Mike Shatzkin, o conselheiro

Mike Shatzkin fez a palestra de abertura do I Fórum do Livro Digital na noite desta terça-feira (10) em São Paulo.    Os conselhos de Mike Shatzkin na noite desta terça-feira (10), na abertura do Fórum Internacional do Livro Digital: Seja vertical e saiba quem você quer que seja o seu consumidor; escolha o assunto que quer dominar; comprometa-se com uma comunidade, e não só com o seu conteúdo; se estiver no mercado de livros gerais, pense no que vai fazer quando as livrarias não mais existirem; e publique globalmente. Simples assim. Ele disse que aqueles que forem mais segmentados farão a transição para esse novo modelo de negócio que está sendo desenhado tranquilamente e terão mais sucesso.  Contou a história de uma editora pequena especializada em livros espirituais que organiza convenções capazes de mobilizar um milhão de pessoas. A Random House nunca conseguiria fazer isso, disse. Mas comentou que mesmo romances podem ser verticalizados. Afinal, todos tratam de um tema – divórcio, alcoolismo, família…  Mike Shatzkin tem 48 anos de experiência no mercado editorial, é fundador da Idea Logical, é consultor das maiores editoras e redes de livrarias internacionais, usa leitores digitais desde 1999, não lê livros em papel há três

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Melhoramentos fatura mais que o previsto no semestre

Capitalizada após quitar suas dívidas com os recursos que levantou com a venda da divisão de papel do grupo, a editora Melhoramentos chega à 21ª Bienal do Livro com motivos para festejar os seus 120 anos. A editora, que tem contrato de exclusividade com Ziraldo, encerrou o primeiro semestre com aumento de 16% na receita, índice superior aos 12% projetados no início do ano.   “Se mantivermos o mesmo ritmo dos últimos seis meses poderemos terminar o ano com crescimento de 20% no faturamento”, disse Breno Lerner, diretor-geral da Melhoramentos. No ano passado, o faturamento somou R$ 50 milhões.   O desempenho positivo é reflexo das vendas de livros paradidáticos para o governo, que cresceram 20% no primeiro semestre, de títulos infantis mais sofisticados, cujo preço varia de R$ 49 a R$ 89, de livros de culinária também com preços mais elevados e da coleção “Mônica Jovem”, que em apenas um mês vendeu 140 mil exemplares.   A editora está investindo neste ano cerca de R$ 4,5 milhões no desenvolvimento de produtos infanto-juvenis, o dobro do ano passado. A editora faz parte do grupo Melhoramentos, da família Weiszflog, que possui ainda negócios na área de plantação de florestas para fabricação

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Matrículas no ensino médio caem 11% no RS e 6,9% no Brasil

O número de matrículas no ensino médio no Estado do Rio Grande do Sul caiu 11% entre 2005 e 2008 na faixa etária correspondente, que vai dos 15 aos 17 anos, segundo pesquisa da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A média no Brasil teve queda menor, de 6,9%.   Ainda de acordo com o estudo, o percentual de conclusão também ficou abaixo da média nacional no Estado, com 46% dos estudantes terminando os três anos do ensino médio. A média nacional chega a 51% e Estados como Santa Catarina e São Paulo ultrapassam 80% de concluintes.    A pesquisa aponta também que o número de vagas oferecidas no Ensino Superior no Brasil já é maior que o número de concluintes no Ensino Médio. Outro dado é que, na rede pública, o ensino médio registrou aprovação de 65,3% e evasão de 14%. Já na rede privada, o índice de aprovação sobe para 92,1% e apenas 0,5% abandonam o ensino médio.   De acordo com Bruno Morche, pesquisador do Grupo de Estudos sobre Universidade (GEU) da Sociologia da UFRGS, a gravidez na adolescência e a necessidade do jovem de trabalhar para aumentar a renda da família são os principais

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Secretarias e escolas devem regularizar termos de adesão

Os termos de adesão ao Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) feitos por 1.685 entidades devem ser regularizados com urgência. Caso contrário, as secretarias estaduais e municipais de educação e as escolas federais que estão com o documento em diligência podem ter problemas para receber os livros didáticos que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) encaminha todos os anos às escolas públicas do país.   As principais falhas identificadas pelos técnicos do FNDE são: a assinatura que consta no termo de adesão não confere com a da cópia do documento de identificação enviado; o gestor não enviou a cópia do documento; envio de termo diferente do original.   No portal eletrônico do FNDE, em Consulta e emissão de termo de adesão ao PNLD, os gestores públicos podem conferir qual é a pendência referente ao seu estado, município ou escola federal e providenciar a regularização.   Regra    A nova regra que determina a adesão ao programa do livro didático como pré-requisito para o recebimento das obras passou a valer este ano. O objetivo é garantir maior controle na distribuição dos exemplares às escolas. As escolas federais, as prefeituras e as secretarias estaduais de educação tiveram até 30 de

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Haddad quer pós para ensino básico

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu na sexta-feira que o próximo Plano Nacional de Educação estipule metas para a formação de professores do ensino básico público com pós-graduação.     Para o ministro, o professor especializado tem mais condições de estimular o ingresso à iniciação científica na sala de aula. “Isso vai ajudá-lo [professor] a um ambiente mais propício para essa prática”, disse o ministro.   A palestra de Haddad encerrou a 62ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), na capital potiguar. No início da conferência, Haddad foi interrompido pelo protesto de estudantes e professores do Programa de Educação Tutorial (PET). O programa prevê que os alunos recebam orientação de um tutor para atividades extracurriculares, inclusive na área de ciências 

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Vestibulares estão sobrecarregando o ensino médio, diz Haddad

Ministro discursou no encerramento da reunião da SBPC, em Natal. Segundo ele, professor não tem espaço para aprofundar o que é ensinado.   O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou nesta sexta-feira (30) que os professores do ensino médio estão sobrecarregados por causa da existência de muitas provas diferentes de vestibular no país, e que não conseguem aprofundar o conteúdo ensinado.   “Estamos sobrecarregando o ensino médio, e o professor – para não falar do aluno – é uma das maiores vítimas. Ele é obrigado a cumprir um programa tão extenso que não permite a ele entrar no assunto com profundidade”, afirmou o ministro na conferência  de encerramento da reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que ocorreu nesta semana em Natal.   De acordo com Haddad, esse problema deve ser superado pelo novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). “Acho que o Enem vai ajudar a organizar um currículo mais racional, mais adequado, ao mesmo tempo menos abrangente mas mais aprofundado, com mais espaço para discussão em sala de aula, e não esse rolo compressor que é a assimilação mecânica de matéria”, afirmou.   A partir de 2009, o Enem foi  aplicado com um novo formato,

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Salas de aula da rede federal poderão ser usadas para alfabetizar adultos

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 7274/10, do Senado, que prevê que os governos estaduais e municipais poderão utilizar salas de aula da rede de ensino federal de educação básica, superior e profissional para realizar cursos de alfabetização de jovens e adultos.   Entidades da sociedade civil que realizem cursos de alfabetização de jovens e adultos também poderão usar as salas, diz o texto.   De acordo com o projeto, a União repassará aos estabelecimentos de ensino que cederem as suas instalações os recursos financeiros necessários ao ressarcimento das despesas. As entidades públicas ou privadas que vierem a utilizar as salas de aula serão responsáveis por eventuais danos à escola.   Autor da proposta, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) afirma que, apesar de várias tentativas públicas e comunitárias para acabar com o problema, o Brasil registra número “vergonhoso” de analfabetos – 15 milhões de jovens e adultos, de acordo com dados de 2006.   Tramitação O projeto tramita em caráter conclusivoRito de tramitação pelo qual o projeto não precisa ser votado pelo Plenário, apenas pelas comissões designadas para analisá-lo. O projeto perderá esse caráter em duas situações: – se houver parecer divergente entre as comissões (rejeição por uma, aprovação

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Câmara poderá ter comissão especial para regulamentar novo FPE

A Câmara poderá criar no segundo semestre uma comissão especial para regulamentar o Fundo de Participação dos Estados (FPE). O pedido foi feito pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e a decisão cabe ao presidente Michel Temer. O objetivo da comissão é aprovar uma lei complementar que estabeleça novos critérios para rateio do FPE.   Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que a sistemática atual, definida pela Lei Complementar 62/89, é inconstitucional e determinou que um novo modelo de divisão entre em vigor a partir de 1º de janeiro 2013. Se até lá isso não for feito, os estados deixarão de receber os recursos do fundo, que representam 13% de toda a receita tributária disponível para os entes federativos.   Peso nas finanças Para o deputado Hauly, a importância do FPE para as finanças estaduais e o prazo dado pelo Supremo tornam urgente a criação da comissão especial. “Esse é um assunto que não pode ficar esperando a boa vontade do governo e dos governadores. Devemos tomar a frente do debate”, disse.   A preocupação dele e de outros parlamentares é que a discussão fique restrita ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), órgão colegiado que reúne todos

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O gargalo da formação

Há uma relação direta entre as dificuldades de contratação de mão de obra especializada em um momento de expansão econômica, retratadas em matéria de capa do JC no domingo, 18, e os últimos resultados da avaliação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que colocam Pernambuco em sétimo lugar entre os nove estados nordestinos.   Ou seja, dentro de uma realidade problemática, a qualidade do ensino básico no Estado deixa ainda mais a desejar. Essa relação aparece com maior ou menor intensidade em praticamente todos os setores de nossa economia que vêm experimentando aquecimento nos últimos anos. De engenheiros para montagem industrial a padeiros.   Trata-se de um reflexo do gargalo da formação, em que deficiências de aprendizado se acumulam em um sistema educacional de baixa eficiência, e se tornam dramáticas quando a necessidade pede o complemento do ensino técnico para o preenchimento de vagas de trabalho. Os cursos de panificação e confeitaria, como a maioria dos cursos, exigem o segundo grau – e aí o gargalo aparece, em tempos de boom econômico.   O resultado é o que temos constatado: a tendência de importar mão de obra para dar conta do acelerado ritmo de crescimento. Em Suape, somente

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