Saraiva divulga resultados e ação sobe

Na última quinta-feira (14), a Saraiva S.A. Livreiros Editores, codinome do grupo Saraiva, anunciou seus resultados financeiros para o trimestre encerrado em 31 de março de 2015. A receita líquida consolidada totalizou R$ 626,8 milhões, uma queda de 7% em relação ao primeiro trimestre do ano passado.

Já o EBITDA consolidado do grupo alcançou R$ 69,7 milhões, ou seja, foi 37% menor que o mesmo período em 2014. O lucro líquido, por sua vez, somou R$ 25,1 milhões ou 55% a menos que no primeiro trimestre do ano passado.

A receita líquida do varejo durante o primeiro trimestre somou R$ 498,6 milhões, apenas 3% a menos que em 2014, enquanto a unidade de Negócios Editoriais, a editora, alcançou R$ 151,4 milhões com uma queda de 16%. As vendas da editora, segundo o release de resultados, “foram impactadas pelo atraso no início das aulas no segmento da educação superior, pela expectativa de anúncio do novo Código de Processo Civil (“CPC”) e, na educação básica, pela antecipação de parte do faturamento de sistemas de ensino e livros didáticos do 1T15 para o 4T14”. O mesmo relatório explica que, no que se refere ao varejo, o “desempenho de vendas nas lojas foi de -4% no 1T15, superando os dados mais recentes da PMC/IBGE, que aponta para queda de 7,8% no comércio de livros, jornais, revistas e papelaria no mesmo período”.

O mercado parece de fato ter gostado dos resultados, afinal a principal ação do grupo negociada na Bovespa, a SLED4, teve alta de 10,28% no pregão da última segunda-feira, 18, alcançando a cotação de R$ 5,79, a maior do mês de maio.

Em seu relatório, a gigante do mercado editorial brasileiro destacou algumas ações. No que se refere ao grupo, ressaltou a implantação de um orçamento matricial, com o apoio da Consultoria Gradus. No que se refere ao varejo, o destaque foi a contratação da consultoria Ene´as Pestana & Associados para auxiliar no processo de reestruturação da unidade. Além disso, o relatório lembra que no primeiro trimestre deste ano foi iniciado um plano de reformulação do layout das lojas, o “Projeto 25” (leia maisaqui). Já em relação à editora, o destaque foi a redução de 14% nas despesas operacionais “por conta do menor volume de vendas e pelos esforços da reestruturação iniciada em 2013”.

Uma boa notícia é que no primeiro trimestre de 2015, a divisão de comércio eletrônico, excluindo a venda de eletroeletrônicos e eletroporta´teis, registrou volume de vendas praticamente estável na comparação com o ano anterior, “com destaque para a comercialização de livros, artigos de papelaria e telefonia.” A receita total da plataforma foi de R$ 150 milhões, um recuo de 2% em relação a 2014. O site da Saraiva, aliás, tem conquistado cada vez mais representatividade nas operações do varejo do grupo depois do relançamento da plataforma de e-commerce no final de setembro de 2014. O crescimento no número de pedidos faturados foi de 11%, a taxa de conversão aumentou 15%, o tráfego via dispositivos móveis subiu 86% e o número de visitas no site cresceu 28% em relação ao primeiro trimestre do ano passado. No entanto, tudo isso foi compensado pela redução de 15% do ticket médio por transação (R$ 114).

Na área digital, o relatório trimestral da Saraiva lembra que a plataforma Minha Biblioteca, mantida em sociedade com Atlas, Grupo A, Grupo Gen e Manole, vem apresentando importantes resultados, com um total de 77 instituições de ensino ja´ atendidas e crescimento de 305% com relação ao ano anterior. A única menção do relatório sobre o LEV, o leitor digital da Saraiva, é que o mesmo já conta com um catálogo de 450 mil títulos em língua estrangeira e 35 mil títulos em português. Deste conteúdo em português, 2,5 mil livros são do portal Publique-se!, plataforma de self-publishing do grupo. Segundo o relatório, 500 novos e-books foram adicionados à plataforma no primeiro semestre do ano.

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