Boletim Fome de Livro

Livro já é completamente isento de impostos no Brasil    Está em vigor desde o último dia 21 de dezembro a Lei que isenta a produção, comercialização e importação de livros do pagamento do PIS-Cofins-Pasep, o que varia entre 3,65% a 9,25%. Ela foi assinada pelo Presidente Luiz Inacio Lula da Silva no Palácio do Planalto em cerimônia que contou com a presença de editores, livreiros e escritores. Presidentes de entidades como SNEL, CBL, Libre, ABEU, AELRJ e ABDR) estavam entre os cerca de 300 editores, livreiros, distribuidores, escritores, bibliotecários e educadores presentes.     Com a medida, editores, livreiros e distribuidores deixaram de pagar qualquer tipo de taxa ou imposto sobre operações com livro. Estimativas do Ministério da Cultura indicam que a medida deve provocar dois tipos de impactos. O primeiro deles é a retomada dos investimentos de editoras e livrarias para o lançamento de novos selos editoriais e abertura de pontos de venda já a partir do primeiro semestre de 2005, o que deve provocar um crescimento superior a 15% no setor no ano. Outra conseqüência é uma redução nos preços dos livros, o que deve acontecer no início de 2005 e chegar a 10% no período de

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Dicionários passam a ter classificação por tipos

O ritmo de trabalho das editoras especializadas em dicionários nunca foi tão intenso quanto agora. Em dezembro do ano passado, o governo federal divulgou um edital alterando o processo de compras de dicionários e deu um prazo de três meses para as editoras interessadas apresentarem seus “bonecos“.     Apesar da correria, ninguém quer perder a concorrência e algumas editoras vão aproveitar o trabalho para lançar também no mercado os dicionários para diferentes níveis. A partir de agora, os dicionários serão classificados em três categorias: tipo 1, com 1 mil a 3 mil verbetes, tipo 2, com 3,5 mil a 10 mil verbetes; e tipo 3, com 19 mil a 35 mil verbetes.     Segundo o governo, o formato dos dicionários fornecidos anteriormente, com 30 mil a 70 mil verbetes, não era adaptado às peculiaridades do trabalho pedagógico das primeiras séries do ensino fundamental.     Leia mais…      Larousse briga no mercado brasileiro   Valor Econômico – Daniela DAmbrosio     Jean-Christophe Marc é um executivo global. Com passagens pela Renault, Alcatel e Carrefour, em diferentes países da Europa e América Latina, Marc escolheu o Brasil para se lançar no mercado editorial. Ele está no comando da

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Mercado cresce e cria boas oportunidades para editoras e escolas

A carreira no setor público está ressurgindo como opção para jovens recém-formados e profissionais experientes. Esse aumento é notado nos concursos públicos. Calcula-se hoje que 5 milhões de brasileiros se inscrevam para disputar uma vaga anualmente em exames federais, estaduais, distritais e municipais. Na esteira desse crescimento, existe um mercado em ascensão para editoras e cursos preparatórios.     Ricardo Ferreira, dono da Editora Ferreira, especializada em livros para concursos, também é responsável pela Feira do Concurso, que chega à sua segunda edição, entre os dias 1 e 3 de abril, no Rio de Janeiro. Ele conta que este ano o número de expositores dobrou de 60 para 120 e o de estandes de 80 para 150.     Uma das áreas mais promissoras desse mercado tem sido a de edição de livros preparatórios. Eles vêm substituindo as antigas apostilas e ganhando espaço nas livrarias. Em dezembro passado, a Campus Elsevier adquiriu a editora Ímpetus, especializada em concursos públicos, que possuía com um faturamento médio anual de R$ 20 milhões.     Outra que vem apostando no tema é a editora Saraiva. Hoje, ela possui 60 títulos voltados para os concursos públicos, sendo que 20 deles foram publicados desde novembro

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Reunião em Brasília

Na tarde do dia 26/01/05, representantes da Abrelivros estiveram reunidos com o presidente do FNDE José Henrique Paim Fernandes e com o Diretor Daniel Balaban. A seguir as informações obtidas durante o encontro:    1. Dicionários – PNLD 2006 – A Abrelivros entregou correspondência solicitando novamente a ampliação do prazo de entrega das obras para o dia 5 de abril de 2005. Ficaram de analisar o pedido.    2. PNLEM 2006 – Haverá complementação para o N e NE e aquisição de livros de Português e Matemática para todo o restante do Brasil. O edital deve sair antes do Carnaval, estando a escolha prevista para abril deste ano.    3. A única novidade em relação ao PNLEM 2007 é que, caso não haja verba suficiente, as matérias a serem priorizadas serão História e Geografia.    4. PNBE 2005 – continuamos aguardando as resposta às dúvidas. O FNDE pretende oferecer para a escolha das escolas 3 acervos diferentes, cada um contendo entre 100 e 120 títulos, selecionados entre os que passarem pela avaliação. A Abrelivros solicitou ao FNDE a possibilidade de inscrição de um número maior de títulos por editora, proporcional ao seu catálogo. Ficaram de analisar o pedido.   

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Cestas básicas poderão ter livros de autores nacionais

A inclusão de pelo menos dois livros da cultura nacional nas cestas básicas, distribuídas no País, está prevista no Projeto de Lei 4534/04, apresentado pelo deputado Gonzaga Patriota (PSB-PE). A proposta estabelece que, na seleção dos exemplares, devem ser privilegiados os clássicos de autores nacionais e a adequação das leituras às diversas faixas etárias.     “Esse seria um instrumento de formação intelectual e cidadã, sem precedentes na história do Brasil, com 24 títulos novos por ano na biblioteca da família“, avalia Patriota. “Além disso, os professores poderão programar um intercâmbio para que toda a comunidade seja beneficiada com a troca de exemplares“.     O deputado argumenta ainda que a medida contribuirá para o desenvolvimento do mercado editorial no segmento de produtos de baixo custo, gerando empregos; e virá somar-se às medidas recentemente anunciadas pelo Governo para baixar os preços dos livros, entre as quais a isenção de tributos sobre o produto.    Tramitação    O projeto, que tramita em caráter conclusivo, aguarda parecer do relator, deputado Luciano Leitoa (PSB-MA), na Comissão de Educação e Cultura. Em seguida, será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. 

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Livros didáticos falhos – SBPC propõe adoção de conteúdos regionais

O presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ennio Candotti, enviou carta aberta ao ministro da Educação, Tarso Genro, na qual denuncia a precariedade pedagógica de livros didáticos, por desconhecerem o caráter regional da realidade dos alunos, inadequação que estaria na raiz da má qualidade do ensino de ciências. Na carta, ele apresenta sugestões sobre como melhorar a sua qualidade.     Segundo informa o boletim da SBPC, tal conclusão é resultado de encontros promovidos pela SBPC no ano passado, em diferentes estados, com professores do ensino médio e estudantes universitários, nos quais se recolheram sugestões para o aperfeiçoamento do ensino fundamental e médio.     De acordo com Candotti, o conteúdo de tais livros não reflete o caráter regional do contexto existencial dos alunos, componente fundamental do ambiente em que se dá o processo do aprendizado. Livros didáticos providos de conteúdos descontextualizados não atenderiam ao propósito do ensino de despertar os alunos para a diversidade dos contextos sociais e ambientais em que transcorre a sua existência.     A mensagem de Candotti recebeu apoio das secretárias de Educação e de Ciência e Tecnologia do estado do Amazonas, respectivamente, Vera Lucia Marques Edward e Marilene Corrêa, segundo

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Quem leva a melhor?

O ano começou mais cedo para um determinado nicho do mercado editorial. Desde a divulgação, em dezembro, das novas exigências para as compras governamentais de dicionários pelo Ministério da Educação, não faltaram trabalho e correria em editoras como Nova Fronteira, Larousse, Grupo Positivo, Objetiva e Melhoramentos. A meta é a mesma para todas: conseguir apresentar os produtos ao governo até 4 de março.     E nesse filão, que conta com o mini Caldas Aulete (Nova Fronteira), o novo Larousse, os tradicionais Aurélio (Grupo Positivo) e Houaiss (Objetiva), a disputa pelas carteiras escolares – ao menos dos primeiros anos do Ensino Fundamental – vai se dar mesmo entre dois dos mais representativos autores brasileiros do universo infantil: Mauricio de Sousa e Ziraldo. Em 2003, a Nova Fronteira lançou uma versão infantil do Aurélio, com desenhos da Turma da Mônica. Apesar de o ´´Aurelião´´ estar, agora, nas mãos do Grupo Positivo, do Paraná, os direitos da versão de Mauricio de Sousa ainda são da Nova Fronteira. E a editora está apostando alto nesta edição para atender às crianças da 1ª e 2ª séries do Ensino Fundamental.     O que a Turma da Mônica não devia estar esperando era que a

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Vivaleitura é lançado em evento na CBL

O pequeno auditório da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em São Paulo, ficou lotado durante o evento de lançamento do Ano Íbero-Americano do Livro e Leitura, o Vivaleitura 2005, realizado na tarde de 20 de janeiro. A grande atração foi a palestra do presidente do Grupo Interamericano de Editores (GIE) e vice-presidente do grupo Santillana na Colômbia, Gonzalo Arboleda Palácio.     Estavam presentes vários editores e profissionais do livro, além de representantes de entidades como LIBRE, ANL, ABEC e Abrelivros. Compunham a mesa a secretária de Estado da Cultura de São Paulo, Cláudia Costin, e o coordenador do Fome de Livro, Galeno Amorim, além de Oswaldo Siciliano, presidente da CBL e Andrés Cardo, diretor geral da Editora Moderna. Também marcaram presença o ex-ministro da Educação, Paulo Renato de Souza, e a secretária de Cultura do Ceará, Claudia Leitão, representando o terceiro estado brasileiro a publicar sua lei do livro, atrás do Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.   Em sua palestra, intitulada “Políticas do livro e da leitura nos países ibero-americanos“, Arboleda apresentou os 10 pontos da Agenda de políticas públicas sobre o livro e leitura produzido em Cartagena, Colombia, durante o Encontro Íbero-americano sobre o Livro

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Órgãos federais poderão ser obrigados a doar livros

O Projeto de Lei, do deputado Onyx Lorenzoni (PFL-RS), propõe que os órgãos e as entidades da administração pública federal que recebam verba para publicidade e propaganda institucional destinem pelo menos 3% desse orçamento à compra de obras literárias de autores brasileiros que não possuam vínculo ou contrato com alguma editora.     Esses livros deverão ser destinados a escolas, bibliotecas e outras instituições públicas. A seleção das obras e dos autores será feita, de acordo com o projeto, por licitação pública, para evitar favorecimentos. As obras não poderão tratar de assuntos político-ideológicos, nem partidários. A Comissão de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados está analisando o projeto. 

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