votaram para escolha dos 12 novos membros da diretoria e três representantes do Conselho Fiscal. De acordo com a presidenta reeleita, a Undime vai continuar trabalhando com as bandeiras a favor do piso salarial dos professores, plano de carreira e a aplicação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação pública. “Temos desafios a vencer. Precisamos dos novos dirigentes para compor essa nova chapa e deu o resultado que a gente esperava, a união de todos os estados e a participação de todos eles”, avaliou Cleuza. O vice-presidente da Undime, Alessio Lima, está em seu primeiro mandato como Dirigente Municipal de Educação. Ele representa a renovação dos gestores, já que mais de 70% dos municípios elegeram novos prefeitos, de acordo com levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM). “A expectativa é poder contribuir de forma mais efetiva para a educação pública do nosso país.

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