Gestão na Educação deixa passivos, mas também obtém avanço
Convidado a assumir a Casa Civil, o ministro Aloizio Mercadante deixará a Educação com um passivo que inclui a demora na aprovação do Plano Nacional de Educação (PNE), uma relação degastada com o setor privado e a falta de resultados concretos no ensino médio, apontaram ao Estado agentes da área. Por outro lado, sua gestão também é marcada pela criação do Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa e a consolidação de programas como o Ciência sem Fronteiras e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). `O Mercadante não colocou o capital político dele a favor da área de ensino`, critica o coordenador-geral da Campanha Nacional Pelo Direito à Educação, Daniel Cara. Para ele, um exemplo disso foi a forma como ele lidou com o PNE, que traça metas para os próximos dez anos. A tramitação do plano se arrasta no Congresso desde dezembro de 2010. Para a presidente da Federação Nacional das Escolas Particulares (Fenep), Amábile Pacios, o ministro foi tão requisitado pela presidente Dilma Rousseff para outras áreas que `não prestou muita atenção no MEC`. A Fenep e o MEC têm travado uma luta por causa da tentativa do governo de criar o Instituto
