A rede das livrarias piratas
Marcelo Duarte, da editora Panda Books, descobriu recentemente que o grande sucesso atual de seu catálogo pode ser obtido de graça. Terceiro lugar na lista de não-ficção de VEJA nesta semana, O Doce Veneno do Escorpião, coletânea de pornoconfissões da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, é oferecido sem custo em vários sites da internet. Uma cópia do livro – ilegal, pois feita sem a autorização da editora, que detém os direitos de reprodução da obra – já chegou, via e-mail, até o indignado Duarte, que não sabe como agir diante do problema. “Se na rua a gente vê bancas vendendo CDs piratas, que esperança eu posso ter de controlar a distribuição de um livro pela internet?“, reclama. Ao abrir a possibilidade de que os usuários baixem músicas livremente, a internet se transformou no pesadelo da indústria fonográfica. O mercado livreiro ainda não foi atingido do mesmo modo, talvez porque copiar um livro digitalmente seja um processo trabalhoso – é preciso escanear cada página. A principal preocupação de entidades dedicadas a zelar pelos direitos autorais, como a Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR), ainda é combater as velhas fotocopiadoras instaladas nas universidades. Mas o temor de
