Na semana passada, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgou os resultados da série histórica da sua Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, que acompanha, desde 2006, o desempenho da indústria do livro no país. No geral, nos últimos 13 anos, o setor editorial encolheu 25%, sendo que subsetor de Obras Gerais perdeu 48% e o de Científicos Técnicos e Profissionais (CTP) perdeu 36% no acumulado desse período. O número de exemplares vendidos, no entanto, apresentou discreto crescimento. Na mesma base de comparação, o número saltou de 318,6 milhões em 2006 para 352 milhões em 2018. O preço médio dos livros nesse mesmo período se corroeu em 34%. Isso evidencia que a aposta do mercado em manter os preços baixos surtiu efeito no aumento no número de exemplares, mas não o suficiente para fazer crescer o faturamento. Apontados como um “desastre” por Marcos Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL), entidade que, ao lado da Câmara Brasileira do Livro (CBL), encomenda a pesquisa, esses números foram destrinchados por Mariana Bueno, economista responsável pela pesquisa, em sua segunda participação no Podcast do PublishNews.