No Brasil, 23% dão aulas de matemática sem diploma

Cerca de 23% dos professores de matemática do ensino médio no País não têm curso superior. Eles completaram apenas o próprio ensino médio – mesmo nível de escolaridade para o qual dão aulas. Outros 21%, aproximadamente, são graduados em outras áreas, que podem ser próximas da matemática, como Processamento de Dados e Ciências Contábeis, ou bem distantes, como Letras. Apenas 20% são formados de fato em Matemática. Nas regiões Norte e Nordeste o índice de professores sem formação superior é ainda mais alto, chegando a 36,9% e 36,1%, respectivamente. Por lei, todos deveriam ter diploma universitário.    Os problemas no ensino da matemática aparecem em estudantes de todos os níveis e regiões. Na última avaliação internacional Pisa, cujos resultados foram divulgados no ano passado, os estudantes brasileiros tiveram um dos piores desempenhos na disciplina, ficando na frente apenas dos da Tunísia, Catar e Casaquistão. Na semana retrasada, as notas do Saresp, a avaliação feita pelo Estado de São Paulo, mostraram que 71% dos alunos terminam o ensino médio sem conhecimentos básicos da área. Eles têm dificuldades para realizar operações de soma, subtração, multiplicação e divisão, além de não conseguirem mensurar grandezas e medidas.    Os dados fazem parte de um

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MEC quer mudar português já em 2009

Uma comissão do MEC elaborou uma proposta para que a reforma ortográfica da língua portuguesa comece a ser implantada no Brasil a partir do dia 1º de janeiro de 2009.    A reforma prevê, entre outros pontos, o fim do trema e de acentos em palavras como vôo, herói, idéia e assembléia do vocabulário dos países de língua portuguesa.    A proposta da Colip (Comissão para Definição da Política de Ensino-Aprendizagem, Pesquisa e Promoção da Língua Portuguesa) ainda tem que ser submetida ao ministro Fernando Haddad (Educação), aos ministérios da Cultura e das Relações Exteriores e à Presidência.    Ela prevê um prazo de três anos para a transição entre a ortografia atual e a prevista pela reforma. Nesse intervalo, as duas normas vigorariam.    Segundo Godofredo de Oliveira Neto, presidente da comissão, a partir do dia 31 de dezembro de 2011, todos os livros didáticos, provas para concurso e vestibulares teriam que estar submetidos às novas regras.    Em comunicado enviado no começo do mês à editoras de livros didáticos, o MEC já exigiu que as obras enviadas às escolas públicas estejam adequadas às mudanças em 2010.    O projeto da comissão prevê ainda a elaboração de um vocabulário

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Isentas, editoras não contribuem para fundo

O Fundo Pró-Leitura, anunciado em 2004 pelo governo federal e por representantes das editoras, nunca atingiu o objetivo de arrecadar 1% do faturamento das empresas em um fundo para financiar programas de incentivo à leitura.    Em novembro de 2004, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que a produção, a comercialização e a distribuição de livros seriam isentas do pagamento das contribuições federais PIS/Pasep e Cofins.    Com a medida, o governo estimava que deixaria de arrecadar cerca de R$ 160 milhões por ano, valor que seria atenuado porque, com a diminuição do preço, o MEC (Ministério da Educação) gastaria menos com a compra de livros.    Como parte do acordo, editoras e livrarias teriam que contribuir com 1% de suas vendas com um fundo pró-leitura. “Tenho tido dificuldade para a arrecadação dessa verba“, diz Jorge Yunes, presidente do Instituto Pró-Livro, que faz a gestão do fundo, e presidente da Abrelivros (Associação Brasileira de Editores de Livros).    “Cada uma contribui com um valor, de R$ 500 a R$ 70 mil. Isso nem chega próximo a 1% do faturamento“, diz.  Yunes afirma que não há como fazer o controle de quanto cada editora deveria contribuir porque “a maioria

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Instituto Pró-Livro já se consolida

Criado pela Associação Brasileira de Editores de Livros, Câmara Brasileira do Livro e Sindicato Nacional de Editores de Livros, o Instituto Pró-Livro recebeu, dia desses, uma notícia que deixou todo mundo aliviado. É que a Abrelivros, que reúne as editoras de livros didáticos, decidiu manter a contribuição de R$ 250 mil mensais para o IPL financiar ações de fomento à leitura.    A notícia chega em boa hora. Temia-se que os editores, informados sobre a disposição do governo de mandar projeto de lei ao Congresso para criar um fundo pró-leitura com contribuições compulsórias de 1% sobre seu faturamento, poderiam suspender, antes mesmo da criação do fundo oficial, suas contribuições. A Abrelivros se antecipou e decidiu que, independentemente do que venham a fazer editoras lideradas pelas duas outras entidades – Snel e CBL – seus associados continuarão a contribuir.    O instituto está terminando, agora, a segunda edição da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, cujos resultados serão anunciados em maio. 

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Comissão do MEC quer reforma ortográfica a partir de 2009

A Comissão de Língua Portuguesa (Colip) do Ministério da Educação (MEC) enviou uma proposta nesta quarta-feira (26) para que a reforma ortográfica entre em vigor em 1º de janeiro de 2009. De acordo com o presidente da Colip, Godofredo de Oliveira Neto, o período de transição entre a norma lingüística atual e a nova é de três anos.    A medida precisa ainda passar por avaliação dos ministros da Educação, da Cultura e das Relações Exteriores, para seguir para sanção presidencial. “Deve ser rápido o processo. Estimo um mês para que a proposta passe por todos os trâmites. É a única proposta feita e não tem outra na mesa”, afirma Oliveira Neto.     A reforma ortográfica no Brasil é decorrência de um acordo ortográfico internacional que pretende unificar os textos escritos nos oito países de língua porguesa (Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Timor Leste, Brasil e Portugal). A discussão internacional sobre as normas lingüísticas acontece desde 1994 (confira o histórico do acordo ortográfico).    De acordo com o texto da Colip, a partir de 2009 todos os textos produzidos já devem ser escritos na nova norma (veja aqui o que muda na língua), com algumas

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ABRELIVROS e ABDR debatem sobre comércio ilegal de livros em seminário sobre pirataria em Natal (RN)

A Associação Brasileira de Direitos Reprográficos (ABDR) e Associação Brasileira de Editores de Livros (Abrelivros) participam na próxima sexta-feira, dia 28, em Natal (RN) do Seminário de Combate à Pirataria, promovido pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte. O encontro, voltado para promotores públicos, juízes e membros da polícia civil e militar, irá debater a necessidade de se impedir as diversas práticas de pirataria e comércio ilegal no Brasil. Dalízio Barros, consultor jurídico das entidades, fará palestra sobre o combate à reprodução ilegal de obras literárias e didáticas, além de mencionar as ações desenvolvidas pelas entidades nos últimos anos.     Ele vai demonstrar o impacto negativo causado pelo comércio não autorizado de livros, a exemplo dos livros do professor, as ações policiais e judiciais desenvolvidas pela entidade contra instituições e empresas que praticam o comércio de cópias de livros (xerox), além de demonstrar o sucesso de projetos com a Pasta do Professor, uma iniciativa inédita das editoras brasileiras e que tem como objetivo disponibilizar conteúdos editoriais em formato diferente e fragmentado com o apoio da internet.     Além das entidades ligadas ao livro, o Seminário em Natal irá receber representantes de diversos setores produtivos do país, como

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Ensino médio é o elo frágil da educação, diz ministro

O ELO FRÁGIL da educação brasileira, que precisa de uma grande intervenção. Foi assim que o ministro da Educação, Fernando Haddad, classificou o ensino médio do país, durante a sabatina feita pela Folha.    Para tentar reverter o quadro, Haddad afirmou que o governo Lula pretende assumir parte das matrículas desse nível de ensino do país.    Durante duas horas, o ministro respondeu ontem, em São Paulo, perguntas da platéia e de quatro jornalistas da Folha: a secretária de Redação Suzana Singer, o colunista Gilberto Dimenstein e os repórteres Antônio Gois (sucursal do Rio) e Vera Magalhães (“Painel“).       ENSINO MÉDIO  As escolas do ensino médio, como estão organizadas hoje, fazem pouca diferença na vida dos alunos. Faz alguma, pois o jovem que estuda tem mais acesso ao mercado de trabalho, à cidadania, do que aquele que não faz o ensino médio.    A escola que temos é melhor do que sair da escola. Mas o ensino médio hoje é o elo mais frágil do ciclo educacional.    Os indicadores de qualidade nesse nível pioraram desde 1995. Há apenas três anos nem sequer contava com livro didático. Por isso, criamos o Programa Nacional do Livro de Ensino Médio,

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Prefeituras devem selecionar escolas para receber computadores

As prefeituras municipais têm até o dia 31 de março para selecionar as escolas que irão receber 12 mil laboratórios de informática do Programa Nacional de Informática na Educação (ProInfo). Licitados em dezembro do ano passado, maior pregão para aquisição de computadores da história do programa, a previsão é de que a distribuição dos laboratórios seja iniciada a partir da segunda quinzena de abril.    Neste primeiro momento, terão prioridade as escolas públicas de 5ª a 8ª séries que ainda não possuem computadores. Do total de 12 mil laboratórios, nove mil serão entregues em escolas urbanas, com mais de 100 alunos. Os outros três mil laboratórios serão distribuídos em escolas rurais com mais de 50 alunos. Os equipamentos serão entregues e instalados.    Os novos computadores já dispõem de roteador wireless – que oferece sinal sem cabo para acesso à internet. “Com isso vamos minimizar a contrapartida da escola, já que não será necessário instalar a rede”, explica o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky. Os equipamentos contam também com o sistema operacional Linux Educacional, software livre criado especialmente para as escolas brasileiras, contendo diversas ferramentas de produtividade.    Os computadores chegam às salas de aula repletos de

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Governo investiga receita de sucesso no ensino de 37 cidades

A biblioteca da escola é transportada de um canto para o outro por um jegue guiado por alunos, professores e diretores. Os “mestres“ passam por avaliações e estão sujeitos a ter de freqüentar aulas de reforço.     Um representante visita a casa do aluno que falta dois dias consecutivos para saber o motivo da ausência. Iniciativas como essas de Alto Alegre do Pindaré (32 mil habitantes, interior do Maranhão) foram elencadas no estudo “Redes de aprendizagem – Boas práticas de municípios que garantem o direito de aprender“, elaborado por uma parceria entre o Ministério da Educação, o Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) e a Undime (União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação).     O trabalho, que será apresentado hoje pelo ministro Fernando Haddad, elenca 37 redes municipais que, segundo o trabalho, influenciaram de fato no aprendizado dos alunos, já que o contexto socioeconômico foi isolado da análise.     A intenção era identificar escolas que encontraram soluções para problemas comuns a outras escolas, segundo a secretária de Educação Básica, Maria do Pilar Lacerda. O próximo passo, disse, é divulgar as experiências bem-sucedidas. “Levar a experiência como um pacote fechado não funciona, mas é possível ver

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