O teste do livro
O circo do livro foi montado, os artistas estão a postos, mobilizadíssimos, e a platéia sob enorme expectativa: 2005 promete ser um ano decisivo para o mercado editorial no Brasil. Os dois primeiros anos do governo Lula foram de reconhecimento de terreno, nos quais o Ministério da Cultura começou aos poucos um diálogo com os protagonistas do mundo do livro no país. Agora, tudo o que foi elaborado e até realizado – como a desoneração do setor, determinada no fim do ano passado, pela qual os cofres públicos deixarão de arrecadar R$ 160 milhões – deverá começar a ser posto em prática e a ter seus primeiros impactos. Pesquisa divulgada pelo governo, realizada neste início de ano com editores e livreiros de todo o país, revela um otimismo inédito em relação às medidas que poderão ser adotadas, mas demonstra que, por enquanto, quem gosta de ler vai continuar a pagar caro pelo livro. Embora o Brasil tenha se tornado um dos poucos países do mundo onde a produção de livros é totalmente isenta de impostos, a redução de preço, que os editores prometem realizar, deverá parecer inócua para os leitores. O livro só vai deixar de